Armas… pela vida! Homens de Bem e Bons de Mira, Uni-vos!

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No próximo domingo, 19 de março, no Parcão, haverá um ato em prol do direito de defesa em Porto Alegre. Ele se chama Armas pela Vida…

É claro que o movimento “Armas pela Vida” — em Porto Alegre capitaneado por um grupo luminar de vereadores — está cheio de razão. Como a sociedade gaúcha e porto-alegrense está tranquila, há pleno emprego, a temperatura está amena e a psicologia de todos está 100%, nada mais adequado do que armar todo mundo. Deste modo, os pequenos entraves da vida diária — brigas de trânsito, entre vizinhos e antipatias de um modo geral — poderão ser discutidas sem a presença do estado, esta coisa pesada e comedora de impostos. Pense, por exemplo, num casal em vias de separação e no profundo ódio que os une. A presença de armas em casa resolveria o problema imediatamente, evitando um enorme investimento de angústia e longos processos.

Os homens de bem receberiam uma carteirinha e treinariam tiro. Então, em vez de chamar uma polícia que quase não existe, a coisa poderia ser resolvida rápida e certeiramente com um disparo no coração do elemento, dado por um Homem de Bem e Bom de Mira (pode ser mulher, por que não?). Tais BO`s reduziriam o número de bandidos — os presídios se esvaziariam com a morte precoce das pessoas que cometem ilícitos — e o trabalho do Judiciário. Mais: se a população fosse bem treinada nas artes de tiro, não haveria a necessidade de tantos leitos hospitalares! O limpo e digno mercado funerário ficaria tão aquecido quanto nossos revólveres. Lembram de John Lennon cantando “Happiness is a warm gun”?

É óbvio que os roubos e assassinatos diminuiriam sobremaneira com uma população armada. Os bandidos se sentiriam intimidados com a possibilidade das vítimas tornarem-se seus algozes. Os estudantes iriam às aulas portando metralhadoras, impedindo o roubo de suas mochilas e tênis de marca. Eu iria adorar caminhar pela rua vendo os bolsos de todos cheios de armamento letal.

E não deixem que os idiotas digam que não se combate a barbárie com mais barbárie! Bala neles também! Afinal, uma rodinha de violão, um livro, um churrasco ou uma sala de concerto jamais resolveram o problema da segurança. O negócio é transformar Porto Alegre no Velho Oeste.

Chega de viver como gado e morrer como frangos!

Os vereadores Valter Nagelstein, Monica Leal, Comandante Nádia, Mendes Ribeiro, Wambert Di Lorenzo e Felipe Camozzato, junto com o representante do Armas Pela Vida Pedro Meneguzzi.

Os vereadores Valter Nagelstein, Monica Leal, Comandante Nádia, Mendes Ribeiro, Wambert Di Lorenzo e Felipe Camozzato, junto com o representante do Armas Pela Vida Pedro Meneguzzi | Foto da página do Facebook do movimento

Bem...

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20 ideias sobre “Armas… pela vida! Homens de Bem e Bons de Mira, Uni-vos!

  1. Mas, ora, como diz o gringo: “That’s the Spirit!!!”
    Se alguém tem que chorar, que seja a mãe do bandido e não a minha. Quando alguém se mete no crime, pinta vários alvos em si mesmo, um no peito, outro na testa, outro nas costas etc…bem estaríamos nós pelo Brasil afora, se conseguíssemos ser como o “Velho Oeste” dos EUA. Morria muito menos gente para cada 100.000 pessoas do que hoje em dia, nesta malfadada república. Agora, as bonecas criadas a Toddyinho e leite de pêra – que mal vêem um revólver carregado já se urinam nas calcinhas – que não comprem armas. Disquem o 190, escondam-se no closet e rezem bastante para a Brigada chegar a tempo…
    #RearmamentoJá
    #PeloRespeitoAoReferendoDe2005
    #ArmadoVcMataOuMorreDesarmadoVcSóMorre

    • Realmente, vendo a foto dos dignissimos vereadores, parece q todos tem cara de rapazes do “Velho Oeste”.

      Se bem q os do meio parecem criados a “Toddyinho e leite de pêra”.

      Não sei….

      • Aí é de cada um, quem vê cara não vê coração. Imagina a surpresa dum bandido que tentar assaltar (ou do maluco que tentar estuprar) a moreninha aquela alí, rsrs…alguém diria que ela era brigadiana??? Pois é…o sujeito se acorda no Umbral e nem sabe o que o atingiu (um rebite de .40, bem no meio da lata)…

  2. Quanto lixo se forma em jornalismo !! Impressionante !!! É com certeza a profissão com maior quantidade de ameba por metro quadrado. É aquela profissão que tu não é bom em nada, e ai sobra essa pq nela tu pode falar qualquer merda e postar sua opinião cagada e sem fundamento na internet !!

    Milton Ribeiro, você é só mais um boçal !!

  3. Só para contribuir com a linha do texto, sem seu estilo mordaz, de alto nível, diga-se, dos países menos violentos do mundo, nos quatro primeiros: Islândia, Dinamarca, Áustria e Nova Zelândia, nem mesmo a polícia usa armas.

      • Bem longe disto. São países onde educação e cultura foram reconhecidos como prioridade. Nada de mais. Trata-se apenas do que se pode depreender dos últimos milênios de história. Os seres humanos são melhores que os animais justamente pela capacidade de entender ou mesmo copiar as experiências que dão certo.

  4. É claro que o brasileiro é mal-educado e prepotente. Aqui mesmo em Porto Alegre, por exemplo, o trânsito é um bom exemplo. Via de regra, o pedestre é desrespeitado. Por exemplo, na própria calçada: em desrespeito ao bom senso e às leis, quando um carro está saindo da garagem, o pedestre geralmente tem que esperar o carro. A menos que se revolte, não aceite ser humilhado e se arrisque a ser atropelado na própria calçada. Por quê tergiverso? Porque o carrão é o símbolo da “arma” que nossa classe “mérdia” possui. Imagina se liberarem as armas de fato? Não seria melhor investir em educação e cultura? Na cabeça do ignorante, voltar ao Velho Oeste é a solução para diminuir a criminalidade. Falta um Sergio Leone para filmar Porto Alegre e fazer deste fracasso algo de útil e instigante: um grande filme de faroeste, moderno, revolucionário.

  5. Quem olha para quem são estes “vereadores” (passado recente e mais remoto) não se surpreende. O que estão é procurando, entre outras coisas, é um nicho permanente de votos. Este é o quadro politico atual que se tem
    . Mediocridade pura.

  6. A maior parte das armas em poder dos bandidos provém das empresas de segurança e da população armada. Sabem o que isto significa? Parece simples entender a lógica do desarmamento, mas quem insiste em incorporar Charles Bronson na vida real não é capaz de entendê-la.

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