E se o famigerado sétimo episódio de Star Wars fosse dirigido por Michael Haneke?

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Reza de Ano Novo

Que 2016 seja muito melhor que 2015 e muito pior que 2017.

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Atenção bebuns, quem diz não sou eu, mas Shakespeare em Macbeth:

MACDUFF: E que três coisas a bebida provoca?

PORTEIRO: Ora, senhor, nariz vermelho, sono e muita urina. A luxúria, senhor, é também por ela provocada e invalidada: provoca o desejo, mas rouba-lhe a potência. Portanto, bebida demais, senhor, pode-se dizer que é enganadora com a luxúria: faz o homem e o aniquila, deixa o homem pronto e impede-o de comparecer, ela o persuade e desencoraja-o, deixa-o teso e faz ele broxar. Em suma, engana-o até a sonolência, coloca-o para dormir e deixa-o sozinho.

Trad. Beatriz Viégas-Faria — Ed. L&PM

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“DRINK, SIR, IS A GREAT PROVOKER OF THREE THINGS… NOSE PAINTING, SLEEP AND URINE. LECHERY, SIR, IT PROVOKES AND, UNPROVOKES; IT PROVOKES THE DESIRE BUT TAKES AWAY THE PERFORMANCE.”

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O novo Macbeth é uma completa idiotice

Cotillard, muito melhor fora do filme

Cotillard, muito melhor fora do filme

Marion Cotillard disse que sua Lady Macbeth não é a personagem manipuladora frequentemente retratada. E é verdade. É que sua personagem simplesmente NÃO É Lady Macbeth. Aliás, este Macbeth — Ambição e Guerra não é o Macbeth de Shakespeare, só tem som, fúria e é contado por um idiota.

Por que alguns diretores de cinema pensam que são mais espertos do que Shakespeare? Por exemplo, Shakespeare tinha três bruxas — mas no filme de Kurzel temos 3,5. Shakespeare escreveu um discurso brilhante e seminal para elas… Que foi eliminado. A complexa psicologia entre os Macbeths e o declínio mental de cada um deles também foi limado.

O australiano Justin Kurzel orgulha-se de que seu Macbeth seja parecido com Game of Thrones, mas, sabem?… Bem, vamos tentar abordar a lambança por partes.

Lambança 1: Kurzel usa o texto original de Shakespeare, mas de forma muito incompleta. Até o ousado Romeu + Julieta — um bom filme — teve o bom senso de não retirar da adaptação a força dos diálogos. Ora, o autor é Shakespeare. Quem é Kurzel?

Lambança 2: Os castelos e a Escócia ficaram com um visual de videogame perverso. Tudo é escuro. Há cenas em câmera lenta, outras saturadas de filtros de cor e de intervenções digitais. Mas tudo sempre escuro. As palavras de Shakespeare são usadas apenas para ligar uma cena de visual injustificado à seguinte. Para deixar uma história terrível, não é necessário pintar tudo em tons de cinza e vermelho sangue, ainda mais com Shake à mão.

Lambança 3: A terrível lentidão do filme. Ora, Shakespeare requer ação. Harold Bloom disse que Shakespeare acelera muito e é verdade. O próprio teatro elisabetano era assim. As histórias eram longas e com constantes alterações para pegar um público de atenção fugidia que via as peças em pé. Há que ter ritmo. Em Shakespeare, especialmente, a ação é rápida, de profundidade filosófica e — milagre que só o bardo de Stratford-upon-Avov conseguia — com personagens complexos e bem caracterizados. Nada disso permaneceu neste filme.

Lambança 4: Há duas previsões feitas pelas bruxas em seu segundo encontro com Macbeth. São fundamentais na história. Elas dizem: Macbeth jamais será vencido, a menos que o Bosque de Birnam marche contra ele. E também dizem que ninguém nascido de mulher poderá fazer-lhe mal. A segunda predição está no filme e é demonstrada a Macbeth por Macduff, mas a primeira some. Onde está a ordem de Malcolm: “Que cada soldado derrube um galho e carregue-o à sua frente. Desse modo, estaremos camuflando o número exato de nosso contingente”. E o mensageiro não diz a Macbeth que o bosque está caminhando.

Lambança 5: O ambiente “escocês”. A maioria do elenco fala com um sotaque escocês horroroso, agravado por uma trilha sonora difusa e pelo incessante zumbido de fundo. Há, é claro, gaitas de foles. As batalhas do filme são travadas em meio à constante fumaça. A Escócia de Kurzel está eternamente em chamas.

Lambança 6: Os próprios apoiadores de Macbeth, ao final da história, voltam-se contra ele. Isto não fica claro no filme.

Lambança 7: Outra cena final que é fundamental é aquela em que Macduff aparece com a cabeça de Macbeth. Cadê?

Lambança 8: Em Macbeth, Shakespeare trata da ambição, da maldade, das grandes intenções e da pequenez do homem. Mas Kurzel disse que vê a história como um faroeste. Nunca vi nenhum xerife em Shakespeare. Vejo é que a grandiosidade de um texto que fala também sobre o poder e as formas de governar, foi substituída por imagens rebuscadas de vazia grandiloquência. E, se a vida é uma história “contada por um idiota cheia de som e fúria, que não significa nada”, Kurzel fez o papel de idiota.

Michael Fassbender sorrindo no escuro. Logo a seguir, um efeito especial acabará com este sorriso | Divulgação

Michael Fassbender sorrindo no escuro. Logo logo um efeito especial acabará com este sorrisinho | Divulgação

Dica quente: veja o Macbeth de Kurosawa, Trono manchado de sangue, e o de Polanski. Esses sim!

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A Dançarina de Izu, de Yasunari Kawabata

dancarina-de-izuA Dançarina de Izu (1926) é uma novela autobiográfica de Yasunari Kawabata (1899-1972), Nobel de 1968. O tema é simples, simplíssimo. Um estudante de 19 anos, de férias, faz uma viagem a pé à península de Izu, a oeste de Tóquio. Hospeda-se em alguns albergues familiares e, de aldeia em aldeia, conhece uma trupe de artistas saltimbancos. Um dos membros desta trupe é uma menina chamada Kaoru, de treze anos, uma dançarina. Ele fica deslumbrado por ela e faz amizade com o grupo, viajando com eles. Quando as férias acabam, ele volta para sua cidade. Nada acontece de carnal, pouco é dito, não há nenhum avanço, apenas o encanto de um amor impossível.

Novela de apenas 60 páginas de grande arte, poema de dolorida singeleza, A Dançarina de Izu faz da solidão e da sexualidade velada preciosa matéria-prima. Um belo livro onde vai surgindo algo que seria vulgar chamar de paixão ou mesmo de amor. Talvez a melhor palavra seja desejo de aproximação ou admiração. Na década de 1920, livre do mau gosto e das maldições do moralismo politicamente correto, Kawabata demonstra que o pudor pode ser um sentimento superior. O estudante desconhece a consequência do que sente pela menina e nem tenta cristalizar ou declarar algo, preferindo a fugacidade. É bonito, sensível, bonito e bonito.

Kawabata quando jovem

Kawabata quando jovem

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Porque hoje é sábado, Juliette Binoche na Playboy francesa

(Post de 2010).

La Binoche faz parte daquela categoria especial de mulheres que tem a capacidade de intrigar e enfeitiçar os homens com o seu olhar de “sei tudo mas nunca vou dizer pra você”. Cazzo, eu sei que ela sabe o que eu nunca vou saber! Não tem como não virar capacho desses monstros.

Flavio Prada

Em novembro de 2007, aos 43 anos e dois filhos, La Binoche aceitou um convite da Playboy francesa.

A homarada fã da grande atriz viu nisto a oportunidade de perto os detalhes do corpo que se prestara a tantos personagens angustiados.

Porém, o tal “ensaio” é um ensaio mesmo. Trata-se de uma grande entrevista acompanhadas de fotos artísticas.

São bonitas, mas estão mais perto de inspirar desenhos a nosso querido Eduardo Lunardelli do que provocar o vício onanista do Marconi Leal

Tudo muito francês, não chega a lugar algum, diria o Ao Mirante.

Mas examinemos melhor a questão.

Trata-se de uma grande atriz que tem demonstrado corajosamente sua idade nos filmes.

Em Caché, Invasão de Domícilio e Paris ela mostra barriguinha, alguma celulite e, sinceramente, me orgulhei da coragem dela.

Mas Binoche não iria pagar um mico planetário pela Playboy. É uma das maiores atrizes que temos, certamente. E as fotos são belas, apesar de altamente estilizadas e tratadas.

Não é de se envergonhar, Juliette. (A de cima e as próximas já não são da Playboy, claro).

Hum… esta aí de cima é de O Paciente Inglês. Mas mostre a eles as fotos tiradas por Robert Doisneau.

Sim, sei desses detalhes, conheço essas fotos. Mostre-se por inteiro, por favor.

Mostre-se por inteiro, eu disse.

Por um defeito de fabricação, acho a foto acima irresistível. E a próxima também.

Enganaste a todos que pensaram em hardcore e te criticaram, hein? Esses trouxas…

A foto abaixo eu tenho autografada pela própria Juliette. Sim, ganhei de um amigo que sabia de minha “admiração”.

 

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Os diferentes, mas nem tanto, natais dos sem fé

Lynn Friedman/Flickr

Para os de ateus e agnósticos, ver o Natal como um simples feriado seria apenas mais uma alteração num evento que já foi pagão, que depois tornou-se religioso por obra da Igreja Católica, que recebeu um Papai Noel chamado Nicolau – um bispo nascido na Turquia em 284 d.C que deixava saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas – e que ganhou o vermelho e branco da Coca Cola em 1931, durante uma bem-sucedida campanha publicitária. Segundo o IBGE, o número brasileiros que declararam não ter religião no último censo, incluindo os ateus, cresceu de 1% nos anos 70 para 7,3% em 2010. O fenômeno é mundial. A American Physical Society fez uma pesquisa na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca. Destes, os tchecos revelaram-se os mais religiosos, com 60%. O menor número foi encontrado na Holanda. A entidade projetou as tendências no país para 2050, chegando à conclusão de que 70% dos holandeses não terão religião na metade do século XXI. Nos Estados Unidos, o número daqueles que se identificam como cristãos teve uma queda de 10% nos últimos 20 anos, passando de 86 para 76%.

O Sul21 procurou saber como é a comemoração da data para estas pessoas. Afinal, é praticamente impossível passar ao largo da face comercial do Natal. A engenheira Rachel Zanini afirma que, para ela, o Natal foi por muitos anos apenas “decoração e gastronomia” e que nunca contestou o significado da data por viver numa família extremamente católica. A partir do momento em que pode desenvolver uma crítica interna, começou a se incomodar com os excessos religiosos da família e com os comerciais da sociedade, além da obrigatoriedade da comemoração. “Até o salão de beleza onde fui hoje estava decorado com as cores da Coca-Cola. Serviam espumante… Tudo isso pelo nascimento de Jesus?”. Vou à festa da família, mas não compro presentes e só desejo boas festas e bom feriado aos amigos.

A dona de casa italiana Bruna Schiavone diz que, quando saiu do norte da Itália, nos anos 90, as festas eram bem diferentes. “Lá na Itália, a festividade está mais americanizada, mas no meu tempo as crianças comemoravam o Dia de Santa Lucia. Essa festa não é a mesma do Natal, nem na mesma data. As crianças recebiam doces de presente – antigamente ganhavam laranjas como desejo de saúde e necessidade de vitamina C para o inverno –, estes eram os presentes. No dia 25, havia um almoço e fim. Nada de vigília ou troca de presentes. Hoje, vejo a data como uma oportunidade de reunir a família. Não monto pinheirinhos em casa nem deixo a casa com cara de Natal”.

Marshall: “Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos”. | Foto: Ramiro Furquim / Sul21

O mesmo faz Francisco Marshall. “No passado, como família germânica tradicional, cantávamos o “noite feliz”, comíamos peru e mais aquele monte de guloseimas. Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos. Porém, como ateu programático, às vezes aproveito a deixa… No ano passado, como meu aniversário fica próximo, fiz a festa em 25 de dezembro”. E os presentes? “Neste ano, só presentes dos adultos paras crianças. Não se toca no nome de Jesus Cristo, nem para o bem nem para o mal. Ou seja, é quase um ágape pagão, mas não se cogita passar em branco ou ficar em casa vendo filme. Há o peso da tradição na família”. Marshall explica que normalmente há discussões sobre ateísmo nas reuniões familiares, mas que estas cessam no final do ano. “A convivência é mais importante, mesmo que o ateísmo predomine, o que é o nosso caso”.

O presidente da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior, comemora tranquilamente e não se incomoda com a data. “A origem da festa não guarda o menor traço de cristianismo: é o Solis Invictus, o Solstício de inverno. Tenho uma filha de 7 anos que adora o 25 de dezembro. Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton, que nasceu nesta data e que descobriu a Lei da Gravidade. Ela tem maçãs, luzes e debaixo dela, um volume dos Principia (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural) do autor. Os outros simbolismos – perus, renas, presentes, árvores, Roberto Carlos – , nada disso nasceu com o Natal. Estamos apenas retomando uma data pagã que foi roubada pela igreja”.

Sottomaior: “Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton”.Reprodução/Flickr

A fala de Sottomaior encontra eco nos livros de história. A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. No hemisfério norte, o solstício de inverno era comemorado por marcar a noite mais longa do ano. No dia seguinte, ela seria paulatinamente mais curta, encaminhando o final do período ruim para as lavouras. Então, no solstício de inverno era festejada a melhoria das perspectivas. Era um tempo em que o homem deixava de ser caçador errante e começava a dominar a agricultura; então a volta dos dias mais longos significava a certeza de novas colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia a celebração era enorme, com mais de dez dias de festa. Já os gregos cultuavam Dionísio no solstício, o deus do vinho e do prazer. Na China, as homenagens representavam a harmonia da natureza. Os povos antigos que habitavam a atual Grã-Bretanha criaram Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. Então, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus propôs à Igreja a fixação do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Aceita a proposta, a partir do século IV o Solis Invictus começou sua mutação. Ficou convencionado que Jesus nascera em 25 de dezembro e que as celebrações eram em sua honra.

Rickli: “Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal”.

Mas voltemos a nossos personagens. Ralf Rickli, pedagogo e escritor, trabalhou por anos em comunidades carentes em São Paulo. “Nunca fiz proselitismo ateísta, mas explicava a meus alunos sobre a subjugação da cultura local em relação à do norte. Então, rejeitava os símbolos europeus, temperados, em favor de uma simbologia tropical. Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal. Nossa celebração subversiva sempre foi um sucesso absoluto!. No passado, todos os anos eu pagava pontualmente o imposto familiar, que é o de ir à festa sem nenhuma vontade. Ficava quietinho. Minha mãe foi professora de escola dominical presbiteriana, sabe como é”. Hoje trabalhando em Vitória (ES), Ralf costuma passar o Natal sozinho. Diz que não se deprime, mas que se fosse convidado por alguém legal, iria se divertir com os amigos.

Cláudio Costa: “Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto”.

Por falar em depressão, Claudio Costa, psiquiatra e psicanalista mineiro, afirma que há efetivamente pessoas que se sentem excluídas de um fenômeno do qual gostariam de participar com alegria. “Isso ocorre independente de convicções religiosas. Em situações de festa, de alegria obrigatória e com hora marcada, muitos sentem desconforto por não se identificarem com a alegria. Sentem a situação com um beco sem saída. Quem não consegue ter uma crítica lúcida sobre a festa e liberar a sociedade das culpas, sente-se atingido. Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto. Porém, ao mesmo tempo que se irritam, essas pessoas “não conseguem não ir” e a consciência de que está cumprindo uma obrigação desagradável é causa de aborrecimento.

Estes são apenas alguns depoimentos que colhemos. A impressão geral que ficamos é de que os entrevistados – todos ateus declarados – veem a festa como uma ocasião para reunir a família, dar presentes para as crianças e refletir um pouco, o que está longe de ser negativo. Uma entrevistada que não deseja se identificar faz questão de expor uma restrição: “Olha, tudo bem, mas acho que perdemos alguma qualidade e liberdade que as celebrações pagãs deviam ter, sei lá”.

Publicado em 25 de dezembro de 2011 no Sul21.

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O PHES lembra: é Natal e a presidente da Croácia chama-se Kolinda Grabar-Kitarović, não Coco Austin

Natal

Disseram que a mulher abaixo é a presidente da Croácia Kolinda Grabar-Kitarović. Só que não.

Kolinda Croacia

Kolinda Grabar-Kitarović é uma jovem e linda presidente, mas a moça acima e abaixo (do lado direito) é a atriz norte-americana Coco Austin.

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Kolinda é mais normal e não usa silicone.

presidente_biquini_2

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Feliz Natal

Eu sou do serviço social de jovens e quero ver o berçário.

charge alemã

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Em 2016, Sartori quer ainda ‘menas’ cultura

Esperamos que o servidor faça o mesmo com o Papai Noel Sartori

Esperamos que o servidor faça o mesmo após examinar os presentes do Papai Noel Sartori

Neste final de ano, Sartori voltou a utilizar a habitual estratégia do político fraco e pusilânime. Em pleno período de festas, entre dois feriadões de quatro dias cada, o polenta faz um pedido de convocação extraordinária para que a Assembleia Legislativa aprecie ainda nesse ano um novo pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo Executivo. A data foi escolhida a dedo para fazer passar, sem grandes protestos, projetos de desmonte do estado, de massacre dos servidores públicos e de descaso com a população. É um Pacotão de Natal, um Pacotão de Maldades.

Estado do servidor após a leitura do pacote

Estado do servidor após a leitura do pacote

Ontem a repórter Jaqueline Silveira, do Sul21, apontou uma série de pequenas alterações, daquelas ao estilo das letras pequenas que não lemos nos contratos e que são, na verdade, o cerne do monstro, as coisas que mudam tudo e que os deputados certamente não terão tempo para ler neste período de viagens e festas.

Bem, já que até já fui processado por uma Secretária de Cultura — não deveria fazer um crowdfunding para rever a grana que perdi? — fui direto à parte do artigo que diz respeito à Cultura. Vejamos:

(E olha que o foco do Sartorão de Natal nem é a Cultura, mas o fim da licença-prêmio e as limitações nos reajustes salariais, ou seja, a destruição de conquistas de décadas).

Limite de recursos para o Programa de Incentivo, Programa de Apoio à Inclusão e Promoção Social e Sistema Estadual de Apoio Unificado e Fomento às Atividades Culturais – (…) Em relação às atividades culturais, investimento não pode ser superior a 0,5% do ICMS da receita líquida. Pela lei anterior, o parâmetro também era 0,5% do ICMS da receita líquida, porém estabelecia que não poderia ser inferior ao limite do ano anterior. (Ou seja, como a arrecadação diminuiu, teremos ainda menos dinheiro para a Cultura)

Ou seja, são três palavrinhas que diminuem o que já é miserável.

Há uma história atribuída a Winston Churchill que o governo do nosso estado certamente desconhece. Ela é muito conhecida. Durante a II Guerra Mundial, os esforços britânicos para resistir aos ataques nazis obrigaram Winston Churchill a fazer cortes duros nas despesas das pastas que não tinham relação com a defesa do país. Durante esse processo, alguém sugeriu que fossem feitas reduções significativas no orçamento da Cultura. Churchill recusou terminantemente. Seu argumento foi arrasador: “Respondam-me, por favor: por que é que estamos lutando?”.

Esta devia ser a pergunta que todos os que defendem contas públicas saudáveis deviam também fazer a si mesmos. Hoje, quem vai à Inglaterra sabe o resultado de atitudes como essa. O resultado está não apenas na produção cultural, mas disseminada por um dos povos mais educados do planeta. Dito isso, vamos a uma dica literária:

Victor Hugo

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Vermelho-goiaba, de Alexandra Lopes da Cunha

Vermelho-goiaba Alexandra Lopes da CunhaNo evento da foto abaixo, estivemos eu, a autora de Vermelho-goiaba Alexandra Lopes da Silva e mais Camila von Holdefer e Laila Ribeiro. O tema da discussão era a crítica literária (in)existente hoje. E tanto a Camila como a Laila disseram que era complicado escrever sobre autores locais porque eles reagiam às vezes agressivamente, perdia-se amigos, tinha-se que andar com cuidado pelas ruas, etc. Isto é mais ou menos verdade, garanto-lhes, mas não creio que a gentil Alexandra vá tentar furar meus olhos com uma caneta Bic na rua. Até porque gostei de seu pequeno livro de contos (86 páginas), lido ontem durante os intervalos do dia e já ostentando algumas páginas sujas de café.

Já que é quase feriadão, vamos a uma gonzo-resenha. A primeira qualidade da coletânea é a variação de narradores e estilos, dando-nos a impressão de uma escritora desalojada do próprio umbigo, qualidade rara entre jovens escritores. No início da leitura, a constante referência a animais de estimação e a outros bichos me incomodou um pouco. Amo os cães e estava achando que as histórias com cachorros fossem um golpe baixo. Porém, a música caótica dos excelentes contos Almôndegas e Instantâneos acabou por assentar o estilo de Alexandra na minha cabeça. Celebração me pareceu desnecessário — quase uma introdução de um romance talvez inexistente–, mas a sequência formada por Águas Brancas, A panelinha de alumínio e A natureza invade sua casa me deixaram muito feliz.

São 3 contos muito bem realizados e, para mim, evocativos. (Avisei que hoje acordei informal e gonzo?). Águas lembrou minha mãe e sua dificuldade em nomear as coisas ao final de sua vida. Pedi muito que ela me contasse fatos de nossa pequena família, mas a mera tentativa de organizar seus pensamentos a fazia parar. Ocorre o mesmo com a personagem de Alexandra, o que me deixou muito pensativo. Foi neste momento que derramei café no livro. A panelinha de alumínio é cheio de reviravoltas e surpresas muito bem realizadas. O inesperado machismo do descolado personagem principal — que perturba-se com a evolução profissional da mulher — é abordado com saboroso humor por Alexandra. Grande final. 

Também excelente é A natureza invade sua casa, onde uma contra-traição é montada a partir de uma suposta descoberta e de fatos corriqueiros. Dei risada pensado que quem faz a dedetização em minha casa é um velhinho de uns 70 anos que vem sempre com sua mulher. Disse que fiquei feliz e é verdade. Acabei o dia cantarolando Deixa a Menina, do ontem atacado Chico Buarque. Ou tire ela da cabeça / Ou mereça a moça que você tem.

Recomendo a leitura.

A autora e um débil mental na Palavraria | Foto: Alexandre Alaniz

A autora e um débil mental na Palavraria | Foto: Alexandre Alaniz

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Latuff e o ataque dos beócios a Chico Buarque

Imagem gentilmente cedida por Carlos Latuff.

Chico Buarque Latuff

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O Vaticano vai santificar um chacal, a Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa: mais para monstro do que para santa

Madre Teresa: mais para monstro do que para santa

O vídeo abaixo é de um programa do jornalista e escritor Christopher Hitchens (1949-2011), um dos primeiros a denunciarem a perversidade da Madre. O que ela diz sobre contraceptivos, por exemplo, é mais do que medieval. E os tratamentos que seus doentes não recebiam? Porém, o mundo parace ignorar as agulhas não esterilizadas e não encaminhamento de doentes para hospitais. Prefere achar que ela era boazinha, apesar de suas amizades com Baby Doc e outros líderes sanguinários. Na verdade, era uma arrecadadora. Quem lhe doasse algo, estaria contribuindo para a obra de Deus…

Hitchens afirma sem ser contestado com fatos em todos estes anos: “Madre Teresa não era um amiga dos pobres. Ela era uma amiga da pobreza. Ela disse que o sofrimento era um presente de Deus. Ela passou a vida opondo-se a única cura conhecida para a pobreza, que é o empoderamento e a capacitação das mulheres, livrando-as de uma versão de gado de reprodução obrigatória. Ela era uma fanática, uma fundamentalista e uma fraude. Ela representa uma igreja que protege oficialmente quem viola os inocentes e nos mostra claramente onde esta realmente se encontra em questões morais e éticas”.

Madre Teresa de Calcutá é uma mulher ainda hoje admirada por muitos, inclusive ateus. Porém, era uma mestre na arte da autopromoção. Seu objetivo era obter uma rápida canonização, coisa que deverá obter agora com o Papa Francisco I. Ela recebeu milhões de dólares sem jamais tê-los aplicado em favor dos mais pobres. Ao invés disto, usou o dinheiro apenas para criar mais e mais conventos por todo o mundo.

O chamado “Lar dos Moribundos”, que ela criou na Índia, servia apenas como depósito de seres humanos, os quais não recebiam qualquer cuidado ou medicamentos. Além disto, devido às péssimas condições de higiene do local, muitos que entravam ali com doenças de simples tratamento acabavam saindo mortos.

Bem que ela poderia ter providenciado milagres para salvar alguns dos milhares de doentes que estiveram sob seus cuidados.

https://youtu.be/2itJ6a_joaQ

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Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco

dancar-tango-em-porto-alegre_sergio-faracoEu estava relendo Dançar tango em Porto Alegre quando cruzei com Sergio Faraco numa livraria. Não sou exatamente um amigo seu, mas, certa vez, participamos de um jantar e nos colocaram juntos. Ele me reconheceu e pareceu que recomeçamos a conversa do ponto onde a tínhamos parado há dez anos. Eu disse logo que estava lendo novamente o Dançar tango e voltei a elogiar uma das obras-primas do pequeno volume de dezoito contos: Guapear com frangos. Disse a ele que era o maior conto já escrito por um escritor gaúcho. Estava sendo sincero. Ele me agradeceu e respondeu: “Sabe que eu gosto mais do conto seguinte, O Voo da Garça-Pequena?”. Na verdade, os dois são perfeitos e muito diferentes.

Faraco me disse que se esforça muito e que, quando publica, publica o melhor que pode. “deve dar para melhorar, mas além daquilo eu não consigo”. Depois, enveredamos por outras conversas mais seculares e ele arriscou até umas frases em russo para a Elena.

Em Guapear, alguns homens, gente das fazendas próximas à fronteira com a Argentina, procuram o corpo de um companheiro que se aventurou  a uma travessia do Rio Ibicuí e morreu afogado. Depois de dois dias de busca, ele é encontrado. Os homens decidem se o enterram ali mesmo ou se o carregam até a cidade para uma cerimônia formal. Decidem que têm a “obrigação de não deixarem corpo do amigo sem velório”. Cabe a López levar o corpo já em decomposição. O conto é a luta para carregar o corpo. Contra a intenção de López vai toda a natureza. O corpo fede e é continuamente atacado por animais.

O Voo é delicadamente feminista. Maria Rita largou o marido que lhe batia para prostituir-se. Mas não é uma qualquer, tem ideias e encomenda um rádio a um contrabandista. Ele se sente atraído por aquela mulherinha minga, delgada, figurinha que a natureza regateara em tamanho mas caprichara no desenho. Ela lhe conta que há mulheres doutoras trabalhando em hospitais e até dando discursos. Quer o rádio para ouvir as notícias do mundo. E o homem vai mudando lentamente seu interesse do sexo para a pessoa dela. É uma história realmente belíssima e uma grande realização de Faraco — canção e cantor no mais alto nível.

Os contos estão divididos em três partes. A primeira é a das histórias que acontecem na paisagem rural fronteiriça do Rio Grande do Sul. Creio que tais histórias estejam localizadas temporalmente na primeira metade do século XX, quando a modernização começa invadir os hábitos da região. A segunda fala do final da infância, colocando o foco nas experiências emocionais da adolescência e da iniciação sexual. Por último, há os contos sobre o indivíduo que, melancólico, pobre e solitário, não se adapta ao espaço urbano.

Penso que os clássicos estejam na primeira e terceira partes. Além dos contos citados — ambos da primeira parte –, temos A Dama do Bar Nevada e Aceno na Garoa, histórias de bondade mal compreendida, e Dançar tango em Porto Alegre. Mas nenhum dos outros contos são esquecíveis.

É brasileiro? Então tem que ler. Faraco foi tocado por Erico e Cyro, mas recebeu uma curiosa pitada de Rosa. Em resumo, resulta que Faraco é Faraco mesmo.

sergio faraco

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Porque hoje é sábado, só desconhecidas (ou quase)

Abaixo, uma visão que deveria ser comum nas grandes cidades. Refiro-me, é claro, ao andar de cima.

A sensacional série de cadeiras do Eduardo Lunardelli incluiu este hiperconfortável exemplar.

Antara Mali… onde nasceu? Quem é? Só sei que gosto desta foto.

Sombras prometedoras.

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Muito bonita esta francesa ou belga de nome ou pseudônimo estranho: Elize du Toit. A primeira foto-verão de hoje.

Kelly Hazell deve ser famosíssima. Há centenas ou milhares de fotos suas no Google Images.

Kelly Hazell

Outra Kelly, na segunda foto-verão da série. Hoje, sexta à tarde, está insuportável em Porto Alegre…

Uma piscina talvez salve.

Kim Sarang

Meus sete leitores conhecem minha predileção pelos seios.

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São símbolos de feminilidade. Fonte de vida, prazer, afeto e aconchego.

Na biografia de santos e heróis, personagens como o Diabo costumam se travestir de mulher com os seios nus para tentar desviá-los de seus objetivos e arrastá-los à perdição.

Helga Lovekaty

Tasso conta que as mães, esposas e amantes gaulesas costumavam ir aos campos de batalha exibir os seios nus a seus guerreiros a fim de lhes transmitir força e confiança na luta contra o invasor romano.

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Viram? Bem, já que este assunto está resolvido, voltemos ao verão.

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Na última foto-verão, a conhecidíssima Flávia Alessandra preparando um mergulho.

Porém, como estamos trabalhando, faremos uma homenagem a Matisse. Esse trabalhava mesmo!

A foto acima também foi retirada do Varal de Ideias, do Eduardo.

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Porque hoje é sábado, Domiziana Giordano e Nostalgia

Tal como eu, Josias Monteiro é apaixonado por Nostalgia, de Andrei Tarkovski.

E somos fascinado (s) pela belíssima atriz principal, …

Domiziana_Giordano_02

… a italiana Domiziana Giordano.

domiziana_giordano_15

Domiziana tem carreira muito particular. Nascida numa família de artistas plásticos e…

… arquitetos, é diretora de cinema e vídeos, artista plástica e (boa) atriz bissexta.

Entre os malucos por cinema, será sempre a atriz de Nostalgia, …

… primeiro filme do exílio italiano de Andrei. Ela é Eugênia, guia e tradutora do poeta russo Gorciakov…

… que vai à Itália pesquisar sobre um músico russo (Berezovski) que emigrara para lá no século XVIII.

Ela oscila entre a indiferença do (e pelo) poeta a certa provocação erótica, enquanto ressente-se…

… de atrair apenas homens complicados. Em seu livro Esculpir o Tempo, …

… Tarkovski justifica a extrema lentidão e alongamento de cada plano: o que está por trás da…

… nostalgia é o tempo e eu reafirmo (apoiado aqui) que a tensão do filme parece não estar entre seus dois protagonistas, …

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mas entre eles e a absoluta impassibilidade da câmera, o tempo.

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Italiano é fácil de ler e acho que quem sentir alguma curiosidade pelo filme deve…

…tentar esta boa apresentação. Mas talvez este seja o local para falar mais de …

… Domiziana do que de meu ídolo Tarkovski, porém, atrasado e reapaixonado pelo filme, …

… não resisti a um estranho Perché oggi è Sabato tendo ao fundo …

… as ruínas do tempo representadas pelo que sobrou de San Galgano,

… uma das locações escolhidas pelo diretor, para realizar o grande filme que também é …

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… o filme de Domiziana.

Obs.: Josias, foi muito complicado conseguir boas fotos de Domiziana. Só as obtive quando me deu na veneta de ir aos sites russos. Achei que ela poderia-deveria ser um ícone russo… Bingo! Porém, sabe, meu russo inexiste, o cirílico desconfigurava o vídeo, foi o diabo, mas valeu a pena!

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Agora é oficial, o WhatsApp caiu

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Apenas dois parágrafos sobre os 40 anos do primeiro título brasileiro do Inter (com os melhores lances da decisão)

O chamado gol iluminado de Figueroa. Iluminado e decisivo

O chamado gol iluminado de Figueroa. Iluminado e decisivo

Meu pai me fez colorado, mas logo eu passei a amar o futebol muito mais do que ele. E nós, eu e o Sylvio, marido de minha irmã — fizemos com que ele voltasse aos estádios de forma tão cabal que ele assistiu à final do Brasileiro de 1975 e eu não, pois estava estudando para o vestibular. Acho que eu não precisava me punir daquela forma — passei fácil no exame, glória juvenil —, mas ele me contou que, quando Figueroa fez o gol que nos deu o título, ele se sentou com as mãos na cabeça na arquibancada do Beira-Rio, enquanto todos comemoravam. Naquele momento, ele me culpava por tê-lo tornado aquele fanático que quase morreria com cada chute de Nelinho — e defesa de Manga — nos minutos seguintes. Foi o que ele me disse quando voltou para casa.

Faz tempo, né? Mesmo antes de 1975, o Inter tinha um time muito bom. Elias Figueroa e Paulo César Carpegiani já estavam aqui desde 1971 e o time foi pouco a pouco recebendo reforços, mas foi a chegada de Lula em 74 que mudou tudo. Ele foi o cara que dizia a todos — interna e externamente — que tínhamos um tremendo time e que podíamos ser campeões brasileiros. Naquela época, éramos uns provincianos. Achávamos impossível vencer as equipes de Rio e São Paulo. Uma vez ouvi Lula afirmar: “Eu falava que seríamos campeões e o pessoal ria”. Outro grande campeão foi o técnico Rubens Minelli. Ele foi o cara viu a Holanda de 1974 e tropicalizou um pouco daquela “loucura”. Fez do jeito que dava. Nosso time corria como nenhum outro e até os atacantes marcavam! Havia outros craques, claro, como esquecer de Falcão? Mas Lula e Minelli foram os dois pioneiros.

Abaixo, os melhores lances daquele jogo sofridíssimo:

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Bom dia, é a Polícia Federal

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Um mistério

Sempre que passamos por esta propaganda que está num enorme outdoor na Padre Chagas, eu e Elena olhamos um para o outro e comentamos:

— Que cara de burro! Por que colocaram justo um modelo com cara de idiota? Quem vai querer entrar nesta loja?

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