O marinheiro e a enfermeira se reencontram 67 anos depois

É uma imagem clássica. No dia 14 de agosto de 1945, o Japão anunciou sua rendição, certamente em pânico após as bombas jogadas sobre Hiroxima e Nagasaki. Era o final da II Guerra Mundial e havia festa no Times Square de Nova Iorque. É a imagem do final da guerra: um marinheiro dando um beijo apaixonado em uma enfermeira. 67 anos depois, sem nunca ter repetido a cena, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman, ambos de 89 anos, se reuniram no local do famoso beijo.

“Era o momento. Você volta do Pacífico, e fica sabendo que a guerra terminou”, disse Mendonsa. Ele conta que tinha um encontro marcado com outra mulher chamada Rita Petry — sua esposa até hoje — no Radio City Music Hall, quando a notícia da rendição japonesa foi anunciada. Ele encontrou Rita e eles foram para um bar, beberam alguma coisa e, no caminho, Mendonsa viu uma mulher com uniforme de enfermeira. Então, deixou Rita a ver navios e correu para agarrá-la. “Era a emoção pelo final da guerra, somada ao álcool. Quando eu vi a enfermeira, saí correndo, abracei-a e a beijei.”

Greta disse: “Eu não o vi se aproximando; antes que eu percebesse, estava em seus braços”.

O que não se faz para tirar uma casquinha, né? Esse momento de alegria, oportunismo e paixão foi capturado pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, da Life. Rita Mendonsa pode ser vista sorrindo ao lado do ombro do marinheiro na clássica foto. Ela diz que não se importou com o beijo que seu namorado deu na desconhecida. Dá para notar que se trata de um ser humano altamente evoluído.

A enfermeira e o marinheiro hoje, aos 89 anos
O conquistador e sua esposa Rita: deixada subitamente por ele naquele 14 de agosto de 1945

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  1. Eu lembro de uma notícia que falava que estavam buscando o marinheiro, que a identidade da enfermeira era conhecida. Ela então fez como se fosse um concurso, o candidato a marinheiro deveria revelar o que disse pra ela antes do beijo. Apareceu um monte de gente dizendo as coisas mais variadas, de “eu te amo” à “vem cá neném”. No fim, descobriram quem era quando ele declarou que não disse nada, a agarrou e pronto.

  2. Bonito isso!

    Como todas essas belezas plásticas, um pouquinho de pensamento já a matiza. Deixemos assim como está. Não coloquemos o peso da história nisso. O simbolismo de ser o marinheiro norte-americano voltando da guerra; de ser a mulher UMA MULHER, e enfermeira;da criminalização do gesto sob o qual o marinheiro hoje poderia ser preso por estupro em alguns países, sobretudo o Brasil.

    Por detrás das grandes fotos sempre há uma suspeita de manipulação da realidade ou de uma omissão cruel. Vejamos a conhecida foto da execução em Saigon, feita pelo fotógrafo Eddie Adams, em que o executado aparece como uma vítima de um ato covarde, porém se esquece de dizer que a mesma havia assassinado toda uma família. Ou a mais cruel das fotos, ganhadora do Pulitzer, aquela do garotinho africano famélico agachado e aparentemente em seus últimos minutos de vida, com um abutre esperando às costas. O autor da foto, Kevin Carter, suicidou em decorrência do impacto que essa, como outras fotos suas, lhe causaram; mas ele afirmava sempre que, após feito a foto, o garotinho foi socorrido por sua equipe e destinado a uma abrigo de refugiados. Será? Ou aqui entra a velha máxima de não interferência externa ao correr da História?

  3. Sempre me fascinei quando o assunto é guerra não pelo que ela causa mais pela força de amor ao próximo ela que tras pra pessoas que ajudam os demais.lembro desde de pequna houvia falar nessa cena a qual achei linda e até hoje é pra mim o simbolo do amor inocente.
    Que representa uma renovação de que apesar dos acontecimentos estamos inteiros pra continuar a amar.
    É simplesmente lindo!

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