Em Berlim (IV)

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Ao longo de nossa viagem, procuramos manter contatos interessantes em Berlim. Em nosso quarto dia na cidade, tentamos falar com Marx e Heg… Engels. Além de Lênin, claro. Eles estão na entrada da Ilha dos Museus para quem vem do lado da Alexanderplatz. Marx negou-me o cumprimento — aliás, sequer ergueu-se quando de minha chegada, enquanto Engels até levantou de sua cadeira. Lênin, porém, veio sorridente em nossa direção me imitando, isto é, caminhando com a mão direita no bolso, como quase sempre faço. Grande camarada! Lênin está na frente do guichê de informações da Ilha dos Museus. A seguir, fotos desta primeira parte e, depois, do restante do dia.

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Em nossa primeira ida à Ilha dos Museus, escolhemos a ótima Alte Nationalgalerie. A Ilha dos Museus é um complexo de 5 Museus temáticos, um melhor do que o outro.

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A Alte Nationalgalerie foca seu acervo nos velhos mestres do século XIX e início do XX, como nos explicaram no guichê de informações. Não é um museu imenso, daqueles que nos cansam mortalmente. Pode ser visitado com bastante calma em menos de um turno. Abaixo, a Elena trata de melhorar um detalhe de um quadro de Manet.

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Agora, deixo para vocês algumas fotos que fui tirando durante a caminhada por lá.

Adolph Menzel, Schlafzimmer des Künstlers

Adolph Menzel, Schlafzimmer des Künstlers

Adolph Menzel, O Pé do Artista

Adolph Menzel, O Pé do Artista

Elena e as corujas, as corujas e Elena

Elena e as corujas, as corujas e Elena

Arnold Böcklin, Sirenen

Arnold Böcklin, Sirenen

Arnold Böcklin, A Ilha dos Mortos

Arnold Böcklin, A Ilha dos Mortos. Este foi o quadro que inspirou Rachmaninov a escrever uma de suas poucas boas obras

Arnold Böcklin, Auto-retrato com a morte tocando seu violino

Arnold Böcklin, Auto-retrato com a morte tocando seu violino

Auguste Renoir, Children`s Afternoon at Wargemont

Auguste Renoir, Children`s Afternoon at Wargemont

Edouard Manet: Im Wintergarten, 1878/1879

Edouard Manet: No Jardim de Inverno, 1878/1879

Pierre Auguste Renoir, Chestnut Tree in Bloom

Auguste Renoir, Chestnut Tree in Bloom

Jakob Schlesinger, Retrato de Hegel

Jakob Schlesinger, Retrato de Hegel

Gottlieb Schick, Cabeça de um Jovem

Gottlieb Schick, Cabeça de um Jovem

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À noite, na Kammermusiksaal da Filarmônica de Berlim, o grandíssimo pianista András Schiff deu um recital de mais de 2 horas e meia. A primeira parte teve as 15 Invenções a Duas Vozes de Bach em três grupos de 5, entremeadas com peças igualmente curtas de Bartók. Como combinaram bem! Foram 70 minutos eletrizantes. Depois do intervalo, tivemos Janáček e Schumann, este com uma belíssima peça de quase 40 minutos que não conhecia, a Davidsbündlertänze, Op. 6. De bis, o primeiro movimento do Concerto Italiano de Bach e outras pecinhas. Foi uma linda maneira de conhecer a casa da Filarmônica. Eu fui apenas com o Bernardo, pois a Elena tinha outro compromisso. As fotos são minhas e por isso são tão ruins.

A Kammermusiksaal é um milagre acústico. Sempre pensei que o melhor formato fosse sempre o da “caixa de sapatos”, mas a Sala de Música de Câmara da Filarmônica de Berlim — assim como a Groossesaal da Filarmônica — demonstra que outros formatos também são possíveis. A sala é surpreendentemente bonita, assimétrica e, observando os diversos andares, passamos a entender o logotipo da Filarmônica.

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Nada parece se encaixar, mas tudo funciona maravilhosamente. De forma quase imperceptível, vários microfones e microcâmeras voam pela sala, pois os concertos são transmitidos pela internet para os assinantes do Digital Concert Hall da Berliner Philharmoniker.

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