Jesus poderia de ter salvado 7 vidas se tivesse doado órgãos

Jesus poderia de ter salvado 7 vidas se tivesse doado órgãos

Do Paulopes

Na Austrália, o anúncio “O que Jesus faria” criou polêmica, mas conseguiu o que se propõe: chamar a atenção para a importância da doação de órgãos.

O anúncio afirma que Jesus teria salvado ao menos sete vidas se tivesse manifestado pela doação de seus órgãos antes de ser crucificado.

Numa sequência de imagens de 2min30, soldados romanos perguntam a Jesus pregado na cruz se ele pretende declarar a doação de seus órgãos antes que seja tarde demais.

Entidades cristãs acusam a Australian Daor Register, uma associação que colabora com o governo, de ter produzido uma blasfêmia e pedem censura ao anúncio.

Australian Christian Lobby, por exemplo, diz que se trata de uma “zombaria”.

A entidade se declara “pró-vida”.

Uma pesquisa apurou que 80% dos australianos afirmam que doariam seus órgãos, mas apenas 34% registraram que são doadores.

Com informação da Australian Daor Register e de outras fontes.

O túmulo de Bergman é…

O túmulo de Bergman é…

… perfeitamente ateu. Ele foi enterrado com sua última esposa, Ingrid — que não é a atriz Ingrid Bergman. A esposa de Bergman nasceu Ingrid Karlebo, e muitas vezes é citada como Ingrid von Rosen. Eles foram casados entre 1971 e 1995 e tiveram uma filha. Mas Ingmar teve outros 8 filhos de outros casamentos e não-casamentos.

Bem, nada de cruz ou de símbolos religiosos no túmulo do cineasta e dramaturgo, filho de pastor luterano, e que tanto refletiu sobre o mistério de deus e da morte em seus filmes.

Grave_of_Ingmar_Bergman,_may_2008

Religião e política

Essa perseguição e pressa para acabar com a terrível ameaça. A proteção da multidão a quem só resta um homem. Ele diabo e deus. Ele tudo. Tudo muito religioso. Até neste momento de absoluta crise política o Brasil mostra-se fundamentalista. Profunda vontade de vomitar.

É Páscoa. Ou o Homem será o Rei ou terá a Cruz. Não há espaço para viéses ou para a inteligência.

Enquanto isso, no Planalto, surfa uma quadrilha de muito mais de 40 ladrões.

Os diferentes, mas nem tanto, natais dos sem fé

Os diferentes, mas nem tanto, natais dos sem fé
Lynn Friedman/Flickr

Para os de ateus e agnósticos, ver o Natal como um simples feriado seria apenas mais uma alteração num evento que já foi pagão, que depois tornou-se religioso por obra da Igreja Católica, que recebeu um Papai Noel chamado Nicolau – um bispo nascido na Turquia em 284 d.C que deixava saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas – e que ganhou o vermelho e branco da Coca Cola em 1931, durante uma bem-sucedida campanha publicitária. Segundo o IBGE, o número brasileiros que declararam não ter religião no último censo, incluindo os ateus, cresceu de 1% nos anos 70 para 7,3% em 2010. O fenômeno é mundial. A American Physical Society fez uma pesquisa na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca. Destes, os tchecos revelaram-se os mais religiosos, com 60%. O menor número foi encontrado na Holanda. A entidade projetou as tendências no país para 2050, chegando à conclusão de que 70% dos holandeses não terão religião na metade do século XXI. Nos Estados Unidos, o número daqueles que se identificam como cristãos teve uma queda de 10% nos últimos 20 anos, passando de 86 para 76%.

O Sul21 procurou saber como é a comemoração da data para estas pessoas. Afinal, é praticamente impossível passar ao largo da face comercial do Natal. A engenheira Rachel Zanini afirma que, para ela, o Natal foi por muitos anos apenas “decoração e gastronomia” e que nunca contestou o significado da data por viver numa família extremamente católica. A partir do momento em que pode desenvolver uma crítica interna, começou a se incomodar com os excessos religiosos da família e com os comerciais da sociedade, além da obrigatoriedade da comemoração. “Até o salão de beleza onde fui hoje estava decorado com as cores da Coca-Cola. Serviam espumante… Tudo isso pelo nascimento de Jesus?”. Vou à festa da família, mas não compro presentes e só desejo boas festas e bom feriado aos amigos.

A dona de casa italiana Bruna Schiavone diz que, quando saiu do norte da Itália, nos anos 90, as festas eram bem diferentes. “Lá na Itália, a festividade está mais americanizada, mas no meu tempo as crianças comemoravam o Dia de Santa Lucia. Essa festa não é a mesma do Natal, nem na mesma data. As crianças recebiam doces de presente – antigamente ganhavam laranjas como desejo de saúde e necessidade de vitamina C para o inverno –, estes eram os presentes. No dia 25, havia um almoço e fim. Nada de vigília ou troca de presentes. Hoje, vejo a data como uma oportunidade de reunir a família. Não monto pinheirinhos em casa nem deixo a casa com cara de Natal”.

Marshall: “Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos”. | Foto: Ramiro Furquim / Sul21

O mesmo faz Francisco Marshall. “No passado, como família germânica tradicional, cantávamos o “noite feliz”, comíamos peru e mais aquele monte de guloseimas. Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos. Porém, como ateu programático, às vezes aproveito a deixa… No ano passado, como meu aniversário fica próximo, fiz a festa em 25 de dezembro”. E os presentes? “Neste ano, só presentes dos adultos paras crianças. Não se toca no nome de Jesus Cristo, nem para o bem nem para o mal. Ou seja, é quase um ágape pagão, mas não se cogita passar em branco ou ficar em casa vendo filme. Há o peso da tradição na família”. Marshall explica que normalmente há discussões sobre ateísmo nas reuniões familiares, mas que estas cessam no final do ano. “A convivência é mais importante, mesmo que o ateísmo predomine, o que é o nosso caso”.

O presidente da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior, comemora tranquilamente e não se incomoda com a data. “A origem da festa não guarda o menor traço de cristianismo: é o Solis Invictus, o Solstício de inverno. Tenho uma filha de 7 anos que adora o 25 de dezembro. Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton, que nasceu nesta data e que descobriu a Lei da Gravidade. Ela tem maçãs, luzes e debaixo dela, um volume dos Principia (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural) do autor. Os outros simbolismos – perus, renas, presentes, árvores, Roberto Carlos – , nada disso nasceu com o Natal. Estamos apenas retomando uma data pagã que foi roubada pela igreja”.

Sottomaior: “Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton”.Reprodução/Flickr

A fala de Sottomaior encontra eco nos livros de história. A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. No hemisfério norte, o solstício de inverno era comemorado por marcar a noite mais longa do ano. No dia seguinte, ela seria paulatinamente mais curta, encaminhando o final do período ruim para as lavouras. Então, no solstício de inverno era festejada a melhoria das perspectivas. Era um tempo em que o homem deixava de ser caçador errante e começava a dominar a agricultura; então a volta dos dias mais longos significava a certeza de novas colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia a celebração era enorme, com mais de dez dias de festa. Já os gregos cultuavam Dionísio no solstício, o deus do vinho e do prazer. Na China, as homenagens representavam a harmonia da natureza. Os povos antigos que habitavam a atual Grã-Bretanha criaram Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. Então, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus propôs à Igreja a fixação do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Aceita a proposta, a partir do século IV o Solis Invictus começou sua mutação. Ficou convencionado que Jesus nascera em 25 de dezembro e que as celebrações eram em sua honra.

Rickli: “Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal”.

Mas voltemos a nossos personagens. Ralf Rickli, pedagogo e escritor, trabalhou por anos em comunidades carentes em São Paulo. “Nunca fiz proselitismo ateísta, mas explicava a meus alunos sobre a subjugação da cultura local em relação à do norte. Então, rejeitava os símbolos europeus, temperados, em favor de uma simbologia tropical. Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal. Nossa celebração subversiva sempre foi um sucesso absoluto!. No passado, todos os anos eu pagava pontualmente o imposto familiar, que é o de ir à festa sem nenhuma vontade. Ficava quietinho. Minha mãe foi professora de escola dominical presbiteriana, sabe como é”. Hoje trabalhando em Vitória (ES), Ralf costuma passar o Natal sozinho. Diz que não se deprime, mas que se fosse convidado por alguém legal, iria se divertir com os amigos.

Cláudio Costa: “Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto”.

Por falar em depressão, Claudio Costa, psiquiatra e psicanalista mineiro, afirma que há efetivamente pessoas que se sentem excluídas de um fenômeno do qual gostariam de participar com alegria. “Isso ocorre independente de convicções religiosas. Em situações de festa, de alegria obrigatória e com hora marcada, muitos sentem desconforto por não se identificarem com a alegria. Sentem a situação com um beco sem saída. Quem não consegue ter uma crítica lúcida sobre a festa e liberar a sociedade das culpas, sente-se atingido. Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto. Porém, ao mesmo tempo que se irritam, essas pessoas “não conseguem não ir” e a consciência de que está cumprindo uma obrigação desagradável é causa de aborrecimento.

Estes são apenas alguns depoimentos que colhemos. A impressão geral que ficamos é de que os entrevistados – todos ateus declarados – veem a festa como uma ocasião para reunir a família, dar presentes para as crianças e refletir um pouco, o que está longe de ser negativo. Uma entrevistada que não deseja se identificar faz questão de expor uma restrição: “Olha, tudo bem, mas acho que perdemos alguma qualidade e liberdade que as celebrações pagãs deviam ter, sei lá”.

Publicado em 25 de dezembro de 2011 no Sul21.

No século XV, o Padre Francisco Costa, prior de Trancoso, teve 275 filhos

No século XV, o Padre Francisco Costa, prior de Trancoso, teve 275 filhos
Padre Francisco Costa
Padre Francisco Costa

Sentença Proferida em 1487 contra o Prior de Trancoso (do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, autos arquivados no armário 5, maço 7):

Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido:

— com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
— de cinco irmãs teve dezoito filhas;
— de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;
— de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
— de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
— dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas,
— da própria mãe teve dois filhos.

Total: “duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres”.

Porém…

… “El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de Ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo. “.

Será que isso é mesmo verdade? O cara veio de Aveiro para Salvador? E quantos filhos ele teve por aqui?

Você sabia que Martinho Lutero foi um precursor do feminismo?

Você sabia que Martinho Lutero foi um precursor do feminismo?

Tradução livre (*) a partir de uma postagem em russo
da psicóloga e escritora Nuné Barseghyan.

Quinhentos anos da Reforma. Obrigado, Lutero, pelo dia de folga.

Todos sabem que Lutero contribuiu para a saída de um grande número de freiras dos conventos, mas não com a finalidade de que estas caíssem numa vida dissoluta, e sim para que tivessem uma vida honesta, centrada na Religião e dentro do permitido pelas Escrituras. A intenção era a de que elas seguissem se desenvolvendo espiritualmente.

Mas o mundo, há quinhentos anos atrás, era um lugar muito pior, mesmo que seja difícil acreditar. Na época, ninguém era punido por abuso sexual, pois o fato era considerado corriqueiro, normal. E uma mulher que vivia sozinha, convidava e apontava o caminho para o abuso.

E as pobres freiras tinham que casar. Caso contrário, não poderiam sobreviver honestamente.

Marinho e Catarina
Marinho e Catarina

Uma freira chamada Catarina, que foi provavelmente colocada na Roda dos Expostos, entregue a um convento a fim de que a família se livrasse de uma boca supérflua, não queria se casar de jeito nenhum. Na opinião de alguém que era freira por convicção, o casamento era um terrível erro. Como se não bastasse, ninguém queria se casar com ela por ela ter um rosto feio.

Ela ficou ainda muito tempo sozinha, então Lutero pediu-a em casamento. Ele era um celibatário convicto, mas decidiu salvar a mulher. O casamento foi muito feliz, como sabemos.

Mas nem todo mundo sabe que Lutero, nesta sociedade machista, estava um dia sentado entre homens em uma mesa discutindo todo o tipo de questões prementes relativas à Reforma Religiosa, quando, repentinamente, num ato desafiador e após ouvir todos os colegas homens, voltou-se para a esposa, que servia à mesa, e perguntou: “O que você pensa sobre isso, Frau Luther?”

Frau Luther deu sua opinião detalhadamente, tendo deixado o grupo estupefato. Todos ficaram em transe, impossível imaginar um choque maior. Como assim? Desde quando se ouve uma mulher?

Mas então o Lutero deu o tiro de misericórdia: “Sente-se conosco à mesa para o almoço, querida!”

Se não fosse o próprio Lutero, talvez os homens o agredissem, tamanho o absurdo da atitude. Era um tremendo acinte, uma enorme provocação aos outros comensais.

Eu hoje estou pessoalmente muito agradecida a ele. Posso viver sozinha, sem precisar de autorização. Ninguém acha isso inadequado ou incomum.

Danke, Martin Luther!

(*) Por Elena Romanov e Milton Ribeiro

Igreja da Irlanda tem site de ajuda a filhos de padres

Igreja da Irlanda tem site de ajuda a filhos de padres

por Patsy McGarry
para National Catholic Reporter
Retirado do Paulopes

Um site de autoajuda criado na Irlanda para dar assistência aos filhos dos padres católicos tem sido procurado por mulheres de todas as idades do mundo todo, desde a senhora de mais de 80 anos de Boston até a mãe de uma criança de três anos das Filipinas.

Filhos de sacerdotes
Filhos de sacerdotes

“Isso prova que o problema não se limita ao passado. Continua existindo”, afirmou Vincent Doyle (34), fundador do site www.copinginternational.com, que é financiado pelo arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin.

Ele disse ao jornal The Irish Times que desde meados de agosto 1.062 pessoas logaram no site, que teve 8 mil visitas e 38 mil acessos de 53 países.

Seu pai, padre John J Doyle, de Co Longford, morreu em 1995. Após confirmar a paternidade do padre em 2011, ele assumiu o sobrenome.

Um artigo publicado no site em 2015 afirma que os acordos de confidencialidade com as mães dos filhos dos sacerdotes eram “uma forma de chantagem contra a mãe e a criança”. Escrito pelo conceituado advogado canônico dos EUA, padre Tom Doyle, afirma que “não há razão válida para tais acordos ou contratos sob qualquer circunstância”.

Em 2015, em resposta às observações do padre Doyle, os bispos católicos da Irlanda disseram que um acordo de confidencialidade era possível “se as partes entrarem em acordo livremente, com o objetivo último de proteger os interesses da criança”.

Esse acordo seria “injusto” se “a mãe fosse indevidamente pressionada” ou se fosse usado “principalmente para proteger a reputação do sacerdote ou a Igreja institucional, criando um véu de sigilo”, disseram.

Em uma carta aberta em apoio ao trabalho da Coping International, o Arcebispo Martin disse que estava disposto a “ajudar, gratuitamente, qualquer filho de sacerdote que o procurasse”.

Peter Murphy, filho do falecido Bispo de Galway Eamonn Casey, recentemente disse ao Boston Globe que a divulgação da identidade de seu pai, em 1992, significou tornar-se uma celebridade instantânea. Ele tinha 17 anos e morava com sua mãe Annie Murphy em Connecticut, nos EUA.

Em um artigo do Spotlight sobre o Coping International, Murphy declarou: “Falei com um (repórter) irlandês de manhã, fui para a escola e pensei: “OK, é só isso”. Mas quando cheguei em casa, eu diria que mais de 100 jornalistas estavam ao redor do condomínio”, disse ele ao Globe.

Com tradução de Luísa Flores Somavilla para IHU Online.

ONU: Brasil cai e fica em 22º lugar em ranking de felicidade; a fria e ateia Noruega lidera

ONU: Brasil cai e fica em 22º lugar em ranking de felicidade; a fria e ateia Noruega lidera

Noruega

Com informações da BBC Brasil

Não tinha escapatória, né? Com os Temer e seus coxinhas indiciados no poder, o Brasil ficou ainda mais triste, agora segundo as Nações Unidas.

A liderança passou da fria Dinamarca — país com maioria ateia — para a Noruega, que é bem parecida. Uma pesquisa de 2016 revelou que 39% dos noruegueses não acreditam em Deus, contra 37% de crentes, e 23% que responderam não saber. Se Deus não os deixa mais felizes, também o sol e calor não parecem ter muita influência positiva na felicidade das pessoas. Mas isso nós, gaúchos, sabemos.

O Relatório Mundial da Felicidade de 2017 foi divulgado nesta segunda-feira (20) pela ONU. O período compreende os anos de 2014 a 2016. O Brasil caiu cinco posições e está agora no 22º lugar entre 155 países. É a segunda queda consecutiva. Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o país já havia caído do 16º para o 17º lugar.

O ranking de 2017 é encabeçado pela Noruega, que tirou a liderança da Dinamarca. Islândia, Suíça e Finlândia completam a lista das nações mais felizes do mundo. Portugal é o quarto país menos feliz da Europa.

Na outra ponta, as mais tristes são Ruanda, Síria, Tanzânia e Burundi. A República Centro-Africana ocupa a lanterna.

A Europa Ocidental e a América do Norte dominam o topo do ranking, com os Estados Unidos e o Reino Unido nas 14ª e 19ª posições, respectivamente.

Já países na África Subsaariana e atingidos por conflitos tiveram notas previsivelmente mais baixas. A Síria em guerra ficou no 152º lugar entre 155 países, e Iêmen e Sudão do Sul, que estão enfrentando fome iminente, estão nas 146ª e 147ª posições, respectivamente.

O Relatório Mundial da Felicidade foi divulgado para coincidir com o Dia Internacional da Felicidade da ONU.

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O levantamento é baseado em uma única pergunta simples e subjetiva feita a mais de 1 mil pessoas todos os anos em mais de 150 países: “Imagine uma escada, com degraus numerados de zero na base e dez no topo”, diz a pergunta. “O topo da escada representa a melhor vida possível para você e a base da escada representa a pior vida possível para você. Em qual degrau você acredita que está?”

O resultado médio é a nota do país – que, neste ano, variou de 7.54 (Noruega) a 2.69 (República Centro-Africana).

Mas o relatório também analisa as estatísticas para explicar por que um país é mais feliz do que o outro. Entre os dados observados, estão o desempenho da economia (medido pelo PIB per capita), apoio social, expectativa de vida, liberdade de escolha, generosidade e percepção de corrupção.

Câmara foi usada como templo em mais de 100 ocasiões em 2016 / Número de brasileiros sem religião dobra em dois anos

Câmara foi usada como templo em mais de 100 ocasiões em 2016 / Número de brasileiros sem religião dobra em dois anos

Do Paulopes.

Evangélicos celebram culto com frequência | Foto: Saulo Cruz, da Agência Câmara
Evangélicos celebram culto com frequência | Foto: Saulo Cruz, da Agência Câmara

A influência cada vez mais forte de religiosos na política fez com que em 2016 as instalações da Câmara Federal fossem usadas como templo, para a realização de cultos, missa e cerimônias, em mais de 100 ocasiões.

Ali tem se reunido, por exemplo, evangélicos (principalmente estes), católicos, espíritas, fiéis da Seicho-no-ei.

Na explicação da assessoria de imprensa da Câmara, todos os pedidos de realização de eventos religiosos são aprovados para preservar a laicidade do Estado.

Trata-se de um entendimento convenientemente equivocado, para agradar os religiosos.

Em um verdadeiro Estado laico, onde religião e política não se misturam, deputados não realizam sessões em igreja e nem religiosos ocupam o espaço parlamentar para veneração de deuses.

Com informação da Exame.com e foto de Saulo Cruz, da Agência Câmara.

.oOo.

O número de brasileiros sem religião acima de 16 anos pulou em outubro de 2014 para dezembro de 2016 de 6% da população para 14%. Portanto, mais que dobrou.

A informação é do Datafolha. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os sem religião são compostos por crentes que não estão afiliados a nenhuma igreja, por agnósticos e ateus.

No mesmo período, a Igreja Católica perdeu 9 milhões de fiéis, com queda de 60% para 50%, confirmando uma tendência já registrada por outras pesquisas.

O sociólogo Reginaldo Prandi, professor da USP, disse que o crescimento dos sem religião ocorre em todo mundo.

“[Isto porque] socialmente a religião não tem mais nenhum papel”, disse.

Afirmou que há crentes que hoje podem pertencer a uma igreja e amanhã não.

O fato é que, acrescentou, a sociedade percebeu que religião não é mais “condição obrigatória para ser bom cidadão”.

Com informações da Folha de S.Paulo.

Em nova humilhação aos cientistas brasileiros, Ciência e Tecnologia irá para um Bispo da Universal

Em nova humilhação aos cientistas brasileiros, Ciência e Tecnologia irá para um Bispo da Universal

Marcos Pereira PRB

O homem que está com o microfone na mão na foto acima chama-se Marcos Pereira. É presidente nacional do PRB, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e será o ministro de Ciência e Tecnologia do governo Michel Temer / Eduardo Cunha. A pasta parece ser uma permanente humilhação aos cientistas brasileiros. Há sete meses, Dilma entregou o Ministério da Ciência e Tecnologia a Celso Pansera, do PMDB fluminense. O deputado entendia pouco da área, mas tinha um restaurante chamado Barganha.

Agora, Temer ofereceu a pasta da ciência a um bispo da Igreja Universal, que prega o ensino do criacionismo e nega a teoria da evolução. O objetivo do vice é garantir o apoio da igreja e de seu partido, que tem 22 deputados e um senador. O PRB era aliado de Dilma, mas mudou de lado às vésperas do impeachment. É novíssima República Teocrática do Brasil, gente!

Ao ser perguntado sobre o que ele achava da Teoria do Evolucionismo, o futuro Ministro respondeu:

— Eu respeito.

Pelo fim da doutrinação marxista nas escolas e universidades!

Pelo fim da doutrinação marxista nas escolas e universidades!

Li a excelente entrevista do professor Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo e um post ainda melhor de Tarita Almirão, autora da ideia original publicada no Facebook. Decorrente destas edificantes leituras, senti uma imensa pressão interna de deitar em meu blog o depoimento que segue:

Eu acho repulsiva a doutrinação marxista a que fui submetido desde a mais tenra infância. Quero dizer a vocês que nunca acreditei em Marx, mas, no colégio, antes de começar a aula, tinha que repetir diariamente o Manifesto Comunista. Afinal, eles diziam ser algo natural, cultural e universal. Morria de medo de falar que não acreditava em Marx, porque me olhavam com pena e começavam a citar todas as suas obras. Com certa agressividade e a maior incompreensão, tentavam me convencer de meu erro e da existência de Marx. Em datas festivas — dessas do tipo Nascimento de Marx, Morte de Marx — sou obrigado a ficar quietinho ouvindo as pessoas repetirem a importância da revolução em nossas vidas. Ainda hoje marxistas batem a minha porta em pleno domingo para me falar da mais valia. É uma legião de barbudos insistentes. E o pior é quando ligo a TV e vejo marxistas pregando e gritando coisas de Marx e Hegel. E eles se dividem em várias facções, uma mais presente do que a outra, mas sempre tendo Marx e o Manifesto como base. Uns são bolivarianos, outros comunistas, socialistas, trotskistas, anarquistas, stalinistas, anarco-comunistas, o escambau. Todos os dias são fundados novos templos com nomes cada vez mais estranhos: há o Maoísta Universal do Reino de Marx, a Assembleia de Marx (de orientação guevarista), a Igreja Mundial do Poder de Marx (trotskista, que prega a Revolução Permanente), além da Igreja Internacional de Marx (que apresenta todas as noites o Show de Chávez, de orientação castrista), da Igreja Renascer em Marx (de orientação bakunista ou darwinista, quando aplica a seleção natural stalinista), assim como outras com nomes mais estranhos como Bola de Neve Stalinista, (vagamente bolivarista, promete levar o mundo de roldão em sua pregação do Manifesto). Mas, mesmo pressionado, gostaria que minha orientação liberal fosse respeitada. Sei que, neste mar de marxismo, meu pedido não será atendido nem pelos militantes, nem por Marx — o qual costuma silenciar sistematicamente — , mas sigo em minha luta para fazer valer minhas inclinações.

doutrinação marxista

Linha erótica para evangélicos contém vibrador líquido e gel ‘virgem de novo’

Linha erótica para evangélicos contém vibrador líquido e gel ‘virgem de novo’

Membros da Congregação Cristã do Brasil, uma das igrejas mais tradicionais do País, João Ribeiro e Lídia Ribeiro — NÃO SÃO MEUS PARENTES! — se juntaram e apostaram suas fichas na criação de uma linha voltada exclusivamente para o público religioso. Os dois criaram o sexshop Secret Toys.

O uso de artigos sensuais no meio gospel pode surpreender aos que olham para os religiosos como frígidos ou que encaram o sexo como pecado se praticado além da reprodução.“Deus não se importa com o que o casal faz entre quatro paredes”, disse João.

VIRGEM DE NOVO

A procura de itens eróticos para apimentar a relação não é novidade no meio gospel. Segundo levantamento, óleos de massagens e vibradores líquidos estão entre os produtos mais procurados pelos evangélicos em sexsshops. Mas seu uso ainda é debatido dentro das igrejas.

Na intenção de superar o tradicionalismo, os empresários tratam a nova linha, batizada In Heaven, como “novo segredo de um casamento feliz”. “O nosso stand [da feira] será dividido entre céu e 50 Tons de Cinza”, brinca Ribeiro, já que a linha dividirá espaço com produtos inspirados na trilogia de Christian Grey e Anastasia, que explora o sadomasoquismo e promete ser um dos temas mais explorados no evento por conta do filme.

Os criadores apostaram em embalagens que remetem ao tom divino aos quatro primeiros produtos da da In Heaven (No céu, em inglês). São eles: Pure (adstringente, que promove a sensação “virgem de novo”), Vibe (vibrador líquido), Mais Prazer (excitante feminino) e Mais Tempo (prolongador de ereção). “A ideia principal é que o casal se sinta à vontade para comprar e tenha a certeza de que não está sozinho. Não há motivo para vergonha. Somos 52 milhões de evangélicos no Brasil e não tínhamos uma linha específica”, explicou Ribeiro.

Do Blog do Valente.

A bancada evangélica (ou teocrática) samba no governo Dilma

A bancada evangélica (ou teocrática) samba no governo Dilma

Dilma acaba de sancionar um dos mais espetaculares absurdos constitucionais de todos os tempos, a Lei Nº 13.246, de 12 de janeiro de 2016. A lei fixa o dia 31 de outubro como o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho. Abaixo e no link, você pode ler o inacreditável conteúdo da lei. Note-se que o 31 de outubro é o Halloween — objeto de ódio dos congressistas evangélicos? — e a data do nascimento de Carlos Drummond de Andrade, que acaba sendo inadvertidamente respingada. Mas o que interessa não é bem isso. Leiam o Art. 2º. Ele desrespeita todas as religiões não cristãs e a lei, como um todo, vai moldando o meu e o seu Estado Fundamentalista.

Trata-se de uma leviandade, de uma verdadeira pândega evangélica em nosso Estado dito Laico, tendo o governo Dilma como parceiro. Espero que logo venha uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Fica instituído o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.

Art. 2o  No dia 31 de outubro dar-se-á ampla divulgação à proclamação do Evangelho, sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs.

Art. 3o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de janeiro de 2016; 195o da Independência e 128o da República.

DILMA ROUSSEFF

Congressistas planejando o país
Congressistas planejando o país

O Vaticano vai santificar um chacal, a Madre Teresa de Calcutá

O Vaticano vai santificar um chacal, a Madre Teresa de Calcutá
Madre Teresa: mais para monstro do que para santa
Madre Teresa: mais para monstro do que para santa

O vídeo abaixo é de um programa do jornalista e escritor Christopher Hitchens (1949-2011), um dos primeiros a denunciarem a perversidade da Madre. O que ela diz sobre contraceptivos, por exemplo, é mais do que medieval. E os tratamentos que seus doentes não recebiam? Porém, o mundo parace ignorar as agulhas não esterilizadas e não encaminhamento de doentes para hospitais. Prefere achar que ela era boazinha, apesar de suas amizades com Baby Doc e outros líderes sanguinários. Na verdade, era uma arrecadadora. Quem lhe doasse algo, estaria contribuindo para a obra de Deus…

Hitchens afirma sem ser contestado com fatos em todos estes anos: “Madre Teresa não era um amiga dos pobres. Ela era uma amiga da pobreza. Ela disse que o sofrimento era um presente de Deus. Ela passou a vida opondo-se a única cura conhecida para a pobreza, que é o empoderamento e a capacitação das mulheres, livrando-as de uma versão de gado de reprodução obrigatória. Ela era uma fanática, uma fundamentalista e uma fraude. Ela representa uma igreja que protege oficialmente quem viola os inocentes e nos mostra claramente onde esta realmente se encontra em questões morais e éticas”.

Madre Teresa de Calcutá é uma mulher ainda hoje admirada por muitos, inclusive ateus. Porém, era uma mestre na arte da autopromoção. Seu objetivo era obter uma rápida canonização, coisa que deverá obter agora com o Papa Francisco I. Ela recebeu milhões de dólares sem jamais tê-los aplicado em favor dos mais pobres. Ao invés disto, usou o dinheiro apenas para criar mais e mais conventos por todo o mundo.

O chamado “Lar dos Moribundos”, que ela criou na Índia, servia apenas como depósito de seres humanos, os quais não recebiam qualquer cuidado ou medicamentos. Além disto, devido às péssimas condições de higiene do local, muitos que entravam ali com doenças de simples tratamento acabavam saindo mortos.

Bem que ela poderia ter providenciado milagres para salvar alguns dos milhares de doentes que estiveram sob seus cuidados.

https://youtu.be/2itJ6a_joaQ

Ateus islandeses viram fiéis do zoísmo para driblar imposto

Ateus islandeses viram fiéis do zoísmo para driblar imposto

Do Diário de Notícias, de Portugal

O zoísmo é a religião que mais cresce no país e o número de crentes já supera o de muçulmanos

islandia

Mais de 3100 islandeses, quase 1% da população da ilha, registaram-se nas últimas semanas como seguidores dos antigos deuses e deusas da Suméria, como forma de protesto. Na realidade, os islandeses estão a converter-se ao zoísmo, uma religião em que até o porta-voz se afirma agnóstico e que promete devolver os impostos religiosos que os cidadãos são obrigados a pagar.

O fenómeno acontece porque na Islândia a população é obrigada a registar a sua religião e parte dos impostos é encaminhada para as respetivas igrejas. Mas os ateus e pessoas sem religião têm de pagar na mesma. “Não há outra opção”, declarou Sveinn Thorhallsson, porta-voz da religião. “Quem não está afiliado ou pertence a religiões não registadas paga impostos mais altos”.

Na Islândia cerca de 75% das pessoas estão registadas na Igreja Evangélica Luterana, mas há mais de 40 outras religiões que se qualificam para as “taxas paroquiais”, segundo o jornal The Guardian. A contribuição de cada cidadão para as instituições religiosas, segundo o orçamento do próximo ano, ronda os 75 euros.

O zoísmo foi aceite como religião no país em 2013 e baseia-se na adoração dos 13 principais deuses e deusas da antiga Suméria, uma civilização que se localizava no atual Iraque e Koweit, pelo menos 3500 anos antes de Cristo. O número de seguidores já supera o de muçulmanos.

No site da religião caracteriza-se o zoísmo como “uma plataforma para os membros porem em prática a antiga religião da Suméria”, mas também como uma organização que defende totalmente a liberdade religiosa e a liberdade de não ter religião. “O objetivo principal da organização é que o governo revogue qualquer lei que garanta mais privilégios, financeiros ou outros, a organizações religiosas do que a outro tipo de organizações”.

Os zoístas pedem ainda que o registo da religião de cada cidadão seja abolido. Quando estas condições forem aceites o zoísmo deixará de existir, garante o texto. Numa sociedade moderna “o estado não deveria registar as crenças das pessoas”, disse Thorhallsson ao The Guardian.

Há, no entanto, oposição. Stefán Bogi Sveinsson, membro do Partido Progressista, defende que o zoísmo não é uma religião. “Ninguém se registou na organização para praticar o zoísmo “, explica. “As razões para se registarem são apenas duas: para poupar dinheiro ou protestar contra a legislação sobre organizações religiosas”.Além disso, o fisco islandês disse um jornal que se a religião reembolsar os crentes terá depois de pagar impostos sobre essa transação.

O porta-voz zoísta, que se declara agnóstico, garante que, apesar de tudo, há de facto algum interesse pela antiga civilização Suméria. “Organizámos uma cerimónia com leituras de poesia suméria. Agora estamos a planear outra.”

Hora de se informar mais e escrever menos

Hora de se informar mais e escrever menos

A tolice das redes sociais neste fim de semana foi tamanha que desisti de ler as postagens. Era gente reclamando da bandeira da França nas fotos de perfil, era gente reclamando de que a lama de Mariana tinha virado nota de rodapé — bem, com nossa imprensa e políticos, o que esperavam? –, era gente que chegava ao ponto de comparar o incêndio na boate Kiss com o massacre do Bataclan.

Pessoalmente, minha solidariedade pessoal vai para Paris, Minas Gerais, África, Japão, Oriente Médio e para as periferias brasileiras. O que houve em Mariana e em Paris têm nome: são ambos crimes e espero que sejam punidos rigorosamente. Essa comparação de tragédias, misturadas com nacionalismo, é muito pouco humanista.

Nestes momentos, o melhor a fazer é ficar quieto e tentar não ler a montanha de gente que resolve dar sua contribuição após passar dias e dias ignorando o que acontece no mundo. Pois é muito irritante ler as “soluções” propostas.

Montagem do site Mural do Coach
Montagem do site Mural do Coach

A questão de Mariana é gravíssima. Trata-se de um crime ecológico de enormes proporções e de longa duração. A destruição de fauna, flora e solo ao longo da bacia do Rio Doce é algo gigantesco e de consequências incalculáveis. O desastre remete à velha exploração indiscriminada de nossos recursos naturais, com altos custos ambientais e com os principais ganhos indo para o exterior. Mas o governador de Minas deu coletiva em plena sede da empresa causadora da lama… Enquanto isso, a empresa inventava um “abalo sísmico”, mas ele garantiu que esta realizava todos os esforços para minorar o problema.

Se as responsabilidades forem abrandadas e se o descaso reinar, nosso país estará entregue a própria sorte. Uma das analogias para o caso de Mariana é a de dizer que trata-se de um tumor primário do qual começam a se desprenderem células cancerígenas para a corrente sanguínea. O que fazer? Não sei.

Já Paris é o câncer em âmbito mundial. Para o Brasil, Mariana é muito mais importante. Para o mundo, bem, o Estado Islâmico considera-se o agente do Apocalipse, tá bom?

Nestes momentos, todos esquecem que o Ocidente optou por investir no fundamentalismo islâmico, escolhendo-o como “solução” ao nacionalismo árabe. Depois, quando estes grupos passaram a criar problemas, passaram a invadir e bombardear as regiões dominadas por estes grupos. (Quem lucra sempre? Ora, os fabricantes de armas!) Só que esta reação gerou tal ódio que começaram os atentados no Ocidente. Então, pensa o Ocidente, vamos atacá-los ainda mais. E nós, decidem os fundamentalistas, cometeremos ainda mais atentados. Ou seja, é uma questão complexa, não é discussão para ignorantes como eu. É o momento de ler quem entenda do assunto e seja minimamente honesto.

O autoproclamado Estado Islâmico não é um simples grupo de psicopatas. É um grupo religioso com crenças que acho perfeitamente imbecis, mas que são cuidadosamente pensadas, entre elas a de que o grupo será o agente do apocalipse que se aproxima. Querem saber mais? Comecem por aqui. Sim, é complicado.

O ISIS é diferente dos grupos anteriores. Não estamos mais no campo do bando de xaropes que vende religião, nem no do grupo dos que quer matar os infiéis. Eles são um grupo que se visa acabar com tudo, inclusive e principalmente com a história. E… São 30 mil caras que controlam um território maior que o da Inglaterra e que têm dinheiro para recrutar pessoas. E… É dinheiro ocidental. Afinal, nações aliadas aos Estados Unidos estavam financiando os rebeldes sírios que lutavam contra a ditadura de Bashar Al Assad. O que fazer? Não sei.

E tudo acabou em pizza: Galileu e seu julgamento pela Inquisição

E tudo acabou em pizza: Galileu e seu julgamento pela Inquisição
Este confronto entre ciência e religião ocorreu em uma sala do convento dominicano de Santa Maria sopra Minerva, em Roma. A Inquisição queria a retratação de Galileu para que o modelo heliocêntrico voltasse a ser uma simples suposição de fundo matemático.
Este confronto entre ciência e religião ocorreu em uma sala do convento dominicano de Santa Maria sopra Minerva, em Roma. A Inquisição queria a retratação de Galileu para que o modelo heliocêntrico voltasse a ser uma simples suposição de fundo matemático.

Publicado no Sul21 em 12 de abril de 2015.

Em 12 de abril de 1633, o cientista Galileu Galilei (1564-1642) foi julgado pelo Santo Ofício, a Inquisição romana, para dar explicações a respeito de um livro que havia publicado um ano antes, Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, no qual ele defendia, de forma moderada e bem-humorada, o modelo heliocêntrico proposto por Copérnico, no qual a Terra e os planetas giravam em torno do sol. A publicação era um longo diálogo entre três personagens: Salviati (que defendia o heliocentrismo), Simplício (que defendia o geocentrismo e era um pouco tolo) e Sagredo (que não tinha opinião formada e que termina por concordar com Salviati). Para bom entendedor, o livro ridicularizava o geocentrismo, que colocava a Terra no centro fixo o universo, baseado na física aristotélica e, acima de tudo, no modelo ptolomaico que melhor se encaixava às Escrituras.

Em 1616, o cardeal Belarmino, inquisidor do Santo Ofício, o mesmo que havia realizado o julgamento do filósofo Giordano Bruno, que acabou queimado vivo na fogueira, havia advertido Galileu que defender as idéias de Copérnico e questionar a representação tradicional do mundo era perigoso. Após longo processo — para os padrões da época –, em 22 de junho, Galileu foi forçado a ficar de joelhos para pronunciar a abjuração de sua doutrina diante da comissão de inquisidores, sob as ordens do Papa Urbano VIII, que era seu amigo. O cientista tinha 69 anos.

Este confronto entre ciência e religião ocorreu em uma sala do convento dominicano de Santa Maria sopra Minerva, em Roma. A Inquisição queria a retratação de Galileu para que o modelo heliocêntrico voltasse a ser uma simples suposição de fundo matemático. Obviamente, mesmo durante a dourada prisão domiciliar a que foi condenado, Galileu permaneceu fiel a suas ideias. Ele veio a falecer em 1642, ano do nascimento de Isaac Newton.

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Detalhes

Décadas antes, o cônego da Igreja Católica, jurista, médico e astrônimo Nicolau Copérnico (1473-1543) já tinha desenvolvido a Teoria Heliocêntrica do Sistema Solar. A Teoria colocava o sol como o centro do sistema, contrariando a então vigente Teoria Geocêntrica. A teoria de Copérnico é considerada uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna. O heliocentrismo era aceito pela Igreja, mas apenas como uma hipótese.

O papa Urbano VIII — cujo pontificado durou de 1623 até 1644 — não aceitou o pedido de Galileu de revogar um decreto de 1616, emitido pelo Vaticano, contra o heliocentrismo. Foi neste contexto que Galileu escreveu Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo completado em 1630 e publicado em 1632, onde voltou a defender o sistema heliocêntrico.

Amigo de Galileu, craque do jogo político e homem de posições arejadas, Urbano VIII tinha-lhe sugerido escrever um livro em que os dois pontos de vista, o hélio e o geocentrismo, fossem defendidos em igualdade de condições. Estaria assim aberta a possibilidade de levar o heliocentrismo adiante, auxiliando abordagens teológicas mais, digamos, modernas.

Em 1630, com a obra terminada, Galileu viajou a Roma para apresentá-la pessoalmente ao Papa. Este fez uma leitura brevíssima e entregou-a aos censores do Vaticano para avaliar se estava ou não de acordo com o decreto de 1616. Só que os censores não entendiam nada de astronomia e o livro foi publicado sem alterações em 1632. No ano seguinte, Galileu foi declarado suspeito de heresia.

galileu1A pizza

Assim, no dia 12 de abril de 1633, foi iniciado o processo da Inquisição contra Galileu Galilei. Ele não era um prisioneiro comum. Em vez de ocupar uma cela, ficou na hospedaria do palácio do Santo Ofício, uma deferência especialíssima para com um acusado. Também, durante o processo, o comportamento do Papa foi desconcertante: em vez de deixar o inquérito seguir seu curso normal junto ao Santo Ofício, chamou para si a instrução, ocultou as denúncias, traindo o desejo de livrar o autor de algo grave, como o ocorrido com Giordano Bruno.

Galileu vivia numa época em que a Igreja Católica endurecia sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria para o protestantismo. Galileu foi condenado a abjurar publicamente as suas ideias e à prisão por tempo indefinido. Seus livros foram incluídos no Index, censurados e proibidos, mas seguiram publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo, o que havia tornado a região livre da censura do Santo Ofício. Aliás, Galileu havia escolhido precisamente a Holanda para executar uma experiência com um telescópio que anteriormente construíra.

Reza a lenda que, ao sair do tribunal, após a condenação, ele teria dito a frase célebre: “Eppur si muove!”, ou seja, “Todavia, ela se move”, referindo-se à Terra. Com o auxílio papal, Galileu obteve comutar a pena para prisão domiciliar, primeiro no palácio do embaixador do Grão-duque da Toscana em Roma, depois na casa do arcebispo de Siena e mais tarde na sua própria casa de campo em Arcetri, chamada de “A joia”.

Há muitos equívocos quanto à morte de Galileu, pois não foi ele o cientista queimado vivo por sua concepção astronômica, mas Giordano Bruno (1548-1600) que havia sido condenado à morte por heresia nos tribunais da Inquisição ao defender ideias semelhantes. Galileu Galilei morreu cercado de alunos e de sua filha Maria Celeste. Foi enterrado na Basílica de Santa Cruz em Florença, onde também estão Maquiavel e Michelangelo.

Galileo Galilei04A oposição ao heliocentrismo e sua aceitação

Lutero julgava que as ideias de Copérnico eram ideias de um louco, coisas que tornavam confusa a astronomia. Em 1662, a Faculdade de Teologia protestante da Universidade de Estrasburgo afirmou que o heliocentrismo estava em contradição com as Sagradas Escrituras. Em 1679, a Faculdade de Teologia protestante de Upsala (Suécia) condenou Nils Celsius por ter defendido o sistema de Copérnico. Ainda no século XVIII, a oposição luterana contra o sistema de Copérnico era forte: em 1744, o pastor Kohlreiff, de Ratzeburg, pregava energicamente que a teoria do heliocentrismo era uma abominável invenção do diabo.

No decorrer dos séculos, a Igreja Católica reviu as suas posições no confronto com Galileu. Houve nova distensão na interpretação das Sagradas Escrituras. Em 1846 — mais de duzentos anos depois — , foram retiradas todas as obras que apoiavam o sistema de Copérnico do Index Librorum Prohibitorum. E, depois de mais de trezentos anos de sua condenação, foi iniciada a revisão do processo contra Galileu. Sua absolvição foi decidida apenas em 1983.

No ano 2000, o Papa João Paulo II emitiu finalmente um pedido formal de desculpas por todos os erros cometidos pela Igreja Católica nos últimos 2000 anos, incluindo o julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição.

Porque hoje é sábado, morreremos felizes num caixão da Lindner

Porque hoje é sábado, morreremos felizes num caixão da Lindner

Imaginem se eu teria algo contra os poloneses?!

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Como atacaria um povo que tem uma empresa como a Lindner?

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A Lindner constrói e vende caixões da melhor qualidade.

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Nos calendários anuais da empresa,

07-2012

são apresentados seus maravilhosos produtos.

10-2012

O folder diz mais ou menos assim:

11-2012

“Mostramos a perfeita harmonia entre os caixões Lindner,

08-2010_

sua madeira natural, o mar azul,

02-2010_

as flores vermelhas, os verdes campos

06-2010_

e a beleza do corpo feminino.

12-2010_

Ah, claro, o corpo feminino,

01-2010_

ele serve para vender tudo.

01-2013

Então, se você perde sua mãe na Polônia e vai comprar um caixão,

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Este blog achou linda a propaganda do Boticário. Se você ainda não viu, veja aqui

Este blog achou linda a propaganda do Boticário. Se você ainda não viu, veja aqui

Linda, bem feita e humana.

Foi só O Boticário promover um comercial para o Dia dos Namorados com casais formados por pessoas do mesmo sexo que a onda conservadora começou a atacar. Na internet, religiosos fundamentalistas pedem para que seus seguidores “desaprovem” o vídeo no Youtube, clicando na mãozinha com sinal negativo. Em outro momento, pedem para que consumidores desaprovem o comercial em sites de reclamações.

No Youtube, o “não gostei” está com mais de 147 mil desaprovações contra 157 mil que aprovaram a campanha.

Já no site “Reclame Aqui”, uma consumidora escreveu: “Fiquei insatisfeita em assistir a um comercial onde ocorre a banalização das famílias no modelo tradicional, e onde aparecem famílias homossexuais, como se fosse normais (…) Tenho o direito de preservar a instituição família dentro da minha casa, e infelizmente o comercial do Boticário está ferindo esse direito”.

Diante da reação negativa dos conservadores, a empresa decidiu responder por meio da Central de Relacionamentos com o Consumidor: “O Boticário acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha “Casais”, que estreou na TV aberta no dia 25 de maio, é abordar com respeito e sensibilidade a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor. Independente de idade, raça, gênero ou orientação sexual – representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namoradoras. O Boticário reitera, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista”.

Veja a propaganda abaixo:

* Com informações do UOL (números atualizados até às 15h35)