Bom dia, Guto (In memoriam e com os lances de Inter 1 x 1 Vila Nova)

Espero um técnico melhor após o Sexteto Fantástico que acabou com o futebol do Inter. Eles são Argel, Falcão, Roth, Lisca, Antônio Carlos e Guto Ferreira. Eles fizeram o que eu esperava deles. Porém e muito mais importante: os culpados foram quem os contrataram. Nesta tarefa, eles foram apenas emissários dos chefes Fernando Carvalho — que ainda nos desgraça com sua influência deletéria –, Vitório Piffero, Carlos Pellegrini, Marcelo Medeiros e Roberto Mello.

Adeus, Guto. Foi horrível enquanto durou. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Adeus, Guto. Foi horrível enquanto durou. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Ontem, no empate em 1 x 1 contra o Vila Nova, o Inter mostrou um futebol igual ao que vinha mostrando. A saída de bola é sempre na base do chutão. Os zagueiros não parecem se conhecer, sendo que Léo Ortiz é das piores coisas que vi vestir nossa desonrada camiseta. Os laterais são jogadores incapazes de surpreender. Os volantes, quando se voltam para a defesa, têm de usar binóculos para verem os zagueiros, pois há ali um enorme buraco onde os adversários se lambuzam à vontade. A armação fica à cargo de um senhor tatuado de 36 anos. A seu lado, vemos Sasha, um jovem que a 15 jogos não faz gol nem dá assistência e que é merecida e sistematicamente substituído. Por que então é sempre escalado? Não sei. Pottker é um cara que joga de cabeça baixa e Damião, coitado, é um centro-avante que precisa de passes para sobreviver. Mas não recebe nem bons cruzamentos, nem passes para fazer parede. Resta-lhe marcar os zagueiros adversários que insistem em sair jogando com bola no chão. (Pottker também gosta de chutar em zagueiros parados à sua frente, sem tentar o drible ou se esquivar. Apenas chuta. Normalmente, dá contra-ataque para o adversário.)

A saída de Guto Ferreira, confirmada após o glorioso 1 x 1 de ontem, já devia ter ocorrido há bastante tempo. Fala-se em Abel Braga. Acho que ele só serviria para formar um Septeto Fantástico. É decadente e ama manter seus amigos bruxos no time, sem interessar a produção deles. Meus preferidos são mais modernos. Prefiro, obviamente, Roger Machado ou Jair Ventura. São caros? Por favor, nem me venha com esta conversa, o Inter paga bem demais. Sasha recebe 250 mil mensais, se não me engano e, dia desses renovaram com Cláudio Winck e Carlinhos. Jogar dinheiro pela janela é nossa especialidade. Quem sabe a gente para e experimenta pagar pela competência?

Nosso técnico para estes 3 jogos será Odair Hellmann. Ele já deu mostras de ser melhor do que Guto. Aliás, se não arranjarem um bom nome, fiquem com Hellmann`s que acho que a maionese não desanda.

Estamos em segundo lugar com 64 pontos e nos falta 1 para confirmar a classificação. Um ponto. Mas está complicado. O líder América-MG já está classificado com 66 pontos. Próximos jogos:

14/11 (terça-feira, às 20h30) – Oeste x Inter
18/11 (sábado) – Goiás x Inter
25/11 (sábado) – Inter x Guarani

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Bom dia, Guto (com vídeo mostrando teu péssimo time em Inter 0 x 0 CRB)

É sempre a mesma coisa. Deve ter sócio por um fio. Eu estou nesta situação. Vi o jogo num bar. Nego-me a me deslocar até o Beira-Rio. Prefiro assistir num bar com minha cerveja. Estou por um fio.

Sasha: um atacante que está há 12 rodadas sem marcar e sem nenhuma assistência é mantido como titular absoluto por Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Sasha: um atacante que está há 12 rodadas sem marcar e sem dar nenhuma assistência é mantido como titular absoluto por Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Guto, tu sempre escalas o mesmo time, ele apresenta os mesmos problemas e tu fazes as mesmas substituições. É cansativo de ver. Tiveste mais uma semana de treinamento. Não sei como trabalhas, sei que não se vê resultados. É sempre a mesma coisa. Espero que tu sejas o último desta série de péssimos treinadores. Nada sobrevive a uma sequência com Argel, Falcão (o técnico), Roth, Lisca, Antônio Carlos e tu. Nada pode ser pior do que este Sexteto Fantástico.

Até que Pottker jogou um pouco mais ontem, mas Sasha teve atuação nula e saiu como sempre. Ou seja, tu escalas um cara que é sistematicamente substituído por deficiência técnica. Tu escalas também Danilo Silva e Winck. E, quando Danilo saiu, tu colocaste Ortiz! E nunca vimos Thales ou Fábio Alemão. Serão testados algum dia? Então jogamos com oito, porque Sasha, Ortiz (ou Danilo) e Winck não contam.

É inútil eu ficar escrevendo sempre as mesmas coisas. Quem me lê deve estar puto. O jogo foi novamente um horror, igual aos anteriores. É cansativo. O CRB é um time que hoje tem a mesma pontuação do Luverdense, primeiro time que vai cair para a Série C. Está em 16º.

Tu me pareces perdido. Por exemplo, como tu me explicas isso? No primeiro tempo, Sasha se machucou e tu colocaste o Carlos pra aquecer. No intervalo, tu fizeste a substituição de Sasha por Nico. Tu queres nos enlouquecer, né?

E o pior é que chamas este de teu “time ideal”.

Por incrível que pareça, ainda somos líderes dessa bagaça que é a Série B. Restando cinco partidas para o final da competição, temos 62 pontos, quatro à frente do vice-líder Ceará, e na próxima segunda-feira (6/11) Restando cinco partidas para o final da competição, o time colorado segue na liderança isolada, com 62 pontos, quatro à frente do vice-líder Ceará — mas o América-MG ainda não jogou na rodada e poe chegar aos 60. Na próxima segunda-feira (6/11), às 20h, enfrentamos o Luverdense fora de casa. No Beira-Rio, o próximo jogo é contra o Vila Nova-GO, no dia 11 de novembro (sábado). Não irei ao Beira-Rio novamente. Ao vivo irrita mais. A cerveja acalma.

#ForaGuto

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Bom dia, Guto Ferreira (com os principais lances de Inter 0 x 1 Ceará)

Guto, tu és mesmo treinador? De futebol? Pergunto porque, cada vez que temos uma semana livre para treinos, o time volta jogando menos. E tuas escalações? Camilo joga mais do que Sasha. Então joga o “tático” Sasha. Nico joga mais do que Roberson. Então joga o omisso Roberson. Nico também joga mais do Pottker. Então joga o incompreensível Pottker. Winck joga um pouco mais do que Alemão. Então joga o desconexo Alemão. Também não se pensa num substituto para Danilo Silva, que ontem dedicou-se exclusivamente à ligação direta e aos erros defensivos.

O atordoado Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

O atordoado e confuso Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Quando tomamos o gol do Ceará, tu colocaste ligeirinho Camilo e Nico. Que ridículo, Guto, que mediocridade. Em sério desafio à lógica, entras com Sasha e Roberson na frente. Porém, quando a coisa vai, corres para quem joga um pouco mais. Se Sasha, Pottker, Alemão e Danilo Silva são jogadores importantes para o controle do vestiário, é melhor buscar jogadores que joguem mais como amiguinhos.

Não tens nenhum Barcelona (da Catalunha) na mão, mas não dás contribuição nenhuma para que possamos nos tornar ao menos um time médio de Série A para 2018.

Foi muito feio ontem. O Ceará tocou e tocou a bola contra um time que tinha o apoio de 40 mil pessoas, que é maior e que deveria se impor, mas que era impotente. É isso. Somos um pênis grande e mole. Veio um pequeno brincalhão do Ceará é nos comeu competentemente. Alguém pode dizer que as entradas de Camilo e Nico não resolveram o problema, mas eles só entram na podre e têm muito menos tempo do que os maravilhosos titulares do Guto. Os dois deram outra vida a time, mesmo com a permanência de Danilo Silva e Alemão atrás.

Guto, tu realmente não és um técnico para a Série A. Já estou no time dos que desejam te ver fora do clube.

Na boa, não vou mais ao estádio. Também abandonei o time quando o treinador era Argel. Via só na TV, tranquilo, com uma bebidinha ao lado. É muita coisa para quem tem 60 anos e disposição para viver. Melhor ler um livro ou conviver com as amigos. Quero ver ao menos algo bem pensado e lógico em campo.

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Temos 61 pontos em 32 partidas. Faltando seis jogos, estamos a quatro pontos da classificação matemática e a nove do quinto colocado. Ainda é uma posição segura, mas o problema é estamos construindo pouco para 2018. O que se vê em campo é assustador. Tanto que a diretoria do Inter projetava pelar a coruja em outubro e já fracassou neste intento amplamente divulgado.

Os últimos jogos serão:

3/11 (sexta-feira, às 19h15) – Inter x CRB
6/11 (segunda-feira, às 20h) – Luverdense x Inter
11/11 (sábado, às 16h30) – Inter x Vila Nova
14/11 (terça-feira, às 20h30) – Oeste x Inter
18/11 (sábado) – Goiás x Inter
25/11 (sábado) – Inter x Guarani

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Bom dia, Guto (com os melhores lances de Inter 2 x 0 Santa Cruz)

Havia um valor mais alto em jogo, Hermeto Pascoal se apresentava gratuitamente na Redenção, então não fui ao Beira-Rio nem vi jogo no Pastel com Borga da Sandra Giehl. Assisti quase tudo depois, mas terei a honestidade de não ser muito específico.

Dos últimos 11 jogos da Série B, ganhamos 10. Isso demonstra nossa atual superioridade sobre a esmagadora maioria dos adversários, mas é óbvio que tivemos uma semana com aquele gênero de debate imbecil de que aparentemente gostamos tanto. Ouvi de ti, Guto Ferreira, com todas as letras, a intenção de poupar jogadores, entrando com um time misto contra o Santa Cruz. A finalidade? Para se preservar para o difícil jogo contra o Paraná terça-feira… Meu deus.

Ah, se todos fossem iguais a você... | Foto: Ricardo Duarte

Ah, se todos fossem iguais a você… | Foto: Ricardo Duarte

Em um campeonato de pontos corridos, a estratégia dentro de campo pode ser complicada, mas fora do campo é simples. É conquistar pontos, quaisquer pontos contra qualquer time. Todos os pontos são iguais. Besteira entrar com time misto contra o Santa Cruz, SÃO TRÊS PONTOS.

Sofisticando um pouco a coisa: como o Paraná perdeu na rodada, nossa vitória de ontem equivaleu a uma vitória sobre eles. Foi como um confronto direto com vitória nossa. Nós ganhamos 3 pontos, eles zero. Simples.

Então, como o negócio é ganhar pontos, os jogos onde poderíamos atuar com um time de reservas seriam sempre os fora de casa. Os jogos em casa são os mais fáceis, onde devemos sempre garantir PONTOS. E há a questão do respeito ao torcedor do Beira-Rio. Ontem foram 27 mil almas.

Agora faltam apenas 3 vitórias e dois empates para chegarmos aos 65 pontos e à classificação para a Série A. Somos líderes com 54 pontos em 27 jogos, com a decente média de dois pontos por jogo. Estamos seis pontos na frente do segundo colocado — o América-MG perdeu em casa para o Oeste — e nove do quinto.

O que vi? Vi que os reservas Alemão e Carlinhos são inaceitáveis como laterais. Alemão, por exemplo, torna o Winck craque. Vi Pottker jogar novamente muito pouco. Vi Sasha voltar a inexistir na parte ofensiva. Vi Cuesta redemonstrar que é um baita zagueiro. Vi o time relaxar perigosamente. Vi Camilo entrando bem e Dale marcando dois gols — um de pênalti e outro de pé direito — e acabando com o jogo.

O Inter não fez boa partida, mas ganhou. Apesar do mau futebol, há que considerar que a Série B não é lá muito inspiradora. Acho que Camilo e Dale, juntos, podem dar certo desde que Camilo marque mais. E Pottker, por favor, tem que dar seu lugar logo para Nico López.

Nas entrevistas após a vitória, D`Alessandro deu algumas pistas de que vai falar sobre sua saída do Inter e sobre o que encontrou aqui no início do ano. Não deve ser uma delação premiada, mas tem tudo para ser sensacional. Já vou comprar pipocas para ouvir tudinho. A diretoria anterior merece muito.

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Bom dia, Guto (com os melhores lances de Inter 2 x 1 América-MG)

Escrevi este texto durante a partida. Veja como tudo é previsível, Guto. 

O Inter entrou em campo com sua escalação habitual. Tu realmente não pensas em alternativas melhores para as posições de Alemão, Sasha e Pottker, os quais têm realizado atuações muito, mas muito insatisfatórias, Guto. Talvez sejam caras bons de grupo, mas eu acharia mais adequado que eles não fossem tão ruins de campo.

Não pude ir ao estádio ontem e só comecei a ver a partida aos 24 minutos do primeiro tempo. Devo ter perdido pouco. Logo vi que Pottker estava jogando lamentavelmente — errou duas jogadas fáceis em sequência –, tudo normal. E, imediatamente, em uma boa jogada de três jogadores que quase sempre estão bem, saiu o primeiro gol do jogo. Gol de Edeníson após troca de passes de Uendel e D`Alessandro. A vida nos surpreende, mas nem tanto assim.

O Bom,

O Bom,

Tanto não surpreende que logo o América empatou numa jogada pelo lado direito defensivo do Inter, o lado defendido por Alemão… Pois é, nosso lado direito tem Alemão, Edenílson e Pottker. Isto é, tem Edenílson e dois patetas. Não pode funcionar.

No início do segundo tempo, a maior das surpresas: Alemão fez uma jogada pela esquerda e cruzou para Pottker cabecear no travessão. Infelizmente, deus não conseguiu concluir seu milagre. O segundo tempo se desenrolava e eu vendo jogo entediado, só esperando um movimento da tua barriga, Guto. Mas nada de Camilo, nada de Nico, só Sasha e Pottker. Sim, nossa existência com um técnico que obedece aos empresários é complicada. Nós não mantínhamos a bola no ataque e o América-MG tentava contra-atacar. Respondíamos com faltas e ganhávamos cartões amarelos, coisa linda. O América tomava conta do jogo e eu de olho na tua barriga. Aos 13 min, eles perderam um gol feito.

o Mau

o Mau

Aos 14, Dale deixou Pottker cara a cara com goleiro. O ex-jogador da Ponte ia entrar com bola e tudo quando o goleiro fez obstrução faltosa fora da área. Lance óbvio de cartão vermelho, mas o juiz deu amarelo. Normal. Os Inter voltou a pressionar e os jogadores do América rolavam em campo, sempre machucadinhos. De entediante, o jogo passava a irritante. Aos 25 min, a barriga se mexeu: saiu Sasha, de pífia contribuição, e entrou Nico López. O uruguaio teria 20 min contra 70 de Sasha. Pobre do nosso time. Aos 35, Camilo entrou no lugar de Dale, cansado após fazer seu trabalho e o de mais dois.

e o Feio | Fotos do grande Ricardo Duarte / SC Internacional

e o Feio | Fotos do grande Ricardo Duarte / SC Internacional

Então passei a me divertir com as jogadas de Pottker. Ele girava e errava, tentava chapéus e perdia a bola. Mas, aos 40 min, Nico López mostrou que é melhor 20 min de um jogador de futebol do que 70 de uma farsa. Fez um golaço após passe de Camilo. A barriga sabe o que tem de fazer, mas talvez os empresários de Sasha e Pottker impeçam. Não peçam maiores explicações, desconheço os motivos profundos mesmo das coisas mais claras.

O juiz deu 8 minutos de descontos, beneficiando quem fez cera. Achei lindo. Em jogadas pelo lado de Alemão, o América-MG pressionou até o final, perdendo gols. Como sempre, o Inter recuou apavorado. Afinal, todos ali são mais ou menos filhos de 2016.

Agora, o Inter, apesar do mau jogo, é líder isolado desta barbada que é a Série B. Tem 51 pontos em 26 jogos. Faltam 12 partidas e 14 pontos para a classificação matemática. Estamos a nove pontos do 5º colocado. O próximo jogo é contra o Santa Cruz, sábado, às 16h30. Jogaremos sem Uendel e Nico López, que receberam o terceiro cartão amarelo. Não precisarás escalar o Nico, Guto! Teus amigos empresários ficarão felizes!

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Bom dia, Guto (com os melhores lances de Inter 3 x 0 Figueirense)

O Inter voltou a ocupar a liderança do Campeonato Brasileiro da Série B após vencer o Figueirense por 3 x 0 numa tarde horrivelmente chuvosa no Beira-Rio. (Eu não fui, vi em casa, Guto. Deixo esse gênero de heroísmo para os jovens). Voltamos ao primeiro posto beneficiados pelo empate de sexta entre Ceará e América-MG, o que deixou os mineiros a nosso alcance. Agora o Inter tem 45 pontos com 13 vitórias. O America tem os mesmos 45, mas com 12 vitórias, primeiro critério de desempate. Informamos que o quinto colocado — o primeiro a não subir para a Série A — é o famigerado Juventude, que tem 40 pontos e que perde para o Paraná no segundo critério de desempate, o saldo de gols. Então, estamos a 5 pontos de distância da desgraça. É pouco.

O próximo jogo do Inter é no próximo sábado contra o Náutico, em Caruaru, às 16h30. O time pernambucano, como sempre, está aflito ou, melhor dizendo, já está acomodado horizontalmente em seu velório. Mas vocês sabem: o Inter gosta de tentar recuperar mortos e só falta uma mão cair para fora do caixão em nossa presença.

Faltam 14 rodadas e, com mais 20 pontos, estaremos livres da maior vergonha de nossa história. Jamais devemos esquecer os responsáveis por nossa queda no ano passado. Citamos novamente e nominalmente os caras, para que todos possam decorar: Fernando Carvalho, Vitório Piffero, Carlos Pellegrini, Argel Fucks, Celso Roth e alguns outros. Mas vamos ao jogo de ontem.

Sasha ensaia um pas de deux no meio da chuva. Bonitinho, não?

Sasha ensaia um pas de deux no meio da chuva. Bonitinho, não? | Foto: Ricardo Duarte

Não foi uma partida brilhante do Inter. Fomos apenas razoáveis. O jogo iniciou e de cara fizemos o primeiro gol. Uendel cruzou e Pottker entrou de carrinho para fazer 1 x 0. Claudio Winck quase marcou o segundo aos 11 min, mas o Figueirense teve uma chance claríssima de gol com Henan aos 21. Danilo Fernandes fez uma defesa milagrosa. Este primeiro tempo teve um Inter acomodado em campo. A chuva estava fria, deveriam correr mais para compensar, mas Edenílson fazia péssima partida, D`Alessandro pensava numa cama quente ausente, e Pottker sumiu após seu gol e do fiasco de querer passar e passar a bola para Damião quando ele mesmo deveria ter feito o segundo. Por falar nele, Damião era o único que estava realmente com tesão.

O segundo tempo parecia ser um bom momento para Juan, mas o que estou dizendo… Desculpe, Guto, sei que jamais é um bom momento para o menino.

Voltamos para o segundo tempo com um pouco mais de entusiasmo e não demorou para o segundo gol sair. Aos 7 min, D’Alessandro cobrou escanteio e Leandro mergulhou — era o dia perfeito para isso — entre os zagueiros para cabecear. Era o 93º gol seu com a camisa colorada, o quarto neste ano.

O último gol só saiu aos 37 min do segundo tempo quando Uendel fez grande jogada, invadindo a área a dribles e servindo Nico López para marcar o terceiro gol. Foi o 14º do atacante uruguaio, que isolou-se na artilharia da temporada.

Foi uma partida pobre contra um adversário que está louquinho pra cair. Resumindo, nosso primeiro tempo foi triste, com uma pequena melhora no segundo. Mesmo assim, o Figueirense pouco incomodou.

D’Alessandro está suspenso novamente pela sequência de cartões. Sim, Recife é longe, Dale. Depois, tem um ônibus até Caruaru. Um saco, né? Este é o nono (9º) cartão do gringo na Série B. O homem é uma usina amarela de reclamações. Não poderíamos ter Gutiérrez no lugar de Dale e Nico no lugar de Pottker, Guto? Porque Sasha já senti que é aquele cara amado pelo treinador, o que o torna imexível.

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Bom dia, Guto Ferreira (com os melhores lances de Inter 3 x 0 Goiás)

Tudo começou mal ontem, com a torcida vaiando Guto Ferreira como poucas vezes se viu, mesmo nos últimos anos. É que a punição que Guto impôs a Nico López é incompreensível por várias razões: (1) Nico é o artilheiro do ano, (2) é mais importante do que Guto, e (3) a punição pune a equipe para dar maior respeitabilidade a Guto… Imagine que os reservas de Damião e Pottker são Carlos e Diego, caras que só com muito alongamento podem ser chamados de jogadores de futebol.

Após um primeiro tempo discreto, só erguendo bolas para Damião tentar de cabeça, o Inter botou a bola no chão e goleou o Goiás ontem à noite. Sem D`Alessandro — que já recebeu o sexto (!) cartão amarelo na série B — e a atividade incessante de Nico, criamos muito pouco. Uma cabeçada de Damião, uma cobrança de falta de Camilo, um gol perdido por Sasha, outro anulado e só. Não adiantaram os 35 mil colorados apoiando um Inter voluntariamente enfraquecido por ti, Guto.

O Goiás tinha Argel do outro lado, garantia de retranca. Sua grande figura era Carlos Eduardo, um baita jogador que eu desconhecia. (Aliás, a entrevista de Argel após o jogo foi antológica em seu ressentimento e total falta de lógica. Acho que deste sujeito estamos livres. Viram a vaia que ele levou ontem?).

Uendel: o melhor em campo

Uendel: o melhor em campo

No início do segundo tempo, Uendel cruzou, Sasha desviou, Damião quase fez e Pottker marcou no rebote. O Inter realmente acelerava e pressionava o Goiás.

Jogando desta forma, com a bola no chão e marcando muito, a diferença de nível técnico aparecia claramente. E goleamos. Damião fez de pênalti e Carlos, após bela combinação entre Gutiérrez e Pottker, fez o terceiro.

Camilo e Damião fizeram boas estreias. Uendel e Pottker foram os melhores.

Antes deste jogo, o Chance de Gol dava 80% de chances do Inter subir para a Série A. Já o Infobola dava 31%. É o momento David Coimbra do Prof. Tristão Garcia. Eles está super científico, nossa! Agora, já temos 47% no Infobola do profe (menos da metade! Oh, vamos ficar na Série B!) e 89,5% (quase o dobro!) no Chance de Gol.

O próximo compromisso do Inter requer cuidados, o Guarani vem de três empates e duas derrotas, mas tem uma média de 2,22 pontos jogando em casa. Isto é, junto com o Paraná, faz a melhor campanha em casa de todo o campeonato, mas atuando como no segundo tempo de ontem, dá. O jogo será em Campinas, no próximo sábado, às 16h30.

Com 30 pontos em 18 partidas, ocupamos um segundo lugar meio embolado.  O América-MG disparou na liderança com 36 pts.

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Bom dia, Argel Fucks (com os gols de Inter 6 x 0 Vasco)

Sasha: adaptado ao meio-de-campo

Sasha: adaptado ao meio-de-campo

Antes de qualquer coisa, tenho que saudar os visitantes deste blog. Ontem, mesmo que a entrevista com Roberto Markarian fosse muito longa (e interessante), foram 5.061 page views. Muitas destas visitas foram em função de outros posts, mas o tempo médio de visitação subiu para quase 10 min. Isto, meus amigos, só vocês. Agradeço muito.

Sobre o jogo de ontem à noite dá para dizer duas coisas: (1) o Vasco não existe e (2) o Inter cumpriu seu papel. Em minha vida como torcedor, cansei de ver o Inter penar contra times ruins.  Quem não lembra de nossa triste fama de ressuscitar os mortos? O Vasco vai para seu terceiro rebaixamento no século XXI. Seu torcedor não merece, já Eurico Miranda…

O jogo foi simples. O time carioca — como vai mal o futebol do Rio de Janeiro! — teve a bola por 56% do tempo, só que o Inter foi objetivo e impiedoso. Chutou 10 bolas a gol, acertou 6. Um placar nem sempre alcançado, mas totalmente explicado pela partida. Com a bola, os volantes do Inter e mais Sasha metralharam seus colegas vascaínos. Valdívia também esteve bem. Sem a bola, marcaram muito, deixando o Vasco girar sem objetivo. Uma grande atuação. Só Paulão fez uma de suas patacoadas no final do primeiro tempo.

Ah, no Vasco, Jorge Henrique deve ter feito uma atuação taticamente perfeita, como sempre.

O resultado fez o Inter dormir na décima posição, com 31 pontos, a cinco pontos de distância do G-4 e a oito do Z-4. No sábado (5/9), o adversário será o São Paulo, às 19h30, no Morumbi.

Infelizmente, não há dois Vascos no Brasileiro.

https://youtu.be/l0piFHd5w6Q

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Os Bondes de Porto Alegre

bonde 1957

Nasci em Porto Alegre no ano de 1957. Quem nasceu aqui antes de 1960, certamente andou de bonde. Eu os adorava. Numa época em que as crianças iam sozinhas ao centro da cidade sem a menor preocupação dos pais, ele foi uma de minhas glórias infantis. Com ele, eu ia a todos os lugares que me interessavam; todos no centro da cidade. Para a criança que eu era, o bonde elétrico tinha duas vantagens principais: o preço irrisório e o fato de andar em trilhos. Explico: eu sempre desconfiava que os ônibus, por não andarem em trilhos, poderiam me levar por caminhos desconhecidos de onde não saberia voltar. Já os bondes, por estarem presos àquelas ranhuras de ferro cravadas no chão, davam-me total segurança… Eu era esperto, não?

Ir até o fim linha, no centro, proporcionava ao passageiro uma emoção extra: a de ver o trabalho do motorneiro e do cobrador para o retorno. O bonde era bidirecional; não era, portanto, manobrado e nem havia um local para ele fazer uma curva e retornar. Chegávamos ao fim da linha e voltávamos em direção contrária, apenas mudando de um par de trilhos para outro, vizinho e paralelo ao da vinda. Então, o motorneiro retirava os comandos de um lado do bonde e os levava para o outro, ao mesmo tempo que o cobrador caminhava pelo corredor do bonde com os braços abertos, empurrando os encostos para o outro lado, a fim de que as pessoas não trafegassem de costas. Isto era feito, no centro, em frente ao Mercado Público, de onde foi tirada esta foto da Av. Borges de Medeiros.

Aliás, durante o percurso, os cobradores caminhavam sem parar de um lado a outro do bonde pegando o dinheiro dos passageiros. Em horários de pico, com o bonde cheio, muitos diziam que já tinham pago sua passagem, o que podia gerar curtos e barulhentos bate-bocas. Mas digo por experiência própria que a melhor maneira de não pagar era andar como eu gostava, lá na porta dependurado e sentindo o vento bater no rosto, a uma velocidade máxima de uns 40 ou 50 Km/h, calculo eu. Era o momento de maior emoção, quando podia ficar com um dos braços e uma das pernas no ar. Curiosamente, ninguém achava aquilo perigoso, só umas velhas chatas perguntavam se eu e outros meninos queríamos morrer.

À velocidade máxima, o bonde Brill dava a impressão de que ia desmanchar-se, tal era o barulho. O barulho era esquisito e parecia a mim o de garrafas de leite batendo-se umas nas outras. A gente podia ir ao Estádio dos Eucaliptos (o Beira-Rio é de 1969) ver os jogos do Inter de bonde. Em dias de jogo, com o bonde lotadíssimo, era inacreditável o número de torcedores adultos dependurados nas quatro portas. Ao fazer a curva na esquina da Av. José de Alencar e da Rua Silveiro (a rua do estádio), tínhamos a mais espetacular lição de física que se pode imaginar. Nossos gritos, enquanto tentávamos desesperadamente segurar nas barras do bonde, deviam ser dilacerantes. Lembro de ter superado a força centrífuga criada pela curva com a ponta dos dedos, quase caindo. Mas lembro também de vários que saíam pela tangente, às vezes dando de costas nos paralelepípedos. Estranhamente, era normal; nunca vi o motorneiro da Cia. Carris ser advertido por excesso de velocidade, pelo fato de colocar em risco a vida dos pingentes.

Tudo era maravilhoso naqueles tempos para mim românticos, tempos em que andava livremente de bonde pela cidade enquanto o AI-5 dava respaldo a uma ditadura que torturava presos a uma quadra de minha casa, do outro lado da rua (morava na Av. João Pessoa perto do DOPS – Departamento de Ordem Política e Social). Anos em que o Inter, ao sair dos trilhos da rua Silveiro, mudava-se para o Beira-Rio e o asfalto da Av. Padre Cacique.

bonde porto alegre

Durante o ano de 1961 foram transportados 89 milhões de passageiros em bondes da Carris. Havia bondes belgas, ingleses e norte-americanos. Todos elétricos. Eles existiam desde 1908. Em 1926, já eram mais de cem. Os bondes seguiram operando durante décadas, continuando a arcar com grande parte do transporte de passageiros, que os ônibus pouco a pouco tomavam conta. Finalmente, em 8 de março de 1970, às 20h30, o último bonde fez seu percurso em Porto Alegre. Eu tinha 12 anos e fiquei muito triste, sem entender. Naquele dia, houve solenidade de despedida, à qual compareceram o Prefeito e autoridades.

bonde redencao

Uns burros. Ou espertos, como sabemos hoje da relação do poder público com as empresas de ônibus. Afinal, o serviço da Carris era público.

bonde criancas

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Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da epopeia de ontem)

Que jogo, Aguirre! Cada vez que o Atlético-MG vinha, calafrios contrafeitos percorriam minhas costas do cóccix aos primeiros pelos do pescoço. E tu reagiste valentemente aos rasantes que os mineiros nos davam repetidamente e que abalavam as estruturas do bergamotão. Imagino que, em condições normais, ninguém é sufocado sem se debater desesperadamente. E tu te retorceste, jogando pernas e braços para todos os lados a fim de fazer o Atlético parar. Primeiro, colocaste Jorge Henrique para marcar Patric, que penetrava como uma faca quente na manteiga do lado esquerdo de nossa defesa. Não deu certo. Então tiraste o baixinho, colocando o volante Nico Freitas. Melhorou pouca coisa. Depois, inverteste os laterais. Passamos a respirar. E acabamos com a sangria trocando, imaginem, D`Alessandro por Réver.

Mais tinha os outros todos. Então, gostaria de elogiar um cara do qual ninguém fala. Ele é velho, discreto e faz tudo com tamanha naturalidade que até os pênaltis que comete não são marcados. Os juízes observam, duvidam do que veem e deixam pra lá. Ontem, ele fez um desses. Aos 36 anos, Juan deixa Alan Costa e Ernando não apenas mais bonitos, mas cheios de garbo e compostura. Ele engana também os atacantes. Lento, faz-se de rápido ao usar atalhos desconhecidos para chegar nas bolas. Contra o Atlético-MG cumpriu uma partida sem falhas, sendo uma ilha de segurança em meio à balbúrdia.

Valdívia faz Victor voltar correndo para o gol.

Valdívia faz Victor voltar correndo para o gol | SC Internacional / Alexandre Lops

Fui no jogo com o Diego Dutra, zelador do prédio onde moro. Somos uma dupla invicta. Quando saímos do T5, perguntei-lhe quanto seria o jogo. No Sul21, tinham dito que seria 2 x 1, 1 x 1 ou 2 x 0, sempre com o Inter classificado, mas o Diego disse que seria 3 x 1. Acertou. Só que, certamente, não previu do tamanho do sofrimento para um placar tão dilatado. É que nosso aproveitamento foi — tem sido sempre– muito alto. E não adianta dizer que o Atlético teve mais posse de bola e muitas chances. Tu, Aguirre, gostas de dar campo ao adversário. O que Levir e os jornalistas mineiros tiveram que entender é que faz parte do “jogar bem” converter as chances em gols. E isso nós fizemos de forma e beleza alucinantes. Até no gol de Lisandro López, o mais acanhado de todos, tivemos uma conclusão sensacional, com o argentino mandando Victor para um lado, chutando no outro. Ou seja, somos um time complicado como era aquele teu Peñarol, Aguirre, que nos matou no Beira-Rio em dois contra-ataques. Até hoje fico puto quando penso naquele jogo.

victorE D`Alessandro, que fez o seu sétimo gol em Victor? E não foi qualquer gol. Ele girou sobre Thiago Ribeiro e Douglas Costa mandando um chute em curva, no ângulo, uma coisa de grandiosidade e exatidão como só os grandes algozes conseguem. Foi um golpe só, definitivo, indolor, sem piedade. Ocorreu ao final do primeiro tempo, antes que o Galo voltasse a dar as cartas no início do segundo, período de maior terror para a arquibancada colorada, quando levamos um banho de bola sem acertar contra-ataque nenhum.

No T5 da volta, a sensação geral era a de que podemos ser campeões novamente. Talvez o cruzamento com o Santa Fe não nos obrigue a parir outro bebê de 25 Kg. O Marco Weissheimer, atento e caseiro torcedor colorado, me escreveu dizendo que o ataque do Santa Fe é bom, mas a defesa é fraquinha. E terminou citando o inesperado complemento de nossa felicidade de noite de ontem. “A cereja no pudim ontem foi mesmo a eliminação do Corinthians pelo Grêmio Bagé”. Verdade.

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Diana Oliveira, a musa do cimento

Foto: SC Internacional

Foto: SC Internacional

Eu detestei a reportagem do caderno Donna com a arquiteta Diana Oliveira, uma das responsáveis pela confusão que é a finalização das reformas no Beira-Rio. O problema que aponto não é exatamente com a ZH, que é um jornal que precisa de reportagens, mas com a moça mesmo. Num momento em que o Inter ainda não consegue usar o estádio e antes mesmo da confirmação do mesmo como um dos locais da Copa, ela se dispõe a uma ego trip de pura vaidade nas páginas do jornal. Quem lê a reportagem, tem a impressão de que o trabalho de Diana foi coroado de sucesso e que ela cuidou bem tanto dos cronogramas da obra quanto das exigências da FIFA. Em verdade, digo-vos que espero que ela seja uma das tais estruturas temporárias…

No link acima, há poucas fotos, mas no jornal Diana aparece com diferentes roupas. A retratada dá um show de imagens. É como se fosse uma modelo ou uma candidata ao cargo de Giovanni Luigi dotada de um gênero de apelo ainda raro no futebol. Não haveria problema nenhum se seu trabalho fosse bom. Porém, em diversos grupos de discussão formados por colorados mais informados do que eu, ouço somente falar de problemas e mais problemas — haveria inclusive dificuldades no acesso de cadeirantes, um aborrecimento bem típico de arquitetos, não? Então, a reportagem apenas sugere uma coisa: ela está lá para desfocar e se lançar. Ou seja, provavelmente, está no cargo pelo trampolim. E assim caminha o SC Internacional.

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Vai ter Copa

Mas será tumultuada, claro.

A Suécia rejeitou sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022 para dar prioridade à construção de moradias. A candidatura de Estocolmo foi enterrada em bloco pelos partidos políticos suecos, com apoio do próprio prefeito da capital e também do primeiro-ministro do país. Os argumentos que orientaram a decisão: a cidade tem prioridades mais importantes, a conta para realizar o evento na cidade seria alta demais, e um eventual prejuízo com a organização dos Jogos teria que ser coberta com o dinheiro dos contribuintes.

Sem dúvida, os escandinavos tomaram a melhor decisão e o Brasil poderia ter agido assim antes de propor-se a ser sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Afinal, o mau uso do dinheiro público está bem claro em algumas construções que receberão dois ou três jogos do Mundial. Só que o caso sueco foi bem diferente do brasileiro — onde nós estávamos quando tudo isso ocorreu, estávamos comemorando? — e, sinceramente, hoje sou contra o movimento “Não vai ter Copa”. Acho que deveríamos lutar por uma improvável auditoria na CBF, em todas as federações estaduais e nas absurdas construções de estádios por todo o lado. Nós sabemos para servem algumas grandes obras no Brasil e o destino dado a cada real devia ser explicado e conferido. Mas agora que a mesa está posta e os convidados batendo na nossa porta, creio ser tolo e impopular o movimento. Não que acredite que o “Não vai ter Copa” passará ao largo da mesma como se os manifestantes fossem mímicos bobos, apenas acho que ele será um gol contra.

Eu tinha 13 anos em 1970. Minha compreensão das coisas era — e ainda é — bem limitada. Mas intuía que devia confiar em quem estava contra a ditadura, era de esquerda e ateu. E torci contra o Brasil. Afinal, a conquista de uma Copa era alienante e a ditadura militar usaria a glória conquistada no futebol para seguir censurando, torturando e matando. E ganhamos a Copa. O mesmo aconteceu na Argentina 8 anos depois. E, bem, foi uma época terrível: o Brasil apresentou um futebol sublime e Médici colheu grande popularidade. Depois, o ditador queria grudar nos jogadores enquanto, nos porões, seus milicos torturavam e matavam. Não adiantava nada, mas era justificado torcer contra. Agora, os tempos são muito diferentes e o que o movimento “Não vai ter Copa” não se deu conta é que não é produtivo combater algo tão popular quanto o futebol. Em junho, todos seremos açambarcados por uma única preocupação e a imensa maioria da população vai dar razão à repressão ao “Não vai ter Copa”.

Não vejo a lógica de tentar impedir o Mundial. A lógica é ser crítico e mostrar que os dribles de Neymar não têm nada a ver com os políticos. Para o bem e para o mal. É ingenuidade pensar que a Copa não tirou recursos da saúde, da segurança e da educação. Porém, quando entidades como a Fundação Getúlio Vargas prometem que haverá a injeção de R$ 142 bilhões na economia e a criação de 3,6 milhões de empregos em função da Copa, deveríamos lutar para que estes recursos e empregos apareçam. Quem vendeu a ideia de que o Mundial é bom para o país que viabilize o nirvana. Ademais, vou dar um golpe baixo: eu e Eduardo Galeano adoramos futebol!

Voltando a falar sério. O que não deveria estar esquecido é a vergonha de termos um anacrônico produto da ditadura militar como presidente da CBF. Sua presença nos eventos será um completo escândalo. Todos estão esquecidos de que Marín esteve envolvido no assassinato de Vladimir Herzog? E por que Dilma ou nosso atuante Congresso não apoiaram uma CPI para investigar a CBF e os negócios da Copa do Mundo de 2014? Lembram que os senadores não tiveram colhões para apoiá-la? Lembram que o senador Zezé Perrela chutou a Comissão Parlamentar pra escanteio antes do helicóptero da família ser flagrado com 400 Kg de cocaína? Será o STF deveria ter entrado novamente em campo, dando mais um passo para a judicialização do estado? Ou também os ministros gostam demais de futebol…?

Não subestimo e amo as ruas, mas vai ter Copa sim. Imaginem que só o sorteio dos grupos da Copa foi visto por 500 milhões de pessoas. E eu e o mundo o veremos. Não há como não acontecer. O “Não vai ter Copa” terá visibilidade, mas joga uma partida perdida, a não ser que esta seja a de só fazer barulho e ser impopular.

O novo Beira-Rio: bonitinho | Foto: SC Internacional

O novo Beira-Rio: de fora, parece um belo bergamotão | Foto: SC Internacional

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Inter x Benfica na reinauguração, claro

Claudiomiro após marcar o primeiro gol do Beira-Rio em 6 de abril de 1969.

Claudiomiro após marcar o primeiro gol do Beira-Rio em 6 de abril de 1969.

Hoje, Diogo Olivier anuncia que o show de reinauguração do Beira-Rio contornos épicos com orquestra, coral, etc. OK, mas o vou a estádios de futebol para ver futebol e creio que meu amigo Luís Frederico Antunes, grande torcedor do Benfica, tem toda a razão ao sugerir que o primeiro jogo do estádio reformado seja novamente um Inter x Benfica. Afinal, quanto mais não seja, aquilo deu sorte. Logo de enfiada, nos dez anos seguintes, vencemos nove Campeonatos Gaúchos — competição importante na época — e três Brasileiros. A partir dali, deixamos de ser um fenômeno regional. Então, repitamos: tenhamos outro Inter x Benfica, por favor. Futebol é emoção. De que adiantaria trazer um clube sem a menor ligação afetiva conosco? Um novo Inter x Benfica seria justo, correto, histórico e coerente.

Abaixo a mensagem de Luís Frederico:

Caro Milton.

Faz muito tempo que não te escrevo. Sempre que posso vejo o Inter.

(…)

Bom, mas escrevo-te por uma razão objetiva. O Internacional está perto de inaugurar o seu novo estádio. Seria interessante que fosse de novo com o BENFICA. Pelo menos se preservava um pouco da memória histórica do clube. Havia um elo de ligação entre o velho Beira-Rio e o novo. Os sócios mais idosos e os outros que têm boas recordações dos gloriosos tempos de Falcão não perderiam essas imagens… Se os times principais não puderem vir então que venham os juniores. Abririam o espetáculo de inauguração e depois o time principal do Inter poderia jogar com outro histórico com calendário disponível. Mas, enfim, o ideal seria a primeira hipótese: os dois principais times do INTER e do BENFICA.

Um abraço para ti e para a tua família luso-brasileira.

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O Remendão sobre sobras

Eu e o Igor somos coeditores do Sul21. Temos a característica de concordar em quase tudo. Isso é maravilhoso, pois evita brigas, estresse, etc. Também moramos na Zona Sul, mais ou menos perto um do outro, e nosso ônibus vai para o centro da cidade passando pelo Beira-Rio, o qual é observado com expectativa por mim e com prazer por ele. Porque não há mais Beira-Rio e porque numa coisa discordamos — ele é gremista e eu colorado. Quando a gente passa pela Padre Cacique, o que se vê é uma casca com o anel superior completo e com algumas partes do inferior. E só. Tantas paredes foram derrubadas que a gente consegue ver da rua não apenas o outro lado do estádio, mas o rio, ou lago, através do túneis de acesso e do vazio de alguns paredões. Além disso, não há gramado.

Nos últimos dias, eu, que achava até simpático o termo Remendão inventado pelos gremistas, passei a achá-lo inadequado. Remendo é um pedaço de pano que se costura sobre uma base rota. Uma base. Aquilo que está lá nem é uma base, tanto que a cobertura terá fundações próprias. Não será um Remendão, será um estádio construído sobre as sobras do tal anel superior e as rampas. Acho que até teria sido mais produtiva uma implosão. Só que haveria a resistência dos nostálgicos, que acham que as pedras do Beira-Rio lembram de Figueroa e do gol de Tinga no São Paulo.

Ah, estou exagerando? Então vai lá e olha! Ontem, fui comprar um presente na loja do estádio. Cheguei ao Beira-Rio às 18h. Sabem o que me disseram? Que a construtura pedira que a loja fechasse às 16h para evitar o trânsito de pessoas. Voltando ao termo Remendão, aquilo que vi não é uma obra de arte que mereça o nome de Restauro, por exemplo. Merece um nome mais chinelão. Desta forma, não sei que nome sugerir, só sei que está horrível.

Foto do gremista @FTarganski

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Olivio e a maquete

Abaixo, a bela foto que Caio de Santi publicou em seu Facebook. Talvez apenas compreensível para gaúchos, ela mostra o ex-governador e conselheiro do Internacional Olivio Dutra levando uma das maquetes do futuro Beira-Rio após o evento de assinatura do contrato com a Andrade Gutierrez. Quem conhece Olivio pessoalmente não fica indiferente a sua simpatia e simplicidade.

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O banco público não tem nada que reformar o Beira-Rio

Nunca me ufanei da Copa do Mundo no Beira-Rio e muito menos de quaisquer acordos com empreiteiras. Mas não sou daqueles que acham uma bobagem a Copa no Brasil. Reconheço a importância do campeonato, o quanto ele mobiliza o planeta e que o país respira futebol semanalmente. Reconheço também que a Copa deixa estádios e obras a quem souber fazer um bom planejamento e há que reconhecer — neste festival de reconhecimentos… — que seria muito mais lógico que a Copa, em Porto Alegre, fosse jogada na Arena do Grêmio, que estará nova e pronta em 2014.

O péssimo acordo do tricolor para construir seu novo estádio inclui o importante fato de ter sido um negócio que envolveu pouco ou nenhum dinheiro público. O negócio foi realizado, basicamente, entre OAS e Grêmio. Já a reforma do Beira-Rio está requerendo parceiras com órgãos públicos. Parcerias? Não, exatamente. Talvez a palavra melhor fosse mecenato público. A Andrade Gutierrez ou não tem o dinheiro (modo piada) ou não quer arriscar-se (modo realismo). Desta forma, passaria o risco para alguma estatal: primeiro houve as tentativas que não deram certo com as Fundações (fundos de pensão) Corsan e CEEE e agora o desejo é pegar dinheiro do Banrisul. Tudo bem, é função do banco emprestar dinheiro, só que a AG não deseja deixar nenhuma garantia. Quer só o dinheiro, como se fosse uma obrigação do banco para com o povo gaúcho… Sua estratégia é a de criar uma crise até que o dinheiro surja de algum banco público.

(Em 2010 a receita operacional bruta da AG foi de 18 BILHÕES DE REAIS e seu patrimonio líquido era de 8 BILHÕES DE REAIS. Ainda em seu relatório referente ao ano de 2010 podemos ver que, naquele momento, a AG possuia contratos de obras no equivalente a 22 BILHÕES DE REAIS. Sendo assim, a empresa não conseguiria oferecer garantias para 0,3 bilhão?).

Ora, se eu vou falar com um banco para pedir dinheiro, sei que o banco fará uma devassa em minha vida à procura de garantias. Então, acho que a posição do Banrisul de negar dinheiro à AG é muito digna e correta. Demonstra apenas que a instituição está sendo gerida com isonomia e seriedade. O fato do Corinthians estar praticamente ganhando um estádio novo não justifica a importação da corrupção e sim uma auditoria lá.

O que não entendo é porque se fala tão pouco em Vitório Píffero. O homem pôs abaixo 1/4 da arquibancada inferior do Beira-Rio, tornando-o uma espécie bem feia de Coliseu Colorado, acreditando que faria toda a reforma de quase R$ 300 milhões através da venda de camarotes… Agora estamos a 250 dias vendo a maravilha abaixo.

Foto: Anderson Vaz

A grana da venda dos Eucaliptos ainda existe? Ela paga a recolocação das arquibancadas derrubadas? Os conselheiros do clube respondem sim a ambas as perguntas, então façamos rapidamente isso e deixemos a Copa para a Arena. Já tivemos a Copa de 1950 nos Eucaliptos e nem por isso o Grêmio morreu.

.o0o.

Final: Por que não haveria um Copa aqui? É diversão? Sim. É lazer? Sim. Porém, ir para a praia também é e os gaúchos passam os meses de verão reclamando e pedindo das estradas… Eu vou pouco para a praia e acho um gasto inútil… Ou seja, é impossível atender a todos.

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A foto de Sóbis

Foi um final de semana totalmente satisfatório com as visitas da Caminhante, da Nikelen e do Farinatti. Houve também um festim diabólico de aniversário, que teve como destaques não apenas o grupo reunido e a excepcional gastronomia, mas o belo e inesperado recital da Elena e do Vladimir Romanov, tocando uma Serenata de Haydn para a aniversariante — as lojas estavam fechadas, então a gente resolveu dar música de presente (obrigado, Elena e Vladimir) — e várias músicas brasileiras em arranjos que nos deixaram (muito) embasbacados. Era a noite do pessoal da música erudita tocar popular. O Alexandre Constantino também sentou-se ao piano para esmerilhar a bossa nova (obrigadíssimo, Alexandre!).

Porém, não adianta. A gente sempre lembra mais daquilo que não gostou. Ou daquilo que gostou menos, porque na história que vou contar há muito de gratidão, amor e respeito. Eu e o Farinatti fomos ao jogo do Inter e eu, com minha boca grande e boba, resolvi me referir antes do jogo ao fato de Gamarra, Fernandão, Iarley, Alex e muitos outros ex-jogadores do Inter terem ido ao Beira-Rio jogar, alguns marcando gols — como todos os citados — , mas sempre demonstrando seus sentimentos à torcida, pois nunca vibraram ao balançar as redes do ex-clube.

Como é característico meu, não pude deixar de dizer: “Os gremistas devem ficar loucos com isso, os caras vêm aqui e demonstram gratidão, coisa raríssima de a gente ver no outro lado”.

Então ontem, no mais importante jogo para o Internacional neste Brasileiro, Rafael Sóbis nos fez o mais doloroso dos gols, o da vitória do Fluminense. Sua reação — para demonstrar a todo o estádio que não vibraria — foi a mais cabal possível. Juntos as mãos como se rezasse, num pedido desajeitado de desculpas (vejam abaixo a foto de Alexandro Auler publicada no Impedimento). Depois, do jogo, confessou que seus filhos foram ao estádio ver papai jogar, ambos com camisas vermelhas. Dizer o quê? Triste consolo para um time de 7 milhões mensais, que joga pouco e que não irá à Libertadores 2012.

Só espero não ter que gostar de tomar gols.

E, após o jogo, Sóbis falou:

— Peço desculpas à torcida. Podem ter certeza de que estou com uma dor enorme no coração por vencer o meu time e distanciá-lo de um objetivo. Queria que esse gol fosse de outro.

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Feliz aniversário, Beira-Rio

42 anos hoje. Digamos, chutando por baixo, que eu tenha ido a uma média de 20 jogos por ano. Dá 840 jogos ou algo como 126.000 minutos ou 2100 horas ou 87 dias e meio de minha vida sentado nas arquibancadas do estádio. É muito. Agradeço.

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Na minha presença, sob minha desconfiança e paradoxal e incondicional desejo de vitória…

… inicia hoje o ano futebolístico de 2010: Inter x Emelec no Beira-rio, às 21h50, pela Copa Libertadores da América. A foto abaixo é uma grande sacada do Blog Vermelho. Rafael Sóbis pareceu ser a pessoa mais feliz e infeliz de todas naquele 16 de agosto de 2006. Primeiro, correu sozinho com uma imensa e pesadíssima bandeira até cair exausto na frente da geral. Depois comemorou com os outros jogadores. No final, quando já estava saindo do estádio, vi a imagem abaixo pelo outro lado. Quase todos já estavam na festa, porém Sóbis escolheu ficar sentado na grama, quieto, observando a torcida. Sabia que aquele era seu último jogo pelo Inter: fora negociado com o Betis dias antes e não seria Campeão Mundial. Estava feliz e triste. Mais feliz do que triste, penso. Há o futebol e há o dinheiro, todos sabemos…

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Todas as filas a fila

1. Dizem que o OPS trocará de servidor neste fim de semana. Estaremos certamente parados por algumas horas antes que paremos por completo.

2. Ontem foi o dia de instalar programas. Troquei meu velho notebook por um desktop bem mais parrudo. Queria trocar de notebook, mas digamos que era mais “fácil” comprar uma configuração com mais disco e memória se voltasse ao velho desktop. Sem problemas. Por conta da confusão, perdi de acompanhar a formação de mais um belo grupo de comentários, mas era necessário: os 40 GB e o XP ainda original — nunca reinstalado — do meu velho Dell Latitude mereciam aposentadoria. Ele se pagou, foram quatro anos de trabalho intenso. Hoje ele vai se assustar por não ter sido ligado. Talvez ele sirva para viagens. É incrível como consigo não estragar minhas coisas, mas a fila tem de andar.

3. Ontem também foi o dia de conversar com as assistentes sociais que acompanham o cumprimento de minha pena. Elas me pediram um tempo antes de fazerem a provável (certa) transferência. Fiquei tão indignado com aqueles acontecimentos que fiz questão de agregar a meu processo um texto que não era outro senão o post linkado acima. Elas ficaram tão pasmas com o acontecimento quanto eu, ou ao menos fingiram muito bem. Fui claro, disse que considereva-me ofendido. Querem contatar a instituição, o juiz, o escambau. Só espero que não lembrem de direcionar as consequências para meu combalido ânus. Chega, né? Querem saber?, temo muito passar de vítima a vilão.

4. À noite, fui ao show do Guinga, do baixista Max Robert e da cantora Marcê Porena no Teatro São Pedro. A desproporção entre o que toca e compõe Guinga em relação a Max Robert é acachapante. Não sei o motivo de se apresentarem juntos. Já está mais do que na hora de Guinga, 59 anos, assumir-se como chefe e fazer-se acompanhar de um pequeno grupo e de uma cantora ou cantor eficiente. Esse negócio de ficar longos minutos — tempo emocional — suportando composições e interpretações de segunda categoria à espera de alguns minutinhos — tempo emocional — do grande violonista e dentista Guinga, é como ir ver um show de Chico Buarque e ele convidar Joana para cantar por uns 45 minutinhos.

5. Há gente louca para tudo. Tanto que uma pequena e simpaticíssima editora me convidou para publicar O Monólogo Amoroso com eles. Teria que finalizar, né?

6. Vou tentar produzir algo futebolístico para o Impedimento hoje. Há algum tempo comecei uma série chamada “A ascensão e a ascensão dos negociantes”. Burramente, parei no segundo ou terceiro capítulo. Pior, deixei de fazer anotações. A tese será baseada no Inter, mas serve para todos. O Internacional é hoje um balcão de negócios, porém a estrutura comercial não consegue criar resultados, apenas lucro, egos e esperanças de contratos no exterior para os jogadores. Tudo o que chega ao Inter, excetuando-se Guiñazu e Clemer, tem o imediato horizonte da venda. Os caras são tão bons nisso que até Magrão conseguiu ser negociado, mesmo que tivesse se arrastado por meses em campo. Bastou duas boas partidas e tchau. O técnico Tite há que ser compreendido. Ele esta lá não para fazer futebol, mas para fazer a fila de vendas andar. Então, só joga quem estiver na hora de ser vendido. Se fosse investidor, acho que gostaria deste “técnico”. Quem sabe o Inter passa a informar a torcida sobre os balancetes? A gente torceria por eles, mas sempre haveria um chato para contestar as comissões…

7. Ah, e acho que está na hora de tratar disso. Afinal, nove entre dez conselheiros independentes sabem que o Beira-Rio tem de ser derrubado para a Copa. Não há conserto. É sucata. E, olha, a questão é muito séria. Há um grupo de pessoas que estão esperando o time melhorar para denunciar a verdade. Só que o time não lhes dá a mínima chance. Em tempo: acho ridícula toda esta movimentação para vermos dois ou três jogos da Copa na cidade. Já pensaram se nos couber Gana x EUA, Equador x Japão, Arábia Saudita x Bélgica?

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