Bom dia, Piffero (com os melhores lances do jogo de ontem)

Bom dia, Piffero (com os melhores lances do jogo de ontem)
Foto: Alexandre Lops
Foto: Alexandre Lops

Piffero, tu não paras de fazer bobagens, né? Esse negócio de anunciar que estás apalavrado com Muricy para 2016 — grande coisa… –, torna residual e desimportante o trabalho do técnico que assumirá até o fim do ano. Não posso acreditar que teremos um técnico-tampão. Tu não paras de fazer besteiras! Não paras e não paras. Mais uma: ontem, teu vice Pellegrino disse com todas as letras que Elio Carravetta tinha alertado em fevereiro que o esquema de preparação física adotado pela equipe de Aguirre era deficiente. O que houve? Ora, perdemos a Libertadores por não termos conseguido marcar o Tigres. O cara tinha avisado em FEVEREIRO…

Bem, a vitória de ontem foi bonita. Lutamos, jogamos muito mal e acabamos vencendo com um gol numa tabelinha entre Vitinho e o goleiro Diego Cavalieri do Fluminense, após Rafael Moura errar. Era o máximo possível de fazer depois do fiasco da Arena. Fiquei feliz. Gostei das entradas de Lisandro e Vitinho, merecem atenção.

Falam em Argel… Acho uma boa escolha. Ele é grosso pacas, vai dizer um monte de asneiras… Ou seja, seguirá tua linha, Piffero. Sim, sei, futebol não é para poetas. Vai lá, contrata o cara e, se ele se der bem, esqueça o velho e combalido Muricy. Infelizmente, a verdade está no título do livro que inspirou o filme dos irmãos Coen: No country for old men.

https://youtu.be/qXqKpYXvQdU

Adeus, Diego Aguirre

Adeus, Diego Aguirre

Sabe, Diego, eu compreendo tua demissão no dia de ontem. É que anteontem à noite o Píffero deve ter feito o mesmo do que eu: ele viu o jogo entre River e Tigres. E nós vimos que o River — um time comum e comum — pressionou o Tigres de forma a que eles não conseguissem jogar e até demonstrassem alguma ingenuidade. Contra nós, com nossa dinâmica fraquinha e previsível, com nossa marcação frouxa e com preparo físico de nada, o Tigres apareceu como um timaço. Eu vi aquele jogo de quarta-feira e comecei a ficar muito irritado, pois compreendi que a Libertadores esteve muito mais perto de nós do que eu imaginava. Estava disponível, ao alcance da mão, após passarmos pelo Atlético-MG. Tua atuação durante a parada da Copa América — quando afrouxaste demais a corda, deixando o time se desmanchar aos poucos — e teu preparador físico te demitiram, Aguirre.

O Inter não tinhas forças. Mas te agradeço muito por ter promovido Rodrigo Dourado, Valdívia e William a titulares. Tu sabes lançar jovens como poucos.

O problema foi a Libertadores. Claro que o Píffero se emputeceu. Todos os colorados com alguma memória se emputeceram. Agora, com a maionese desmanchada, entra o interino Odair Hellmann. Achei divertido o nome do cara.

O presidente devia estar tão puto que resolveu mandar também embora Alan Ruschel e Jorge Henrique. Impossível não concordar. Eu aproveitaria e repassaria Léo e Nico Freitas. Já ensinava o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada”. Um clube que está mal financeiramente não pode seguir pagando esses jogadores deficientes, que disseram claramente a que vieram. Vieram atrás de um bom salário. Alex também estaria na marca do pênalti, se eu fosse gestor do clube.

Adeus, Aguirre. leve para a vida três lições: (1) não se associar com preparadores físicos incompetentes, (2) nada de afrouxar demais a corda e (3) fazer revezamentos com 3 ou 4 titulares de cada vez, não mais do que isso.

Boa sorte.

deu-errado

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols do fiasco de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols do fiasco de ontem)
Minhas divas têm músculos de manteiga, e daí?
Minhas divas têm músculos de manteiga, e daí?

Não sou a favor de tua demissão, mas acho que tens que alterar urgentemente duas coisas fundamentais que justifico a seguir. São elas:

1. Preservação de jogadores só na partidas anteriores às da Libertadores e
2. Mudança do preparador físico.

Um time de futebol, Diego Aguirre, não é um botão de Power on-Power off. Não é uma televisão que se liga no momento que vai passar o programa preferido. Depende de ritmo, insistência e entrosamento. Liga, como dizem os boleiros. Ou seja, foi um tremendo erro manter o rodízio de jogadores numa competição em que ninguém mais fazia o mesmo. O Grêmio, por exemplo, que mal tem um time, ficou redondinho jogando quartas e domingos. E nós no rema-rema de preservar. Ontem, Nilmar ficou fora por desconforto muscular… Faça-me o favor, Diego. Será que os jogadores do Atlético-MG não sofrem com suas dorzinhas? O fato é que hoje é dia 6, faltam 9 dias para o jogo contra o Tigres e o time encolheu. A culpa não é somente tua, é também de quem avalizou esta besteira de revezamento. A preservação durante o Brasileiro tirou o tesão e desmobilizou todos os jogadores, à exceção dos poucos de sempre (falo de D`Alessandro, Lisandro, Anderson e Dourado). E o entrosamento? Este foi pras cucuias.

Basta ver que, nos últimos cinco jogos, perdemos três, empatamos uma e ganhamos outra. E levamos seis gols em dois jogos.

Eu, este que te escreve, Aguirre, tenho um sentido bastante desenvolvido de autopreservação e não fui mais ao Beira-Rio desde o jogo contra o Coritiba. Fujo de maus espetáculos. O Inter e tu não me enganaram. Mas estarei lá no dia 15 para a primeira perna da semifinal. Sabes, sabemos, que hoje o Tigres é o superfavorito para chegar à final.

Outra coisa, Diego. Os músculos de nossos atletas parecem feitos de manteiga. A direção diz que as lesões musculares são devidas ao excesso de jogos. Negativo, meu bem. Houve rodízio pesado durante o Gaúcho e este permanece até hoje. Nossos titulares jogam menos do que os dos outros. Nossos boleiros recebem tratamento de divas e, como, elas, não têm lá muito tônus. Até nosso goleiro está fora por distensão. Nossa preparação física é varzeana. O time acaba os jogos completamente morto e só se machuca.

Há que repensar os itens citados.

Abaixo, os melhores lances do banho de bola que tomamos ontem.

https://youtu.be/f-d1l486g6M

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da bobagem de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da bobagem de ontem)
Jogada de Vitinho e gol de Moura. Aguirre salvo pelo banco. Escalar mal dá nisso.
Jogada de Vitinho e gol de Moura. Aguirre salvo pelo banco. Escalar mal dá nisso.

Ontem foi complicado de entender, Aguirre. Deixar Dourado e William na reserva para colocar Nico Freitas e improvisar Ernando na lateral direita já foi difícil de engolir. Mas fazer a estreia do jovem Artur na lateral esquerda, deslocando o péssimo Alan Ruschel para o meio-de-campo foi pra matar o time. Ontem, Ruschel só não foi pior do que o irreconhecível, perdido e não substituído Valdívia, a piada do Allianz Parque. E uma piada burra, por que Nilmar tentou deixar o crespóide duas vezes na cara do gol, só que em ambas o recebedor da bola simplesmente não entendeu o que queria o centroavante.

Dizer que foi um pontinho a mais e que o Brasileiro está no início é a bobagem habitual de quem não entende nada de matemática. O mais simples dos cálculos demonstra que 5 jogos é quase 15% do campeonato e que, com nossos 6 pontos, estamos a outros seis do líder e a 3 pontos da zona do rebaixamento. E temos o discurso de quem quer o título. Nada mais efêmera do que esta intenção de ganhar este campeonato que não vemos há 36 anos.

Aguirre, Alan Ruschel não pode ir para o centro das ações. E, se Alex mergulhou em má fase logo após renovar contrato, está na hora de colocar Anderson, muito mais efetivo quando entra. Improvisar Ruschel e deixar Allison Farias fora da lista e Vitinho no banco… Escalar Paulão — culpado pelo gol do Palmeiras — e ver Alan Costa no banco… Francamente!

Então é isso. Estamos na Libertadores e só na Libertadores. Não é pouca coisa, eu sei, mas esse papo de prioridade para o Brasileiro é conversa pra enganar bobo, né? Já vi que vamos passar o mês aguardando o Tigres. Lamentável.

Abaixo, os lances do jogo de ontem. Tivemos muita sorte e fomos salvos novamente por quem saiu do banco — Rafael Moura e Vitinho. Pensa bem, Aguirre. Às vezes tu inventa demais.

https://youtu.be/1_s89rIYils

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols de ontem à noite)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols de ontem à noite)
Foto: Alexandre Lops
Meu craque Rafael Moura salva o Inter | Foto: Alexandre Lops

Eu sempre disse que o Rafael Moura tinha que permanecer no Inter, Aguirre. É mentira, claro, mas é a verdade de hoje, uma sincera inverdade, se me entendem. Ah, esqueçam. Ele nem tocou naquela bola, mas se não estivesse ali, na posição correta, enchendo o saco, o gol da classificação não sairia. Que venham mais Gabirus!

Bem, agora digo uma verdade. Eu sempre discordava quando alguém dizia que o Santa Fe era ruim. Organizado, forte, de muita marcação, eu sabia que a coisa não ia ser mole. E o Inter não está jogando tudo aquilo. O primeiro tempo, após os dez minutos iniciais, foi dominado pelos colombianos. Não criaram boas chances, mas ficaram rondando perigosamente nossa área.

No intervalo, Aguirre, tu fizeste uma mágica ao adiantar a marcação e o time voltou diferente, passando a massacrar o adversário, que apelava para faltas — algumas de ultra-violência, daquelas de deixar o Alex, de A Laranja Mecânica, envergonhado –, cedia escanteios e não saía mais para o jogo. O Santa Fe ficou encurralado, mas só conseguíamos cruzamentos sem resultados para a área. Então, o Marco Weissheimer, atento à dialética ostermanniana do futebol, gritou no sofá de sua casa pedindo a entrada do He-Man. (Foi o que ele disse que fez). Agachado na escadaria do túnel, tu o ouviste  e nós fizemos o terceiro gol dos dois jogos entre Inter e Santa Fe. O terceiro em escanteio.

Valdívia ganhou o prêmio de melhor em campo da patrocinadora do torneio. Porém, acho que os melhores em campo foram o espetacular Rodrigo Dourado e interminável Juan, a parede que evitava os contra-ataques do Santa Fe. D`Alessandro também foi um monstro.

O Inter não jogou bem, mas talvez tenha feito o máximo possível contra um adversário duríssimo e algo agressivo. Agora, lá em 15 de julho, enfrentaremos o Tigres de Monterrey. A segunda partida será no México, em razão da alta pontuação do Tigres na fase classificatória. Monterrey tem pouco mais de um milhão de habitantes e está a apenas 530 m de altitude. Então, não haverá preocupações com a altitude, mas… Fica longe, quase na fronteira com os EUA, no norte do México, próximo ao Texas e ao Caribe de Cuba e Cancún. Não será fácil e Luís Felipe dos Santos já começou uma pressão particular sobre Rafael Sóbis, o centro-avante do time da capital do estado de Nuevo León.

Caro Rafael Sobis,
Já que você vai enfrentar o Inter na semifinal, espero que lembre sua grande passagem com a camisa colorada.
Especialmente aqueles 580 gols que você perdeu contra o Mazembe.
Um abraço,
LF

Isso mesmo, Sóbis. Pense no Mazembe durante o jogo contra o seu Inter.

https://youtu.be/wzVUHXd51oI

Bom dia, Diego Aguirre (com o gol e melhores lances de Santa Fe 1 x 0 Inter)

Bom dia, Diego Aguirre (com o gol e melhores lances de Santa Fe 1 x 0 Inter)
A vida complicou na Libertadores, Aguirre
A vida complicou na Libertadores, Aguirre

A atuação do Inter foi abaixo da linha de pobreza futebolística, foi inaceitável. Tivemos sorte, Aguirre. O 1 x 0 foi injusto. As bolas deles beijaram duas vezes nosso travessão, uma vez nosso poste e houve incríveis gols perdidos. Aquele lateral-esquerdo Mosquera poderia ter saído consagrado de campo. O cara engoliu Sasha e ainda Alan Costa, com que quem dividia — e ganhava — bolas em nossa área, fez o gol e perdeu mais dois. Sei, também desperdiçamos uma chance com Nilmar, mas só por milagre aquele segundo tempo não acabou uns 3 x 0 para o Santa Fe. Apesar da sorte, eles nos colocaram da frente para a porta de saída da Libertadores. Um pequeno empurrão no Beira-Rio e caímos fora do ônibus.

Agora, precisamos vencer por dois gols de diferença. Um 1 x 0 levará a decisão para os pênaltis.

Era previsível que acontecesse e aconteceu: depois de uma semana de estrela em que disse que pretende marcar 25 mil gols em sua carreira, Valdívia entrou em campo como o craque que ainda não é. O que dizer daquele lance no primeiro tempo em que ele não quis deixar o Sasha cara a cara com goleiro para tentar um chute por cobertura, de longe? Uma completa idiotice. O guri pensa que é o Romário? E, céus, o Sasha? Esteve em campo?

Os colombianos são muito bons. Fisicamente fortes, marcam e jogam muito. Omar Pérez é o centro do time e dele saem bons passes. Por falar em passes, nada explica os erros de Valdívia, Sasha e até de Lisandro López, que erravam passes laterais para jogadores livres. Como não tínhamos contra-ataques, é obvio que o Santa Fe, que não é trouxa, realizou um massacre no segundo tempo. Para piorar, Aguirre, tu erraste ao recuar demais o time, inclusive colocando Réver no lugar de Lisandro no final do jogo. Marcelo Bielsa ensinou e tu deves ter lido: o time que abdica de jogar com a bola, multiplica o número de bolas que o adversário terá. Assim, todo rebote, toda iniciativa era deles. E pior, eles tinham qualidade para entrar na nossa área a todo momento. Ficamos acuados, à mercê.

Agora, teremos um filme de terror na próxima quarta-feira. O Santa Fe vai tentar deixar o tempo passar e nós estaremos apressados, querendo fazer logo dois gols. Espero que o susto de Bogotá faça com que alguns jogadores acordem de seus sonhos de grandezae voltem a produzir. Qualquer coisa parecida com o futebol apresentado ontem no El Campí, significará o adeus à Libertadores 2015. Sorte aí, Aguirre.

https://youtu.be/OK4S2PkZOks

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols e melhores lances da decisão)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols e melhores lances da decisão)
Campeão após instalar a meritocracia: 8 jogadores da base em campo
Campeão com 8 jogadores da base em campo: meritocracia, afinal | Foto: Alexandre Lops

Aguirre, sou sócio do Inter desde os anos 70. Pago uma migalha do orçamento do clube, uma migalha de teu salário. Assim, como torcedor, tenho o mais pleno direito para criticar a ti e ao time, mas nunca embarquei nessa de pedir tua saída. Sempre identifiquei sentido e inteligência no que tu fazias, mesmo errando eventualmente. Porém, esqueça, é demais esperar um mea culpa daquela parte da imprensa que vinha todo dia encher o saco, pedindo tua demissão. Será que agora eles pedirão a demissão de quem perdeu para ti? Olha, espero que não, deixa como está.

Ontem, entramos em campo com oito jogadores saídos da base, não obstante o fato da direção ter contratado sete jogadores no início do ano. Mais fácil listar os que não nasceram nas divisões inferiores do clube: Ernando, Aránguiz e D`Alessandro. Acabou aquela coisa injusta do Abel, que escalava sempre os mais experientes a fim de “manter o grupo na mão”. Tu escalas mais de 22 jogadores a cada dois jogos e, na final, escalaste quem estava melhor. Correto.

Historicamente, agora são 406 Gre-Nais, com 153 vitórias do Inter, 127 empates e 126 vitórias do Grêmio. Os empates são os verdadeiros rivais do Grêmio. Em Campeonatos Gaúchos são 44 a 36. A vantagem é imensa. O Grêmio não ganha um Gauchão desde 2010. O último título “de verdade” do tricolor a Copa do Brasil de 2001, de 17 de junho de 2001. O Inter ganhou mais regionais nos últimos 5 anos que o Grêmio nos últimos 15. Mas a crise sempre persegue o Inter, vá entender a imprensa chefiada por David Coimbra.

O Gre-Nal de ontem começou fácil. O Grêmio vinha e nós contra-atacávamos. Com volantes pesados — grandes sucessos no século XX –, o Grêmio não conseguia evitar que nossos atacantes dessem logo de cara com os desprotegidos zagueiros gremistas. E nós passávamos por eles em velocidade. Fizemos 2 x 0 rapidamente, mas poderíamos-deveríamos ter feito mais. O gol do Grêmio, ao final do primeiro tempo, deu aquele cagaço típico do clássico; afinal, o empate em dois gols, daria o campeonato ao Grêmio. Só que o Grêmio não construiu NENHUMA CHANCE DE GOL em todo o segundo tempo, que foi um saco. As únicas oportunidades criadas eram as bolas alçadas na área e ponto final. O futebol do Grêmio parece a dos times ingleses de trinta anos atrás. É um time duro de vencer, mas que, para ganhar, depende apenas da bola aérea.

O Gre-Nal foi bonito. A torcida mista é uma grande sacada. Todos saem do estádio juntos, azuis e vermelhos. Apenas o espaço exclusivamente gremista, tomado por organizadas, tem comportamento violento. Ontem, quebraram 166 cadeiras e as mandaram pelos ares. São uns bobos. O Inter também tem os seus e todos têm de ser identificados e impedidos de ir aos estádios.

Boa tarde, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 1 Brasil)

Boa tarde, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 1 Brasil)
Quem vai chamá-lo de burro agora?
Quem vai chamá-lo de burro agora?

Aguirre, caríssimo! Já disse e repeti que, por mim, a dupla Gre-Nal não jogaria o Campeonato Gaúcho. No máximo entraria num quadrangular final, algo assim. O campeão mesmo é o Campeão do Interior, aliás bi-campeão, o Brasil de Pelotas. É um clube com torcida e história que vai lutar para chegar à série B do Brasileiro em 2015. E merece, Aguirre. Espero que a comunidade pelotense — que gosta tanto e vive seu futebol como nenhuma outra no interior do RS — possa formar uma grande onda junto com o time para chegar onde nunca chegaram. Torço pelo Brasil.

O Inter voltou a jogar bem. Perdemos dúzias de gols e chegamos à final com a discutível vantagem de jogar o segundo jogo da decisão em casa. Já são oito anos que somos o time de maior pontuação e decidimos em casa. De 2008 a 2014, ganhamos todos os Gaúchos, à exceção de 2010. São 43 títulos contra 36 do Grêmio, pois o campeonato é disputado entre os dois, com coadjuvantes.

Mas o que interessa é que William segue jogando muito, que Anderson entrou muito bem, que Lisandro López fez boas jogadas e que o time todo reserva, com as exceções de Paulão, Nilton e Alan Ruschel, demonstrou que pode assumir vagas no time titular sem grandes problemas. Tua estratégia mostra-se inteiramente correta e sei que, se eu tivesse enchido o saco de um técnico como parte da imprensa fez contigo, Aguirre, eu diria, OK, talvez eu tenha errado, ele está dando a volta por cima, etc. Mas, no RS, a desfaçatez grassa. Peço-te desculpas pela existência de Wianeys e outros que tais. Não nos queira mal por meio dúzia de idiotas, tá?

Acho que devemos manter este grupo para jogar os Gre-Nais finais. Claro que o Grêmio é de outro nível, mas quem chegou até aqui foram eles, os reservas. E o que interessa é a Libertadores. Se não der certo, paciência.

Fundamental é o jogo de quarta que pode nos dar a liderança do grupo 4 e um uma boa posição nas oitavas-de final. O tal The Strongest é fraco ao nível do mar. Vamos pra cima deles.

https://youtu.be/Bt87-UHNMMs

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de ontem)
Nilmar fez dois na disputa com... Lisandro López | correndo Foto do grande Alexandre Lops
Nilmar fez dois na disputa com… Lisandro López | correndo Foto do grande Alexandre Lops

Parabéns, Aguirre. Marcamos tão adiantados que os zagueiros chilenos ficaram como se tivessem aberto um livro e se dado conta de que o primeiro parágrafo estava repetido até o fim. A bola voltava rápida e os erros, alguns ridículos, se sucediam. Isto é, não fomos especular em Santiago, não fomos esperar o tal “erro do adversário”, fomos ao Chile para jogar e provocar os erros deles. Futebol é um jogo que não se ganha apenas com a elegância e nobreza do jogar bem com a bola, mas com a atitude operária de ir lá limpar a caixa de gordura na esperança de que depois apareça um L’Oréal qualquer.

Teu time foi convincente, Aguirre. Todos aqueles que — como eu — que achavam que tu deverias ficar no clube começam a sorrir, aguardando que outros digam que estavam errados. Sim, jamais ouviremos isso, mas ao menos estamos sentados. Destacar Nilmar — que correu como um louco, só sendo detido pelos abraços de seus companheiros — e Sasha é o óbvio, então eu gostaria de elogiar a dupla de volantes. Rodrigo Dourado desarmou e foi para jogo como um meio-campista de Pep Guardiola. Aránguiz foi um modelo de discrição. Sorrateiro, tirava do adversário e não errava passes.

O resto seria mais elogios, Aguirre. Mas elogiar muito é produto raro neste corneteiro que te escreve. Continua assim, tá?

https://youtu.be/x9kY5aueMA8

Com implacável pragmatismo, Inter humilha União Frederiquense

Com implacável pragmatismo, Inter humilha União Frederiquense
Paulão e a bola: uma relação difícil
Paulão e a bola: uma relação conturbada

Após vencer os perigosos Veranópolis e Avenida pelo elástico placar de 1 a 0, o Inter repetiu a façanha contra a terrível União Frederiquense no Estádio Ecológico Vermelhão da Colina. Todos os adversários que o Inter humilhou — vencendo-os sem jogar futebol, só para lhes mostrar quão ruins são — estão ou na zona de rebaixamento ou quase lá. Testemunhas do excelente e pragmático futebol apresentado pelo Inter, as árvores e os pássaros do outro lado das câmeras de TV não falaram a nossos repórteres.

O Inter tem colecionado um ramalhete de lesões musculares neste ano de 2015. Até agora foram Cláudio Winck (2 vezes), D`Alessandro, Nilmar, Bertotto, Alisson, Aránguiz, Juan, Anderson e Taiberson. (Lisandro López e Léo sofreram problemas articulares). Pois agora, para este jogo avassalador de Frederico Westphalen, Diego Aguirre ganhou mais uma rosa vermelha para seu buquê: as fibras rompidas dos músculos de Alan Costa.

Esta é nossa preparação para a Libertadores. Entrar em detalhes do jogo de ontem? Para quê?

O jogo não existiu. O Inter apenas demonstrou novamente como se vence sem jogar. Os destaques do antifutebol foram os craques Luque e Paulão. Luque demonstrou todo o seu desprezo e asco ao adversário ao escolher não jogar. Já Paulão, brindou-nos com uma colorida coleção de roscas, maus passes e hesitações. Não obstante, saímos de lá com os três pontos.

Fiel ao novo estilo colorado, Aránguiz não fez nada contra o Brasil, em Londres.

Parabéns, Diego Aguirre.

https://youtu.be/jr4qAWDB40o

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Emelec 1 x 1 Inter)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Emelec 1 x 1 Inter)
Não aguento mais ver essa merda de time jogando mal...
Não aguento mais ver essa merda de time jogando mal…

É óbvio que nós não fomos ao Equador para jogar bem, fomos especular e um ponto estaria de bom tamanho. Afinal, entramos com três zagueiros (Juan, Réver e Ernando) e três volantes (Freitas, Nilton e Aránguiz). Sobram dois laterais em crise técnica (Leo e Fabrício) e apenas duas esperanças de bom futebol (Alex e Sacha). Ou seja, era para marcar bem e jogar mal e foi o que fizemos, ao menos até a expulsão de Lastra, quando nos tornamos péssimos.

O Emelec achou um gol no primeiro tempo. Digo “achou”, porque tratou-se da única chance dos equatorianos e foi um lance bastante estranho, improvável mesmo. O jogo virou em 1 x 0 para o Emelec. No início do segundo tempo, o Emelec ficou com dez jogadores e o Inter logo empatou o jogo com Vitinho, que entrara no intervalo no lugar de Aránguiz. (Aliás, quando é que o chileno voltará da Copa do Mundo?). O incrível foi que, após o empate, começamos a tomar um baile dos dez remanescentes deles. Não conseguimos em momento nenhum ameaçar o gol de Dreer. Com onze em campo, o negócio era avançar sobre o adversário na base da troca de passes, mas como fazê-lo se não acertamos três passes consecutivos, Aguirre? E os laterais conseguiram o difícil milagre de errarem TODOS os cruzamentos. Acho que gostaram de ver o goleiro Dreer erguer os braços sozinho em sua pequena área para pegar cada um deles.

Uma coisa, Aguirre. Nosso próximo jogo na Libertadores 2015 será só no dia 16 de abril, em Santiago, contra a Universidade do Chile. Até lá, precisamos de um time mais compacto e com melhor toque de bola. É impossível continuar com esse futebol deficiente. Nossa defesa ontem foi novamente muito mal contra um time desfalcado. Não vamos longe desse jeito. Aliás, para bom entendedor, foi o que disseste ontem nas entrevistas pós-jogo. Vamos com os titulares no Gauchão ou seguirás preservando-os? Pensam que eles devam jogar e jogar. Estamos em março, o preparo físico já deve ter chegado e está na hora de eles demonstrarem a que vieram.

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 0 Aimoré)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 0 Aimoré)
Diego Aguirre: enfim, a evolução
Diego Aguirre: enfim, a evolução

Ontem, tivemos teu primeiro teste bem-sucedido, Aguirre. Não morro de amores pelo 3-5-2, mas é indiscutível que a melhora não foi causada apenas pela numerologia. O problema não era que os jogadores estivessem hostis aos números 4-5-1 ou 4-2-3-1. É que ontem houve maior harmonia e sincronismo entre os setores, é que ontem o centroavante não ficou isolado. Sasha esteve próximo de Lisandro López e diria que eles foram os melhores da partida. Com a proximidade, os erros de passe diminuíram e isso é fundamental. Sabemos que o time que tem a bola corre menos do que aquele que tem que marcar porque a perde a cada momento. Dá trabalho (e lesões musculares) fazer diminuir o tamanho do campo para o adversário.

Espero que tu pares com testes como aquele com Ernando na lateral direita — com Winck no banco — e Alan Ruschel como volante — com Bertotto no banco. Por algum motivo, as improvisações não costumam dar certo no Brasil. Se o Ernando decidiu que é zagueiro, ele já vai entrar de má vontade como lateral, louco para voltar aos braços da mamãe que o gerou zagueiro. Só um cataclismo muda uma coisa dessas. Lembre-se de que só a mãe do Jorge Henrique o fez polivalente…

Acho que vamos desse jeito aí contra o Emelec. Aliás, jogamos contra o Aimoré ensaiando para a Libertadores, senão duvido que tu colocasses 3 zagueiros e dois volantes em campo. Será uma pena se Nilmar não jogar no Equador. Uma pena que Lisandro também não possa jogar. Porque precisaremos de rapidez e Vitinho tem jogado mais para si do que para a equipe.

Em outra faixa, mas ainda nos números, digo que os alemães estão de namoro com o número sete. Alemanha 7 x 1 Brasil, Bayern 7 x 0 Barcelona, Bayern 7 x 1 Roma e, ontem, Bayern 7 x 0 Shaktar Donetsk. Para nos encontrarmos com eles, só numa final de Mundial… Melhor assim.

Com vocês, nossa realidade: Inter 3 x 0 Aimoré.

https://youtu.be/rsoOSyUCuXc

Bom dia, Diego Aguirre

Bom dia, Diego Aguirre

Meu caro Aguirre, o Gre-Nal de ontem teve seu principal fato nas arquibancadas, não em campo. Foi bonito ver o vermelho e o azul misturados nas arquibancadas. Na saída do estádio, enquanto descia a rampa, surgiu um gremista levando um menino colorado nas costas. Recebeu aplausos. Imaginem só. O Latuff, que estava comigo, fotografou. Talvez tenhamos cura.

Foto: Carlos Latuff
Um gremista tranquilo entre colorados. Imagem impossível nos duzentos (ou mais) gre-nais anteriores | Foto: Carlos Latuff

A ideia colorada da torcida mista saiu aprovada com louvor. É incrível, mas os gremistas são seres humanos que pertencem à mesma sociedade que pertencemos. Vestem-se com aquele pijama horroroso, mas são como nós. Trabalho com vários, sou amigo de muitos e até o aumento das tarifas de energia será sentido por eles. Olha só que linda estava a torcida mista.

Foto: Carlos Latuff
A torcida mista | Foto: Carlos Latuff

Em campo, o Gre-Nal foi entre os reservas do Inter e os titulares do Grêmio. Jogo trancado, de pouca emoção. Nosso time reserva é um total desentrosamento, Aguirre. Isso só aumenta quanto jogadores que aspiram vaga no time titular tentam resolver tudo sozinhos, casos de Valdívia, Anderson e Vitinho. Nilmar esteve mal, mas há que considerar sua solidão entre os zagueiros tricolores.

Num time bagunçado, a gente mal consegue analisar as individualidades. Nico Freitas é um achado teu, Aguirre. O uruguaio joga demais e acabará empurrando algum Nilton ou um dos armadores para fora do time. Alisson Farias entrou muito bem. Géferson parece ser bem melhor do que o famigerado Alan Ruschel. Rodrigo Dourado é outro bom jogador e Luque aprontou algumas com sua velocidade.

Mas foi uma partida jogada por nossos reservas. Não dá para criar teses. O Gre-Nal serviu para um público de 30 mil pessoas ver que colorados e gremistas podem conviver civilizadamente mesmo num ambiente de disputa. O jogo em si será esquecido. A torcida mista e sua lição, não. Ao menos é o que espero.

Foto: Tales Venâncio
Imagem fófis da tarde: os sulvinteumenses Carlos Latuff, Milton Ribeiro, Igor Natusch, Caio Venâncio e Filipe Castilhos | Foto: Tales Venâncio

Bom dia, Diego Aguirre / Péssima noite, EPTC (veja os gols da vitória colorada)

Bom dia, Diego Aguirre / Péssima noite, EPTC (veja os gols da vitória colorada)
Se Sasha faz esse gol... | Foto: Alexandre Lops no site do Inter
Se Sasha faz esse gol… | Foto: Alexandre Lops no site do Inter

Quando saí de casa para o estádio, pensava em pegar um T5 até as proximidades do Beira-Rio. Moro no Bonfim. Chovia. Após ficar 30 minutos na parada, veio o T5, mas era absolutamente impossível entrar no veículo da odiosa Carris. Estava super, hiperlotado. Todos os torcedores que estavam na parada começaram a protestar e o ônibus levou alguns chutes. Não meus.

Então propus um transporte solidário pago. Juntaríamos 4 pessoas e racharíamos um táxi. Assim é nesta cidade da EPTC e do Fortunati: melhor esquecer o transporte público. Ele some quando a demanda é maior. Pulemos para o pós-jogo… Na saída do estádio, havia umas duzentas pessoas na parada da José de Alencar para pegar o famigerado T5. Adivinhem o que houve? Depois de vinte minutos, o ônibus não veio, refiz o esquema e pegamos novo táxi.

Faz poucos anos, havia filas de T5 para pegar os torcedores após o jogo. Dava para voltar sentado para casa, ouvindo as entrevistas coletivas. Mas os tempos de Fortunati são tempos de merda.

Vamos para o campo. Meu caro Aguirre, foi mais ou menos, o que significa que melhorou. Apesar da escalação de Jorge Henrique — que entrou para marcar o lateral adversário e errar passes — e de momentos realmente ruins, o time demonstrou evolução e, quem sabe, futuro. Ainda temos muito desentrosamento atazanando a dinâmica. No primeiro tempo, por exemplo, impusemos total domínio e posse de bola, mas as chances de gol eram só da Universidade de Chile. Os caras cansaram de perder gols em rápidos contra-ataques. O juiz também estava engraçadinho. Sem exagero, aconteceram dois pênaltis claros a nosso favor, porém o pênalti que ele marcou favor, no final do primeiro tempo, foi muito duvidoso. Inter 1 x 0.

Voltamos muito melhor na segunda etapa. Mais elétrico e impedindo os contra-ataques chilenos, passamos ao papel da La U, isto é, perdemos gols sobre gols. Quando Alex entrou no lugar de Vitinho, a coisa virou massacre. O próprio Alex deixou Jorge Henrique na cara do gol para fazer 2 x 0.

Então, relaxamos e, bem, a Universidade não é trouxa e não apenas descontou como nos deu sustos. 2 x 1. Meio cagado, tu colocaste Nícolas Freitas no lugar de Jorge Henrique para progeger a defesa e retomar a tranquilidade perdida. Sasha fechou o placar com um golaço.

Saldo: Réver mostrou que não sairá mais do time e Nilton jogou, finalmente, uma partida parecida com as que fazia no Cruzeiro. Léo também esteve bem e Sasha foi o segundo melhor jogador da partida, logo após o sensacional D`Alessandro. (Sasha tentou uma bicicleta impossível e quase acertou. Seria um gol digno de placa e de ser colocado na abertura de todos os programas de TV que falassem de Libertadores). Alex entrou muito bem. A decepção esperada foi Jorge Henrique, errando passes e armando contra-ataques para os adversários. E o inesperado foi a má atuação de Vitinho, excessivamente individualista para o meu gosto.

Estamos em segundo lugar no Grupo 4 da Libertadores. Seria adequado VENCER o líder Emelec na próxima quarta-feira. Será que terei um T5 para ir ao Beira-Rio?

E vamos para o Gre-Nal. Com ônibus ou sem, até a pé venceremos.

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Os melhores lances começam em 1min11.
http://youtu.be/BWg6grfgrJE

Boa tarde, Diego Aguirre. Mais compostura, por favor, prefeito Fortunati

Boa tarde, Diego Aguirre. Mais compostura, por favor, prefeito Fortunati

Vou escalar o time para ti: Alisson; Léo (já que tu gostas), Ernando, Alan Costa e Fabrício; Freitas, Aránguiz, Dale e Alex; Sacha e Vitinho. E estamos conversados. Deixa o Anderson e o Réver no banco. São craques, mas estão fora de forma. Nilton também está mal fisicamente. Não é hora deles. Rafael Moura nem pensar, deixe-o afastado até do banco de reservas para não dar vontade. Sabe-se, às vezes a gente se desespera e toma decisões equivocadas. Em seu lugar, convide o Bruno Gomes para ficar no banco. Mas só o coloque se estivermos ganhando. Se a coisa estiver complicada, ponha outro, mas nunca Rafael Moura, OK?

Obrigado.

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O Grêmio anda bem divertido. Liguei o rádio ontem à noite — sempre tomo banho com o rádio ligado –, estava na hora das coletivas pós-jogo. O Felipão e o diretor Rui Costa falavam com tamanha tranquilidade que achei que o time tivesse saído vitorioso. Não, a coisa tinha sido um melancólico 0 a 0. Um mau Gauchão não dá nada, o problema é entrar assim no Brasileiro. Bá, eu gosto quando o Grêmio cai.

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Eu jamais iria assistir uma dessas brigas públicas do gênero UFC ou MMA.  Na minha opinião, trata-se de um moderno retorno às arenas, uma espécie de rinha de galos com seres humanos. Ou seja, é uma coisa de gosto pra lá de duvidoso. Sei que é polêmico, mas a maioria das pessoas que tenho como razoáveis concorda comigo. Então acho estranho que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, vá a um espetáculo violento desses como se fosse a um concerto. Ele tem um cargo importante, de certa forma, ele nos representa. E, no sábado à noite, vai ver um troglodita tentar amassar outro. Para piorar, ainda ufanou-se em seu twitter: “Porto Alegre recebe mais um grande evento internacional: baita público, gente bonita e grandes lutas”. E, como se não bastasse, foi flagrado tirando fotos da gente bonita, mais exatamente das ring girls, as meninas que anunciam os terríveis combates. A tripla baixaria está fartamente documentada.

Olha, eu acho que um sujeito que ocupa um cargo público deveria procurar ter maior cuidado. Há escolhas que uma pessoa pública deveria esconder ou praticar na intimidade.

fortuna

Acho melhor Diego Aguirre repensar seus conceitos, e imediatamente

Acho melhor Diego Aguirre repensar seus conceitos, e imediatamente
Pensa um pouco, tá?
Pensa um pouco, tá?

Se os treinamentos são cheios de ideias e imaginativos, Diego Aguirre chegou ao Internacional com um contrapeso: veio com esquema de jogo pronto na cabeça. É o esquema do qual ele gosta e que deseja aplicar à fórceps a um bom grupo de jogadores totalmente inadequado a ele. E digo mais, é um esquema inadequado à maioria dos clubes brasileiros. Começo por aí:

O 4-4-2 (ou o 4-4-1-1, com D`Alessandro de enganche): com duas linhas de quatro jogadores, faz com que os membros da linha mais à frente comportem-se ora como volantes, ora como armadores. Algum torcedor colorado consegue vislumbrar Alex, Sasha, Valdívia, Vitinho ou D`Alessandro atuando como frequentemente como volantes? Ora, Aguirre, isso não acontecerá. Simples assim. Mas há mais:

Os laterais fixos: já vi todos os esquemas de jogo darem certo no Brasil, mas ainda não vi um que mantivesse fixos os laterais. Pois talvez a maior distinção que o futebol brasileiro apresente em relação aos outros, é o fato de nossos laterais aparecerem no ataque sempre que este seja realizado pelo lado em que jogarem. Mantendo fixos os laterais, o Inter perde as melhores características do jovem Cláudio Winck, cheio de futuro, e de Fabrício.

D`Alessandro centralizado: Dale está há oito anos no Inter. É um grande jogador, é um sucesso, porém, por algum motivo, apenas mata a pau quando organiza suas jogadas a partir dos flancos, com menor marcação. Aguirre quer vê-lo centralizado. Tudo indica que não funcionará.

Paulão: alguém deveria ter avisado Aguirre que Paulão tem um posicionamento em campo que lhe é habitual e que simplesmente… Vocês viram o segundo gol do Shakhtar, o de Taison? Pois é. Ele tem o vício de ignorar o cara que poderá receber a bola. Como está beirando os trinta anos, creio que jamais aprenderá. Abel já sabia que Alan Costa era uma opção muito mais segura.

Enquanto o Inter gasta, o Grêmio imita Sartori

Enquanto o Inter gasta, o Grêmio imita Sartori

distintivo-grenalO Grêmio vai cumprindo o que prometeu ao final de 2014. Sem dinheiro, examina jogadores na base e apenas contratará sem custos. Luiz Felipe, dando uma de manager do clube, já antecipara que o ano seria dureza. A estratégia é boa para um clube meio sem grana: avalia o que tem em casa durante o Gauchão — que não vale nada — e contrata depois, apenas para aquelas posições em que o futebol do campo indicar carências reais. O torcedor vai ter de apelar para a paciência e caldo de galinha.

O time perdeu Pará, Bressan, Riveros, Zé Roberto e Dudu, gente que jogou bastante em 2014. Chegou do Bahia o desconhecido Gallardo, emprestado por um ano.

Não sei o Inter tem dinheiro ou se é louco mesmo. Sei que há uma Libertadores e a pressa para acertar o time é maior do que a do Grêmio. O time dispensou dispensáveis como Gilberto e Wellington Silva e não deixou sair ninguém de peso. Hoje, Jorge Henrique foi colocado no mercado após fazer festa durante a pré-temporada. (O cara não sabe que tem sempre gente com câmeras na mão para qualquer eventualidade?)

Para o lugar de Abel, veio o uruguaio Diego Aguirre, o que não deixa de ser uma aposta, considerando-se o péssimo histórico de treinadores estrangeiros em nosso país. Abel vinha de mal a pior e só chegou a Libertadores em repetidas golfadas de sorte. Foi trazido um lateral-direito também desconhecido, Léo, além do volante Nilton e do zagueiro Réver. A direção acena com a jovem estrela De Arrascaeta e Vitinho, outro jovem que surgiu no Botafogo e sumiu nas estepes russas.

São duas posturas totalmente diferentes, indo em direções diversas em 180º. Mas ambas são muito perigosas. Já ouvi torcedores do Grêmio se exclamarem irritados com a lista de jogadores que subiu para a pré em Gramado e colorados achando que vão ver o Real Madrid deslizando no no Beira-Rio.

Observemos.