Bom dia e adeus, Odair Hellmann

Bom dia e adeus, Odair Hellmann

Acontece uma coisa curiosa na minha relação com o Inter. Às vezes, tenho que largar o clube de mão para não me irritar. Em certo momento de 2016, bem cedo, pois o Inter ainda estava entre os líderes, decidi que não iria ao Beira-Rio enquanto Argel fosse técnico. Não compareci a mais de dez jogos no Beira-Rio, mas vi tudo em bares, pois é menos impactante ver a incompetência pela TV. O resultado todos sabem, fomos para a segunda divisão.

E, nossa, Argel demorou a sair. Então veio Celso Roth e eu segui não comparecendo. Não vi nenhum jogo comandado por ele, tal a certeza que tinha de sua inutilidade. O resultado todos sabem, fomos para a segunda divisão.

Desta vez, minha atitude mudou. Odair é (ou era) tão repetitivo que larguei-o logo depois do jogo contra o Athlético-PR, mas de outro jeito. Deixei de ir ao estádio e também não vi os jogos pela TV e fiquei só na Rádio Guaíba.

Odair não altera nada, só se repete. Ele defende os mais velhos do grupo, ignorando a base e os jovens. Insiste tolamente em soluções que não dão resultado (Pottker, Uendel, Parede, Klaus, para dar alguns exemplos recentes), ele irrita uma torcida que não pode ser mais paciente do que é. Somos uns bovinos em comparação com a gloriosa época do Portão 8. E, na TV, vemos gente de menos de 20 anos jogar no Real Madrid, Liverpool, Barcelona, PSG, GRÊMIO, etc.

Ontem, Uendel cometeu o pênalti que deu a vitoria ao CSA | Foto: Ricardo Duarte

(E o que dizer de Trellez, Nathanael, Rithely, Bruno Silva… Parede vai ser contratado mesmo? Ele é horrível e está sempre impedido!).

Odair formou um time que só sabe se defender e marcar. Mas até isso fica prejudicado quando não há criação. Tudo vai se degradando, até porque um time sem a bola corre mais… Odair não treina o ataque, a sincronia, as cobranças de faltas, os escanteios. Acabamos impotentes em campo. Quantas vezes fizemos três gols num jogo com Odair? Creio que há estatísticas que mostram que JAMAIS fizemos 4 gols com ele na casamata. Nem no Gauchão.

O Inter perdeu o rumo. A base está às traças — ESTOU BEM INFORMADO. Os guris bons vão para o Grêmio, que os aproveita. Ontem, quando ouvi que o jovem zagueiro Roberto fora preservado para o Campeonato de Aspirantes… Meu deus, o que é isso? E nosso preparo físico? O que é aquilo? Mas acho que pro Z-4 não vamos. Não dá mais tempo e há candidatos imbatíveis como… o CSA.

Perdemos 2019 com posturas das quais reclamamos há meses.

O novo técnico? É claro que prefiro Roger Machado, Tiago Nunes, Coudet (Racing) ou Heinze (Velez). Mas acho que vamos acabar com Lisca, Jair Ventura, Clemer ou Cuca.

Ser técnico é escolher os melhores e ter bons auxiliares. Hoje, é quase uma atividade social. Decide a estratégia e manda treinar, escala e dá entrevistas. Não se deram conta ainda.

A gestão de Melo na direção de futebol teria que ser revista, mas ele é o melhor amigo do presidente Medeiros. Jamais sairá.

P.S.: A última informação é a de que jogadores do Inter não querem a demissão de Odair Hellmann. Isto comprova o que escrevo há alguns meses: o vestiário colorado é uma bagunça. A exposição do fato vai, de certa forma, mostrar que tipo de comando se tem na principal pasta do clube.

Pelé, Messi, Maradona, Cruyff e Di Stefano: o futuro não dirá quem foi o melhor

Pelé, Messi, Maradona, Cruyff e Di Stefano: o futuro não dirá quem foi o melhor

Os brasileiros amam imaginar que Pelé tinha características e dotes sobre-humanos. O próprio Pelé também. Já que não temos Prêmio Nobel, nem governo ou educação, ufanemo-nos do Rei! Um brasileiro publicou no Twitter um vídeo que dizia comprovar em dois minutos que Pelé tinha sido melhor que Messi e Maradona. O filme era tão ruim que provava o contrário. A gente só chegava à conclusão de que Pelé adorava dar canetas.

Pelé é de um tempo em que os clubes excursionavam por meses. O calendário era ultra camarada. Imaginem que até 1971, quando ele já tinha 31 anos, não havia um Campeonato Brasileiro, apenas Copas eliminatórias e o Paulistão. Mas todos queriam vê-lo e o Santos de Pelé jogava uma vez a cada dois dias em excursões no Brasil e na Europa e uma vez por dia na África, muitas vezes contra times semi-profissionais. Só isso explica fazer 1200 gols.

Sem dúvida, foi disparado o melhor jogador de sua época — uma época em que Garrincha bebia pesado e destruía adversários horas depois — mas é tolice compará-lo com Messi, Maradona e até mesmo Cruyff. Não dá para saber quem foi o melhor ou o mais revolucionário. O futebol mudou rapidamente depois de Pelé, um bom tanto por causa dele.

Para comparar, teríamos que levar Messi até a violência dos anos 60. Para comparar, teríamos que trazer Pelé até nossos zagueiros que também têm velocidade e usam o corpo. Isso é impossível, claro. Mas neste caso, eu apostaria que Maradona sobreviveria melhor. E que Alfredo Di Stefano estaria muito bem na disputa…

Mas uma coisa eu tenho certeza: Cruyff foi o mais influente.

E, se eu tivesse que escolher, nas divisões inferiores de um clube, apenas um jogador com as características desses 5, certamente escolheria um novo Messi, o gênio mais recente, muito mais adaptado às necessidades atuais de nosso futebol.

Di Stefano, Pelé, Messi, Maradona e Cruyff.

 

Bom dia, Odair (e uma proposta para a diretoria do Inter)

Bom dia, Odair (e uma proposta para a diretoria do Inter)

Odair é uma ameba atrapalhada. O que ele fez ontem foi verdadeiramente irritante. Já que Patrick fazia finalmente boa partida jogando pela esquerda, em cima de Marcus Rocha, nossa sumidade tirou Patrick de lá enfiando Wellington Silva em seu lugar. Como tem acontecido, WS sucumbiu. E Patrick também. WS tem uma jogada terminal. Ele dribla para o meio e chuta para fora. Tudo acaba ali.

O Inter atuava bem no primeiro tempo. O 1 x 0 saiu barato. Tinha mudar, né, Odair?

Heitor, Fuchs e Nonato. A dose de jogadores das categorias de base foi demais para Odair. Seu bom futebol foi um exagero. Tinha que mudar. | Fotos: Ricardo Duarte / SCI

Se realmente Nonato tinha que sair — teria pedido para sair no intervalo, fato do qual duvido muito, mas OK –, o substituto natural seria Neílton, mas este parece que foi punido por entrar bem em dois jogos consecutivos. Ou seja, Odair acabou com o time numa substituição. Alguém tinha dito que o guri se sentira mal, só que… Só que na coletiva Odair disse que o retirou para dar mais intensidade ao time. Bem, isso já é do campo das piadas.

Ontem o Odair criticou Nonato, falou que Fuchs e Heitor sentiram o jogo. Nunca vi o Odair falando dos passes errados do Patrick, nem da inoperância do Parede, da atual inutilidade do Sóbis, do péssimo preparo físico do Uendel e nem da ruindade do Klaus. Queimar guri é fácil. Cagão.

E entramos no segundo tempo completamente batidos. Estávamos vencendo o jogo. A formação mais ofensiva e “intensa” fez o Inter recuar. É muita burrice. O gol de empate do Palmeiras saiu em jogada de Marcus Rocha…

E tomamos o maior sufoco, com direito inclusive a gol do Palmeiras anulado pelo VAR. Quanto a nós, nem chutamos mais no gol deles.

Depois, quando o bom Bruno Fuchs sentiu cãimbras, Odair completou a obra. Em vez de colocar um armador, colocou em campo o péssimo Klaus, que quase entregou o jogo duas vezes. Sim, novamente. Ora, era o final do jogo, por que não recuou Lindoso e botou um atacante?

Bem, Heitor, Nonato, Patrick, Lindoso, Fuchs e Nico fizeram boa partida. Já Sóbis, Uendel, WS e Odair…

Sim, Patrick fez bos partida | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Então, estou fazendo uma proposta para a comissão técnica do Inter. O amado Odair segue treinando o Inter, mas eu faço as trocas durante os jogos. Por R$ 1.000 cada partida, pagos em dinheiro no dia seguinte ao jogo, sob pena de multa cavalar, faço o favor de pensar pela Ameba Hellmann. Não me custa nada. Sou barato e o passaremos menos vergonha.

E as vaias ao Odair vão diminuir. É um bom negócio!

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Agora, teremos uma semana livre de jogos até o fim de semana. Um perigo, pois dará mais tempo a Odair. A próxima partida é sábado, 05/10, às 21h, contra o Cruzeiro, no Mineirão.

Odair e a noite das quedas dos técnicos

Odair e a noite das quedas dos técnicos

A quinta-feira marcou as quedas de Cuca, substituído por no São Paulo por Fernando Diniz, e de Rogério Ceni no Cruzeiro. Eu não queria nenhum dos três, queria Roger Machado, e estou esperando ansiosamente pela queda do Odair das incríveis escalações, burras substituições e que faz menos gols do que o time de 2016 que caiu para a segunda divisão.

O que ele fez contra o Flamengo foi bolsonarista e terraplanista de tão tolo. Entrou com 4 volantes e, ao ver seu lateral expulso, em vez de colocar ali Edenílson — não gosto de ver Ed ali, mas fazer o quê?, era uma emergência — retirou seu único atacante de velocidade.

Depois do jogo, Odair e a diretoria culparam o juiz… Sim, claro, foi uma arbitragem repugnante, mas perderíamos do mesmo jeito, pois não fizemos nossa parte.

E para mim ficou óbvio que o Grêmio está muito melhor do que o Flamengo. Era para o Mengo ter enfiado uma sacola, jogamos todo o segundo tempo com nove homens, só que o Inter chegou a empatar a partida. Os cariocas vão precisar muito da arbitragem para chegarem à final. Só que a Libertadores costuma apresentar juízes menos corrompíveis.

Odair está cheio de problemas para escalar o time contra o Palmeiras, mas o maior deles é ele mesmo. | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 1 x 0 Chapecoense)

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 1 x 0 Chapecoense)

O Inter entrou em campo contra a Chapecoense com o mesmo time que tinha perdido a decisão contra o Athlético-Havan. Odair disse que não queria substituir ninguém porque quem saísse acabaria apontado (ou sugerido) como culpado pela perda do título da última quarta-feira.

Isto é, a forma que ele escolheu para preservar seus atletas, o grupo e o apoio interno para manter-se no cargo foi torturando a torcida.

E torturou mesmo. Foi um jogo cruel.

Bruno: atuação lastimável | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Jogamos malíssimo, eram só ligações diretas, nada de armação ou cérebro. A coisa só melhorou com a entrada de Neílton jogando pelo meio, na linha de três que precede Guerrero. Aliás, pobre Guerrero, lutando sempre sozinho contra a zaga adversária.

Uendel e Bruno foram figuras ridículas, no que foram acompanhados por Patrick.

A torcida vaiou o time mesmo antes de ele entrar em campo. Os influencers remunerados e as pessoas sensíveis ficaram cho-ca-dos. Bem, não têm vivência suficiente ou conhecimento sobre o que é o futebol.

Então, para os tolinhos que reclamaram das vaias da torcida do Inter, sugiro a leitura do clássico do inglês Nick Hornby. Aqui vai uma palhinha, sobre as primeiras vezes que Hornby foi a um estádio:

O que mais me impressionou foi o quanto a maioria das pessoas à minha volta detestava, realmente detestava, estar ali. (…) [Nas plateias de que eu participara em outros tipo de eventos] eu nunca observara rostos contorcidos de fúria, desespero ou frustração. A diversão como sofrimento era uma ideia inteiramente nova para mim, e parecia ser algo que eu vinha aguardando.

(Nick Hornby, “Febre de Bola”)

Mas vencemos o jogo, apesar de dois gols injustamente anulados pelo VAR.

Vocês acham que agora eu vou comentar o VAR? Não, isso também todo mundo está falando. Falemos de outro fato, falemos sobre a cera.

Garanto que no jogo de ontem contra a Chapecoense e no de quarta-feira contra o Athlético-PR, em cada um deles, tivemos menos 10 minutos de bola rolando em razão da cera. Sem exagero, no jogo de quarta, o Wellington Martins estava rolando no chão aos 3 SEGUNDOS de jogo! A cada bola dividida, nas duas partidas, havia um Neymar sofrendo dores terríveis, entrada de médicos e do carro maca. Quando o jogador machucado pousava ao lado do gramado, logo erguia-se e pedia ao árbitro para voltar a campo, no que era atendido, claro. Também a cada falta, lateral ou tiro de meta eram perdidos preciosos segundos que, somados, devem dar mais do que os dez minutos de que falei. A Fifa dá muita atenção ao futebol europeu onde as equipes não fazem cera, mas não estabelece regras para nós.

Bem, estamos isolados em quarto lugar no Brasileiro, mas com uma enorme fila agarrada à nossa cola. Agora, na 21ª rodada, às 21h30 desta quarta-feira, 25, o Inter vai ao Rio de Janeiro enfrentar o líder Flamengo. Já no próximo final de semana, retornamos ao Beira-Rio para enfrentar, no domingo, 29, às 16h, o Palmeiras. Ao menos esses não fazem cera.

Bom dia, Odair (com os melhores lances da fragorosa derrota)

Bom dia, Odair (com os melhores lances da fragorosa derrota)

A vitória do Athlético-Havan foi merecida e inapelável. Eles tem menos qualidade em termos de jogadores, mas são muito mais organizados e facilmente contiveram o Inter no Beira-Rio.

Gostaria que esta fosse a última foto de Patrick publicada neste blog. Ele é o símbolo da derrota de ontem. | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Fizemos uma boa pressão em alguns minutos do primeiro tempo, perdemos alguns gols e ficamos até otimistas com nosso gol de empate. Mas o 1 x 1 do primeiro tempo transformou-se em um 1 x 2, não em 2 x 1. E ao natural.

No segundo tempo não tivemos mais chances de gol. Imaginem que Cuesta concluiu uma cobrança de escanteio nesta etapa. E foi só.

A única reclamação que nos sobra é o fato do árbitro ter permitido a cera dos paranaenses. Não houve quase jogo. Desde os primeiros segundos havia sempre um cara do Athlético jogado no chão, pedindo atendimento.

Então, amigos, um aviso. Quando Wilton Pereira Sampaio estiver apitando e teu time vencendo, é só rolar no chão. Os minutos de desconto serão poucos e não há amarelo para quem finge lesão e nem para quem leva anos para bater uma falta ou lateral. Ele não gosta de se incomodar com essas coisas.

De resto, quem jogou foi o adversário. Sim, o time do capitão Wellington Risadinha e de Cirino nos deu um baile em nossa casa.

Como disse a Maria de Abreu, Nico López cobrou escanteio, correu pra cabecear, pegou rebote, cruzou de volta em uma espécie de mini escanteio e recebeu próximo à marca do pênalti para concluir. Fim, foi este nosso ataque.

Na ausência de D`Alessandro, entramos com Wellington Silva. WS jogou muito mal, mas nada igual a Patrick. Só uma administração idiota de grupo — como a que faz Odair — justifica o fato de ele não ter saído ainda no primeiro tempo. E, quando chegou a hora de substituí-lo, no intervalo, entrou outro medalhão… Sóbis foi seu substituto, entrando fora de posição — jamais foi meio-campista — e conseguiu ser ainda pior do que Patrick. E, olha, era difícil, mas ele conseguiu. Ou Sóbis joga como centro-avante ou adeus. Agradecemos os gols e os títulos, só que não dá mais.

Sóbis conseguiu o milagre de entrar pior do que Patrick. Era difícil. | Foto: Ricardo Duarte | SCI

Quem deveria entrar? Alguém da posição, ora. Temos, sim, temos, mas Odair raramente os escala.

Duvido muito, porém, se Odair quiser dar alguma evolução ao time nas próximas semanas, deveria começar o jogo de domingo, em casa contra a Chapecoense, com Heitor na posição de Bruno — que foi péssimo ontem –, Zeca na de Uendel, Nonato na de Patrick e Neílton como primeiro reserva, pois ele jogou muito bem domingo passado em Minas.

Isso para começar.

Mas ele vai seguir com seus amigos com a finalidade de manter-se no cargo.

E, deste modo, nada acontecerá de bom conosco. Talvez tenhamos que comemorar uma vaga cagada na Libertadores ou nem isso.

P.S. — O único colorado que deu volta olímpica nos últimos 8 anos foi Odair, sozinho, após eliminar o Palmeiras. Mais uma burrada.

O Brasileiro e o Foco na Véspera da Decisão

O Brasileiro e o Foco na Véspera da Decisão

Os colorados não estavam dando grande atenção ao Campeonato Brasileiro e, agora, nervoso, na véspera do jogo mais importante do ano — a decisão da Copa do Brasil no Beira-Rio — olho para o que vem depois e… Puxa, estamos bastante bem no Brasileiro! Mesmo jogando quase sempre com os reservas, estamos isolados no quarto lugar, com poucas chances de sermos campeões, mas vivos. Interessante.

No último domingo, pela manhã, vencemos o Atlético-MG em BH por 3 x 1. Foi uma vitória indiscutível de um time com bons jogadores como o lateral direito Heitor, o meio-campista Nonato, o lateral esquerdo Zeca, o armador Neílton — eu gostava muito dele no Vitória — e, pasmem, a ressurreição de Pottker, que fez boa partida e dois gols.

O time reserva repete a mania dos titulares. Somos o melhor time do Brasileiro no enfrentamento com os dez times da parte de cima da tabela e o 13º contra os mortos da segunda página.

É a eterna mania de fazer bondades aos moribundos. Cuidado, domingo, às 11h, pegamos a Chapecoense no Beira-Rio.

Mas o que interessa hoje, nosso FOCO tem que ser o jogo de amanhã, onde decidimos se vamos ficar mais um ano sem títulos importantes — já são 8 — ou se vamos mudar a história recente. É dia de esquecer as cagadas de Odair e dar total apoio ao time. O Athlético é um time pra lá de nojento em vários sentidos. É rápido e bem treinado, mas também é a instituição que apoiou Bolsonaro e ainda tem o patrocínio da Havan. Ou seja…

A questão política me afeta, mas o jogo poderia ser contra o querido St. Pauli (*) que eu desejaria vencer com todas as minha forças. Nossa questão é o nosso retorno não só à primeira divisão como ao convívio com os  vencedores. Nossa questão é demonstrara que nosso DNA de vencedores está em plena validade. Nossa questão é aumentar a sala de troféus.

Eu estarei lá, atento e na expectativa, com a camisa vermelha e sem cachaça na mão. OK, talvez depois. Antes só uma cerveja para entrar no clima.

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(*) O St. Pauli (Fußball-Club Sankt Pauli von 1910) foi o primeiro clube alemão a banir o ingresso no próprio estádio de torcedores adeptos do nazismo. Em 2005, o clube começou também a organizar obras de beneficência para terceiros. Por exemplo, a equipe e os torcedores criaram a iniciativa viva com água de sankt pauli, uma colheita de fundos para a aquisição de distribuição de água para as escolas de Cuba. No último domingo, O St. Pauli venceu o clássico citadino contra o Hamburgo por 2 x 0, pela segunda divisão alemã.

Bom dia, Odair, mantenedor de Patrick (com os principais lances da covardia de ontem)

Bom dia, Odair, mantenedor de Patrick (com os principais lances da covardia de ontem)

A filha de Odair chama-se Vitória. Deve ter nascido em casa, pois, se tivesse sido em hospital, se chamaria Tentando Segurar um Empatezinho Hellmann.
(de um amigo)

Ainda temos boas possibilidades de sermos campeões da Copa do Brasil 2019, apesar de ontem termos encaminhado consistentemente uma tragédia. Desde os tempos de Fernando Carvalho, instalou-se a Síndrome da Retranca Fora de Casa. Via de regra, longe do berço entramos timidamente para ganhar num contra-ataque ou para empatar… Ou para perder de pouco. Ora, se deu certo contra o Barcelona, há de dar também contra a Chapecoense e afins. Só que não.

Faz uns 8 anos que este esquema não funciona, mas parece que ser cagão mantém os empregos. Pois é, o que parece passar longe das mentes da direção colorada é que para se fazer uma boa retranca há que ter 100% de comprometimento, de atenção, e de manter a bola no pé de vez em quando.

Ontem, por exemplo, tivemos um meio campista que jogou 90 minutos e que foi desarmado 16 vezes. Sim, 16 vezes! Falo de Patrick. E nisto não estão contados os passes errados.

Enquanto a taça brilhava na Arena da Baixada, Odair usava seu eterno esquema cagão | Foto]]: Ricardo Duarte / SCI

Nico, Uendel e Edenílson — Ed foi culpado direto pelo gol ao errar uma brilhatura em nosso meio de campo e perder uma bola simples — fizeram péssimas partidas, mas nada comparável ao horrível Patrick. Todas as arrancadas do louco lento deram errado. E ele não manteve posição, ia lá pra frente, foi e é um peladeiro. O mapa de calor e os impedimentos marcados costumam indicar que Patrick é muitas vezes nosso homem mais avançado em campo. Mais do que Nico López e até Guerrero. Suas funções táticas são as mais incompreensíveis do esquema de Odair.

Patrick não funciona fora do Beira-Rio, este é outro fato. Edenílson não jogou nada, mas, assim como Nico, é sempre uma possibilidade, tanto que ambos perderam gols. Já Patrick nem isso.

E ele não foi substituído! Aliás, foram novamente lamentáveis as substituições de Odair. Só faltou tirar novamente o Cuesta.

Mesmo assim, sem insistência e fechados, chutamos e tivemos mais oportunidades de gol.

Mas temos que (sobre)viver com Odair e, pior, torcer por ele. Sim, irei ao Beira-Rio berrar a favor daquela ameba. Tenho que tornar esse burro campeão.

Há um adversário, claro. O Athletico é um time limitado, mas muito bem treinado. Joga tudo o que pode com jogadores como Welligton Martins e Marcelo Cirino, ambos corridos do Beira-Rio por deficiência técnica. O Patético não eliminou Flamengo e Grêmio à toa e, por termos perdido ontem, vamos passar trabalho no Beira-Rio para tentar uma vitória por dois gols. Será a vez de eles se retrancarem. Eles têm um meio-de-campo sem Patrick, isto é, veloz, porém a zaga é ruim de doer.

É VAMO, VAMO, INTER e fim.

O Inter retorna a campo no próximo domingo (15/09), às 11h, quando enfrenta o Atlético Mineiro no Independência. O jogo encerra o primeiro turno do Brasileiro. A volta do Inter ao Beira-Rio acontece na partida de decisiva contra o Athlético, time que apoiou institucionalmente o repugnante governo atual e tem o patrocínio do véio da Havan. A partida será no dia 18/9, às 21h30.

Vamos vencer, PQP!

Bom dia, Odair (com os melhores lances de Inter 3 x 0 Cruzeiro)

Bom dia, Odair (com os melhores lances de Inter 3 x 0 Cruzeiro)

Hoje, meus sete leitores não tiveram a versão em texto do Bom dia, Odair em razão de minha participação no programa Hoje na História do Inter, capitaneado por Luís Eduardo Gomes na Rádio Inferno ou para os iniciados, na rádio Se o céu é azul, o inferno é meu destino. É claro que estávamos felizes com a vitória de ontem sobre o Cruzeiro de BH e consequente classificação para a final da Copa do Brasil. 

Foto maravilhosa de Ricardo Duarte no site do SC Internacional

Retorcer, por Thomaz Santos

Retorcer, por Thomaz Santos

“O que mais me impressionou foi o quanto a maioria dos homens à minha volta detestava, realmente detestava, estar ali. (…) [Nas plateias de que eu participara] eu nunca observara rostos contorcidos de fúria, desespero ou frustração. A diversão como sofrimento era uma ideia inteiramente nova para mim, e parecia ser algo que eu vinha aguardando” (Nick Hornby, “Febre de Bola”)

Hoje, dia 28 de agosto de 2019, por motivos óbvios, tão óbvios quanto o sofrimento que seria a minha noite, não consegui dormir. São exatamente 2h42 da madrugada e não consigo desligar corpo e mente. Tudo retorna àquela questão que martela minha cabeça: e se o Nico tivesse feito o gol no jogo de ida contra o Flamengo pela Libertadores?

O chá de camomila já no segundo tempo do jogo disputado no Beira-Rio não fez efeito algum. E estar gripado, com o nariz pingando feito um torneira, também não ajudava. Não querendo incomodar meu filho, que já havia acordado graças aos meus espirros, nem minha esposa, também gripada e precisando desesperadamente dormir, refugiei-me em outro quarto, munido de cobertor, travesseiro, rolo de papel higiênico e pijama improvisado composto por uma calça de moletom e a camisa retrô do Inter com o número 7 do Valdomiro às costas. Deitei na cama, peguei o celular e o que fui fazer? Rever vídeos de gols históricos do Inter, especialmente da década de 1970, em homenagem a quem já havia sido homenageado pela minha camisa retrô.

Torcida colorada em Inter x Flamengo na última quarta-feira | Foto: Ricardo Duarte / SCI

E fiquei ainda mais acordado que antes, obviamente. Então, pensei em recorrer à leitura para ver se caía no sono. Vasculhei o armário do quarto em que me encontrava mas não achei o único livro que poderia servir para este momento: Febre de Bola, o clássico de Nick Hornby que como nenhum outro soube compreender e apresentar tão bem o que significava torcer para um time de futebol. Já perdi a conta de quantas vezes li esse livro. De cara ele parecia ter sido escrito para mim, um então jovem torcedor colorado que tinha de testemunhar as glórias do time rival enquanto o clube que eu tanto amava colecionava vexames e decepções entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2000. Esse livro, aliás, foi o que me fez criar simpatia pelo Arsenal, time do coração de Hornby, mais até do que o futebol de Thierry Henry, Patrick Vieira e Dennis Bergkamp. Porque se no período em que me deparei com o livro o Arsenal era um das melhores mais vitoriosas equipes da Inglaterra, durante boa parte do período retratado por Hornby no livro era como se o Arsenal fosse o Inter da virada do século: eliminações para times de divisões inferiores, finais perdidas de forma tragicômica e fracassos retumbantes em torneios continentais.

Pensando bem, os grandes temas que perpassam os três livros mais famosos de Hornby (Febre de Bola, Alta Fidelidade e Um Grande Garoto) são obsessão e amadurecimento, e como aquela pode muitas vezes frear a conquista desse. Ser um torcedor obsessivo (ou um obsessivo torcedor) me traz mais problemas que soluções. Eu fico irritado e mal-humorado depois de uma derrota do meu time (ou depois de um empate que levou à nossa eliminação do torneio continental), acabo me indispondo com pessoas de quem eu gosto, perco tempo e dinheiro em um amor nem sempre correspondido (quem torce por um time sabe bem como é isso) e, se tudo der certo, posso estar levando meu filho de 2 anos pelo mesmo caminho. Que espécie de pai tentaria criar em um filho o amor por uma instituição que, estatisticamente falando, é incapaz de só trazer alegrias para uma jovem criança? Pelo contrário, quem torce por qualquer time terá muito mais chances de ter frustrações que conquistas ao longo da sua vida, pois time algum no mundo pode ganhar tudo sempre. E todo time pode ser rebaixado, como finalmente descobri em 2016.

Mas, mesmo assim, eu sigo torcendo. E torcendo de novo. E retorcendo, inclusive a camisa, seja a do Valdomiro, do Fernandão ou do D’Alessandro. Porque ninguém torce só uma vez. Todo mundo retorce. E se retorce na frente da tevê, ao lado do rádio ou no meio da arquibancada. A cada gol sofrido, a cada pênalti perdido, a cada derrota sofrida, a cada eliminação doída. A gente torce e retorce, obsessiva e infantilmente, porque já não conseguimos ser de outra forma. Meu filho ainda tem chances de se livrar dessa obsessão que já me consumiu por inteiro. Sou, como diziam de Nelson Rodrigues, uma flor de obsessão. Minha sorte é a minha esposa ser uma colorada muito mais sensata e razoável do que eu, que se deixa afetar o mínimo possível pelas dores e derrotas que nosso time nos traz. Exceto quando eu assisto a um jogo na frente dela e não há como ela me ignorar, compartilhando um pouco ainda que seja desse mal que me aflige.

E semana que vem tem mais. Partida de volta contra o Cruzeiro pelas semifinais da Copa do Brasil. Com a possibilidade real de termos a primeira decisão de um torneio nacional disputada em dois Gre-Nais, o maior clássico do Rio Grande do Sul e, para muitas pessoas, do Brasil. São agora 3h20 e estou tão desperto quanto antes. Acho que vou ver alguns vídeos de gols do Inter contra o Cruzeiro. De repente o do gol iluminado do Figueroa na final do Campeonato Brasileiro de 1975. Será que eu tenho a camisa retrô dele com o número 3 às costas?

E assim sigo torcendo e retorcendo eternamente. Vamo Inter.

Nick Hornby

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Thomaz Santos é professor do curso de Relações Internacionais da UFSM e acha que entende mais de futebol que a crônica esportiva gaúcha.

Bom dia, Odair medroso (com os lances de Inter 1 x 1 Flamengo)

Bom dia, Odair medroso (com os lances de Inter 1 x 1 Flamengo)

Infelizmente, Odair, das duas uma: ou tu és muito burro ou estás na mão dos jogadores mais velhos e influentes do elenco. Só isto explica o fato de que contra o Corinthians, o Flamengo e em alguns momentos de algumas outras partidas, tenhas escalado Dale (38), Guerrero (35) e Sóbis (34) juntos no ataque.

Resultado?

Zero gols marcados. E como iniciaste ontem? Ora, com Dale, Guerrero e Sóbis. Agora tu somas mais os lentos laterais Uendel e Bruno, joga Patrick na receita e queres ganhar do Flamengo? O time se arrastava no primeiro tempo… Não fode, né, Odair?

Odair Hellmann ou A arte de jogar fora 51 minutos e permanecer no cargo | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Deste modo, perdemos 51 minutos de jogo atendendo os veteranos e tua “política de vestiário”. Dale e Guerrero são ótimos, mas Sóbis só pode jogar de centroavante. Ele jogou pelos lados, com incrível lentidão, muito mais atrapalhando do que ajudando. E ainda nervoso.

Então, para ter o tal “vestiário na mão”, tu nos eliminas da Libertadores. Que maravilha.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, como também já tinha acontecido no Maracanã e em outros jogos, tu tiras Sóbis e Uendel para colocar Nico López e Wellington Silva… E o que acontece? Passamos a dominar o jogo, pois o adversário passa a se preocupar com a rapidez de ambos. Curioso, não?

Sempre dá certo! Poderíamos até perder do mesmo modo como perdemos, mas atacaríamos, tentaríamos algo.

Então marcamos um gol e só tomamos o empate quando tu, loucamente, retiraste Cuesta para colocar Sarrafiore. Por que tanto desespero? Claro, quem perde 51 minutos de jogo fazendo política de vestiário, fica apressado e come cru no final. Ou nem come, né?

Tu és duplamente cagão. Cagão ao não escalar um time ofensivo e cagão ao escalar um time de medalhões.

Mesmo a manutenção de Zeca na reserva é uma burrice. Perdemos Iago (vendido) e agora temos dois laterais lentos. É óbvio que Zeca tem que jogar. Assim como os jovens tem que ter mais chances.

No critério de reservas tu também erras. Klaus está à frente de Roberto e Bruno Fuchs por antiguidade… Zeca não é reserva de Uendel. Seu reserva é o péssimo Natanael, que a direção trouxe da Bulgária. Mais política, agora com a direção.

Ontem entramos em campo com 10 jogadores de mais de 30 anos e Patrick, de 27. Média de idade do time titular ontem: 32 e uns quebrados…

Eu te mandaria embora hoje, mas sei que tu és obediente e querido da direção e a única chance de nos livrarmos de ti será no final do ano e mesmo assim duvido muito.

(E não adianta perguntar pra mim quem viria como técnico. Essa pergunta não é o torcedor quem deve responder, né? Se me pagassem salário, acho que teria a resposta).

Levo muito medo deste jogo contra o Cruzeiro. Será que vamos nos defender em casa com o nosso time de velhinhos?

Agora ficamos tontos e meio sem foco. Eu, pelo menos. Bem, temos o jogo contra o Cruzeiro no dia 4 de setembro a fim de tentar uma vaga na final contra o Grêmio. Vencemos a primeira partida no Mineirão por 1 x 0.

No próximo sábado, o Inter pega o Botafogo, pela 17ª rodada do Brasileirão, no Beira-Rio. Eu jogaria esta partida com os titulares. Afinal, estamos MUITO MAL E TEMOS QUE TREINAR UM TIME DIFERENTE.

Odair burro e politiqueiro! E cagão, é óbvio.

Futebol e Ópera: drops de segunda

Futebol e Ópera: drops de segunda

Realmente muito bonita a versão da Ospa para Orfeu e Eurídice, de Gluck, sob a regência de Evandro Matté. Destaque também para a bela direção cênica e cenografia de William Pereira. O que víamos refletia a música. Eu fiquei encantado com que vi e ouvi. O trio de cantoras arrasou. Denise de Freitas, Carla Cottini e Raquel Helen Fortes deram um banho. O coral também foi demais, né, Loren Hofsetz? Todo mundo saiu feliz do TSP. Mas quem foi brilhante mesmo foi a minha Elena Romanov, invisível lá no fosso! Bem, muita gente está a merecer parabéns hoje. Foi um trabalhão que deu certo, apesar do prazo exíguo e dos apertos de sempre. Parabéns, tudo está bem quando acaba bem, já dizia o velho Shake!

Loren Hofsetz completa, em comentário feito no meu perfil do Facebook: Foi muito bom vivenciar tudo isso. Temos muita sorte de ter o maestro Manfredo Schmiedt que esteve com a gente em todos os momentos para estarmos à altura do que a obra pedia. Foi incansável. Em todos os intervalos esteve conosco. Devemos muito a ele. A Elisa Machado que nos preparou vocalmente, a todos os envolvidos na produção que desde as amadas maquiadoras, o pessoal do cabelo, do figurino e, sobretudo à orquestra, em especial Elena Romanov que foi uma das que demonstrou apoio e torcida para que tudo desse certo. Trabalhamos juntos. Bravo também ao Evandro Matté! Obrigada pela tua presença, é um privilégio ter alguém como tu nos apoiando e que, por ser tão apaixonado por música, só agrega e eleva o nível quando se trata de falar sobre ela. Muito obrigada!

(Pena que a Dança das Fúrias tenha sido cortada).

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Os camarotes laterais do Theatro São Pedro são o próprio inferno. Na segunda fila, não via o palco. Deveriam doar estes ingressos. Sempre. Fui salvo por amigos.

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Pelo visto, Odair vai escalar Sóbis contra o Flamengo, deixando de fora Nico López e Wellington Silva. Não desejo isto, mas será uma eliminação bem ridícula, com substituições pré-definidas, pois Sóbis não tem velocidade nenhuma nesta época da vida e só pode jogar de centro-avante. Espero estar errado. Vai sair aos 5 do segundo tempo, quando estivermos desesperados.

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Perdemos para o Goiás. Nico López não poderia fazer isso, mas fez. Não está se esforçando nada no time alternativo após perder a posição para Sóbis. Aliás, esta foi a atuação mais podre do time de Odair em 20 meses. Algo jamais visto. Jogando com um a mais desde o início do jogo e ganhando de 1 x 0 acabaram perdendo por 2 x 1.

Até o diretor de futebol Roberto Melo reconheceu o ridículo da atuação.

E Parede também…

Bom (ou boom) dia, Odair (com os lances de Fla 2 x 0 Inter)

Bom (ou boom) dia, Odair (com os lances de Fla 2 x 0 Inter)

Em primeiro lugar, ontem ficou óbvio que temos menos time do que o Flamengo e que teríamos que jogar tudo o que sabemos e mais um pouco. Em segundo lugar, entramos em campo com 10 jogadores de 30 anos ou mais — só Patrick tem menos, tem 27 — e ficamos perturbadíssimos com o primeiro gol de Bruno Henrique. Foi um deus nos acuda, uma total falta de compostura de parte de boleiros experientes.

Ficamos muito felizes ao ver que Edenílson, um de nossos principais jogadores, estaria em campo apenas 14 dias após a lesão muscular sofrida no jogo contra o Cruzeiro. Maravilha. Só que Edenílson não entrou em campo, Edenílson não foi o Ed.

O papel do torcedor é o de torcer, vaiar, opinar e, se puder, pagar a mensalidade. Um dos papéis comissão técnica é o de saber quem está apto para jogar. E Edenílson não estava apto. Por que entrou no jogo? E, pior, por que não saiu no intervalo?

No futebol moderno — basta ler os livros disponíveis –, o time que tem um elo (digo, um jogador) fraco, enquanto o adversário os têm parelhos, provavelmente perderá. Quem falhou no primeiro gol? Ora, o bom Edenílson. E no setor de quem manobrou Filipe Luís no segundo para deixar Gabigol e Bruno Henrique num inexplicável dois contra dois — não se tratava de um contra-ataque — contra nossa zaga? Ora, no setor de Edenílson.

Mancada: pobre Edenílson, entrou em campo na capa da gaita | Foto: Ricardo Duarte / SCI.

Lindoso tinha que jogar por dois e ainda descobrimos que Bruno Henrique era muito mais veloz do que Moledo e Cuesta…

Nem tudo está perdido. Como dizia Dino Sani, futebol é uma caixinha de surpresas, mas é quase certo que dissemos adeus à Libertadores 2019 ontem à noite.

Teremos que vencer por dois gols de diferença e, se tomarmos um, por três. Imaginem.

Ou seja, o Flamengo é quase semifinalista.

Quando Dale e Sóbis saíram, o Flamengo passou a ter sempre a bola. Ela ia e voltava imediatamente. Nico López e Wellington Silva são agudos, mas são lamentáveis na retenção de bola. As saídas de Dale e Sóbis foram compreensíveis. Havia que tentar atacar, mas… Ou seja, se os dois primeiros não são agudos, os dois últimos não tocam a bola.

Para completar, Nico está em fase tenebrosa. No final do jogo, fez tudo certo. Driblou, se esquivou, fez grande lance e, com o canto esquerdo aberto a sua frente, chutou bisonhamente para fora. E como este gol perdido fará diferença! É necessário religar Nico. Cadê o trabalho da comissão técnica?

Voltando a Ed. Sim, sei que Nonato ou Bruno Silva não são Edenílson, mas quem o escalou acabou com nossas possibilidades. Preparadores físicos, médicos e treinador destruíram nossas chances ontem à noite.

Agora, temos um jogo pelo Brasileiro. Enfrentaremos o Goiás, fora de casa, no próximo domingo (25/08), às 16h. Melhor entrar com um grupo fisicamente inteiro porque talvez nossa vaga na Libertadores 2020 saia mesmo do Brasileiro.

E, na próxima quarta-feira (28, às 21h30), o Flamengo terá que se sentir tão mal no Beira-Rio quanto nos sentimos ontem no Maracanã. Porém, se eles tiverem um pouco de compostura, será melhor dirigir nossos pensamentos para a Copa do Brasil. Não será fácil o jogo contra o renovado Cruzeiro.

Duas observações curtas sobre o Inter

1. Todo amante do futebol deve observar o lindo drible que Parede aplicou no lateral do Fortaleza antes do gol de Wellington Silva. Foi das coisas mais belas que o esporte bretão pode nos oferecer. Algo sublime, apenas comparável a Garrincha na Copa de 62, ao daquele Botafogo 3 x 2 Flamengo de 63, assim como a Tostão na Copa de 70, driblando entre um monte de ingleses e cruzando para Pelé e depois Jairzinho. Observem bem o drible de bailarino de Parede.

Vejam o filme abaixo a partir dos 3min50.

2. O torcedor colorado que acompanha os jogos e vê Tréllez atuar merece um título como compensação.

Bom dia, Odair (com os principais lances de Cruzeiro 0 x 1 Inter)

Bom dia, Odair (com os principais lances de Cruzeiro 0 x 1 Inter)

Sou um admirador do goleiro Fábio, do Cruzeiro. São 14 anos e mais de 800 jogos como titular do clube mineiro, um absoluto recorde. Talvez deva admirá-lo ainda mais hoje. Afinal, ele fez uma grande defesa na cobrança de falta de Guerrero, só que, ao invés de espalmar para o lado, espalmou para a frente, dando chance para Edenílson marcar. Obrigado, grande Fábio! Acontece.

Edenílson comemora seu gol fora do campo, com Danilo Fernandes | Ricardo Duarte / SCI

Foi uma ótima partida do Inter e o resultado foi o mesmo obtido na primeira perna das oitavas de final da Libertadores, contra o Nacional, fora de casa: um tranquilizador 1 x 0 fora de casa. Agora é manter isso aí, como diria o repugnante Temer.

O segundo jogo contra o Cruzeiro será na primeira quarta-feira de setembro (04/09), no Beira-Rio. A equipe classificada disputará a final contra o vencedor de Grêmio e Athletico Paranaense que ainda não começaram a jogar.

Não foi uma atuação de encher os olhos. Aliás, o jogo foi muito trancado e cheio de passes errados, mas merecemos amplamente a vitória. Mesmo com nossa superioridade, o primeiro tempo foi um deserto de emoções. Apenas Sassá incomodava nossa defesa na base da força. Ele conseguiu dois giros sobre nossa zaga, mas sempre concluiu por cima. No segundo, criamos três chances claras de gol, sendo que na última marcamos com Edenílson.

Mano — cuja batata assa há semanas — nos ajudou ao tirar Sassá para colocar Fred.

Moledo e Cuesta foram notáveis. Idem para Lindoso.

Guerrero e Edenílson foram espetaculares. Lamentavelmente Ed sofreu uma distensão ao final da partida. Se ficar fora por três semanas, fará muita falta.

Bruno é uma excelente surpresa.

O meio de campo de Lindoso e Edenílson triturou o Cruzeiro. Todo mundo esteve em alto nível, à exceção de Nico López e Patrick, que participa muito do jogo, mas erra demais.

A troca de Nico por Wellington Silva deu nova vida a nosso ataque. A primeira chande gol que tivemos foi uma iniciativa do baixinho, que enrolou todo mundo.

Foi uma vitória da estratégia. Sabedores do desespero do Cruzeiro, tratamos de explorá-lo. Fechamos os espaços e tratamos de contra-atacar. Desde 2004 não ganhávamos do Cruzeiro em BH.

Grande trabalho teu, Odair.

A volta do Inter a campo acontece no próximo domingo (11/08), quando enfrenta, no Beira-Rio, o Corinthians, em partida da 13ª rodada do Brasileirão. O confronto está marcado para as 11h, bem na hora do almoço de Dia dos Pais. Papai é o maior, mas vão se foder, né?

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O lances do jogo começam aos 57 segundos do vídeo abaixo.

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 2 x 0 Nacional)

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 2 x 0 Nacional)

O Inter fez uma boa apresentação contra o Nacional de Montevidéu e classificou-se para as quartas-de-final das Libertadores 2019. Agora, o adversário será o Flamengo, que eliminou o Emelec nos pênaltis para avançar. O jogo de ida, no Maracanã, será disputado entre os dias 20 e 22 de agosto. A volta será no Beira-Rio, entre os dias 27 e 29. Estaremos lá, imagina se não.

Dessa vez vencemos pelo placar de 2 a 0 — gols de Rodrigo Moledo e Paolo Guerrero –, com direito a bom futebol e algumas jogadas incríveis. Vejam algumas abaixo:

Além disso, a partida também marcou o recorde de público do Beira-Rio após sua remodelação, levando um total de 48.530 pessoas ao Estádio.

Deste modo, o Inter manteve a invencibilidade no torneio. Líder do seu grupo na primeira fase, vencemos as duas partidas das oitavas de final. Ao todo, são 6 vitórias, dois empates e nenhuma derrota, com 13 gols marcados e 6 sofridos.

O placar foi modestíssimo no primeiro tempo: 1 x 0, gol de Moledo. Perdemos muitos gols. Outros foram anulados. No segundo tempo, o time diminuiu um pouco o ritmo, mas nunca permitiu que o Nacional criasse chances de gols. O gol de Guerrero saiu só nos descontos, num contra-ataque, passe de Sóbis.

Acabou. Sóbis passa e Guerrero marca | Ricardo Duarte / SCI

Foi uma atuação afirmativa, mas não Odair-free. A substituição de Nico López por Sóbis foi incompreensível, pois deixou o ataque mais lento. Nico jogou muito. Todas as jogadas de ataque passavam por ele. O restante dos jogadores atuaram muito bem, com exceção de Patrick, o desligado.

Guerrero é um menino de 35 anos. Dale um garoto de 38. Moledo e Cuesta estão seguríssimos. Lindoso jogou muito, mas saiu lesionado e, bem, ficamos preocupados para o jogo do dia 7 contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Afinal, Dourado está machucado e o time já não terá Dale, expulso contra o Palmeiras. Edenílson passa por excelente fase. É um time muito empolgado, animado mesmo. E o que dizer de Bruno, de quem ninguém esperava nada? Mas as personalidades do time são Dale e Guerrero.

Querem saber? Já estou com saudades de Dale | Ricardo Duarte / SCI

Se não podemos falar ainda em títulos, uma coisa podemos dizer: é um Inter renascido e participante de disputas importantes. Voltamos a ser players. Após a parada da Copa América, tínhamos 7 jogos decisivos em três semanas. Estes poderiam significar o final do ano futebolístico para nós. Em três competições. E estamos vivos nas três com certa tranquilidade.

E olho no árbitro contra o Flamengo. Se contra o Palmeiras já tivemos VAR contra nós, imaginem contra o time da Globo.

E vejam o que escreveu Gustavo Dariva Machado no Facebook:

O calendário que vem aí não vai ser fácil:

Agosto:
07 – Cruzeiro x Inter
14 – Secar ida Grêmio x Athletico
20 – Secar ida Grêmio x Palmeiras
21 – Flamengo x Inter
27 – Secar volta Palmeiras x Grêmio
28 – Inter x Flamengo

Setembro:
04 – Inter x Cruzeiro + secar volta Athletico x Grêmio
11 – 1ª final da CB (torcer ou secar ou ainda Gre-Nal)
18 – 2ª final da CB (torcer ou secar ou ainda Gre-Nal)

Fora os jogos do Brasileiro…

Bom dia, Odair Hellmann (com os principais lances de Nacional 0 x 1 Inter)

Bom dia, Odair Hellmann (com os principais lances de Nacional 0 x 1 Inter)

Erro de passe no meio de campo do Nacional, Patrick rouba a bola e avança até entregá-la na esquerda a Wellington Silva que costura lindamente para o meio e passa a Guerrero, que marca.

Isso é centroavante. O peruano teve duas chances — uma no primeiro tempo, outra no segundo — e marcou um gol.

Ontem à noite, Odair foi fundamental. Mudou de postura. Foi corajoso durante o jogo, não se intimidou com o estádio cheio e fez substituições que mostravam vontade de vencer. E venceu. Na verdade, o Odair medroso não foi a Montevidéu. Imaginem que tirou Rodrigo Lindoso para colocar Nonato, Nico para colocar Sóbis e D’Alessandro para colocar o ofensivo Wellington Silva. E foi um grande dia, não, Odair Hellmann?

Bruno mostra um carão de feliz apos o gol de Guerrero | Ricardo Duarte / SCI

Apesar de ter sido uma péssima noite para brasileiros. O Flamengo foi a Guayaquil e tomou de 2 a 0 do Emelec. Já o E o Athletico Paranaense recebeu o Boca Juniors e perdeu 1 a 0 no final do jogo.

Com a vitória, o Inter joga por empate no Beira-Rio, na próxima quarta-feira, para chegar às quartas de final da Libertadores.

O time não jogou bonito nem bem, jogou como se joga Libertadores, respondendo à marcação com marcação, pontapé com pontapé, chegada forte com chegada forte.

Numa linda entrevista concedida ao SporTV no início deste ano, Rafael Sóbis disse que a Libertadores era diferente de qualquer outro campeonato: o vencedor normalmente não é o melhor, mas quem sabe jogar melhor Libertadores. Ou seja, às vezes se ganha no grito e na coragem mesmo.

E ontem, a gente ganhou assim. E, como disse um narrador uruguaio ao narrar o gol de Guerrero aos 45 do segundo tempo: Todas las cosas que me ocurren no son apropiadas para los niños ecuchar… Sim, a Libertadores é cruel.

Uendel: mantê-lo no time é pisada na Bola | Ricardo Duarte / SCI

O único senão é manter Uendel no time. Ele é um furo atrás e uma inutilidade na frente. Como Natanael não impressiona, talvez devamos ter Bruno e Zeca nas laterais.

O Inter volta ao Brasileirão no sábado, contra o Ceará, provavelmente com time misto. Bem, os dois tempos finais do confronto serão disputados na próxima quarta-feira (31/07), no Beira-Rio, em confronto marcado para às 19h15.

Bom dia, Odair Hellmann (com os lances do favor de Inter 1 x 1 Grêmio)

Bom dia, Odair Hellmann (com os lances do favor de Inter 1 x 1 Grêmio)

Odair, foste brilhante enganando o Renato. Em vez de usar o esquema de dentro de casa, aplicaste o esquema das partidas de fora de casa! Vencias o primeiro tempo. Então, recuaste. O resto é o de sempre. A gente está há meses vendo tu recuares fora de casa para dar espaço ao adversário até ele empatar ou virar. Tu és o medroso burro, aquele que vence menos do que poderia.

Ah, se eu fosse o Sarrafiore, pediria para sair do clube. Ser reserva de Parede que era reserva no Ypiranga de Erechim é demais. Odair, eu ouvi tu dizeres na entrevista após o jogo que colocaste o Parede para dar velocidade ao lado direito… E deste. Parede perdia a bola e fazia bobagens velozmente. Tão velozmente que deveria ser entregador de pizzas.

O “veloz” Parede prepara um contra-ataque para o Grêmio | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Klaus e Parede não podem ser escalados. Esperto é aquele treinador do Ypiranga. E Klaus, aquele galalau de 2m que observou a cabeçada de Luan? Ele é zagueiro ou cientista?

Por outro lado, Cuesta foi disparado o melhor em campo.

Mas há mais Odair… Por que Sóbis foi retirado de onde estava (bem) para dar lugar a Pedro Lucas? Erraste em tudo, meu caro.

Cuesta: ah, se todos fossem iguais a você… | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Mesmo com reservas era um jogo simples, para ganhar. Depois do primeiro tempo, era só fechar o caixão, mas tu quiseste argumentar com o moribundo assim como fizeste com o Vasco.

De qualquer maneira, o Grêmio deixa de ser o maior rival do Inter no sul do Brasil. Os empates chegam aos número de 134 contra 131 vitórias do dito imortal. O Inter venceu 156 jogos. Esse Empate é um adversário duríssimo!

Agora, tudo é Libertadores. Até porque só fazemos besteiras no Brasileiro. Na quarta (24), vamos a Montevidéu enfrentar o Nacional pelas oitavas de final da Libertadores. O Nacional é tão ruim quanto o Libertad, vamos ver o que o medo do Odair vai criar até quarta-feira. Pelo Brasileirão, o próximo jogo é contra o Ceará, sábado (27), no Gigante. No dia 31, haverá o jogo de volta contra o Nacional no Beira-Rio.

Fiori Gigliotti e as ondas curtas

Fiori Gigliotti e as ondas curtas

Para o palmeirense Guilherme Conte

Li que na Noruega não apenas o AM foi extinto como o FM já foi substituído pela Web. Ou seja, eles já estão no pós-FM. No Brasil, as rádios usam bastante a Web e as redes sociais como forma de interação com os ouvintes. Acho tudo isso curioso — aqui, o rádio não está morrendo — e analisar este e aquele fato é bom material para TCCs e teses na área da comunicação.

Nasci em 1957 e cansei de ver meu pai nas ondas curtas, acompanhando o que acontecia em Buenos Aires em termos de tangos. Ele ouvia a Radio Rivadavia, que ainda existe. Também ouvíamos os principais jogos de Rio e São Paulo nas ondas curtas. Então, as vozes de narradores como Jorge Curi e Fiori Gigliotti costumavam invadir as peças do Ap. 11 do Nº 1891 da Av. João Pessoa em Porto Alegre. Quem ainda transmite em ondas curtas?

Quase ninguém, acho. Curi tinha uma voz imponente e era da Rádio Globo. À noite e quando caía a tarde a recepção das ondas curtas melhorava bastante e os jogos no Rio começavam eram às 17h. Bom. Lembro que meu pai oscilava entre o Vasco e o Botafogo do final dos anos 60. Como não lembrar daquele time sensacional com o meio-de-campo de Carlos Roberto e Gérson e o ataque com Rogério, Jairzinho, Roberto e Paulo Caju?

Mas de quem gostava mesmo era do palmeirense Fiori Gigliotti, que era da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Meu pai era santista, eu, palmeirense. Desnecessário escrever aqui os nomes que orbitavam o Divino Ademir de Guia, todo mundo da minha geração sabe. E bastaria lembrar do meu time de botão.

Eu ligava o rádio sempre no começo do jogo. Fazia parte do ritual ouvir Fiori dizer Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo. Quando ele ia dar o tempo decorrido de uma partida, vinha o bordão E o tempo paaaassa, torcida brasileira! Quando o goleiro tomava um gol era Agora não adianta chorar! Quando o gol era bonito, ele falava Uma beleeeeza de gol! E quando o jogo estava em aberto, encruado, brigado? Aguenta, coração! Havia também o Crepúsculo do jogo, que era finalizado com um Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo!

Mas estes eram apenas os bordões. A narração de Fiori era verdadeiramente esparramada por adjetivos criativos. Seu vocabulário era respeitável e o curioso é que ele não apostava nada no humor e muito no lirismo. É isso: suas narrações eram líricas como até hoje fazem alguns jornais argentinos que tratam o futebol como se fosse um drama, uma ópera ou um tango. Ouvir Fiori era boa prosa e o menino que eu era ouvia tudo o que ele dizia com interesse muito maior do que o que tinha ao acompanhar os narradores gaúchos que descreviam as peripécias de um time muito mais interessante e enormemente digno de dramalhões: o desgraçado Inter dos anos 60.

Fiori Gigliotti (1928-2006)

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 1[5] x 0[4] Palmeiras)

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 1[5] x 0[4] Palmeiras)

Foi um jogão. Caminhei 5,5 Km de minha casa até o Beira-Rio a fim de aproveitar o ambiente e para manter alguma coisa parecida com forma física. O Beira-Rio estava lindo, mas não lotado. Começou o jogo e só dava Palmeiras, que parecia que ia nos cozinhar os 90 minutos. Mas logo passamos a dominar o jogo, empilhando chances de gol perdidas.

Weverton pegava tudo no gol do Palmeiras, enquanto Felipe Melo mandava no juiz. Não sofríamos com ataques perigosos do Palmeiras, só que não fazíamos gols até o momento em que Patrick acertou um chute que encobriu o bom goleiro palmeirense. 1 x 0 no final do primeiro tempo.

Patrick e Uendel comemoram o gol do Inter | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Na minha opinião, Patrick estava jogando mal, porém não pensem que vou reclamar dele. Aliás, os construtores da vitória foram D`Alessandro, Lindoso — a melhor contratação do Inter em 2019 — e Edenílson, além da dupla de zaga Moledo e Cuesta. (A propósito, Moledo ensinou a todos como Felipe Melo deve ser tratado).

Lindoso, a melhor contratação do clube em 2019. Até Marcos Rocha se surpreende | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Nico López foi obrigado a uma partida tática. Encheu o saco de Marcos Rocha de tal forma que o lateral do Palmeiras jamais criou jogadas pelo lado direito. Não fez nada pelo ataque do Inter, só incomodou e evitou que Rocha viesse junto com Dudu contra o fraco Uendel. Foi útil.

Aliás, os laterais. Uendel simplesmente não dá mais. Bruno foi um pouco melhor, mas seu futebol é apenas singelo. Acho que Heitor e Erik — e talvez Natanael — vão engolir não somente os dois como Zeca junto.

Mas estava 1 x 0 e o Inter iniciou o segundo tempo forçando o jogo, mas sem chutes a gol. Nico quase marcou em dois chutes após cruzamento da esquerda para que víssemos mais duas grandes defesas de Weverton.

Jogo fora de casa e Felipão pensou como o Odair quando fora do Beira-Rio… A minha defesa é intransponível, então vou esperar… Então tomou um gol e não soube o que fazer.

Então, veio o crime. Naquela pressão de final de jogo, de cruzamentos alucinados e sequências de escanteios, Cuesta marcou de cabeça. O argentino não é catimbeiro, jamais foi expulso, joga de terno e gravata, é leal e cabeceou com a habitual correção e tranquilidade. Só que Felipe Melo MANDOU o juiz olhar o VAR e a alguém lá de cima disse que Cuesta empurrara Felipe. O juiz, incrível, também viu o que não acontecera. Olha, não, ninguém nada nunca aconteceu falta.

Para pasmo e desespero nosso na arquibancada, o gol foi anulado. E fomos para os pênaltis.

Deu para sofrer? Sim, mas nunca estivemos atrás. Tivemos um match point nos pés de Patrick — estava 4 x 3 para nós e o Pantera fazia nossa 5ª cobrança. Porém, nervoso, ele chutou muito mal. E William empatou logo depois. Na primeira série de cobranças alternadas, Nonato marcou e Moisés chutou no travessão. Vitória!

Odair? Olha, ele foi bem, mas manteve Uendel. E não anula as numerosas cagadas em outros jogos. E por que o time joga tão mal fora de casa? Se temos que elogiar Odair, devemos também ressaltar nosso papel como torcedor. Contribuímos muito!

O Cruzeiro será o adversário na fase seguinte da Copa do Brasil, nos dias 7 e 14 de agosto, com os mandos de campo sendo definidos em sorteio na próxima segunda (22). Agora, tem Gre-Nal no Beira-Rio. Acho que vamos com os reservas, mas soy contra. Por mim, fingia que ia com os reservas mas botava titulares. Sem Dale porque temos que cuidar bem de nosso bom velhinho.