Dois anos e meio

Eu nunca pensei que um amor daqueles bons fosse algo espontâneo ou fácil de ocorrer, mas achei que entre nós dois haveria grandes chances. Lembro que quando anunciamos nosso “relacionamento sério” no Facebook, reclamei que a expressão correta deveria ser “relacionamento divertido”. Pois as risadas insistem conosco. Mesmo quando as circunstâncias não ajudam, arranjamos lugar para elas. E, nossa, como os problemas do mundo exterior vieram e incomodaram! Mas fomos despachando um por um. Lá no começo, a gente improvisava com poucos temas, mas hoje temos um vasto repertório que foi sendo aprendido.

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O amor é complicado porque não é só saltar em cima. Quero dizer, também é saltar em cima ou ficar por baixo, mas é também uma série de cuidados e acordos tácitos que vão facilitando seu crescimento. É ver que a vida e as escolhas do outro são tão importantes como as nossas e respeitar. É o famoso amar se aprende amando do Drummond. Para quem acha que amor apenas acontece como criacionismo, invoco Paracelso, que era moderninho já no século XVI: Quem nada conhece, nada ama. Quem nada pode fazer e nada compreende, nada vale. Mas quem observa e compreende — ama. Quanto mais conhecimento, tanto maior o amor”.

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Tudo isso parece muito científico, mas estou no trabalho e a ciência e as citações são um bom refúgio, porque a verdade é que estou começando a querer muito te beijar, Elena.

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Fotos de Augusto Maurer, pra variar

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Porque hoje é sábado, Quanto mais quente melhor

É a comédia perfeita. Tudo está no lugar: ritmo, roteiro, atores, direção, fotografia, o que vocês imaginarem. É um superclássico, nada envelheceu nele, só os carros e os telefones.

A história. Chicago, 1929. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos de jazz desempregados. Estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas Sweet Sue e suas Sincopadoras. Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. Eles conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.

Perdidas na rede, encontrei 36 fotos raras obtidas no set de filmagem e decidi fazer um PHES especial com elas. Espero que gostem.
Some Like It Hot color (1)

Some Like It Hot color (2)

Some Like It Hot color (3)

Some Like It Hot color (4)

Some Like It Hot color (5)

Some Like It Hot color (6)

Some Like It Hot color (7)

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O making of de uma foto familiar

Era uma festa para o Bernardo carinhosamente preparada pela Astrid Müller e o Augusto Maurer. Ele voltou da Alemanha na semana passada e vai passar uns 40 dias por aqui. Então, fomos tirar uma foto com um instrumento que minha irmã Iracema disse possuir. E ela tirou da bolsa um pau de selfie… Fomos experimentá-lo, claro.

O resultado da preparação foi esta foto com a Elena, eu, Iracema, Bernardo — que passou todo o tempo boicotando a coisa — e a Bárbara.

Elena Milton Iracema Bernardo BárbaraPor alguma razão, fomos um sucesso no Facebook… O Augusto registrou toda a preparação. Acho curiosa.

001002003004005Abaixo, o momento da foto.

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Em Potosí, Bolívia, a ascensão e a agonia da mina que enriqueceu a Espanha

A cidade de Potosí com o Cerro Rico ao fundo | Foto: http://www.boliviaturismo.com.bo/

A riqueza de Potosí já foi tão grande que, no Quixote, Miguel de Cervantes criou a expressão “vale um Potosí”, o que significava algo que valia uma fortuna. A cidade boliviana de Potosí foi fundada em 1545 e, 50 anos depois, era a maior produtora de prata do mundo. Em 1611, época do Quixote, tinha aproximadamente 150 mil habitantes, tornando-se a segunda cidade mais populosa do mundo — só Paris tinha população maior — e uma das mais ricas, devido à exploração da prata enviada à Espanha. De navio, pelo Pacífico e pelo Atlântico, a Carrera de Indias, transportava uma parte importante da economia espanhola. Ela era feita de forma regular, por percursos bem definidos e monitorados por comboios armados contra a pirataria.

Em 1825, a maior parte da prata já se tinha esgotado e a população caíra para 8 mil habitantes. Atualmente, segundo o censo de 2009, Potosí possui 195 mil habitantes. Localizada a 4,1 mil metros de altura, é uma das cidades mais altas do mundo.

Há dúvidas sobre quem descobriu a prata de Potosí (que significa explosão), se os incas ou os espanhóis. Uma lenda que diz que uma divindade, com um estrondo e uma voz vinda do céu, aconselhou os incas a não retirarem a prata dali. Com ou sem lenda, o certo é que eles tinham conhecimento do metal da montanha, mas não o retiravam. Já os espanhóis não ouviram os céus e o levaram em quantidades pantagruélicas, contando com a “ajuda” de escravos incas.

Um número incalculável deles morreu durante a exploração, devido às condições de trabalho e aos mais diferentes acidentes, como soterramentos e quedas de grandes alturas, além da fome e das epidemias. As rebeliões eram contidas com violência. Eram milhares de homens quem em média, trabalhavam dezesseis horas diárias, cavando túneis e extraindo o metal. A pouca luz era garantida pela graxa de lhama que era queimada. Como se não bastasse, os trabalhadores moravam na mina por um período médio de quatro meses, com duas ou três saídas a fim de ver a luz do sol, o que muitas vezes acabava por cegá-los após o longo período de escuridão.

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Era la mita, um sistema de trabalho implantado pelos espanhóis na região andina. Cada grupo indígena emprestava à coroa um número determinado de trabalhadores durante vários meses. Estes eram convocados em seus locais de origem para realizarem trabalhos em quaisquer outras regiões. Era um trabalho obrigatório para aqueles que tinham entre 18 e 50 anos. Eles eram divididos: uns iam para a agricultura, outros para a construção de igrejas ou casas, outros atendiam às mais diversas atividades. Os mais azarados acabavam nas minas.

Dentro delas, muitos índios morriam de desnutrição. O trabalho era quase uma condenação à morte. Eles praticamente não se alimentavam. A dieta era formada pelo pão torrado que traziam protegido e que durava pouco, a bebida era a chincha — uma bebida típica andina, mistura de milho mascado, funcho, canela, pimenta e frutas cítricas, com variações — , mas o mais importante era a coca que mascavam com a finalidade de não sentir fome e perder a noção do tempo. A mínima ingestão de alimentos tinha um ganho secundário para a mina: os mineiros defecavam pouco e, assim, não contaminavam demasiadamente o solo. Era inútil levar outros alimentos; eles se estragavam naquele ambiente sob a ação do arsênico, do enxofre e do chumbo que também afetavam a saúde dos índios.

Trabalhador com folhas de coca na boca. Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Cerro Rico

O Cerro Rico, em quíchua Sumaq Urqu (“serra bonita”), é uma das principais montanhas de Potosí. É famosa desde o período colonial, quando possuía as veias de prata mais importantes do mundo. Tem uma altitude aproximada de 4.800 metros. Atualmente, a maior mina de seu interior, a Pailaviri, pode ser visitada. Ela está ainda ativa. É dividida em 17 níveis, aos quais se pode chegar por meio de um elevador que desce a 240 m de profundidade. A diferença da temperatura exterior e interior pode variar 40 graus centígrados.

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Próximo à entrada da mina, encontra-se o “Tio”, representação do demônio (ou deus) proprietário do conteúdo das minas, a quem se faz oferendas — folha de coca, bebidas alcoólicas, fetos de lhamas — antes de procurar o metal. Ele garantiria também a integridade física dos mineiros. O Pailaviri funciona continuamente desde 1545 e é a mina mais antiga de uma cidade que ainda tem na mineração sua atividade econômica mais importante da região.

O Tio das Minas | Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Pela rota que leva à mina do Cerro Rico, em Potosí, vê-se barracas onde são vendidas sopas para o café da manhã, as calapurcas, além de cigarros, folhas de coca e dinamite. A exploração indiscriminada feita há séculos deixou a montanha cheia de crateras. Hoje, a umidade penetra pelas rachaduras. São 619 galerias e 285 minas ainda ativas que vão matando a montanha. A força de trabalho de aproximadamente 15 mil homens está dividida entre cooperativas, autônomos e a empresa mineira Manquiri, de capital canadense.

Erosão e meio ambiente

Há cooperativas sem engenheiros trabalhando diariamente com dinamite. Com tão poucos cuidados, os acidentes vão ocorrendo à revelia do Tio da Mina. Cerro Rico é hoje também um problema ambiental. Pelas fissuras, o chumbo e o arsênico que saem da montanha vai para o rio Pilcomayo até a Argentina. A contaminação torna impossível a agricultura naregião. Pelo caminho, há relatos de várias doenças, algumas apenas diarréicas, outras de câncer e má formação de fetos.

Em 1987, o Cerro recebeu o título de Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade da Unesco porém, caso perca seu formato cônico, deixará de sê-lo. Os mineiros pensam que, em cem anos, o formato original só possa ser visto em fotos e no brasão boliviano. A degradação do local é gravíssima. Durantes os últimos anos, o Cerro foi uma das grandes preocupações para os potosinos, em especial para os mineiros, que correm constante perigo diante dos desmoronamentos de terra. No ano passado, houve grandes desmoronamentos sem vítimas, pois ocorreram em galerias desativadas. A erosão foi causada pela extração mineira, que continua até hoje com as mesmas técnicas desde os tempos da dominação colonial espanhola.

Os bolivianos são um povo cordial. Eles parecem pedir desculpas mesmo quando falam sobre a exploração de seu subsolo em benefício de uns poucos estrangeiros. E hoje, observam o começo do fim de um local que foi o palco de muitas mortes, mas que sustentou a região. O prognóstico para Cerro Rico é o de que se torne uma bonita, estranha e perigosa ruína.

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Mais fotos:

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Publicado anteriormente no Sul21

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100 câmeras fotográficas foram entregues a mendigos de Londres, veja o resultado

Fonte: followthecolours

Em julho deste ano, o Cafe Art, um projeto que permite que os sem-teto se expressem através da arte no Reino Unido, deu 100 câmeras fotográficas descartáveis para alguns moradores de rua de Londres. O treinamento básico foi dado pela Royal Photographic Society, e em seguida, os novos donos das câmeras foram convidados para tirar fotos com o tema “Minha Londres.”

Oitenta das cem câmeras foram devolvidas e cerca de 2.500 fotos foram reveladas. As melhores vinte foram escolhidas por especialistas da Fujifilm e outros jurados, que resolveram lançar uma campanha no Kickstarter para transformar algumas dessas imagens em um calendário de 2016. O resultado final foi excelente.

“Todo o dinheiro arrecadado vai para o projeto”, disse o responsável pelo Cafe Art, “tanto para pagar a impressão das fotografias ou dos calendário, para a compra de materiais de arte para os grupos que não tem moradia, além de ajudarmos essas pessoas a participarem de outros cursos de arte”. Confira:

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Porque hoje é sábado… Beijos

Em meu micro, há coisas muitas estranhas sob o diretório “Images”.

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Lá, encontra-se um diretório chamado “Beijos”.

(Há também um diretório chamado Pq Hj é Sáb).

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Ao lado dos Cartier-Bresson, Doisneau, Leibovitz, há fotos de cuja autoria nem imagino.

Observando seu conteúdo, descubro que adoro imagens de amantes beijando-se.

'O Beijo do Hotel de Ville', 1950

Sempre tive pequenas e grandes diferenças em relação às tias moralistas da família.

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Uma delas — e uma bem pequena — era aquela que proibia exibições públicas de carinho.

Nunca entendi porque era horrível dar longos beijos na rua, …

… principalmente pelo fato de adorar ver tais cenas.

Como tenho inato espírito de oposição, logo vi que me agradava proporcionar tais cenas.

Mesmo que algumas gurias simplesmente detestassem,

as pequenas transgressões sempre me fascinaram.

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E, ademais, elas nunca ultrapassaram os limites das novelas das seis.

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Porque hoje é sábado, as meninas e as velhinhas de Azul é a cor mais quente

Texto de Débora Fogliatto
Especial para o PHES

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Entrei no cinema com medo de estar atrasada para a última sessão do dia de Azul é a cor mais quente na segunda-feira. Eu, minha irmã e uma amiga entramos quase correndo na sala e nos acomodamos na penúltima fileira. Além de nós, havia cerca de mais dez pessoas na Sala 1 do GNC Cinemas, no shopping Moinhos de Vento.

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Bem ao lado da minha irmã, duas senhoras, uma de no mínimo 60 anos e a outra, 70. Chamou-nos a atenção a presença das duas, pois sabíamos do caráter lésbico e de certa forma erótico do filme. Logo começamos a confabular se seriam um casal, mas não parecia ser o caso.

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Logo no início do filme, a personagem principal, uma garota de 15 anos (interpretada pela atriz Adèle Exarchopoulos, de 20), protagoniza uma cena de sexo com um rapaz do colégio. Neste momento, a senhora mais velha se inclinou para frente na cadeira e, olhando para os lados de olhos arregalados, exclamou:

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Ainda em Bombinhas, Jack Vettriano, duas cervejas, quatro poemas e um ogro

Ontem foi um dia perfeito. Sono esticado pela manhã; mar calmo, limpo e lindo, permitindo o namoro dos casais entre ondas que se sucediam como carícias; depois, um belo jantar em nossa varanda, seguido de longo passeio. Um dia amoroso. Tudo isso para comemorar nosso um ano e cinco meses de namoro. Pois, sim, comemoramos mensalmente, ora.

Em meio a isso, numa navegada pela internet, uma tia da Elena postou numa espécie de facebook russo uma série de gravuras do escocês Jack Vettriano, que tem como pano de fundo o mar. Isso justo quando estamos no litoral tirando fotos profundamente amadoras como as de anteontem, com a Elena e eu à beira d`água.

Abaixo, duas imagens de Vettriano e nossas fotos fora de foco, já um pouco tristes porque vamos embora na quinta-feira e aqui estava — puxa, e ainda está — muito bom.

Jack Vettriano - The_Singing_Butler__finished

Jack Vettriano - In Conversation

Abaixo, ontem à noite, eu bebia uma Baden Baden Golden, enquanto a Elena por companheirismo, bebia cerveja sem álcool só para me acompanhar. E sem vodka, amigos.

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Depois as fotos fora de foco, mas das quais gosto muito. É claro que a última foto é uma brincadeira, creiam, mas que revela uma tendência de 2015.

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Série de fotos de Joseph Szabo mostra como era ser jovem nos anos 70

Nasci em 1957. Então estas fotos me parecem muitos íntimas e conhecidas. São fotos norte-americanas, mas poderiam ter sido tiradas aqui.

todas as fotos © Joseph Szabo
via hypeness

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Genocídio armênio

E é negado até hoje pela Turquia…

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A Sala Sinfônica da Ospa, ontem, 05/11/2014, às 16h

Pedi para o repórter fotográfico do Sul21, Ramiro Furquim, que, quando tivesse tempo, desse uma passadinha pelas obras da nova Sala Sinfônica da Ospa. Ele foi visitá-la ontem. Os moradores que aparecem nas fotos estão do lado de fora do espaço. Dentro, uma obra paralisada, árvores e grama. Ninguém estava trabalhando. O zelador disse que a obra estava embargada.

Isto não é uma reportagem. É um post de um blog que documenta a situação atual.

.oOo.

Acabo de receber o seguinte comentário, vindo do leitor Paulo Augusto (@pacdesouza):

O GOVERNO INFORMA
Atualizado em 09 SET, 2014
Foram encontradas divergências entre o que foi executado e o que estava previsto no projeto estrutural da obra. Em virtude dessa situação, a concretagem dos elementos estruturais não foi autorizada. A Simon Engenharia, empresa responsável pelo projeto estrutural, elaborou uma proposta técnica, com o objetivo de apresentar as soluções para as discrepâncias encontradas no levantamento topográfico. A previsão de conclusão dos serviços de reforço estrutural é até o dia 19/09.

Por Ramiro Furquim/Sul21

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Por Ramiro Furquim/Sul21

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Fotos inusitadas de Dmitri Shostakovich, inclusive com поросёнок

A partir de 1936, a vida de Shostakovich foi num embate desigual contra o leviatã soviético. De saúde frágil, o compositor fazia parte de um grupo de artistas cada vez mais raro: o dos provocadores. Porém, quando digo provocadores, falo em artistas com substância e consequência. Mesmo que sofresse pessoalmente, prevendo a morte ou o desaparecimento, mesmo doente e sabendo que seria censurado, seguia cutucando os burocratas do governo com um sarcasmo que até hoje deixa deliciados seus admiradores. Foi um artista que, além disso, soube equilibrar-se entre a extrema sofisticação e a comunicação com o público numa época em que boa parte de seus pares andava perdido num experimentalismo que hoje quase não é mais ouvido. Contrariamente, Shostakovich está cada vez mais vivo e presente nos repertórios das mais importantes salas de concertos. O conteúdo humano e a profundidade de suas composições dizem muito ao século XXI.

Hoje, neste sábado arrancado de uma sequência de dias cansativamente trabalhados, resolvi procurar fotos alegres ou curiosas de Dmitri. Não há muitas, mas fiquei satisfeito com o que colhi.

Feliz, todo bobo

Feliz, todo bobo aos 20 anos, após a estreia de sua 1ª Sinfonia

Com cara de pintor

Com cara de pintor

Com a filha Galina e uns поросёнок

Em 1936, aos 30 anos, com a filha Galina e uns поросёнок

Com um поросёнок nas mãos

Com um поросёнок nas mãos

Durante um jogo de cartas com os filhos

Durante um jogo de cartas com os filhos

Jogando tênis!

Jogando tênis!

Bilhar...

Bilhar…

Como bombeiro, durante a Segunda Guerra Mundial

Como bombeiro, durante a Segunda Guerra Mundial

Assistindo a um jogo de futebol com amigos, seu time era...

Assistindo a um jogo de futebol com amigos, seu time era…

... o Zenit.

… o Zenit.

Foto logo após o segundo casamento, com Margarita Kainova. Durou pouco.

Foto logo após o segundo casamento, com Margarita Kainova. Durou pouco. Ele logo casaria novamente.

De pijama, jogando paciência

De pijama, jogando paciência

De pijamas, foto repassada por Vinícius Flores

Mais uma! De pijamas, foto repassada por Vinícius Flores

P.S. — Ah, o motivo do поросёнок.

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Fotos do “making of” da capa de Sgt. Pepper´s, dos Beatles

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o oitavo álbum de estúdio dos Beatles. Lançado em 1º de junho de 1967, tornou-se um imediato sucesso comercial e de crítica, passando 22 semanas no topo da parada de álbuns no Reino Unido e 15 semanas nos Estados Unidos. Alguns pensam que foi o melhor álbum de rock de todos os tempos.

A capa recebeu todos os prêmios possíveis a este item. Ela foi projetada pelos artistas pop Peter Blake e Jann Haworth a partir de um desenho de Paul McCartney. O diretor artístico foi Robert Fraser e o fotógrafo, Michael Cooper. Os Beatles aparecem em ridículos trajes militares com um grupo de recortes de papelão de pessoas famosas em tamanho natural. O quarteto fica no centro, em pé, atrás de um tambor, no qual o artista Joe Ephgrave pintou as palavras do título do álbum. Na frente, há um arranjo de flores com o nome do grupo. Os uniformes de cetim de estilo militar foram fabricados por M. Berman Ltd, de Londres. As letras do álbum estão integralmente na contracapa. Na parte interna (última imagem deste post), há uma foto grande com um close dos meninos.

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Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (3)

inkpots

george

Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (6)

hitler

ringo and john

Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (9)

Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (10)

Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (11)

Making The Cover for Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (12)

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Porque às vezes parece que os EUA ganharam heroicamente a guerra do Vietnam…

… quando, na verdade, perderam-na. Abaixo, algumas imagens da guerra.

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Vietnam War Viet Cong Dead

Vietnam 3

Vietnam 4

Vietnam 5

Vietnam 6

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Hitler de shortinho

O Führer proibiu estas imagens — e várias outras feitas por seu fotógrafo pessoal no final da década de 20 — dizendo que elas estão “abaixo de sua dignidade”. Já que ele achava isto, publico-as com algum atraso, mas ainda com gosto.

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Assistindo a um Teatro de Marionetes em 1963

Fotos de Alfred Eisenstaedt, tiradas na França.

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Coisas que o Bernardo esquece num reles pen drive

Sei, fotógrafos tiram muitas fotografias. Então, eu olho o conteúdo de um velho pen drive e encontro uma série de ótimas fotos do meu filho Bernardo Jardim Ribeiro, todas do Lado B do Centro de Porto Alegre.

Há mais, sobre outros temas, mostro pra vocês qualquer dia desses.

Para vê-las em tamanho maior, basta clicar sobre cada uma delas.

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Três fotos

Esta é minha foto preferida de infância. Meu pai escreveu atrás dela: 31 de julho de 1965. Então, era aniversário de 13 anos de minha irmã Iracema Gonçalves e eu tinha sete, quase oito anos. O filhote era o Rex, que viveu 18 anos, me suportando até meus 23 anos.

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Os dois apaixonados abaixo somos eu e minha mãe, a Dra. Maria Luiza. Como confio na minha memória, não lembro de que ano é a foto, mas acho que eu estou na faixa dos 30 e ela na dos 60, pois ela tinha exatamente 30 anos a mais do que eu.

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A terceira é de 2002, foi tirada por Bernardo Jardim Ribeiro, em pé, sobre uma cama da Pousada Don Giovanni, de Bento Gonçalves. Chovia muito, estava quase zero grau e a gente tinha que inventar coisas para passar o tempo. Essa pousada é o máximo. Indico a todos.

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Porque hoje é sábado, assista a um Grande Clássico com Milton Ribeiro

Milton Ribeiro faz tudo por você. Primeiro, ele mostra o cartaz do filme.

Sim, Janela Indiscreta! Então, ele pega sua mão, você entra e… Silêncio, vai começar!

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L.B. “Jeff” Jeffries: I get myself half killed for you and you reward me by stealing my assignments.

Gunderson: I didn’t ask you to stand in the middle of that automobile racetrack.

Tradução: L.B. “Jeff” Jeffries: Eu me peguei metade morto e ganhei de prêmio um pé quebrado, porra. Gunderson: Eu não perguntei se tu precisavas ficar no meio da pista bem na frente do automóvel.

rear02

Gunderson: It’s about time you got married, before you turn into a lonesome and bitter old man. Jeff: Yeah, can’t you just see me, rushing home to a hot apartment to listen to the automatic laundry and the electric dishwasher and the garbage disposal and the nagging wife… Gunderson: Jeff, wives don’t nag anymore. They discuss. Jeff: Oh, is that so, is that so? Well, maybe in the high-rent district they discuss. In my neighborhood they still nag.

Tradução: Gunderson: É sobre o tempo que não comes ninguém, quem não come ninguém acaba como o Reinaldo Azevedo. Jeff: Sim, como você e os justos da veja. Não quero que minha libido ouça a Grace Kelly dizer automaticamente “Querido, leva o lixo na rua?”. Gunderson: Mulheres não discutem, elas mandam, porra. Jeff: E se tomam uma porrada a discussão acaba com eles na Delegacia da Mulher. E na minha vizinhança ainda, né?

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Jeff’s rear window characters:

Tradução: Os caracteres da janela do Windows de Jeff:

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Miss Torso, the ballet dancer

Tradução: Uma dançarina gostosa que vai se apaixonar por um baixinho.

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Mr. Lars Thorwald and his nagging wife

Tradução: O vizinho assassino com a esposa entrevada, né?

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the newly-wed… all of which comment on Jeff-Lisa relationship or reflect its possible future

Tradução: Os recém-casados fofos… Que ficarão todo o tempo fazendo aquilo que Lisa (Grace Kelly) quer fazer com Jeff (James Stewart), apesar de ele só quer saber de fotografia e de coçar o pé.

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Stella: Look, Mr. Jeffries, I’m not an educated woman, but I can tell you one thing. When a man and woman see each other and like each other, they oughta come together–wham!–like a couple of taxis on Broadway, and not sit around analyzing each other like two specimens in a bottle. Jeff: There’s an intelligent way to approach marriage. Stella: Intelligence! Nothing has caused the human race so much touble as intelligence. Ha, modern marriage! Jeff: Now we’ve progressed emotionally. Stella: Baloney! Once, it was see somebody, get excited, get married. Now, it’s read a lot of books, fence with a lot of four-syllable words, psychoanalyze each other until you can’t tell the difference between a petting party and a civil service exam.

Tradução: — Eu não sou educada, por isso quero ver sexo neste filme e não masturbações sobre vizinhos. — O casamento é um jeito inteligente de acabar com o sexo. — Inteligência. Os sionistas são mais educados e inteligentes e olha o que eles fazem na Palestina. — Eles são mais desenvolvidos. — Por isso que fodem com os coitados. Ficam excitados. Depois vão para um psicanalista ou um rabino e não sabem mais a diferença entre uma exposição de filhotes e um exame para entrar a serviço do exército.

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Lisa…

Tradução: Que fotografia, que nada…

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Carol…

Tradução: Quero é te lamber inteirinho…

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Um Mercado Público sem fiscalização a 30 metros da Prefeitura

“Para Fortunati, Porto Alegre não está preparada para combater grandes incêndios”. OK. E a Prefeitura de Porto Alegre está preparada para fiscalizar obras a 30 metros de distância da prefeitura em um prédio, sob sua responsabilidade e sem PPCI há seis anos? Roto falando do esfarrapado?

Fernando Guimarães, no Facebook

Ontem, o Mercado Público de Porto Alegre foi atingido por um incêndio. Desde a minha infância, época em que ele estava mais para um pardieiro, sou usuário do local. A Banca 40, a salada de fruta com nata, o Gambrinus, o Sayuri que eu e minha filha adoramos, as iguarias daquela banca dos vinhos que sempre esqueço o nome — mas nunca de ir lá –, o Café do Mercado, a Tainha na Telha, mais um monte de cafés no lado de fora, as rações para animais, os peixes, a Japesca, sua temaqueria, as casas de religiões africanas, os chás, as ervas, tudo está lá reunido. Difícil sair do Mercado de mãos vazias ou sem algo no bucho.

Também é um local popular, cercado de terminais de ônibus, bem no centro de Porto Alegre. E bem ao lado da prefeitura. Então, bem ao lado da prefeitura, repito, no Centro Histórico de Porto Alegre, tínhamos um prédio histórico e útil, querido da cidade e muito frequentado. Só que o Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) do Mercado Público estava vencido há seis anos, há uma gestão e meia. E muita gente devia saber. Faz um mês a Band avisou que os extintores de incêndio, por exemplo, estavam sem vistoria de segurança há pelo menos dez meses e que a prefeitura voltava a prometer uma inspeção. Ontem, pouco adiantariam os extintores internos, mas e o PPCI? Será que a Kiss não funcionou como lição?

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