Fotografias de Helen Levitt (1913-2009)

Helen Levitt dedicava-se às ruas de Nova Iorque. Foi uma das grandes fotógrafas do século XX.

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Helen Levitt em 1963

Helen Levitt em 1963

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O making of de uma foto familiar

Era uma festa para o Bernardo carinhosamente preparada pela Astrid Müller e o Augusto Maurer. Ele voltou da Alemanha na semana passada e vai passar uns 40 dias por aqui. Então, fomos tirar uma foto com um instrumento que minha irmã Iracema disse possuir. E ela tirou da bolsa um pau de selfie… Fomos experimentá-lo, claro.

O resultado da preparação foi esta foto com a Elena, eu, Iracema, Bernardo — que passou todo o tempo boicotando a coisa — e a Bárbara.

Elena Milton Iracema Bernardo BárbaraPor alguma razão, fomos um sucesso no Facebook… O Augusto registrou toda a preparação. Acho curiosa.

001002003004005Abaixo, o momento da foto.

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O sofrimento de ser Pablo Picasso

Brigitte Bardot visitando Pablo Picasso em 1956 em seu estúdio próximo a Cannes

Brigitte Bardot visitando Pablo Picasso em 1956 em seu estúdio próximo a Cannes

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Essa toalha na cabeça de um careca… Dá para a Mia Farrow, Frank!

Frank Sinatra

Frank Sinatra

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James Joyce e seu neto Stephen

James Joyce et son petit-fils Stephen

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James Joyce, 1938

Fotografia tirada em 1938, por Gisèle Freund, mostrando James Joyce e seu neto em Paris.

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Três fotos

Esta é minha foto preferida de infância. Meu pai escreveu atrás dela: 31 de julho de 1965. Então, era aniversário de 13 anos de minha irmã Iracema Gonçalves e eu tinha sete, quase oito anos. O filhote era o Rex, que viveu 18 anos, me suportando até meus 23 anos.

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Os dois apaixonados abaixo somos eu e minha mãe, a Dra. Maria Luiza. Como confio na minha memória, não lembro de que ano é a foto, mas acho que eu estou na faixa dos 30 e ela na dos 60, pois ela tinha exatamente 30 anos a mais do que eu.

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A terceira é de 2002, foi tirada por Bernardo Jardim Ribeiro, em pé, sobre uma cama da Pousada Don Giovanni, de Bento Gonçalves. Chovia muito, estava quase zero grau e a gente tinha que inventar coisas para passar o tempo. Essa pousada é o máximo. Indico a todos.

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Oh!

A vereadora Mônica Leal (PP) ficou irritada ao verificar que seu quadro não estava no mural das vereadoras e acusou os manifestantes de o terem roubado. No entanto, um funcionário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre a avisou que o retrato havia sido guardado por seus assessores pois estava com o vidro quebrado. A vereadora, então, solicitou ao presidente da Casa, Thiago Duarte (PDT), que fosse aberta uma queixa-crime por conta do vidro danificado.

Foto: Bruna Andrade - Jornalismo B

Texto e fotos: Bruna Andrade – Jornalismo B

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Alguns registros de Henri Cartier-Bresson na União Soviética (1954)

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A Ospa e o Grêmio

Para mim foi surpreendente; afinal, o Teatro do Sesi estava quase cheio. Havia um jogo pela Libertadores — o divertido Caracas 2 x 1 Grêmio — e, como se não bastasse, tinha o show Thick as a Brick, do Jethro Tull, no Araújo Vianna. Mas o pessoal deslocou-se até o “interior” para chegar ao Sesi e ver o concerto inaugural de 2013. Era uma cortina lírica com aberturas, árias e cenas de Giuseppe Verdi e Richard Wagner. Em 2013, ambos completam 200 anos de nascimento e devem ser figurinhas fáceis antes do ano da Copa.

Não tenho muito a dizer sobre o concerto, não sou afeiçoado ao gênero, porém é absolutamente obrigatório citar o espetacular tenor Martin Muehle. Trata-se de um cantor que não apenas é excelente, mas que também está no auge. Mesmo na ‘Cena 3 do primeiro ato da ópera “Die Walküre”’ — uma longa cena que consiste em aproximadamente 15 minutos de clímax, algo que no início é parecido com o sexo tântrico mas que logo dá sono — , o cara deu um banho. Perto do final da cena, olhei para o lado esquerdo, uma pessoa dormia; olhei para o outro lado, duas. O Martin não merecia Wagner. Será que em Bayreuth é também assim?

Eu estava sentado na poltrona A13 / 9.

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Em Caracas, falava-se em outra poltrona…

Quando saí do Concerto e liguei o celular, o Dario Bestetti já estava em chamas, mandando torpedos de “Chávez Vive!”. Logo vi que algo muito legal estava rolando em Caracas. Liguei pra ele e soube que Cris era o Bolívar careca. Caraca, vi os gols agora! A definição é mais do que exata. Claro, não assisti o jogo e tenho convicção de que o Grêmio irá se classificar em primeiro lugar em seu grupo — o Flu está muito mal e o Grêmio poderia vender saldo gols e ainda assim permanecer em vantagem — , mas perder pontos é sempre legal. O porteiro do prédio do Sul21 não me recebeu com o olho tapado em referência ao pirata Barcos, prova de que o golpe deixou-o abalado. Não lhe disse nada. Nem precisava. Todo mundo sabe da derrota e da faixa.

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Ele se supera: Serra e as fotos de campanha, as fotos de campanha e Serra

Oi, gatão, vou te comer inteirinho! (Olhem a reação da tartaruguinha).

Tão chato ser gostoso...

Urgh! Glupt! Que nojeira esses eleitores. Por que a eleição envolve eleitores, caralho?

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Você pode até não gostar de Lula, mas que foto!

Não, não sei quando foi tirada | Foto: Ricardo Stuckert. Clique para ampliar.

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Frida Kahlo

Kahlo levando a ideologia no peito

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O marinheiro e a enfermeira se reencontram 67 anos depois

É uma imagem clássica. No dia 14 de agosto de 1945, o Japão anunciou sua rendição, certamente em pânico após as bombas jogadas sobre Hiroxima e Nagasaki. Era o final da II Guerra Mundial e havia festa no Times Square de Nova Iorque. É a imagem do final da guerra: um marinheiro dando um beijo apaixonado em uma enfermeira. 67 anos depois, sem nunca ter repetido a cena, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman, ambos de 89 anos, se reuniram no local do famoso beijo.

“Era o momento. Você volta do Pacífico, e fica sabendo que a guerra terminou”, disse Mendonsa. Ele conta que tinha um encontro marcado com outra mulher chamada Rita Petry — sua esposa até hoje — no Radio City Music Hall, quando a notícia da rendição japonesa foi anunciada. Ele encontrou Rita e eles foram para um bar, beberam alguma coisa e, no caminho, Mendonsa viu uma mulher com uniforme de enfermeira. Então, deixou Rita a ver navios e correu para agarrá-la. “Era a emoção pelo final da guerra, somada ao álcool. Quando eu vi a enfermeira, saí correndo, abracei-a e a beijei.”

Greta disse: “Eu não o vi se aproximando; antes que eu percebesse, estava em seus braços”.

O que não se faz para tirar uma casquinha, né? Esse momento de alegria, oportunismo e paixão foi capturado pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, da Life. Rita Mendonsa pode ser vista sorrindo ao lado do ombro do marinheiro na clássica foto. Ela diz que não se importou com o beijo que seu namorado deu na desconhecida. Dá para notar que se trata de um ser humano altamente evoluído.

A enfermeira e o marinheiro hoje, aos 89 anos

O conquistador e sua esposa Rita: deixada subitamente por ele naquele 14 de agosto de 1945

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A mais hedionda das fotos?

O genocídio armênio ou holocausto armênio é como é chamada a matança e deportação forçada de centenas de milhares ou até de mais de um milhão de armênios que viviam no Império Otomano, com a intenção de exterminar sua presença física e cultural durante o governo dos chamados Jovens Turcos, de 1915 a 1917.

O genocídio teria inspirado Hitler no extermínio de judeus. Hitler teria dito que as pessoas esqueceriam do fato — Afinal quem fala hoje do extermínio dos armênios? O genocídio caracterizou-se pela inédita violência, além de prisões e assassinatos, houve a utilização de marchas forçadas para a deportação, o que levou milhares de armênios à morte. Foi uma política de extermínio semelhante àquela que os nazistas impuseram aos judeus e a que os judeus impõem hoje aos palestinos. Historicamente, está estabelecido que houve o genocídio, há documentação e a certeza de um plano organizado de eliminar sistematicamente os armênios. Adota-se a data de 24 de abril de 1915 como a do início do massacre, por ser a data em que dezenas de lideranças armênias foram presas e massacradas em Istambul.

O governo turco rejeita o termo genocídio e também que as mortes tenham sido intencionais. Quase cem anos depois, ainda persiste a polêmica, tanto que o Nobel Orhan Pamuk entrou em rota de colisão e passou a ser perseguido pelo governo turco e por parte da opinião pública do país ao admitir o genocídio, em entrevista concedida a uma revista suíça.

No último dia 7, o presidente francês, François Hollande, afirmou que “continua com a intenção de propor um projeto de lei para reprimir a negação do genocídio armênio”. Haveria uma pena para quem o negasse.

O Genocídio -- cena durante uma das marchas de deportação: com um pedaço de pão, um oficial turco provoca crianças armênias famintas (Clique para ampliar)

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Vertigem II

Não, não é uma montagem. É uma foto do início dos anos 30, da construção do edifício Empire State. Claro que muitos operários morriam. Dizem que centenas. Mas os construtores admitiram apenas 5 mortes. Os trabalhadores, em sua maioria emigrantes da Europa e do Canadá, não tinham qualquer equipamento de proteção, cintos, cordas, etc. A foto é de Lewis Hine.

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Flagrantes do banquete 'Eros com Joyce em Dublin', conduzido por este que vos escreve

Fotos do banquete Eros com Joyce em Dublin ocorrido na última sexta-feira no StudioClio. Abaixo, eu mostro o livro que tem um pequenino detalhe: um valioso autógrafo de James Joyce (maior na última foto), com Certificado de Autenticidade e tudo. O dono me emprestou.

Podiam ter me retalhado, mas me trataram muito bem, com elogios e coisa e tal.

Como disse lá no Clio, minha posição era perigosa, palestrando entre o Coquetel de boas-vindas (Buck Mulligan, Stephen Dedalus e Haines) e a Entrada (Pasticcio infedele alla Molly Bloom), cuja foto deixo pra vocês salivarem.

Não sei se fui interessante, ignoro os 55 monólogos interiores dos presentes, mas falei o tempo que quis. Ulisses é um livro cru, de muita exposição interior e, consequentemente, com muito sexo.

No final, uma senhora disse que ficou com vergonha de fazer perguntas a respeito em palestra tão erudita… Mas perguntou em particular! Quem pediu, obteve fazer um test drive na Baca, cuja estreia será na próxima quinta-feira.

E, abaixo, deixo para vocês olharem BEM a assinatura de James Joyce.

Dizem que o dono aceita ouvir propostas. Tô fora. Para mim, bastou OLHAR.

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Bloomsday

Sim, claro, eu sei que o Bloomsday já passou há exatamente uma semana. Eu tinha reservado as duas fotos abaixo para publicar no dia 16 de junho, mas me esqueci… Hoje, já que não consegui preparar um post devido às arrumações no blog, publico as duas fotos de Marilyn Monroe lendo Ulysses. Para minha pouca surpresa, vários blogs ingleses fizeram isto na última terça-feira. Até parece que as fotos de Eve Arnold são recentes…

O estranho é que muitos duvidam que Marilyn tenha lido Ulisses. Mais estranho ainda é que Ulisses permaneça com a aura de livro impenetrável, difícil. Há enigmas no romance? Sim, e como! Dizem que leva-se em média 100 anos para compreendê-lo inteiramente… Mas, como escreveu o Idelber:

Não se deixe levar pela fama de “difícil” do livro: poucas vezes escreveu-se coisa tão engraçada, escandalosa, divertida e sexual como Ulisses. Em cada diálogo, cada cena, cada capítulo, mil sentidos. O treco não acaba nunca.

Além do mais, a foto, de 1955, é do ano anterior em que ela casou com o dramaturgo Arthur Miller. Eles já estavam “dating”. Com ou sem Miller, Marilyn poderia ler Ulisses. Porém, como suponho que o casal falasse também de arte, fantasio que Miller tenha sugerido o livro a Marilyn. E depois sou eu o preconceituoso…

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