É tudo tão estranho…

Hillary Clinton saúda eleitores

Hillary Clinton saúda eleitores

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Bom dia, #EuouRothnoBeiraRio

Risadinha que me fode

Risadinha que me fode

Larguei o Inter de mão. Assisto os jogos — pela TV — apenas para conferir a queda. Toda decadência é muito literária, interessante do ponto de vista estético. E a insistência com Celso Juarez Roth faz parte disso. As bisonhas declarações ensaiadas de Juarez e Carvalho, a exaltação mentirosa do bom futebol apresentado em mais uma derrota, as substituições desastradas no meio do segundo tempo e que pioraram muito o time, a manutenção de Seijas e Nico no banco, tudo é muito burro. Parece que as pessoas que “comandam” o clube têm pressa para que o Internacional caia logo, tal é a falta de reflexão. São tentativas tão mágicas quanto as entrevistas.

Pois há tanto nervosismo que a incapacidade natural de Roth e Carvalho fica amplificada e a impressão é a de que eles estão empurrando o clube para a queda, como fazia Flávio Obino na última queda do Grêmio. As entrevistas são perfeitas para irritar o mais calmo dos colorados. Ontem, desliguei o rádio quando Roth deu sua primeira risada “tranquilizadora”. É a típica risadinha que me fode.

Quem quiser ir ao estádio para apoiar incondicionalmente o clube que vá. Eu estou fora, pois iria só para vaiar, mesmo em caso de eventual vitória.

Caímos e, sinceramente, estou mais curioso com a movimentação eleitoral que já deve estar rolando silenciosamente para que ninguém diga que “estão atrapalhando a tentativa de recuperação do time”. O Inter é o pior time do segundo turno, venceu uma partida das últimas 19 no Brasileiro. Ou seja, a tendência é que se afaste ainda mais do 16º lugar, aspiração suprema do time montado por Piffero e (má) companhia.

Os números dos estatísticos só crescem. Agora já temos 70% de chances de rebaixamento e não esqueçam destes nomes:

Vitório Piffero, Argel Fucks, Carlos Pellegrino, Fernando Carvalho e Celso Roth.

Eles são os principais artífices de nossa queda. Enquanto um desses caras estiver por lá, eu estou fora. A desgraça já está feita, mas é sempre pior ver a incompetência gesticulando ao lado do campo.

Juarez precisa de férias

Juarez precisa de férias

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História banal, de Charles Cros

Era um grande muro branco – nu, nu, nu,
Posta no muro uma escada – alta, alta, alta,
No chão, um arenque defumado – seco, seco, seco.

Ele chega, trazendo nas mãos – porcas, porcas, porcas,
Um martelo pesado, um prego – bicudo, bicudo, bicudo,
Um novelo de fio – grosso, grosso, grosso.

Subindo então à escada – alta, alta, alta,
Espeta o prego bicudo – toque, toque, toque,
Ao alto do muro branco – nu, nu, nu.

Deixa fugir o martelo – que cai, que cai, que cai,
ao prego amarra a corda – longa, longa, longa,
E à ponta o arenque defumado – seco, seco, seco.

Volta a descer a escada – alta, alta, alta,
Leva-a, e ao martelo – pesado, pesado, pesado,
E lá se afasta para – longe, longe, longe.

Então o arenque defumado – seco, seco, seco,
Na ponta da corda – longa, longa, longa,
Balança devagarinho – sempre, sempre, sempre.

E eu inventei esta história – banal, banal, banal,
Para enfurecer as pessoas – graves, graves, graves,
E divertir as criancinhas – pequenas, pequenas, pequenas.

Charles Cros (Tradução de Aníbal Fernandes)

Charles Cros / Foto

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Porque hoje é sábado, os candidatos à prefeitura

Ontem, li perfis de candidatos à prefeitura num notório jornal de Porto Alegre.

Consistiam em tentativas comoventes de jornalismo literário.

O candidato tal trabalha muito, mas não descuida da família,

(tudo em parágrafos soltinhos, como talharim bem preparado)

outro gosta de música, outro deixa seu filho a 400 Km, mas à distância de um Whatsapp,

outro gosta de animais domésticos, outro de sexo oral.

Outro é moço moderno,

rema, pula, dança, boxa.

marilyn-monroeE tem muito dinheiro no banco.

Nada de projetos, só bondades. Como as pessoas são chatas quando tão boas!

monica-bellucci1-1080x1920Eu peço aos céus ateus que me livrem da absoluta correção política,

dos Reinos de Bons Sentimentos e dos maus textos dos outros,

deixando-me só, com minhas porcarias e pensamentos incompletos.

Amém.

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Inter com Roth, Carvalho e Piffero: tudo certo como dois e dois são cinco

Celso Juarez Roth, o coisa ruim: Tudo em volta está deserto, tudo certo, tudo certo como dois e dois são cinco

Celso Juarez Roth, o coisa ruim: Tudo em volta está deserto, tudo certo, tudo certo como dois e dois são cinco

Eu digo:

— Que nojo esse meu time!

E Elena pergunta, curiosa:

— Você tem nojo do próprio time?
— Claro!
— Milton, você tem que se tratar.

Este foi o gênero das piadas de ontem à noite. Pois o Inter realmente dá certo asco. Quando está jogando é como se tivéssemos um cocô na sala. E, se os titulares são lastimáveis, o que dizer dos reservas? A única coisa positiva que posso dizer é que Alex é melhor lateral esquerdo que Artur e Géferson, mas o problema é que gosta de dar entrevistas justificando as derrotas. Vai acabar como porta-voz de algum governo, tal é seu talento para tentar explicar o que não tem remédio.

De resto, há um deserto cujos grãos de areia são os passes errados, as falhas defensivas, o desperdício, as faltas desnecessárias, a ausências de cobertura, nem sei mais o que dizer. Fico abobado que tenhamos ganho a Libertadores e o Mundial de 2006 com Fernando Carvalho como presidente. Realmente, Abel, Fernandão, Iarley e Clemer seguravam as pontas, porque não há inteligência ou bom senso em FC. Nem vou falar do principal culpado, Vitorio Piffero.

E… Falar em Celso Juarez Roth novamente? Para quê? Acho vai ser demitido após a derrota de domingo contra o Atlético-MG. Nenhum time sobrevive a Argel e Roth num período tão curto. Falam em Lisca. Bem, este ao menos é louco. Burro não é.

O jogo de ontem foi uma formalidade. Só ficaríamos fora se tomássemos uma goleada. Perdemos de 1 x 0, mas apenas porque o Fortaleza perdeu muitos gols no primeiro tempo. O segundo foi sensacional com o Inter tentando ganhar tempo enquanto eu pensava no bolo da D. Lourdes que estava me chamando na cozinha. Estou gordo, nossa.

Galo, por favor, faça o serviço bem feito! Goleie-nos!

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10 grandes livros que foram censurados em algum momento de suas histórias

Li em algum lugar — perdi o site norte-americano — uma lista de livros que foram proibidos em um momento ou outro de suas histórias (principalmente nos EUA), e busquei lembrar os casos mais hipócritas, ignorantes e absurdos. Sorri quando revisei a listinha. É simplesinha, mas achei irônica. Então não deve ser tão ruim. Confiram aí!

Cena de Fahrenheit 451

Cena de Fahrenheit 451

1. Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Foi proibido na Alabama porque um dos livros carbonizados na trama é a Bíblia…

2. Huckleberry Finn, de Mark Twain.
Quem não leu o livro e toma contato apenas com citações fora do contexto, pensa que a obra é racista e não anti-racista e anti-escravatura.

3. O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.
Simplesmente porque Holden Caulfield diz muitas vezes “Fuck off”.

4. Os Versos Satânicos, de Salman Rushdie.
Rushdie escreveu um romance que satirizava alguns dos mais tacanhos e antiquados aspectos do Islã. O aiatolá Khomeini baniu o livro e decretou uma fatwa, pedindo que “todos os bons muçulmanos” dessem uma forcinha e fossem matar Rushdie.

5. 1984, de George Orwell.
Durante o período da Guerra Fria, alguns governos do leste europeu mantinham olhos atentos sobre o que as pessoas estavam lendo. Eles não tinham tolerância para algo como a sociedade distópica de “1984”, onde o Grande Irmão também via tudo.

6. O Diário de Anne Frank.
É incrível, mas o livro, que ilustra a fé imortal de uma vítima do Holocausto na bondade humana, foi proibido pelo estado de Alabama em 1983 por retratar “uma verdadeira desgraça.” Seria um caso de excesso de verossimilhança?

7. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
Mesmo motivo de 1984.

8. A série Harry Potter, de J.K. Rowling.
O livro que iniciou toda uma nova geração na mundo dos livros foi proibido pelo fato do personagem principal fazer mágicas. A proibição ocorreu na Coreia do Norte e em países árabes fundamentalistas.

9. Ulysses, de James Joyce.
Eu poderia escrever páginas e páginas sobre estas várias proibições ocorridas dos anos 20 aos 50, mas vou apenas dizer que ele foi banido na Inglaterra, na França e na maioria dos estados dos EUA por ser pornográfico, coisa que também é. E daí?

10. Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca
Não estava na lista original, mas coloco na minha lista Feliz Ano Novo, um dos muitos  livros brasileiros que foram publicados, distribuídos, comercializados e, algum tempo depois, examinados pela censura brasileira (DCDP). O parecer era sempre o mesmo: “exteriorizava matéria contrária à moral e aos bons costumes”.

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Livros que a Cosac não conseguir vender até o final do ano serão picotados

Coisas do Brasil… Não sei nem o que comentar. Não há mesmo um modo de doar para bibliotecas?

cosac

Da PublishNews

Quando chegar o último dia de 2016, a Cosac Naify não deverá ter mais nenhum livro em seus estoques. Os que sobrarem até lá serão transformados em aparas. A informação foi confirmada por Dione Oliveira, diretor financeiro da editora que teve seu fim anunciado em dezembro de 2015. “Me parte o coração mandar os livros para picotar, mas não posso deixar de atender às necessidades da empresa para a qual eu trabalho. Em alguns momentos, você acaba sendo impopular com algumas medidas”, disse Dione ao PublishNews. Desde o fim de janeiro deste ano, a Amazon passou a comercializar, com exclusividade, os livros da Cosac. Dione informou que os livros que já foram vendidos à varejista não serão recolhidos. “Seria fantástico se a Amazon tivesse comprado todo o nosso estoque, como dizem por aí, mas isso não foi verdade, infelizmente”, comentou o diretor. Dione não revelou quantos livros a editora ainda mantém em seu estoque.

Dione ponderou que os custos para manutenção do estoque e dos contratos com o operador logístico ficaram muito caros para a Cosac. “Infelizmente, temos obras que ainda têm um volume muito grande em nossos estoques, mas esses mesmos livros não têm giro. Não dá para ficar guardando esses livros que não têm giro. É muito caro”, alegou. Por outro lado, muitas das obras que fizeram parte do catálogo da editora já migraram para outras casas editoriais. “A Cosac tem negociado os seus títulos com outras casas editoriais. Alguns dos títulos que fizeram parte do nosso catálogo até já foram publicados por outras editoras. De certa forma, fica complicado eu jogar uma quantidade excessiva desses livros no mercado. Se eu inundo o mercado com uma grande oferta desses livros, os novos detentores dos direitos terão dificuldade em vender seus livros. Nós temos ponderado isso”, disse descartando a possibilidade de se fazer um grande saldão dos estoques da Cosac.

Doações

Autores ouvidos pelo PublishNews, mas que preferiram não ser identificados, questionam o destino que a editora quer dar aos livros. Por que não doá-los a bibliotecas ou mesmo a eles, os autores. Dione disse que não está nos planos da Cosac fazer nenhum tipo de doações. “Tem um problema que muitas pessoas desconhecem. Doações geram um transtorno contábil na empresa. Se faço uma doação de um livro, tenho que reconhecer o custo disso. Se eu faço a doação de um volume considerável de livros, eu gero um resultado financeiro negativo absurdo, fora da curva”, disse. Além disso, Dione apontou que falta tempo e pessoal para fazer essas doações. Ele disse ainda que os livros não poderão ser doados aos seus autores, mas que eles têm prioridade na aquisição dos volumes. “Os autores que entrarem em contato conosco para comprar os estoques – na sua totalidade ou parte deles – de seus livros terão dos descontos conforme está previsto em contrato. Podemos até fazer uma condição um pouco melhor. Mas, desde o anúncio do fim da Cosac, foram poucos os autores que nos procuraram com essa intenção”, concluiu Dione.

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Mark Zuckerberg vai doar mais de US$ 3 bi para ciência médica

Ateu assumido, Mark Zuckerberg informou que vai doar mais de US$ 3 bilhões a pesquisas para curar, prevenir ou tratar doenças. Ele é o homem mais rico do mundo. Ele também garantiu que deverá doar 99% de sua fortuna para entidades científicas.

O presidente-executivo do Facebook fez o anúncio ao lado de sua mulher, Priscilla Chan.

A doação ocorrerá por intermédio da fundação Iniciativa Chan Zuckerberg.

cz

Nesta item, Zuckerberg imita Bill Gates, que também doa carradas de dinheiro para entidades filantrópicas e científicas. Imaginem isso na Brasil… O dinheiro ficaria em algum paraíso fiscal, hábito comum de nossas elites, tão pobres do ponto de vista mental. Ou, talvez fossem para uma igreja… Aqui, nem as artes se beneficiam da grana que enche seus bolsos.

Os primeiros US$ 3 bilhões de Zuckerberg se destinarão a um centro de pesquisas de biociências e a planos de um chip para diagnosticar doenças, monitoramento contínuo da pressão sanguínea e um mapa de tipos de células do corpo.

Zuckerberg também tem feito doações de incentivo à educação, como a de US$ 500 milhões em 2012.

Pelo ranking da Bloomberg, Zuckerberg tem uma fortuna estimada em US$ 56,8 bilhões.

Nos Estados Unidos, ele também lidera a lista dos filantropos.

Com agências.

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Aquele blog realizou seu maior Congresso Mundial de todos os tempos

E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior

LÍNGUA — Caetano Veloso

Amigos, tudo é o nome de uma das principais categorias deste blog. Ela deveria ser mais atualizada, pois acho que Caetano Veloso tem muita razão nos versos acima que cantam a amizade como superior ao amor. Não leia a frase seguinte, Elena, ela é apenas filosófica, uma tese, entende? O fato é que no amor podemos substituir uma pessoa por outra, mas na amizade cada amigo tem um lugar sob medida em nosso cérebro. Até porque a amizade prescinde da tolerância. A pessoa chega, vê se lhe agrada, vê se cabe na vida do potencial amigo e se acomoda ou não. Amizades onde a gente tem de ser muito tolerante não são amizades. O amor, por ser mais constante, não prescinde de adaptações. Aliás, vale muito a pena se adaptar, dependendo do outro. No meu caso, valeu e nem me deu trabalho.

E um dos formatos mais curiosos de amizade é o daqueles amigos que se reúnem sem proximidade física, pela Internet, porque têm algo em comum que, no caso do Congresso anunciado acima, é o gosto pela música e o notório blog que formaram.

Então, há pouco mais de três semanas, em um restaurante peruano do centro de São Paulo, encontraram-se Avicenna, Bisnaga, Luke e PQP. Havia helicópteros nos ares, houve muito nervosismo e tivemos que andar disfarçados pela rua, de forma a despistar o policiamento. Eu fui disfarçado de André Rieu; Avicenna, de Richard Clayderman; Luke fez um Keith Jarrett perfeito e Bisnaga estava com um barba de Antoni Gaudí. Ele não entendeu que era para se disfarçar de músico e entrou no restaurante falando na Sagrada Família de Barcelona em espanhol. Deixamos nossos disfarces com o garçom e dirigimo-nos a nossa mesa.

Éramos seis, o quarteto já descrito mais Elena e Branca, que vieram respectivamente fantasiadas de Anne-Sophie Mutter e de Khatia Buniatishvili, fato que atraiu grande atenção sobre nosso grupo, que só queria discrição.

A pauta era rarefeita, na verdade era nenhuma. A crise do blog acabara, íamos continuar polinizando beleza pelo mundo e falamos principalmente sobre música, algo fundamental mas desimportante naquele momento. Posso dar uma ideia do espírito do encontro relatando que, quando Elena chegou, quase uma hora depois da hora marcada para o encontro, foi cumprimentada por Avicenna da seguinte maneira:

—  Já li tanto sobre você que parece que te conheço faz muito tempo. Obrigado por fazer este meu amigo feliz. Acompanhei algumas fases piores dele, mas depois de ti…

Tudo isso foi dito em particular, a Elena me contou depois. O Avicenna é um gentleman, sabe dizer as palavras certas na hora correta e ela ficou encantada com aquele cidadão de cabelos brancos como o nome de sua mulher, certamente em razão de sua fantasia de Clayderman que, como todos sabem, é um pianista loiro que despeja mel enjoativo nas teclas de seu instrumento.

Da mesa, PQP não conhecia apenas Luke, que o assustou com o paradoxo de sua extrema juventude e voz de baixo profundo. Bem, creio que na verdade não há paradoxo nisso, pois quem terá voz grave já a adquire na adolescência, certo, Leporello?

E assim aquele blog seguirá despejando maravilhas sobre vocês.

Bem, abaixo vão algumas fotos que demonstra que os caras não são produtos virtuais.

Richard Clayderman e Khatia Buniatishvili

Richard Clayderman e Khatia Buniatishvili

Antoni Gaudí esconde seus projetos de Keith Jarrett

Antoni Gaudí esconde seus projetos de Keith Jarrett

Gaudí e Jarrett, apaziguados

Gaudí e Jarrett, apaziguados

A rixa entre Gaudí e Jarrett prossegue. Jarrett boicota a foto.

A rixa entre Gaudí e Jarrett prossegue. Jarrett boicota a foto.

No que é respondido por uma imitação de foca.

E é respondido por uma imitação de foca.

O sexteto. Notem como PQP esqueceu de encolher a barriga

O sexteto. Notem como PQP esqueceu de encolher a barriga

 

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Bom dia, rebaixado Celso Juarez Roth

Foi uma derrota merecida, meu caro. Teu time entrou com medo de perder para o último colocado do campeonato, o risível América-MG, pior ataque do Brasileiro e equipe que menos venceu até aqui. Digo assim porque eles não são o pior time do Brasileiro, o pior time é o teu. O Inter entrou com três volantes, não quis jogar e o América-MG foi um bando de pernas de pau muito mais organizado que o teu. Três volantes, nenhum armador. O diretor Fernando Carvalho disse, antes do jogo, que o futebol moderno prescinde deles… Que idiotice, Celso, nem vou comentar.

hahahaha

Quando tu resolveste colocar armadores, já era 30 min do segundo tempo. Desculpe, mas isso se chama mau caratismo. Acontece que, por algum motivo — provavelmente pelo fato do diretor Fernando Carvalho não ter participação em seus passes –, alguns jogadores do Inter estão sofrendo um rápido processo de fritura. Dizer, aos 30 min, “Nico e Seijas, vão lá e façam nosso gol” é queimar os jogadores frente à torcida. O investidor de Nico deve estar perdendo espaço no clube.

E, ao final do jogo, tu e Carvalho tiveram uma atitude típica de sacanas, de patifes. Para não serem apontados como culpados, vocês disseram que perderam o jogo quando o volante Anselmo sentiu câimbras, dando lugar a Seijas. Quem foi o culpado? Ora, Seijas, que entrara como um louco, super interessado, tentando criar todas as jogadas de ataque que seus companheiros não tinham criado até ali.

Aliás, no seio da torcida está sendo formado um consenso sobre as atitudes meramente políticas do departamento de futebol. As palavras trocadas nas Redes Sociais são especialmente violentas, irrepetíveis aqui. E olha, cair contigo, Celso Juarez Roth, vendo tu obedeceres a Ibsen Pinheiro e Fernando Carvalho, sob o olhar arrogante e indiferente de Piffero, é uma desonra completa para nós, é como fazer um pós-doutorado em masoquismo. Eu, por exemplo, ainda vou ter uma convulsão de ódio ouvindo tuas entrevistas cheias de risadinhas impotentes.

Agora o Inter não temos mais salvação. Cairemos e com justiça, bem caídos.

Com teus três volantes, o centroavante Aylon não tocou na bola. Não tivemos criação. E tomamos uma bola na trave. O América jogava melhor. Mas a culpa foi de Seijas. Paulão marcou mal várias bolas altas, inclusive a do gol do América. Mas a culpa foi de Seijas. Estamos com o mesmo grupo dirigente da outra maior vergonha do clube, o mazembaço: Vitorio Piffero, Fernando Carvalho e Celso Juarez Roth. Mas a culpa foi de Seijas. (Aliás, os sócios votaram em Piffero e têm participação…)

Culpar Seijas é apenas uma atitude baixa de vocês. Mais uma. Jamais vou esquecer o que os dois, tu e Carvalho, disseram após o jogo, como se recitassem o pior dos poemas: “Enquanto tivemos 3 volantes, não sofremos gols e controlamos o jogo. Quando avançamos, sofremos o gol”. E completaram o absurdo nomeando os bois.

Pediria apenas que, em nome o Internacional, vocês se assumam como culpados e, prezado torcedor colorado, por favor, no fim do ano vamos votar para varrer esses caras PARA SEMPRE.

Obs.: a expressão “pós-doc em masoquismo” é de Norberto Flach.

.oOo.

Estamos com 27 pontos. Precisaríamos de 45 para permanecer na Série A. Faltam 12 jogos e 18 pontos. Isto é, necessitaríamos de um aproveitamento de 50%, valor bem alto, valor do sétimo colocado neste momento. Olhando o time em campo, deprimido, destreinado e sacaneado por ti, Juarez (não esqueçamos de Argel), adivinhamos facilmente nosso futuro. É Série B em 2017.

Os estatíticos falam que temos 62% de chances de cair. Será que às vezes eles olham para o campo?

Uma pergunta: adianta te demitir agora ou é melhor deixar, te marcando definitivamente como um de nossos piores técnicos de todos os tempos?

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O Amor de Mítia, de Ivan Búnin

o-amor-de-mitiaIvan Búnin (Prêmio Nobel de Literatura de 1933) fez parte daquele grupo de nobres russos, ricos ou decaídos, que fugiu da Revolução de 1917. Era vizinho de Nabokov em seu exílio parisiense. A Rússia de sua novela O Amor de Mítia (1925) ainda era a dos nobres e grandes donos de terras tão bem descritos por Tchékhov. Não é para menos. Filho de uma antiga família de proprietários rurais, Búnin viu sua fortuna ser perdida pelo avô e depois pelo pai, um alcoolista viciado nos jogos de cartas. Teve que trabalhar cedo na cidade para ganhar a vida, mas a infância na Rússia pastoril czarista parece tê-lo marcado muito.

O tema de O Amor de Mítia não é a política, mas a inquietação e o Ciúme com C maiúsculo. Mítia tem muito a ver com o Otelo de Shakespeare. Ele ama e ama uma jovem saracoteante que se dedica a concertos, saraus e aulas de teatro. Mas o inferno do ciúme faz com que ele não viva nem aproveite nada. Tudo isto é descrito rapidamente até que ele deixa Moscou e parte para a casa da mãe no interior, cansado dos desentendimentos com Kátia. Como vários apaixonados, crê não ser correspondido.

O livro é basicamente a espera de Mítia. Ele quer receber cartas de sua amada, mas ela não manda. Estará ocupada? Não gosta mesmo de escrever? O que estará fazendo? Ela é fiel? Onde está Kátia? E ele passeia pelo campos, belamente descritos por Búnin em tradução do excelente Boris Schnaiderman. Em seus passeios, sempre acaba no Correio, à procura de cartas.

O contato com os camponeses leva-o a uma negociação direta para a compra de sexo. Búnin descreve toda a estratégia criada por um funcionário da fazenda. Mas ele não quer Alionka, quer Kátia, que persiste em seu silêncio.

É um bom e perfeitamente esquecível livrinho que dá para ler numa sentada ou deitada (118 páginas com capítulos bem curtos).

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Porque hoje é sábado e deixamos passar em branco a Semana da Pátria

Nossa vida, no teu seio, mais amores

Gigante pela própria natureza

És belo, és forte, impávido colosso

Em teu seio, ó liberdade

Desafia o nosso peito a própria morte!

Verás que um filho teu não foge à luta

Nem teme, quem te adora, a própria morte

Brasil, de amor eterno seja símbolo

Ó Pátria amada, idolatrada, salve! salve!

Deitado eternamente em berço esplêndido

Ao som do mar e à luz do céu profundo

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Ao som do mar e à luz do céu profundo (opa, de novo?)

Brilhou no céu da pátria nesse instante

Terra adorada (ou dourada, segundo Sartori), entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

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Mas… e se ergues da justiça a clava forte? Hein?

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Bom dia e parabéns, Celso Juarez Roth

Juarez nos fazendo de trouxas

Juarez nos fazendo de trouxas

Depois de teu novo fiasco de ontem à noite, Celso Juarez, o Inter se encaminha inexoravelmente para a Segundona. Faltam 13 rodadas e precisamos de 18 ou 19 pontos — quase 50% dos 39 a serem disputados. Isto é quase impossível. Afinal, ganhamos 8 pontos dos últimos 51 disputados. E basta olhar para o campo. Criatividade nenhuma, um primeiro tempo sem ímpeto nem urgência, uma total indiferença da parte da maioria dos jogadores; enfim, dificilmente escaparemos. Enquanto o site Infobola já crava em 59% nossas chances de cair, olho de esguelha para os culpados pela situação, doravante chamado Grupo dos Cinco Idiotas: Vittorio Piffero, Carlos Pellegrini, Argélico Fucks, Fernando Carvalho e Celso Roth, mais auxiliares e aspones de todos eles. Espero jamais rever suas bundas sentadas em cargos diretivos, pois direção é que eles não têm.

O habitualmente equilibrado Nando Gross disparou calmamente dizendo que tu, Celso, tens que sair agora, que tu só prejudicas a equipe. Ontem, na tentativa de bater teus recordes de cegueiras futebolística, retiraste Seijas no intervalo para colocar Sasha. Acho que o grupo ficou tão surpreso com a burrice que tratou de dar logo um gol para o pobre e podre time do Vitória. Parece que desejavam decidir imediatamente o destino do jogo.

O que tínhamos de bom está sendo destruído. William não consegue mais apoiar, os volantes correm feito baratas após uma dedetização, Seijas, Nico López e Aylon são os únicos que têm alguma inteligência, mas jogam sozinhos, cada um por si. E um time que alterna Géferson e Artur na lateral esquerda é uma piada, Piffero. Sim, acabo de dar uma risada.

2017 será um ano de jogos às terças e sextas, de camisetas baratas, de jogadores querendo sair para aparecer e de torcedores fazendo piadas com os trabalhos de Sísifo do Grêmio. Também será o ano de te mandar diariamente tomar no cu, claro. A ti e ao Argel. Como dizia o Barão de Itararé, “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”.

É hora de colocar alguém com cara que conheça futebol no teu lugar e que seja candidato a permanecer no ano que vem. E de pensar nas eleições. Não votei em Piffero nem em Fortunati ou Sartori. Fui de Dilma só no segundo turno e fora Temer. Em todo e qualquer nível, estou sendo administrado por quem detesto. Ainda bem que Sul21 dá uma equilibrada nisso. Que a luz ilumine o Conselho e que tenhamos colorados inteligentes e que gostem de futebol para que a gente volte em 2018 como um verdadeiro player, como dizem os empresários. A matemática me faz jogar a toalha. Agora é vaia.

Querem ver a coisa de ontem? Tá bom. Verão que sequer perdemos gols.

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O MPF me pegou

Tenho sérias e bem fundamentadas restrições a algumas acusações, mas se o MPF tem convicção…

mpfAutoria: Fernanda Melo

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Ontem, uma grande noite da Ospa no Salão de Atos da Ufrgs

Eu antecipara no Facebook que o Concerto da Ospa de ontem à noite tinha tudo para ser o melhor de 2016. E foi. Repertório bom (e difícil), solista espetacular, maestrina de alta musicalidade e comando, e uma orquestra tocando bem acima de sua própria média garantiram uma bela função no Salão de Atos da Ufrgs.

O repertório era formado por apenas duas peças: o Concerto para Viola de Béla Bártók e a Sinfonia Nº 2 de Camargo Guarnieri.

O Concerto para Viola de Bartók tem uma história triste e bonita. Em 1945, o compositor húngaro — um ateu socialista que anos antes declarara, em seu país natal, que gostaria de converter-se ao judaísmo para ser também perseguido pelos nazistas — estava morrendo de leucemia no exílio norte-americano. Sem dinheiro, passava dificuldades e aceitava trabalhos de composição para viver e deixar algo para sua esposa.

E as encomendas pingavam, poucas e importantes. Algumas das maiores figuras da música dos EUA fizeram-lhe encomendas: Benny Goodman, Yehudi Menuhin — que recebeu uma Sonata que é uma obra-prima — e William Primrose, violista, que pediu um concerto.

A violista russa Anna Serova | Foto: Ugo Zamborlini

A violista russa Anna Serova | Foto: Ugo Zamborlini

É notável como o Concerto para Viola tem a cara de Primrose. É a música mais norte-americana de Bartók, mas recebeu igualmente toques escoceses em razão das origens familiares do violista. O primeiro movimento, Allegro non troppo, é tomado por solos de viola, um mais belo que o outro. Antes de morrer, Bartók sofrera uma transformação. Amenizou um pouco seu estilo e aparou algumas arestas, enquanto a doença o vencia. O movimento lento, Adagio religioso, é uma emocionada despedida da vida. A compreensão da solista Anna Serova e da maestrina Valentina Peleggi a respeito daquilo que transmitiam era completa. Foi uma interpretação rarefeita, a música levitava linda, verdadeiramente expressando o desejo de que houvesse um outro plano ou continuidade, algo em que Bartók não acreditava. (O ateu Bartók tem também um Andante religioso no Concerto Nº 3 para Piano e Orquestra, composto quase na mesma época a fim de ser deixado para sua esposa atuar como solista e ganhar sua vida).

O último movimento é agitado e feliz, e a passagem do Adagio para ele foi especialmente trabalhada por Peleggi no ensaio de segunda-feira, assistido por mim. É aqui que aparece o tema escocês com que Bartók homenageia Primrose. Olha, é difícil caracterizar o nível de alta cultura musical envolvida no trabalho da russa Serova sob a direção de Peleggi. O resultado foi esplêndido. Aquilo que se interpretou ontem foi efetivamente o Bartók maduro de seus poucos anos nos EUA, não foi outra coisa.

A Sinfonia de Camargo Guarnieri também veio com uma demonstração de sensibilidade da maestrina. Desrespeitando o “protocolo”, ela pegou o microfone e explicou o que seria tocado através de exemplos retirados da Sinfonia e tocados pela orquestra. Foi oportuno e adequado. A italiana Peleggi trabalha na Osesp como assistente de maestro e sabe que os brasileiros conhecem pouco seus compositores. Então, tratou de contextualizar a música de Guarnieri. Na saída do concerto, a plateia elogiava a atitude de Peleggi ao falar sobre o objeto de seu trabalho.

A maestrina Valentina Peleggi | Foto: Augusto Maurer

A maestrina Valentina Peleggi durante um ensaio em 2015 | Foto: Augusto Maurer

Vamos a mais alguns detalhes: Guarnieri escreveu a Sinfonia Nº 2 em 1945. Em 1947, enviou-a para um Concurso Internacional realizado em Detroit, destinado a escolher uma “Sinfonia das Américas”. Tirou o segundo lugar entre as oitocentas obras inscritas. Villa-Lobos e Oscar Lorenzo Fernandes também enviaram trabalhos. Com 5.000 dólares a mais no bolso e crescente reconhecimento internacional, Guarnieri regeu a estreia da obra em 1950, em São Paulo, com a Orquestra Sinfônica Municipal.

Sofisticada e aparentemente mais difícil do que o Concerto de Bartók, a Sinfonia Nº 2 tem um primeiro movimento na forma de sonata, o segundo é contemplativo e praticamente monotemático e o terceiro é uma espécie de dança que é “uma loucura”, como disse simpaticamente Peleggi. Destaque para o trabalho da orquestra e para os belos solos de Paulo Calloni (corne-inglês), Flávio Moraes (fagote) e Wenceslau Moreyra, o Celau (violoncelo).

Foi uma grande noite, merecedora de um jantar com muita alegria e risadas. Uma observação final: nos últimos anos, a Ospa foi regida três vezes por mulheres. Em pouco tempo, tenho certeza que será absolutamente indiferente se o comando for masculino ou feminino. O que será importante será a concepção e o gesto. Da primeira vez, ouviram-se piadas machistas e o concerto não foi muito bom; da segunda, houve menos, o resultado de palco foi excelente; ontem, a aceitação era quase geral, com os narizes torcidos definitivamente vergados pela competência. Gente, esqueçam o patriarcado. Logo logo, ele estará enterrado e será muito brega e antinatural.

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Aqui, no mínimo 10 pontos, Inter, senão…

5-proximos

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Argel Fucks pode rebaixar três times em 2016

Cansado da primeira divisão? Acaricia projetos de cair? Chame Argélico Fucks que ele dá um jeito ligeirinho. Ele já deixou o Inter lá na rabada. Não apenas fez isso como largou o time destruído, um traste para os novos técnicos que chegaram depois. Após sua demissão no colorado, foi para o Figueirense, de onde nunca deveria ter saído e… Basta olhar a tabela. O Figueira é o primeiro após a linha dos rebaixados. Demitido também do clube catarinense, foi contratado pela diretoria do Vitória, que já está no Z-4. Trata-se de um caso de incompetência premiada. Ou de masoquismo dos clubes.

Na próxima quinta-feira, no Beira-Rio, ocorrerá um choque de brucutus e a certeza de que ninguém poderá dar um nó tático no outro, só em si mesmo. O jogo será Inter x Vitória ou, melhor dizendo, Celso Juarez Roth x Argélico Fucks. Um clássico dos infernos. Não haverá espaço para o pensamento. Queria ser o comentarista deste embate. Quem se atrapalhar mais, perde.

O estranho caso de Argel Fucks

O estranho caso de Argel Fucks

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Bom dia, Celso Juarez Roth (ontem como Mr. Hyde)

celsoTodos vocês conhecem O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, certo?Não? Bem, trata-se de um romance gótico do grande Roberto Louis Stevenson, com elementos de ficção científica e terror, publicado em 1886. Uma obra-prima. Na narrativa, um advogado londrino chamado Utterson investiga estranhas ocorrências relativas a seu velho amigo, o tranquilo Dr. Henry Jekyll, descobrindo que ele às vezes transformava-se no malvado assassino Edward Hyde. Tudo coisa das experiências de laboratório de Jekyll, personagem que antecipa a montanha de “cientistas loucos” que vieram depois. Só que Hyde, predador selvagem e inconsequente, vai tomando conta, vai se tornando uma necessidade, vai seduzindo Jekyll. A obra é conhecida por sua representação do fenômeno de múltiplas personalidades, quando em uma mesma pessoa existem tanto uma personalidade boa quanto uma má.

Juarez

Juarez

O mesmo acontece com o técnico do Internacional Celso Juarez Roth. Em alguns dias ele aparece como Celso, em outros como Juarez. E, meus sete leitores, garanto-lhes que Juarez é burro, destrutivo, contraditório, dança na cara da lógica, limpa a boca suja de molho de tomate na toalha de linho do mais fino restaurante, conta piadas de peido na frente de senhoras e fala alto expelindo gotas de saliva.

Mas há algo pior, pode ocorrer de Celso ser invadido por Juarez em meio ao jogo. E foi o que ocorreu ontem à tarde após as inéditas falhas de nosso goleiro Danilo Fernandes. Quando a câmara focou em Celso logo no início do segundo tempo, vimos o esgar malvado de Juarez e, sim, ele tornou impossível qualquer reação nossa. Ele queria nos foder, entendem?

Tudo para ficar assim. Celso Juarez Roth: 5 jogos 5 pontos, 33% de aproveitamento. 5% de 666.

Bem, não sou Utterson, mas vou tentar explicar a ocorrência antes de preencher a B.O.

O jogo mal tinha iniciado e já ganhávamos por 1 x 0. Gol de Valdívia em jogada ensaiada. E, bá, jogávamos bem. Era só ir pra cima e liquidar o jogo. O juiz nos sacaneou num pênalti claro sobre Nico López. Mas era só pressionar que estava fácil. Então, Danilo Fernandes resolveu ter suas primeiras falhas. Teve duas, uma no final do primeiro tempo, outra nos primeiros segundos do segundo, dando dois gols para os paranaenses, que agradeceram. Foi o momento em que vimos Celso á beira do campo. Seu rosto indicava  claramente. Ele já virara Juarez.

Imaginem que ele tirou Seijas — o melhor em campo, o único que acertava passes –, Valdívia e Eduardo Henrique para colocar Ceará, Vitinho e Anderson. Hahahahaha, como dizem no Facebook. Improvisou William Chutinho — nosso lateral que perde um gol feito por jogo há dois anos — no meio! Ora, William de armador…

E colocar Vitinho e Anderson da forma como Juarez os colocou é, na verdade, a receita ideal para acabar com eles. Juarez os deixou de fora até não poderem mais e lembrou deles justo quando o jogo estava complicado. “Vão lá e resolvam!”. Hahahahaha!

No Beira-Rio, ele coloca Alex…

A retirada de Seijas desmontou o time, impediu qualquer reação. É que, gente, Juarez erra as substituições de propósito. E time e torcida ficam nervosos, sem entender e perdendo. Agora, vemos o fantasma da Segundona crescer novamente.

Fica difícil de comentar. O time vinha bem, dominava o Atlético-PR. Aí, nosso goleiro cometeu duas falhas e o técnico derrubou o time. Comento como jogamos bem o primeiro tempo e mal o segundo ou apenas fico embasbacado pela mudança de Celso para Juarez? Pensem nisso enquanto reviso o texto.

Obs.: Esta ideia de Celso virar Juarez não é minha. Nasceu lá no Impedimento.

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Porque hoje é sábado, Alinne Moraes, nossa musa ateia

Há alguns meses, Alinne Moraes declarou seu ateísmo.

Coisa rara num país como o nosso

que, apesar de quase não matar por religião,

merece facilmente a pecha de fundamentalista, basta ver nosso Congresso.

Por outro lado, fazer o PHES com qualquer atriz brasileira é sempre complicado:

nossas atrizes não se imortalizarão por suas fotografias,

constrangedoramente inferiores às da mais reles atriz estadunidense

ou europeia.

(Deu um trabalhão encontrar estas, nossa!)

Mas, gente, o que interessa é a Alinne que é ateia.

Ela não saiu assim no mais declarando-se vassala de Satã…

Ela apenas comentou que, como atriz, ia fazer uma personagem

muito supersticiosa, “imagina, logo eu, que sou ateia”.

Lindo isso. Linda ela.

Linda ela cuja boca é escandalosa,

capaz de engolir crucifixos e convencer quaisquer padres. (Que nunca foram lá).

Linda ela que subiu no meu conceito (grande coisa…).

Linda ela cujos gestos não têm que dar sempre dividendos.

Linda ela à qual falta o encanto da fraqueza.

(Putz, como ela é demais…Mas o que é o raio dessa perna na foto acima?!).

Linda ela cujas fotos são satisfatórias.

Linda ela que, ao tornar-se famosa, não quer usar apenas o corpo.

Linda ela que é como a gente.

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Uma das melhores fotos do mês, de acordo com a National Geographic

(Eu diria uma das melhores do ano).

* Parece que a foto é falsa. É originária de um tweet. Faltaria moldura no quadro e a imagem nunca teria sido publicada na Nat Geo. OK, mas é linda, né?

national-geographic

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