Curriculum Vitae

Nasci em 19 de agosto de 1957, às 4h20 da madrugada de uma segunda-feira. Uma vez, meu pai me mostrou o jornal daquele dia. Temperatura mínima de 4 graus… Talvez isso tenha feito que eu passasse a amar o frio de Porto Alegre e a odiar sua canícula no verão. Família normal, infância ótima, estudos em colégio e universidade públicas, vida sem grandes sofrimentos — apesar da constante insatisfação — e um lindo casal de filhos que não forçam a relação, tornando tudo simples. E, como este texto é uma apresentação, deixo-vos abaixo meu currículo:

1. Nasci com estrabismo divergente. Primeiro as pessoas me chamavam de caolho, depois de “quatro-olho”. Quando completei 5 anos, minha mãe resolveu acabar com aquilo e me botou para fazer uma cirurgia. Deu certo e hoje meus olhos estão em paralelo. Sou normal. A operação foi realizada em 1962… Dá medo só de pensar.

2. Normal? Bem, sou daltônico e quem me passou esta “característica genética” foi também ela, minha mãe.

3. Como já escrevi acima, fiz dois filhos aos quais amo incondicionalmente. Critico-os bastante, mas não pensem que isto altera a primeira frase.

4. Nunca aprendi a dançar. Mas reconheço que esta é uma grave limitação e incentivo meus filhos a se moverem sob o som de música. Muitas vezes tento dançar em casa com meus filhos, mas a Bárbara me acha muito ruim.

5. Detesto balé.

6. Tenho anotados todos os livros que li desde a adolescência. Comecei em 1971 e não parei de anotar até hoje. Sei quantos livros e páginas que li, ano por ano… Sempre controlo… Os recordes negativos aconteceram nos anos dos nascimentos de meus filhos, é óbvio.

7. Também anoto os filmes que vejo. Comecei muito depois (1989?) e já estou lá pelos 1200. Parei de fazer isso em 2010.

8. Tenho 1200 discos de vinil e uns 3000 CDs. Quase só de eruditos.

9. Gosto das pessoas que contam histórias. Já passei noites ouvindo alguém falar. Não esqueço de nada. Aliás, às vezes sou a memória dos outros, para o bem e para o mal.

10. Os amigos gostam de me confidenciar coisas, apesar de eu me achar um tremendo fofoqueiro.

11. Nunca contei isto para ninguém: quando meu filho Bernardo tinha uns três ou quatro anos, fomos caminhando na direção do mar sobre uma plataforma de pesca. Ele – que não sabia nadar – falou que não devia ser fundo onde estávamos e atirou-se na água. Claro que era fundíssimo e atirei-me atrás dele. Mergulhei alguns metros e, sem ver nada, bati com meu braço no corpo dele, conseguindo agarrar sua perna um segundo depois. Pura sorte. A perna dele acoplou-se à minha mão, entendem? Emergi e fiquei agarrado a ele numa coluna da plataforma, presa da maior taquicardia da minha vida. Sei que eu fazia cara de choro sem chorar. Quando nos acalmamos (não muito), voltei nadando com um braço só para a praia. Dias depois, matriculei-o numa escola de natação.

12. Sou capaz de correr 9 Km em 45 minutos.

13. Quando me separei pela primeira vez, minha depressão fez com que eu dissesse que trocaria 100% de amigos. Fiz isso. Quando saí da depressão, só mantive as amizades obtidas profissionalmente. Depois reatei com quase todos os velhos amigos. Também abri mão de tudo o que possuía. Me elogiavam por ser despojado, modesto, estóico, desprendido. Um trouxa, enfim. Na segunda separação, a depressão durou menos de uma semana..

14. Sou bom de cama. E de cadeira. Posso dormir a qualquer momento e em qualquer lugar. Se um filme está chato e meus amigos querem ficar na sessão, durmo. Em viagens de avião e de ônibus, posso dormir full-time sem problemas. Um companheiraço. Como é que vocês acham que suportei ver duas vezes O Senhor dos Anéis com meus filhos? Mesmo assim, posso contar o filme. (Há dez minutos de história, dez horas de efeitos especiais e dez minutos de finalização…)

15. Quando criança, fui o recordista em quebrar as janelas dos vizinhos com boladas. Jogava futebol sempre, só umas 4 horas por dia.

16. Minha foto foi publicada no maior jornal de Porto Alegre quando tinha 8 anos de idade sob a manchete “Meninos em Perigo”. A reportagem era sobre os meninos que jogavam futebol nas calçadas e no canteiro da Av. João Pessoa, em Porto Alegre. Nunca me destaquei pelo talento, mas era um esforçado operário com lugar garantido no time.

17. Tive patinete, joguei futebol com tênis Kichute, bebi Emulsão de Scott, Biotônico Fontoura e sinto saudades da Grapette. Quando fui à Búzios, em 2000, tomei Grapette, normal e light. A-do-rei!

18. Sempre odiei gatos. Quando pequeno, pegava-os e atirava-os no riacho que tinha perto de casa. Ia para cima da ponte e caploft! Era lindo de ver. Sinto que os gatos sabem disso e são poucos os que não se afastam de mim. Isso até conhecer o excelente Vassily, o gato de Elena Romanov.

19. Amo os cães. Gosto de dar banho e de passear com eles.

20. Sou sócio e torcedor do Internacional de Porto Alegre. Muito secundariamente, torço também pelo Benfica e pela Roma. E fim. Em comum: são times que normalmente jogam com as cores vermelho e branco.

21. Sempre tirei boas notas, mas fui um péssimo aluno. Para mim, a escola sempre teve a finalidade de facilitar contatos sociais, principalmente com as mulheres. Depois, tinha que me matar estudando em casa. É um estilo.

22. Posso ouvir música por mais de oito horas sem interrupção. Mas mudo de Bach para Charlie Mingus e daí para Shostakovitch, Rolling Stones ou Chico Buarque num tapa. Meu Who`s next é muito particular.

23. Aproximadamente 100 livros que estão em minha biblioteca foram roubados entre meus 17 e 25 anos. Não tinha muita grana para comprar tudo o que desejava, mas tinha ética! Só roubava de grandes lojas. Nunca surrupiei nada dos pequenos livreiros, com os quais, aliás, sempre fiz duradouras amizades. Nunca me pegaram, estudava minuciosamente cada caso. Aqui, mais informações.

24. Assisti Chico Buarque cantar a 2 metros de mim, durante um show na Reitoria da UFRGS. Décadas depois, em Parati, jantamos a uns 3 metros de distância.

25. Li Ana Karênina em 5 dias. Da metade para o fim, estava zonzo mas simplesmente não podia parar.

26. Tenho vários amigos (mais do que 5, menos do que 10) que me perguntam sobre os livros que devem ler ou que filmes devem ver. Aconselho-os cuidadosamente, como se fosse um consultor pago. Aliás, por que não?

27. Tenho absoluta convicção de que sei escolher CDs e livros muito bem. É claro que minha cedeteca, discoteca e biblioteca é de primeiríssima linha, penso eu. Alguns concordam.

28. O melhor presente que posso receber é um livro bem escolhido.

29. Consigo encostar a ponta da minha língua na ponta do meu nariz.

30. Minha primeira relação sexual aconteceu tarde, pouco antes de completar 18 anos e após muito treinamento.

31. Adoro ir a estádios de futebol.

32. Ando muito de transporte coletivo. Ao carro, prefiro o ônibus e a lotação. Observo as pessoas. Cada rosto carrega uma história diferente. Poderia escrever todos os dias contando as histórias lidas nos coletivos.

33. Não tenho contato com meu melhor amigo de infância — João Batista Carneiro Borges — mas gostaria de conviver com ele. Acho até que conseguiria seu telefone. Meu melhor amigo durante a adolescência — Flávio Leite Miranda — simplesmente sumiu. Não há registros dele em lugar nenhum. Talvez tenha ido para a Lituânia.

34. Tenho planos para quando ganhar a Megasena, mas NUNCA aposto.

35. Sempre fui muito sociável. Não sei quantas festas e jantares organizei em minha casa, nem a quantos fui, mas o número é certamente espantoso.

36. Prefiro receber a visitar.

37. Seis anos depois de despojar-me de tudo o que era meu, consegui me mudar para um apartamento que podia declarar parcialmente “meu”, mas talvez tenha me enganado.

38. Gostaria de ter viajado e de viajar mais.

39. Não tenho o menor interesse em morar em outro lugar que não seja Porto Alegre, apesar de não me ufanar demasiado de nossa vidinha periférica.

40. Durante grande parte de minha vida preparei-me para ser escritor, um escritor de muitos livros. Nada disso aconteceu e, na verdade, nunca tentei publicar nenhum. Está tudo no micro ou por aí.

41. Em março de 2008, minha filha Bárbara veio morar comigo após o maior estresse coletivo que vivi. Tal fato é motivo de orgulho e de medo. E se desse tudo errado? Mas ela merece o nome que tem e assim tem sido.

42. Em 2009, fui processado por Leticia Wierzchowski. Motivo: crítica a respeito de um livro seu. Meus amigos costumam me cumprimentar pelo fato, mas a crítica era infeliz e eu até mereci o processo. Entramos em acordo.

43. Na primeira década do século XXI, perdi meu salário e fui a zero — sem metáforas ou com, pois na verdade fiquei muito negativo e desempregado — por não aceitar pagar propina para membros do PP gaúcho. Não me arrependo. Durmo muito bem.

44. Cortei minha barba aproximadamente dez vezes em minha vida, uma vez por engano.

45.  Em 2011, fui processado por Mônica Leal. Motivo: crítica sarcástica a respeito de suas políticas. Meus amigos costumam me parabenizar pelo fato. Aceito..

46. O item 40 não é de todo verdadeiro. Afinal, publicaram cinco de meus contos em antologias.

47. Em 2010, fui trabalhar no Sul21. Orgulho-me disso.

48. Em 31 de agosto de 2013, comecei a namorar a violinista bielorrussa Elena Romanov. Estou adolescentemente apaixonado.

49. Digo-lhes que Elena é certamente a pessoa mais importante com quem cruzei. Fico fantasiando em como poderia tê-la encontrado antes, mas a realidade impede. Jamais iria à Bielorrússia declarar amor a uma desconhecida. Em que língua o faria se ela não falava inglês?

Foto: Bernardo Ribeiro

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

41 ideias sobre “Curriculum Vitae

  1. Meu marido e eu demos umas boas risadas com sua auto-biografia. Você é quase da idade da minha irmã. Quem gosta de música clássica aqui é meu filho. Gosto de rock e MPB. temos um doberman e uma gatinha branca. Gosto demais de r ao Maraca. Ih, tem muita coisa. Um dia você vem aqui, ponho a gata em um hotel e rolamos no papo.

  2. Tua biografia é ótima. Cotidiana, bem escrita….

    Talvez eu tenha gostado porque, mesmo com a diferença de idade (tenho 21), existem muitas coisas parecidas nas coisas que tu viveu a algum tempo, e as que eu vivo hoje!

    Um abraço!!!!

  3. Pingback: Entrevista concedida por este que vos escreve ao Substantivo Plural | Milton Ribeiro

  4. Olá Milton, descobri seu blog no Outras Palavras, gostei muito de tua entrevista. Bastante interessante seus posts de literatura e de música. Esse curriculum é muito bacana. Poderia fazer um post com alguma imagem de alguma parte de suas anotações? Tenho essa vontade de anotar também mas sou muito caótico e perco tudo. Talvez você possa dar uma ideia de como fazer. De qualquer forma, é muito interessante uma trajetória tão longa de leitura. Para quem está começando, como eu, é sempre uma referência e uma admiração. Parabéns 😉

  5. Milton, topei com o seu blog quando usava o “guga” para procurar informações sobre a tradução do Caetano Galindo para o Ulysses de Joyce. Gostei e cliquei neste “curriculum vitae”. Engraçadíssimo. Obrigada por partilhar tantas histórias pessoais,
    Você me faz sentir saudades de Porto Alegre. Nasci aí mas vivo no Rio há alguns anos. (35, na verdade…)
    A propósito do Ulysses, acho que vou encarar, quando estiver disponível. É agora ou nunca. Já li “Dublinenses” e o “Retrato do artista quando jovem”. Só não vou de “Finnegans Wake”, aí já seria demais.
    Um abraço.

  6. Milton, meu caro (permita-me)!
    Senti falta de saber qual a sua profissão – vi que perdeu o emprego, que ficou no zero, que voltou a trabalhar e ficaria satisfeito com a informação e mais alguns detalhes. Principalmente, indicações literárias. Uma coisa é fato: lerei “Ana Karênina” por sua causa. E esclareça para nós, mortais: não gostou da trilogia do “Senhor dos Anéis” enquanto filme ou leu também as obras e não apreciou? esmiuçarei (que palavra) melhor o seu blog, mas devo dizer: interessantíssimo – parabéns pela auto-crítica e sinceridade!

      • Caríssimo Milton;
        Eis que digito meu nome no oráculo e vejo novamente o comentário que fiz em seu blog. Li novamente algumas de suas “confidências” por assim dizer.
        Disse acima que leria Ana Karênina por sua causa e de fato o farei. Tanto é verdade que comprei a Obra esse ano, em um Sebo de SP(obra em 2 Volumes – Tradução de João Gaspar Simões), meses atrás, junto com Crime e Castigo e alguns outros.
        Ainda não estou preparado para a Leitura, confesso. Mas sou um aficionado por inícios de livros e devo dizer: Ana Karênina tem o melhor início de todos: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira”.
        Grandioso! forte abraço.

  7. Ao ler o item 46, fiquei feliz. Afinal de contas um dos livros que publicou um conto seu foi o Blog de Papel, projeto que idealizei e coordenei. Mas acho surpreeendente sua informação e vou te dizer uma coisa, meu caro: Idiotas os editores que não enxergam seu trabalho.

  8. 43. Na primeira década do século XXI, perdi meu salário e fui a zero — sem metáforas ou com, pois na verdade fiquei muito negativo e desempregado — por não aceitar pagar propina para membros do PP gaúcho. Não me arrependo. Durmo bem pra caralho.

    45. Em 2011, fui processado por Mônica Leal. Motivo: crítica sarcástica a respeito de suas políticas. Meus amigos costumam me parabenizar pelo fato.
    ____________________
    Foram suficientes para ganhar mais um fã – eu. Abraço.

  9. Fico feliz em saber que temos características semelhantes: ávido leitor, daltonismo e uma filha chamada Bárbara que da mesma forma faz jus ao nome. Um abraço.

  10. Nao sei como acabei encontrando este teu blog…ah, I googled Bez Batti, e google me levou a um texto lindo teu. E pronto, aqui me encontro…devorando teu blog por horas.
    Saudades dessa intelectualidade Porto Alegrense. Um abrc,o…raquel

  11. Caí aqui por um texto de Dickens, o nome nao me parecia estranho e, então, cliquei no currículo. Reconheço a estilística da escrita e sei qual é o outro blog, um só de música. Disse isso pra me gabar também, mas pra perceberes que há uma genialidade em ti, a qual deve ser respeitada. Entretanto, essa narrativa 46 atos fez-me tomar ânimo para algumas coisas, sou novo mas sinto minha alma já guardada. É bom ouvir experiências das pessoas sem lição alguma, aprendemos. Obrigado pelas seções e por esta sessão de terapia.

  12. Adorei teu currículo, principalmente por reconhecer semelhanças, sobretudo nos itens 40 e 46. Ocorreu exatamente o mesmo comigo. Mas sobre o currículo, normalmente as pessoas se limitam às experiências acadêmicas e profissionais. Tu foste mais abrangente e falaste sobre coisas ainda mais importantes, como as janelas dos vizinhos quebradas pelas boladas. Ah… também me identifiquei com o item 9.

  13. Oi Moço!

    Acompanho de longe suas postagens no facebook e, sabe-se lá por qual motivo, decidi passar por aqui. Coisa gostosa ler esse post, sô! Devo ler outros e comentar também, apesar de sempre achar que nenhum autor lê essas postagens, rs.

    Bem, “té mais”!

  14. Amigo,
    Tu és um grande cara.
    Pena que a vida nos colocou um para cada lado, mas o importante é que a amizade continua.
    Tu não eras tão perna de pau assim. Tá certo que eu levava o time da fundação nas costas, mas tu eras melhor que muitos que lá tinham, aliás, de todos escapava eu, tu e mais um. O resto quebrava a bola.
    Lembras do negrão Manuel? Tamanho, jeito, estilo, porte de jogador e não sabia chutar uma laranja kkkk..
    Bons tempos aquele em que perdíamos 9 jogos em 10, mas ríamos bastante.
    Grande abraço.

  15. Bom dia,
    Em meio a peças processuais e outras bugigangas do mundo jurídico, lembrei-me da obra Irmãos Karamazov. Ao buscar no Google indicativos da melhor tradução o acaso me conduziu ao seu blog. Li seu curriculum e preciso agradecer por você ter tornado a manhã de hoje muito agradável e enriquecedora. Vou passar a ler os outros tópicos! Um abraço.

  16. Milton,

    Por um acaso de idas e vindas de páginas e mais páginas na internet cai aqui, não sei como, não saberia mais o caminho, mas tenho a certeza de que eu sei chegar ate seu endereço eletrônico.

    Sou bibliotecário de formação, fiquei encantado com seus textos e reflexões de uma vida onde sempre somos castigados, seja ela por amores ou reflexões não compreendidas, afinal, nosso pensamento vaga por entranhas sem terem obstáculos e barreiras, não temos culpa…

    Divaguei né..mas tudo bem, minha intenção aqui é lhe parabenizar por seus pensamentos e opiniões, gostei muito, Forte Abraços….

  17. “Consigo encostar a ponta da minha língua na ponta do meu nariz.”
    Ou és narigudo ou linguarudo.
    Ou os dois?
    A polêmica é a alma da resposta.

  18. Roubar livros de grandes lojas… dependendo do livro e da loja, até passa. Ser processado pela Mônica Leal? É uma espécie de condecoração. Perder o emprego por não entrar em um esquema do PP? Ganhaste minha admiração permanente. Agora… os pecados confessos no nº 18 não têm perdão! A conversão que Vassily promoveu foi tardia, Milton. Vais reencarnar como rato e morando no porão do Museu Dvořák, em Praga! 🙂

  19. Olá,
    Achei seu blog casualmente,porque estava procurando o porque de passar a mão em uma das estátuas da Ponte Carlos em Praga.Emocionante cidade,com suas torres douradas desenhando o horizonte,maravilhoso relógio astronômico,e quão prazeros foi conhecer o Alfons Mucha Museum,onde se encontram todos os seus originais.Ele foi um dos maiores artistas da Art Nouveau, estilo este que sou apreciadora e apaixonada.
    Com suas fotografias,consegui me reportar até Praga,e isto sempre vale quase como uma viagem.
    Muito obrigada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *