O brilhantismo da Odebrecht na escolha dos codinomes para seus pagamentos de propina

15350719_937496386381287_2811336134892356734_nNasci dotado de uma característica muito maldosa e infeliz que hoje reprimo minuciosamente. Desde criança eu invento apelidos. Inventei alguns tão bons em meus tempos de colégio que teve gente que não queria mais ir às aulas só para não ouvir. Era a eficiente defesa de uma criança que só apanhava dos colegas. Eu era um palito, só pele e osso. Só os invento para aquelas pessoas que eu detesto. Eles já me criaram tantos problemas que aprendi a me conter. A criação de bons apelidos não é das artes mais apreciadas. O pessoal da Odebrecht também é excelente nisso. Eu me congratulo com os caras e estou aguardando que a internet crie logo um gerador automático de codinomes da Odebrecht.

Quando criança, meu apelido era Qüem. Sim, o som do pato. Tinha os pés desproporcionalmente grandes em relação ao corpo. Me divertia com aquilo. Minha turma de futebol me chamava de Raquítico.

Mas vejam só a arte dos caras. Vejam quanta maldade havia naquelas alegres trocas de dinheiro. De acordo com o ex-vice-presidente de relações institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho, os seguintes codinomes eram usados para receber propinas da empresa:

Caju é Romero Jucá (PMDB-RR).

Justiça é Renan Calheiros (PMDB-AL). Não é genial?

Coisas do Brasil: a ministra Carnem Lúcia reza com a Justiça à esquerda.

Coisas do Brasil: a ministra Carnem Lúcia reza com a Justiça à esquerda.

Índio é Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Babel é Geddel Viera Lima (PMDB-BA). Ele não caiu por uma torre?

Bitelo é Lúcio Viera Lima (PMDB-BA).

Primo é Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Angorá é Moreira Franco (PMDB-RJ).

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Caranguejo é Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Olha, bem que tem a ver, sim.

Olha bem que tem a ver, sim.

Polo é Jacques Wagner (PT-BA).

Ferrari é Delcídio do Amaral (ex-PT-MS).

Botafogo é Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Las Vegas é Anderson Dornelles, ex-assessor de Dilma.

Campari é Gim Argello (PTB-SP).

Cerrado, Pequi e Helicóptero é Ciro Nogueira (PP-PI).

Pino ou Gripado é José Agripino Maia (DEM-RN).

Todo Feio é Inaldo Leitão (PL-PB).

Já postamos homens mais bonitos em nosso blog.

Já postamos homens mais bonitos em nosso blog.

Corredor é Duarte Nogueira (PSDB-SP).

Gremista é Marco Maia (PT-RS).

Misericórdia é Antonio Brito (PSD-BA).

Decrépito é Paes Landim (PTB-PI).

Boca Mole é Heráclito Fortes (PSB-PI).

Nem notei.

Nem notei.

Kimono é Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Missa é José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Feia é Lídice da Mata (PSB-BA).

Velhinho é Francisco Dornelles (PP-RJ).

Santo é Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Santo e fófis.

O Santo e fófis.

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7 ideias sobre “O brilhantismo da Odebrecht na escolha dos codinomes para seus pagamentos de propina

    • Desta vez o blog isentou-se de inventar apelidos e afirma não ter nada a ver com a corja. De qualquer maneira, pedimos desculpas à honrada família Bitelo.

  1. Faltou dar crédito ao Brizola que inventou o apelido de Gato Angora para o Moreira Franco. E não basta um, tem dois Antônio Brito. Só que esse é baiano. Tem um gremista e um botafogo. Felizmente não tem nenhum colorado, ainda que pudesse se dizer que era do Partido Colorado do Uruguai e não do Inter.

  2. Estou curioso para saber os demais apelidos e nomes constantes das planilhas da Odebrecht, pois ao que se sabe, haveria bem mais de uma centena de codinomes relacionados a políticos, gestores públicos e integrantes de todos os maiores partidos, com chances de vencer uma eleição. Esta prática já era utilizada há décadas, e não só pela empreiteira baiana, conforme me comentou um antigo engenheiro aposentado da Camargo Correia.

  3. :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    A Semiótica do Coração Valente
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    Bom, mas sinal, sinal mesmo — signo poderoso de sedução ao consumo –, tão icônico como indicial (a secundidade de Pierce) foi o clichê muito bem montado por brilhante João Santana de cujo slogan significante é «CORAÇÃO VALENTE» — um produto a ser consumido e comprado pelas vísceras e não pela razão e raciocínio [Santana, esse que entende muito bem de Semiótica! Mas mesmo assim foi e está preso pelo inteligente Moro — que é obrigado a dominar de maneira fabulosa, igualmente, a Semiótica!].

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