A origem da utilização da palavra “Veado” para designar homossexuais no Brasil (direto para a Wikipedia!)

Sabemos que o Brasil é um país muito ignorante, mas às vezes ele nos oferece coisas surpreendentes ligadas à cultura. Por exemplo, só aqui existe o adjetivo “balzaquiana” (sempre no feminino) para qualificar as mulheres que passam dos trinta anos. Sei que a expressão baseia-se apenas no título de um dos piores romances de Balzac, A Mulher de Trinta Anos, porém, o simples fato de qualquer brasileiro utilizar uma expressão tão literária para designar a idade de certas mulheres, deveria denotar uma intimidade com as letras que somos obrigados a não reconhecer… Imagine se esta qualificação fosse cunhada na Inglaterra – todos nós imaginaríamos ser isto mais uma prova de que os ingleses são cultíssimos!

Por isto, assombra-nos ainda mais que nosso povo chame de veados a nossos homossexuais. Primeiramente, é mister derrubar a hipótese errônea de que a palavra seria escrita como “viado”, tendo sua origem numa simples corruptela de “desviado”. O estigma de ser um desviado, além de uma agressão aos homossexuais, é ridículo, ainda mais se considerarmos as opções vernaculares disponíveis.

Tudo deriva de um inesperado conhecimento de nosso povo sobre a vida e a reprodução dos veados. Explicarei como isso se dá. A veada (ou veado fêmea) entra no cio e passa, com suas emanações, a atrair os machos. Obviamente, muitos machos se candidatam, mas ela é uma natureza fiel, e manterá relações com apenas um dos animais. Como muitas vezes acontece na natureza, não será ela quem escolherá seu parceiro. Serão eles que travarão uma série de lutas para decidir quem a merecerá. Durante essas refregas, a produção de esperma dos machos intensifica-se e eles ficam inteiramente voltados para disputa, sendo que muitos deles, neste ínterim, perdem 15% de seu peso.

Ultrassonografia de um testículo de veado lotado de esperma antes de ser “aliviado”

Depois disso, o veado vencedor aproxima-se da veada e eles mantêm um longo coito em que ele deposita enorme quantidade de sêmen na fêmea e que é assistido pelos perdedores. Ora, eles não se retiram do local porque ainda tem algo a fazer. Quando o macho vencedor desprende-se da veada, eles, um a um, formando uma fileira desorganizada, denominada nos círculos científicos de “Fila de desopilação”, curam seu ressentimento montando-se uns às costas dos outros — todos machos — penetrando-os, com a finalidade de se aliviarem. Depois fazem a troca, pois todos devem se livrar do esperma. Claro, a natureza é sábia: eles, após produzirem por volta de 300 ml de esperma em cada testículo, mal podem caminhar — então como poderiam ir de árvore em árvore para alimentar-se ou fugir de algum animal maior? Nos homens, este fenômeno é chamado por muitos — e aqui meus leitores mais sensíveis e as crianças hão de me perdoar — de “dor nas bolas” e ocorre quando uma grande excitação sexual acaba em malogro.

Flagrante de uma “Fila de Desopilação”

Após este ritual, é comum que alguns destes veados perdedores passem a demonstrar certa afeição entre si. Há também aqueles que passam a acompanhar o casal vencedor até o nascimento do veadinho, mas nossos cientistas garantem: eles sempre demonstram acentuado interesse pelo macho. Alguns passam a fazer parte da família e, quando da ocorrência de outro embate por uma fêmea, escolhem perder, brigando apenas até obterem maior produção de esperma. Dir-se-ia que cumprem carnê.

Dois veados machos ligados pelo afeto

Ora, estes seres cujas escolhas parecem inadequadas à preservação da espécie não devem ser escamoteados ou considerados de menor importância, pois são eles que se atiram em sacrifício quando da presença de algum animal mais forte e ameaçador à família, muitas vezes rasgando-se todos.

Por que o “Animal`s Planet” e os programas sobre a vida animal não divulgam tais verdades? A resposta é clara. Primeiro, temos de considerar que, de cada dez palavras que circulam pelas agências internacionais de notícias e de cada dez minutos de transmissão televisionada no mundo, temos, respectivamente, nove palavras e 8 minutos e 23 segundos de responsabilidade ou norteamericana ou de entidades religiosas, sejam estas católicas, protestantes ou muçulmanas. Sabendo-se que tais sociedades caracterizam-se por uma forte deturpação de evidências, é normal que fatos de indiscutível veracidade venham a ser omitidos ou mesmo falseados.

Não vejo motivo para que continuemos a turvar a realidade desta maneira, não vejo que prejuízo nossas crianças teriam de soubessem da fila de desopilação dos veados e sempre fui de opinião de que A los niños hay que decirles siempre la verdad, no hay que asustarlos con cucos, brujas, ogros, temibles personajes imaginários pero con cosas más reales, como nos ensina a melhor pedagogia argentina.

Não sei como, quando e nem quem passou a chamar nossos homossexuais de veados, mas esta pessoa — talvez um veterinário — certamente tinha informações privilegiadas sobre a vida animal e fez uma analogia com a vida humana que,  se está longe de constituir-se num exato paralelo, é demonstradora de grande cultura. Acredito que nosso leitor Charlles Campos poderá confirmar todas as verdades aqui externadas e que juntos criaremos importante e esclarecedor verbete na Wikipedia.

65 comments / Add your comment below

  1. Milton, essa tua tão científica explicação sobre a “viadagem” (com i), também deve explicar, cientificamente, a tal de avalanche que ocorre no estádio do co-irmão da Azenha !!!

      1. Como não ? Está tudo interligado (literalmente). Uns por cima dos outros querendo se aliviar. Um faz o gol na cancha e os outros que estão nas arquibancadas só tem uma forma de esvaziarem seus espermatozóides. Onde ? No colega da frente. Daí a avalanche (ou analvalanche).

        1. Dario,
          mais um esclareciemnto científico.
          Macacos também lutam e os perdedores costuma masturbar-se e jorrar o esperma no macho alfa em sinal de respeito.
          Branco

        2. Branco,

          Esta última observação sobre os símios é pura boataria espalhada pelos veados da Medianeira, não existe comprovação científica, como ocorre no caso dos veados.

          Todo mundo sabe que macaco é macho !!!

  2. Milton, to quase me desopilando de tanto rir (não no sentido de sua exótica descoberta). Na metade da leitura, me veio uma intuição: vai sobrar para mim; daí que não foi surpresa ver seu pedido de auxílio no final.

    Francamente, desconheço cada informação de seu texto. Para falar sério, desconfio de que seja tudo invenção sua_ e até torço, não para manter uma aparência de castidade de um ser já por natureza tão delicado (me refiro ao cervídeo), mas para constatar, com uma pitada de inveja, uma sacada (no bom sentido!) de humor tão politicamente incorreto. Uma das cobranças injustas que se faz ao veterinário é que ele deva saber tudo relacionado a animais; a verdade é que, assim como nas demais profissões, o veterinário é só uma pessoa que abriu mão de ter uma cultura leiga ampla e completa para se tornar um profissional treinado fordianamente a cumprir mecanicamente a sua mísera especialização. A minha é inspeção de abate. A do texto, teríamos que recorrer a um expert em animais silvestres.

    ***************

    (horas depois)

    Caro Milton, atiçado pela dúvida suscitada pelo seu erudito texto, consultei um antigo colega de faculdade, doutorado em animais silvestres (e, olha só a sorte, justamente na ordem dos artiodáctilos), e ele não apenas confirmou cada palavra sua, como acrescentou um fato de extrema importância: o opilamento testicular que acomete os veados está relacionada a uma enzima responsável pelo daltonismo. Segundo este colega, todos os cervídeos são daltonicos, tal anomalia gerando em comum a todas as espécies o avantajamento da genitália e a sensação da necessidade conjunta de desopilação.

    Como bônus, esse especialista, de tempo tão ocupado, me contou sorrindo que ele próprio tem um amigo cientista daltônico. No começo, antes das sessões autodisciplinadoras de yoga e aprimoramento tântrico que lhe curou, esse seu amigo se trancava no quarto, isolando-se do mundo, após ter relações sexuais com a mulher. O chamado da natureza e a vontade desaforada de se desopilar era imensa!

    1. Não apele para o daltonismo que comprovadamente gera apenas seres virtuosos, honrados e de genitália avantajada, como todos sabem sobejamente.

      Não há incorreção ou correção política neste post. É ciência!

    2. Perfeito Charlles,
      outra coisa importante sobre o daltonismo. A cor é definida pelo comprimento de onda luminosa (lambda), assim os daltônicos possuem imensa dificuldade na avaliação de tamnahos, daí a má percepção da cor.
      Por este motivo, quando olham-se nus no espelho comentam: como sou avantajado.
      Sempre um problema de percepção visual.

      Branco

  3. Correção semântica: o termo “viado” (sic) não se aplica a homossexuais lato sensu, mas apenas aos “veados”, uma vez que o jargão ainda não consagrou nenhum termo zoo-específico para as entendidas. O tele-catch aracnídeo não chega a fornecer id próprio, há um (ou dois) gap(s).

    Em tua cruzada filológica, vais sondar também boiola, fresco, bicha, puto e outros termos da área? Vem aí o dicionário do pelotês?

  4. Mais duas:

    Attento, Dario: o local que referes fica no bairro Medianeira (digo eu, que moro nos “Altos da Azenha”). Co-irmão?!?!??

    Dr. Filólogo: e qual a origem da palavra Coligay?
    Do ponto de vista histórico, sabe-se que este movimento pioneiro não desapareceu, antes diluiu-se por toda a arena, harmoniosamente.

    1. Coligay também é boa para ser analisada.

      Sim, é Medianeira. Fácil de analisar de ponto de vista filológico. Bairro (ou zona) de time mediano ==> Medianeira.

  5. vEado, com E, não designa homossexual.

    viado, com i, desgina homossexual.

    quem alertou pra isso foi Millor Fernandes, por causa da fonética: ninguem fala veado ao se referir a uma bicha, mas fala ao se referir aos cervos.

    e ele está certo tambem etimologicamente: viado vem de desviado, tradução primeira para o termo psicopatologico alemão posteriormente traduzido por “invertido”.

    1. Por mais que respeite a ambos, discordo de você e de sua grife.

      Millôr, que aliás se chama Milton, errou, tornando-se apenas um colunista de Veja.

      Eu digo sempre viado, seja para o bicho, seja para humanos. Não cometo e desconheço quem cometa tais filigranas.

      :¬)))

      1. Sinceramente, não tem como justificar pelos animais, a pratica homosexual, e desespero e apelação, existem inúmeras situações e ate extranhas da natureza de cada espécie, por que ninguém copia o cavalo marinho? A viúva negra? O escorpiao? E por ai vai. Sabemos que o homem nem de longe tem as mesmas necessidades do veado, se assim procedem e por outros motivos, precisam ser curados, pois estão fora do que a natureza lhes preparou.

  6. ‘Xa ver se entendi: viado é veado. Viado não é veado mas veado pode ser viado. Veado é daltônico, mas nem todo daltônico é viado, assim como nem todo viado é daltônico. O tema é discutível, mas pelos comentários, o blog continua mantendo o mesmo padrão.

    Conheces aquela: ” ‘Cê tá pensando o quê? Na minha terra só tem macho. MACHO! TUDO MACHO! Não é como lá pras tuas bandas, não…” “Bão, lá nas minhas bandas tem macho …e fêmea. E é bão.”

    Pois é. Macho e fêmea é como eu gosto. Desse assunto aí num minteressa nada. Veados ou viados. Nadica di nada.

  7. Milton, etólogo?

    Etologia: s.f. (1615 cf. FNun) 1 bio eto estudo do comportamento social e individual dos animais 2 p.ext. antrpol ciência que estuda os costumes humanos como fatos sociais 2.1 psic ramo da pesquisa do comportamento, de natureza comparativa, que se ocupa das bases dos modelos comportamentais inatos e de condições que os declancham, como o instinto

  8. HAHAHAHAHAHA, me senti muito aliviada (?) ao ler o texto! E nada como pedir explicações a um especialista. Tenho um primo daltônico (nunca tomamos banho juntos, apenas ouvi falar que ele não consegue ler os números naqueles círculos) e direi a esposa dele ter muito cuidado com os momentos de stress compartilhado em ambientes de trabalho, jogos de futebol ou qualquer aglomeração masculina.

  9. Eu estava levando a sério, até chegar nesse trecho: ” muitas vezes rasgando-se todos.” Aí eu vi que era sacanagem. 🙂
    Agora, como de costume, eu não sei o que é mais divertido, se o post ou os comentários.

  10. SOBRE A VEADAGEM NOS PAMPAS (I)
    by Dr Ramiro Conceição

    Caro Urso Branco do Periquito da Genitália Grande Ribeiro, após uma profunda reflexão sobre a sua escritura, que revela erudição acerca dos cervídeos chifrudos do pampa gaúcho, algumas dúvidas metafísicas e científicas surgiram na porção do encéfalo que ocupa toda a parte superior e anterior da minha caixa craniana. Vamos a elas:

    1) os veados amostrados em seu estudo são tricolores ou colorados?;
    2) a microfotografia do saco do veado vencedor (não sei se colorado ou tricolor) está em corte longitudinal ou transversal? Esta questão é interessantíssima pois: i) se o corte na referida microestrutura for longitudinal, então, é a prova cabal que as bolas do saco do veado vencedor são esféricas e não elipsóides o que corrobora o elevado volume de sêmen acumulado, pelo vencedor, antes da cópula com a veada deschifruda;
    3) Caro professor, o Sr possui alguma informação sobre a morfologia das bolas dos veados perdedores? Tenho dados experimentais que confirmam que os perdedores possuem elipsóides na bolsa escrotal, contudo ainda são dados preliminares; porém, pretendo publicá-los brevemente na “Natura Science”;
    4) outra dúvida: de acordo com suas observações, in natura, os veados perdedores comem o vencedor, é isso? Bem, andei fazendo uns cálculos iniciais de acordo com a literatura especializada no assunto: no conjunto dos veados vencedores existe uma relação biunívoca com o conjunto dos veados perdedores, e tal relação é de 1:10; portanto, após a cópula, o veado vencedor receberia , em sua parte traseira, um aporte de sêmen de, aproximadamente, 2500 ml ou seja 2,5 litros!, considerando também que a densidade do sêmen da veadagem perdedora é de, aproximadamente, 1g/cm3, muito próxima da água pura (4 oC), então, o macho vencedor teria um sobrepeso traseiro de, aproximadamente, de 2 kg (a condição de contorno científica aqui assumida é complexa!, isto é: por hipótese, se está admitindo que as bolas no escroto dos perdedores seja de morfologia elipsoidal!!!; o Sr, caro professor Ribeiro, entende a profundidade da questão?!); ora, como ensina a mecânica clássica e a ciência da resistência dos materiais, o baricentro do macho vencedor, durante a sua natural movimentação, seria deslocado, com as seguintes conseqüências sobre o ciclo de Mohr e nos diagramas das forças cortantes e normais: i) o par de patas traseiro teria, ou terá, que necessariamente adquirir massa muscular para contrapor o contrapeso, de 2 kg adicionais, e num andar zonzo e coxo, se me permite, caro professor, por duas semanas, aproximadamente, o cervídeo vencedor oscilaria em seu caminhar de modo que sua galhada enroscaria nos galhos das árvores da mata e, assim, quebrando os chifres: tal fenomenologia explicaria o porquê dos cervídeos vencedores perderem seus chifres, ao menos uma vez ao ano, enquanto que os perdedores continuam chifrudos por boa parte do tempo de suas vidas; ii) outra conseqüência, seria que, por adquirirem membros traseiros mais vigorosos, os veados vencedores teriam a hegemonia da espécie pois sua unidade hereditária, ou genética, se perpetuaria.

    Caro professor Ribeiro, estas foram as minhas impressões preliminares sobre o seu brilhante Tratado sobre a Veadagem nos Pampas. Parabéns!

    SOBRE A VEADAGEM NOS PAMPAS (II)
    by Dr Ramiro Conceição

    Prezado professor Ribeiro — fomentando o caráter contínuo do meu pensamento para além do meu comentário anterior —, gostaria de ressaltar que a grande novidade em seu estudo, sobre os artiodáctilos chifrudos, foi, sem qualquer sombra de dúvida, a “fila de desopilação”.

    Como deve ser de seu conhecimento, Anapapoulus Sphinktér, renomado biólogo grego, em seu famoso “Comportamento Sexual do Cervídeos Selvagens”, relata, embora de passagem, algo semelhante à sua “fila de desopilação”.

    Como é conhecido, Sphinktér estava preocupado com os cervídeos da Floresta Negra. O ponto central da minha observação, caro professor, é o seguinte: Sphinktér notou que os veados-perdedores alemães aguardavam pacientemente e ordenadamente o veado-mor, porém, em fila indiana; e a comilança ocorria de maneira civilizada. Sphinktér afirma literalmente “havia gestos, trejeitos, momices de cortesia entre os veados perdedores da mesma forma que entre o vencedor-mor, a ser enrabado, e o perdedor enrabador”.

    Aqui está o ponto. O senhor afirma em seu estudo que a “fila de desopilação” dos cervídeos brasileiros, quero crer, se dá de maneira desordenada. Aqui surgem questões cervidiológicas relevantes:

    1) O senhor observou algo do tipo: fura-fila, empurra-empurra, distribuição e pagamentos de senhas para garantir de antemão um específico lugar na fila (coisas típicas do jeitinho da veadagem brasileira de ser)? 2) O senhor observou se houve situações em que o veado-mor não apareceu e a veadagem-perdedora, num transloucado movimento “cansei-anarquista-anacrônico”, optou pela enrabação geral e irrestrita? 3) Qual é o perfil da elite-veada-perdedora-brasileira, são empresários, traficantes, contrabandistas, juízes, assassinos, professores universitários, celebridades-globais, jornalistas, advogados, engenheiros, arquitetos, filósofos, padres, pastores, políticos…? E, finalmente, qual o perfil da elite-veada-mor brasileira?

    Caro professor, gostaria que ficasse bem claro a minha posição de cientista. Em nenhum instante, aqui, estou me referindo aos VIADOS que, aliás, pelos quais tenho imenso respeito! A minha contradição-mor é com a putaria — não com as Putas pobres! — imperatriz deste País.

    Abusando de sua enorme paciência, caro professor; sei, porque acompanho o seu erudito ofício, da sua íntima relação com o renomado biólogo brasileiro, radicado na Itália, Flávio Prada; desta maneira, penso que poderíamos unir esforços para o delineamento do perfil da veadagem latina. Eis a minha sugestão: propor, ao professor Prada, uma levantamento de dados científicos sobre a “fila de desopilação” da veadagem italiana, francesa, espanhola e portuguesa. Qual a sua opinião sobre tal projeto científico?

    Sem mais para o momento, gostaria de renovar os meus parabéns por sua imensa contribuição à biologia brasileira (querendo dizer universal).

      1. Em tempo:
        Charlles, de acordo com o Dr Anapapoulus Sphinktér, o Marcos Nunes, em 2010, deve seguir duas rotas terapêuticas para a esperada cura de seu mal cervidiológico: a) entre Janeiro e Junho, utilização do vibrador com proibição total de escrever comentários em blogs; b) entre Julho e Dezembro, utilização do vibrador mas, aí, já com o esboço de algum novo romance, escrito nas terríveis horas vagas e atormentadas, para publicação até meados de 2011.

  11. Vejo que este post gerou comentários prá cacete (ops!).

    Mas então por qual motivo a cor das colheitadeiras e tratores da John Deer (“João Veado”) é verde ? Será que a cor correta seria um fucsia ? Ou isto teria uma ligação direta com o daltonismo ?

  12. KKKKKKKKKKKKKKKKK Como eu ri disso, milton!
    Se me permite contribuir na ampliação da interdisciplinaidade nesta enorme cx de comentário (que sugere uma simbólica e talvez reprimida “fila de desopilação”)…
    Partindo de teus dados, especialmente daquilo que afirmas na legenda da primeira foto, não considaras a hipótese de que a corrupetela de “veado” para “viado” venha do fato dos veados através do sexo tornarem se “ali-viados”?
    Quanto à “fila de desopilação”, pesquisadores têm registrado um fato de difícil observação antropológica entre nativos da Ilha de Santa Catarina. A prática envolve vários homens simultaneamente e é conhecida localmente por outro nome: “penca”. O registro mais conhecido é a famosa “penca do Ribeirão”, tornada pública quando, nos anos 70, um grupo de homens foi surpreendido pela polícia devidamente “empencado” na localidade do Ribeirão da Ilha o que foi noticiado pelos jornais locais. Não há registros fotográficos. Nunca mais a palavra “penca”pode ser usada impunemente por aqui, nem para designar um inocente cacho de bananas…
    O curioso é que não parece pesar a acusação de “viadagem” sobre os envolvidos. Curiosamente interdisciplinar é o dado trazido pelo comentário de Branco se considerarmos pesquisas recentes que relacionam a “penca” nativa com daltonismo. Infelizmente os resultados ainda não são conclusivos.

    Ah, milton! saudades disso aqui!

  13. Ah, é por isso que a professora do meu filho disse que veados não gostam muito de suas referidas namoradas?
    Fiquei atordoado ao saber disto e corri para perguntar ao Prof Google o que ele tinha a dizer sobre o caso.
    Achei muito hilário e como vem em discurso de um gaúcho achei tambem suspeito, mas, enfim, ri por demais.
    Abçs.

  14. hetero,

    considerando que vc, por ser hétero, seja o vencedor e comedor da fêmea disputada, e que no RS tem muitos veados, então, pela lógica do Edirlan (três posts acima), vc tá querendo ser enrabado pelos gaúchos veados.

  15. Esse Milton deve ser mesmo veado, com essa história para boi dormir. Moro na França e muitas vezes estava vendo o sol nascer para fotografar os cervos [que ele chama de veado, pois veado não tem galhas] na floresta de Chantilly . O cervo atravessa lentamente as alamedas bem traçadas, para no meio, olha para um lado e para o outro para avaliar o perigo e só depois desaparece entre as árvores e só então o resto da familia atravessa seguindo ele. Foi numa dessas vezes que eu me perguntei: “Será que no Brasil sabem porque chamam os veado de bicha”? Porque reparei que a bicha [biche em francês] anda de uma maneira toda delicada, linda.
    No Outono, principio de Outubro é a época do “brame”, um grito gutural que o cervo [“cerf”] dá, para atrair as bchas.
    Aproveito para perguntar por que estão utilizando uma palavra inglesa, se a nossa lingua é tão rica?

  16. Muito interessante a explicação cientifica animal porém tem uma pequena variação, estamos falando de VIADO é uma palavra muito feia e pejorativa, ofende as pessoas Homossexuais e Trans, mas historicamente falando se pesquisar nos arquivos da policia dos anos 20 e 30 muitas pessoas do sexo masculino eram aliciados pela policia por policiais machos e levados na delegacia para controle e fichados e nas fichas viam colocados um carimbo muito grande escrito SEXO DESVIADO e se era travestido de mulher SEXO TRANSVIADO. Nos finais dos anos 50 essa palavra foi traduzida na França por BICHE e voltou pro Brasil como BICHA. “Não se pode negar a Historia porque se corre o risco de repetir-la”.

    1. A Leila Daianis, salvou a verdade.
      Isso, na década de 60, veio de uma espécie de sarcasmo onde, para “não ofender” e também não dar perfeito intendimento à palavra, dizia-se abreviadamente só o final da palavra (trans)…viado (des)…viado e pegou.
      Essa “teoria” sobre a disputa de fêmea deveria valer também para outros animais que disputam fêmeas.
      Curioso é tentar descobrir como tirar uma ultra-sonografia dos testículos do animal: correram atrás deles com a máquina, ou ele era adestrado e facilmente fez o exame antes?
      Usamos e sabemos usar palavras que nem sempre sabemos o seus exato significado: quando, se, onde e muito menos a origem, aliás, não precisamos ser filólogos para falar Português . Isso contradiz sua crítica a respeito da palavra balzaquiana: o brasileiro não é culto o suficiente para usá-la, mas conhece tudo isso para denominar os homossexuais? De todas as centenas de documentários que assisti sobre a vida selvagem, nunca vi nada sobre isso e me atiça a curiosidade saber que os machos se excitam vendo a luta entre machos. Deve ser coisa de gaúcho mesmo! Só que essa tentativa de emplacar um significado, ao contrário do que o senhor prega, só contribui ainda mais para a ignorância de um povo.

  17. Não podemos deixar de notar que por mais que o ato dos veados tenho sido homo sexual, mas eles fizeram por causa de frustração de não ter tido a fêmea, se cada um tivesse uma fêmea logo nenhum penetraria seu colega.

  18. O dicionário Aurélio específica a palavra transvio de gênero.
    Transviado. Aquele que transviou de gênero.
    Masculino feminino. Feminino masculino

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