8 kg a menos

melanciaPerdi 8 kg desde o último dia 13 de junho. Não que eu tenha planejado. Crescentes fatores enervantes tiveram preponderância e não os indico ao pior de meus inimigos. Com boa dose de ironia, minha filha elogia o resultado. Os chineses também, pois… Não, antes dos chineses, mais uma coisinha. Fui fazer uma corrida domingo. Os 11% a menos de peso fizeram enorme diferença. Fiz 8 km em tempo recorde, mas falemos dos chineses.  A matéria é do publico.pt.

Restringir a quantidade de alimentos ingeridos pode ser a chave para uma vida prolongada, segundo dados de uma equipa de cientistas chineses que acabam de publicar um estudo na revista científica Nature Communications.

A equipa da Universidade de Jiao Tong, em Xangai, explica que fez uma série de experiências em 150 ratos ao longo de três anos e que foi possível estabelecer uma relação entre comer pouco e viver mais tempo nos ratinhos que foram sujeitos a uma restrição das calorias ingeridas por dia.

Zhao Liping, coordenador do estudo e investigador da Escola de Biotecnologia e Ciências da Vida da universidade chinesa, em declarações ao jornal Shanghai Daily, citado pela Lusa, adiantou que as conclusões se podem aplicar a outros animais e também a humanos – ainda que sejam necessárias investigações adicionais já que os resultados em pessoas devem ser personalizados. Além disso as experiências decorreram apenas em ratinhos machos, já que o sexo poderia ser um fator que poderia influenciar os resultados.

De acordo com o cientista, a restrição calórica favorece a expansão da flora bacteriana saudável presente no sistema digestivo, nomeadamente os lactobacilos, o que ajuda a combater e a reduzir o número de bactérias nocivas para o organismo. Zhao assegura que estas bactérias “boas” são um elemento determinante na saúde e tempo de vida.

“A restrição de calorias é o único regime experimental que pode alargar de maneira eficaz o tempo de vida em vários modelos de animais, mas o mecanismo que torna isso possível continua a ser controverso”, diz o artigo, que sublinha que os “microorganismos intestinais têm um papel essencial na saúde dos seus hospedeiros” e a sua estrutura deriva da forma como comemos.

“Os microbióticos do intestino mostraram que têm um papel pivô na saúde do hospedeiro e que a sua estrutura é sobretudo formada pela dieta. Com este estudo mostramos que uma dieta prolongada de restrição calórica tanto com muita como com pouca gordura, mas sem exercício voluntário, muda significativamente toda a estrutura dos microbióticos”, lê-se no estudo.

Segundo o artigo, as conclusões são válidas tanto para dietas com muitas ou com poucas gorduras, já que o que parece contar é o total de calorias ingeridas. Os ratinhos que foram sujeitos a uma dieta com cerca de menos 30% de calorias mostraram também uma redução de uma toxina associada a inflamações, a lipopolissacarídeo. E refere-se, também, que dados prévios em humanos já mostravam diferenças nas bactérias de quem tem uma dieta ocidental moderna ou mais rural.

Zhao Liping e os restantes cientistas acreditam que o trabalho que acabam de publicar traz importantes conclusões para outras investigações que estão a ser feitas sobre obesidade, as suas causas e efeitos, assim como para outras doenças do metabolismo.

3 comments / Add your comment below

  1. Espero mesmo que você esteja bem. Muitos textos seus deste último mês_ e a sonora ausência intercalada_, revelam que este período foi bastante ruim para você. 8 kg, em um mês, para quem já tem um excelente porte físico, igual a você, é algo preocupante. Certa vez perdi a enormidade de 10 kg em um mesmo espaço de tempo, devido a cólicas terríveis de estômago. Melhoras, e que o Deus de Bach de abençoe.

    Forte abraço.

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