Bom dia, Renato! (com os principais lances de Atlético-MG 4 x 3 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Como foi o fim de semana no Rio de Janeiro? Estava boa a praia de Ipanema? E o futevôlei? Merecido descanso depois desse baita ano de trabalho e conquistas. Agora é pensar no embarque para Abu Dhabi, né?! Lamentavelmente, perdemos o Arthur. Dizem que Geromel também virou dúvidas e não se sabe ainda ao certo as condições em que Maicon voltará.

Foto: gremio.net

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Não que eu tenha a ilusão de que, passando pela semifinal, vamos propor nosso jogo contra o Real Madrid. Foi provavelmente no início do milênio que se viu um sul-americano  encarar um milionário europeu de igual para igual (aquele lendário Boca Juniors de Riquelme e Palermo, que ganhou três Libertadores em quatro edições, dois mundiais em três), sem jogar por uma bola. Mas divago!

Alheio a tudo isso, ontem foi o dia da última rodada do Brasileirão, Renato. Fomos a Belo Horizonte encarar o Atlético Mineiro, com nossa terceira equipe. A torcida do Galo, que sempre nos recebe com muita cordialidade e amizade, se fez presente no estádio, para assistir a um grande jogo, disputado do início ao fim, com sete gols e direito até a um apagão dos refletores, lembrando aquele futebol-raiz dos anos 90 de que tanto se fala saudosamente.

Entretanto, numa coisa os atleticanos irão concordar comigo: o time deles, por tudo que fez nos últimos anos e pelo elenco que montou para essa temporada, foi uma das grandes decepções de 2017. Não era para uma equipe que deveria ter brigado pelo título terminar o campeonato em nono lugar e ainda depender do resultado da final da Copa Sul-Americana para ir à Libertadores de 2018. Mas nossa gurizada, que não tem nada a ver com isso, foi lá e fez bonito, apesar de não ter saído com a vitória.

Mesmo com o resultado desfavorável, Renato, valeu a pena para nós, ainda de ressaca pelas comemorações do Tri da América, vermos o chamado “time de transição” mostrar o padrão de jogo e o toque de bola de qualidade do futebol que nos conduziu de volta à nossa alegria. Ainda que um tanto “crus”, pela idade, é bom ver Jean Pyerre, Pepê e outros nos mostrando que a base vem forte, sendo capaz de fazer frente a um Galo, em pleno Independência, que conta com muitos jogadores experientes e de renome internacional.

Agora, lembra que eu disse há algumas semanas que ainda conversaríamos sobre o Brasileirão 2017, Renato?! Então… Chegamos ao final com 63 pontos, num quarto lugar que não reflete a nossa campanha (por três momentos ontem, o vice-campeonato esteve em nossas mãos). O Corinthians foi campeão com 73 pontos. E não é preciso muito esforço para lembrar de 11 ou 12 pontos perdidos pelo time reserva ou “de transição”).

O fato é que o Grêmio foi muito criticado por ter deixado o campeonato nacional em segundo plano ainda lá no seu início. A imprensa e torcedores dos mais diversos clubes muito bateram na tecla de que teríamos plenas condições de ter disputado esse título também. Eu não julgo nem reclamo. Claro, acaso não tivéssemos ganhado a Libertadores, haveria uma inundação de críticas. Felizmente, o desfecho foi de muita comemoração para nós.

Quando a CONMEBOL e a CBF fecharam o calendário deste ano, uma coisa ficou claro (para qualquer um que entenda um pouco de futebol): não há time brasileiro com elenco para disputar as três principais competições – Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Não, não há! Porque toda comparação com os grandes europeus que disputam o triplete sem poupar jogadores ignora o abismo que existe entre nós e eles hoje. O mesmo que eu mencionei antes, pensando no possível confronto com o Real Madrid.

E não apenas é apenas uma questão de dinheiro. Toda a organização do futebol europeu já passa pela ideia de sincronia entre suas competições nacionais. Nenhum país do Velho Mundo possui campeonatos estaduais (para lembrar que o Brasil sozinho é do tamanho da Europa), e, se não me engano, somente a Inglaterra possui mais de duas competições (a liga e duas copas). Isso sem nem falar na questão da infraestrutura, que traspassa o mundo do futebol.

Quando algum “especialista” enche a boca para falar que o Barcelona jogou em Bilbao no domingo, pelo campeonato nacional, e, na quarta-feira seguinte, entrou em campo em Milão, pela Liga dos Campeões, com o mesmo time, eu penso como que ele pode ignorar que a ida e a volta dessas duas viagens somadas são mais curtas do que um trecho da que o Grêmio faz quando vai ao Recife. E nem comparemos os sistemas de transporte, por favor.

Renato, tu, que és técnico, sabes o quanto um dia de treino faz diferença. Uma viagem a Guayaquil, a Caracas ou a Medellín significa uma semana perdida somente em torno desse confronto. Essa é a Libertadores e a realidade latino-americana (e olha que os mexicanos nem disputam mais a Copa). A direção também sabia disso. A opção feita foi pelo título continental. E o outro torneio que poderia ser beliscado seria a Copa do Brasil (infelizmente não deu, apesar da boa campanha).

O Corinthians de Fabio Carille, que não tinha nada a ver com isso, fez por onde merecer o título. Realizou o melhor turno da história dos pontos corridos, administrou a grande vantagem e, quando decaiu, soube se mobilizar para assegurar o caneco. Ainda assim, lamentamos que esses 11 pontos que nos distanciaram, ao pensarmos naqueles perdidos de forma boba pelo próprio time titular ou nas tantas partidas em que jogamos com os reservas (que nunca haviam feito uma partida como a de ontem).

Poderíamos ter disputado o Brasileirão do início ao fim e vencido? Até poderíamos! Mas também poderia ter significado um ano sem conquistas, apesar do bom futebol construído e toda expectativa criada. 2017 já valeu pelo Tricampeonato da Copa Libertadores, por termos mostrado que resgatamos e honramos a nossa tradição copeira. E ainda não acabou! Que venha mais!

Até o Mundial!

Saudações TRIcolores!

E segue o baile…

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Bom dia, Renato (com os principais lances de Grêmio 1 x 0 Lanús)

Texto de Samuel Sganzerla

E bom dia também, drone que nos observa!

Sabe, Renato, o futebol tem dessas coisas fantásticas. Ontem, dava para sentir que Porto Alegre PULSAVA. Havia uma aura mística pairando nos ares da cidade. Uma massa ensandecida de gremistas não apenas lotava a Arena, mas se fazia presente em cada canto. Uma loucura que só uma final de Copa Libertadores pode nos proporcionar.

Foto: gremio.net

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O primeiro passo foi dado, Renato, ainda que timidamente. Ontem à noite, a imprensa gaúcha descobriu o que eu e tu já sabíamos: o Lanús não chegou até aqui de graça. Passei o dia ouvindo a programação esportiva, e o que não faltou foram “especialistas” colocando a taça na mão do Grêmio antes da bola rolar. Como tenho pavor disso, usei minhas redes sociais para pedir educadamente que todos eles introduzissem suas opiniões onde bem entendessem.

Porque no futebol não existe jogo jogado, Renato. É o esporte mais popular do mundo justamente porque é o único que proporciona que um time de bairro possa encarar um gigante tradicional de igual para igual. Surpreende-me que esqueçam disso. Nós, pelo menos, não esquecemos. Pois ficou claro, em campo, que o Grêmio respeita o Lanús. Procuramos nos impor, mas sabendo que do perigo que os argentinos podem proporcionar.

Quando a bola rolou, logo quisemos buscar nosso jogo embasado no toque de bola. Só que, do outro lado, tem uma das equipes mais bem treinadas que eu vi na história recente da América do Sul. O posicionamento e a saída de bola do Lanús são taticamente impecáveis, até bastante inovadores. Quem achava que o Granate era apenas superação, por conta da grande virada para cima do River Plate, na semifinal, surpreendeu-se.

Entretanto, parece que essa gente toda que ou quis comemorar antecipadamente, ou quis fazer uma espécie de ZICA REVERSA esqueceu o que aconteceu nas últimas edições da Libertadores. Fazia quatro anos que um clube brasileiro não chegava à final da competição. Sem contar nas tantas eliminações inesperadas que os grandes do futebol tupiniquim sofreram. Não sei se pensam que só a grife e a gigantesca sala de troféus de um Boca Juniors ou de um Peñarol da vida entram em campo. Mas a soberba do futebol nacional custou muito caro a seus clubes. E muitos não aprenderam.

Eu e tu, por outro lado, sabíamos que não tinha jogo fácil. Nunca é. Ali joga um campeão argentino. E isso é muita coisa! A gente buscou se impor em campo, valendo-se da força da nossa casa. No início, quase sem nenhum efeito, é verdade. Até o Lanús começou a gostar do jogo, levando à nossa meta o perigo que não oferecemos. Mais uma vez, Marcelo Grohe (que um dia me perdoará por toda a corneta) surge no momento em que o time mais precisou dele, salvando-nos novamente.

Arthur muito se movimentava no meio campo, sendo nosso melhor jogador na articulação. Luan, muito marcado, não produziu muito, tendo uma atuação um pouco apagada ontem. Mesmo assim, no final do primeiro tempo conseguimos voltar a prevalecer em campo, retomando a posse de bola e levando o jogo para o campo do adversário. A melhora não foi o suficiente, mas já era sinal de que o filme de terror que tivemos naqueles últimos 15 minutos não duraria a partida inteira.

No segundo tempo, todavia, só deu nós. O Lanús mal entrou no campo do Grêmio e pouco ficou com a bola. Marcelo Grohe foi mais um espectador da etapa complementar. Para dar mais movimentação pelo lado esquerdo, Everton entrou no lugar de Fernandinho, que novamente não esteve bem (a despeito de eu saber que tu segues escolhendo ele porque ele busca cumprir a função tática do Pedro Rocha).

Eis que, para vencer, esse Grêmio do TIKI-TAKA DOS PAMPAS precisou esquecer um pouco de sua atual filosofia de futebol mais refinado, preciso e bem jogado para relembrar o velho Imortal Tricolor. Foi o momento de lembrar que uma Libertadores se ganha com sangue, suor e lágrimas. E a tua estrela entrou em campo, Renato! Foi como tu vestindo a lendária camisa 7, azucrinando os gringos e tirando um cruzamento da cartola para o César.

Quando Cícero e Jael entraram em campo, pouco se poderia acreditar que fariam a diferença. A bem da verdade, àquela altura, estávamos todos tão nervosos que nem pensávamos direito. Vai que a aura mística copeira quisesse que dois jogadores criticados fizessem a diferença. E foi assim mesmo, num grande lançamento de Edilson, que Jael deu a assistência para Cícero fazer a Arena, Porto Alegre e o Rio Grande do Sul EXPLODIREM em alegria.

Poucas coisas são tão espetaculares nessa vida quanto um gol numa decisão nervosa e truncada. Certa vez, Ilie Dumitrescu, centroavante da lendária Romênia de 94, disse que fazer um gol numa Copa do Mundo era algo tão inesquecível quanto a primeira transa. Não são poucas as pessoas que fazem metáforas com futebol e sexo. Aquele gol do Cícero foi um orgasmo coletivo, daqueles que libertam nossas almas. Foi escrita a primeira página para libertarmos a América pela terceira vez.

Fim de jogo. O destaque negativo da partida vai para a arbitragem do senhor Júlio Bascuñan. Kannemann levou amarelo POR TER SIDO EMPURRADO (uma das coisas mais ridículas que eu já vi), o que o tirou do jogo de volta. Além disso, foram-nos sonegados dois pênaltis (um deles claríssimo!). O tal do árbitro de vídeo só existe para enfeite na Libertadores, pelo visto. Simplesmente péssimo.

Sinceramente, Renato, depois da semifinal e de ontem, toda vez que um chileno desembarcar no Salgado Filho para apitar uma partida na Arena, ficarei desconfiado que a CONMEBOL está mal intencionado. Na verdade, vou convidar quem quiser ir até lá comigo para dar uma SURRA no infeliz. Porque até podemos não saber o porquê de estarmos batendo, mas ele com certeza saberá o porquê de estar apanhando.

Enfim, o que importa ontem, mesmo, foi a vitória. Lá em La Fortaleza, semana que vem, será páreo duro. Os argentinos é que terão que sair para o jogo e tentar colocar pressão. Já mostraram que são capazes disso. E nós já mostramos que nosso melhor futebol aparece nessas circunstâncias de jogo. Que essa semana passe devagar o suficiente para todos os jogadores estarem devidamente preparados para a grande decisão, mas rápido o bastante para não deixar que essa ansiedade nos mate.

Que venha o Tri! Como sempre cantamos, Renato: queremos a Copa!

Saudações Tricolores!

Segue o baile…

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Bom dia, Odair Hellmann (com os gols de Goiás 0 x 2 Inter)

Um amistoso interessante. Não valia nada, só um inútil primeiro lugar na B. O time não jogou bem, claro, isso não acontece há quase dois anos, mas foi divertido ver Odair Hellmann humilhando Guto Ferreira em seu segundo jogo. O técnico interino segurou mais os laterais — que são mesmo muito ruins e não precisam subir –, recuou Edenílson e adiantou Dale. Só isso já fez melhorar muito o time.

Dois gols de Pottker em dois passes de Camilo. | Foto: Ricardo Duarte

Dois gols de Pottker em dois passes de Camilo. | Foto: Ricardo Duarte

É melancólico este final de ano. Nosso time não demonstrou evolução, apesar de algumas contratações bem caras. Tudo terá de ser refeito. Novamente iniciaremos o ano de um ponto bem próximo do zero, inclusive sem saber qual será o técnico de 2018.

Como já disse, o Inter chega ao fundo do poço após ter Argel, Falcão, Roth, Lisca, Zago e Guto como técnicos. Esta é uma nominata de profissionais que aceitam intromissões da direção. Claramente, há alguém(ns) escalando o time de fora da casamata. Não faz sentido escalar Sasha. É suicídio. O filha da Xuxa fez 16 jogos sem marcar gols nem dar nenhuma assistência. Sua ruindade é escandalosa. Hoje, Camilo entrou em seu lugar — Sasha sempre é retirado. Pois logo Camilo deu passes para nossos dois gols. Regida pela política e pelos interesses extra campo, nossa baixa produtividade não chega a surpreender.

Sasha: xô! | Ricardo Duarte

Sasha: xô! | Ricardo Duarte

William Pottker marcou os dois gols. Ele não fez um grande ano, mas o fato que me surpreende é que os caras vêm para o Beira-Rio após brilharem em outros clubes e afundam. Aquela coisa de jogadores profissionais viverem seu auge no Inter parece coisa do passado. Não somos mais um lugar de bom futebol. Talvez o ambiente nao seja favorável.

Nosso último jogo será contra o Guarani no Beira-Rio, dia 25. Depois, férias e Série A. Na B, já está tudo definido: Sobem América-MG, Inter, Ceará e Paraná. Caem para C Luverdense, ABC, Santa Cruz e Náutico. Foi um ano barbada, mas medíocre.

Hoje, temos 36 jogadores disponíveis. Mas vejam quem volta. Voltam 22 nabas com contrato em vigor. Destes, eu só pensaria em testar Andrigo e Eduardo. Os outros, por favor…:

Paulão — Vasco
Aylon — Goiás
Artur — Ponte Preta
Fernando Bob — Ponte Preta
Anderson — Coritiba
Seijas — Chapecoense
Alan Ruschel — Chapecoense
Geferson — Vitória
Alan Costa — Vitória
Andrigo — Atlético-GO
Eduardo — Atlético-GO
Eduardo Henrique —  Atlético-PR
Marquinhos — Sport
Anselmo — Sport
Jair — Rio Verde
Raphinha — São Paulo-RS
Jacsson — Santa Cruz
Mike — América-MG
Gustavo Ferrareis — Bahia
Marcinho — Brasil de Pelotas
Silva — Atlético-GO
Vilela — Desportivo Brasil

Os empresários vão se divertir bastante.

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Bom dia, Renato (com os gols do esquenta Grêmio 1 x 0 São Paulo)

Texto de Samuel Sganzerla

Sabe, ontem eu fui sequestrado pela NOSTALGIA. Pedalava pela orla do Guaíba em meio à belíssima e ensolarada tarde, quando lembrei que, lá em 2012, num domingo de novembro muito parecido com o dia de ontem (que inclusive tinha cara de domingo), enfrentamos o São Paulo, no (que deveria ter sido) nosso penúltimo jogo no Olímpico.

A comemoração do gol de Kannemann | gremio.net

A comemoração do gol de Kannemann | gremio.net

Não sei quanto a ti, Renato, mas minhas memórias com o futebol são fortes, impactantes, potentes. Quando penso na minha vida no Velho Casarão (minha segunda casa em Porto Alegre, desde que vim morar aqui em 2006), lembro da frase que dizia emocionado na época da despedida: “Nas arquibancadas do Olímpico eu pude sentir todas as sensações que já experimentei na vida” (ou QUASE todas, antes que maliciem).

Isso tudo fez passar um filme na minha cabeça: desde tudo que se passou com o Grêmio nesses cinco anos que separaram esses dois confrontos com o Tricolor Paulista até um pouco sobre a nossa cidade hoje. E quer saber, Renato? Todas essas coisas têm tudo a ver umas com as outras e com a decisão da semana que vem.

Porque é impossível não voltar no tempo e reviver todos os sentimentos que carregamos impreterivelmente a cada vez que seguimos o Grêmio, onde ele estiver. Nunca me foi fácil deixar o Olímpico. Lamentava que não sentia aquela “alma pulsante” ao sentar nas confortáveis cadeiras da Arena. Até o ano passado.

Quando tu chegaste em Porto Alegre, para tomar a dianteira de nossa casamata pela terceira vez, Renato, nem mesmo eu, que nunca escondi o quanto sou teu fã (o Homem Gol, o Santo Portaluppi), fiquei otimista. Eis que um baita time (demos os méritos devidos ao Roger) que se encontrava desmotivado encontrou um futebol estupendo na tua liderança.

E quando, depois de 15 anos de jejum, sofrimento, lamúrias e “quases” que viraram fracassos, voltamos a erguer uma taça e tivemos de volta a nossa alegria, aqui na nossa nova Casa, todos gremistas sentimos que ali agora é o nosso lugar. Os mais resistentes, como eu, se renderam: a Arena é nosso lar, Humaitá/Vila Farrapos é nossa vizinhança. Assim como o Olímpico e Azenha eram antes.

Aí eu pensei também, Renato, em como nesses mesmos cinco anos Porto Alegre decaiu. Não começou em 2012, claro, mas aquela cidade do qual tanto nos orgulhávamos e curtíamos anda descuidada e vilipendiada por seus próprios filhos. Fiquei pensando em como gostaria de voltar a sentir aquelas coisas positivas e otimistas sobre a Capital (e o mundo todo, na verdade) que sentia nos tempos de faculdade.

Eis que, parado em cima da bicicleta em frente ao Iberê, e observando aquela beleza toda, vi mais uma vez o porquê de, apesar dos tantos pesares, ainda dizer que a Capital dos Gaúchos é demais – e sentir a dor infinita das suas ruas por onde jamais passarei. Amor é amor, com todas as suas qualidades e defeitos, mesmo que seja por um lugar, Porto Alegre, o Olímpico ou a Arena. Que POA se reerga como se reergueu o Grêmio. Mas já divago demais aqui.

O fato é que tudo isso traz toda a história de uma vida relacionada ao Imortal, que fez com que o jogo de hoje fosse o gatilho de uma lembrança (que virou uma refestelada mexida pelas memórias). Afinal, neste exato momento, tudo se volta em nossas vidas gremistas para a decisão da próxima quarta-feira, contra o Lanús. Eu não sei os outros, Renato, mas eu só consigo pensar nisso.

Daí que, em meio a esse turbilhão de sentimentos, parei para assistir à partida com uns amigos em dois barezinhos da Cidade Baixa (cada tempo em um deles). E o jogo? O jogo foi um mero detalhe, tal qual o sortudo gol do Kannemann. Claro, não que eu estivesse tão BLASÉ a ponto de não xingar o juiz ou o Jael (que entrou mal, para variar).

Não fui à Arena não por falta de vontade ou de disponibilidade, Renato, mas olha… Se dependesse de mim, esse jogo de hoje nem tinha acontecido. Nem a próxima partida contra o Santos. A verdade é que, por mim, essa próxima SEMANA seria eliminada da EXISTÊNCIA, e hoje já seria o dia 22.

Pode ser qualquer jogo, em qualquer lugar, a qualquer horário, válido por qualquer campeonato, eu sigo acompanhando o Grêmio, Renato. Mas só me interessa a primeiro partida da final da Libertadores contra o Lanús. O único canto que ocupa minha cabeça incessantemente é aquele “Vamos Tricolor, queremos a Copa!”. QUEREMOS A COPA, RENATO!

FORA, FIM DE SEMANA! A vida que espere pela decisão, não o contrário!

Saudações Tricolores!

Segue o baile…

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Bom dia, Odair Hellmann (com o compacto de Oeste 0 x 0 Inter)

Não tenho vontade de te dar os parabéns nem de comemorar. Foi uma classificação que me deixou aliviado mas também melancólico. Achei estranha minha reação e fui ver o que outros pensavam. Li vários grupos esclarecidos de redes sociais — eles existem! — e não sou o único: muitos, mas muitos mesmo, diziam que nosso time passou facilmente para a Série A mais por demérito dos adversários do que por alguma qualidade nossa. Entramos porque temos mais dinheiro, quadro social, patrimônio e torcida. Entramos porque nossos jogadores são pouca coisa melhores, apesar de nossa folha de pagamento ser 30 vezes superior a de alguns times da B. Ou seja, estamos de volta à Série A com uma estrutura pesada e nem um pouco moderna, prontíssimos para dar fiasco novamente. Fomos para a Série A tendo perdido o ano de 2017.

Torcida ontem em Barueri: merecendo coisa melhor | Foto: Ricardo Duarte

Torcida ontem em Barueri: merecendo coisa melhor | Foto: Ricardo Duarte

Nossos seis últimos técnicos foram reflexos de uma diretoria desatualizada, que não entende o futebol moderno. Argel, Falcão, Roth, Lisca, Zago e Guto não foram impostos ao clube, foram procurados e contratados. Então, a culpa maior é da diretoria que os trouxe a alto custo. Já citei nomes de técnicos que me agradam, mas não adianta nada se não houver profissionais competentes para dar nos apontar novos rumos. Temos que voltar a formar jogadores, parar de gastar em contratos longos com jogadores de qualidade duvidosa, precisamos dar um mesmo padrão de jogo do time titular até a escolinha rubra mais jovem.

É um trabalho para profissionais, não para gente que só pensa em forrar o bolso. A mediocridade, os negociantes e os interesses estão instalados no clube. Técnicos e jogadores são a ponta visível de uma estrutura medieval e personalista de futebol. É cômico o clube só viajar em voos fretados levando jogadores que se desvalorizam devido à invisibilidade da B. E, pior, nada de bom aparece no campo. Foi um retorno humilhante, sem graça.

Espero demonstrações de competência que gerem algum entusiasmo em 2018. Pois com um quadro de sócios decrescente, a tendência é piorar tudo.

Nem vou perder tempo comentando o jogo de ontem. Que coisa feia. Que triste aquilo ser o Inter. Uns instantâneos bastam: Camilo batendo uma lateral contra sua própria cabeça, a insegurança de Léo Ortiz, a inutilidade de Sasha, Pottker jogando de cabeça baixa, como se não tivesse companheiros…

Se estou feliz com o retorno? Claro que estou. Vou até soltar um foguete. Bum.

E agora, ao trabalho, tá? Amanhã não é mais feriado.

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Bom dia, Renato! (com os lances do Grêmio 1 x 1 Vitória na serra)

Por Samuel Sganzerla

Como foi a estada lá na terrinha? Acabei não subindo a serra, como havia cogitado – em que pese ter honrado a tradição de almoçar galeto e polenta no domingo. Terminei acompanhando o jogo pela televisão e pelo rádio (sim, os dois simultaneamente, perdoem-me, ambientalistas). Tive que ouvir o pessoal da imprensa reclamar, ao cair da tarde, do “frio” de 20 ºC que fazia em plena metade da primavera em Caxias, apesar do sol. Bando de gente fresca, tchê!

Fernandinho: usando a cabeça na serra

Fernandinho: usando a cabeça em empate chocho (ou CHOCHO) | gremio.net

Bueno, sobre o jogo, aparentemente segue a pleno vapor o projeto de eliminar a EUFORIA para o final da Copa Libertadores. Após uma boa vitória contra o Flamengo no domingo passado e o sucesso dos suplentes lá em Campinas no meio da semana, entramos em campo com o time titular hoje para fazer uma apresentação morna tal quais os dias ensolarados da serra. Não que o time tenha sido de todo ruim, mas, no atual estágio, enfrentar uma equipe de qualidade técnica inferior que está na zona da degola era expectativa de vitória.

Lembra que eu te disse que o Grêmio tem dificuldades imensas contra equipes que se fecham lá atrás, Renato? Então, pareceu ser essa a proposta do Vitória, quando, mesmo no primeiro, mal teve um terço da posse de bola. Entretanto, o que se viu foi uma equipe que, quando detinha a pelota, atacava com intensidade e objetividade. Após 10 minutos que pareciam um treino nosso, eles nos surpreenderam, vindo para cima de nós com qualidade até encontrarem o gol.

Na televisão e no rádio, disseram que o Patric (aliás, PATRIC CABRAL LALAU, que baita nome!) estava impedido no momento em que recebeu a bola na cara de Paulo Victor. Eu, sinceramente, não vi nenhuma irregularidade no gol do rubro-negro baiano (um salve a Ivete, Daniela, João Ubaldo e Franciel Cruz!). Achei que estava na mesma linha. Entretanto, se é contra o Grêmio, reclamemos: xingar o juiz é o que nos une no futebol, uma tradição salutar a ser seguida (e se algum árbitro reclamar, pergunte-lhe quando foi a última vez que ele elogiou um torcedor).

Bom, mas sem nem dar tempo de arranjar desculpas, numa boa jogada pela esquerda, que terminou com cruzamento de Leonardo, Fernandinho marcou de cabeça, para empatar o jogo. O grande lance desta tarde, para ver um Alfredo Jaconi lotado e pintado de azul, preto e branco explodir. Pena que a torcida que compareceu em peso não pode sair dali mais alegre, alguns até proferindo suas vaias. Eles não entenderam o projeto PÉS NO CHÃO ainda. Como eu gosto de dizer, antes de uma decisão, só existem dois tipos de torcedores que me irritam profundamente: os otimistas que cantam vitória antes da hora e os pessimistas que chamam derrota. Mas divago!

O fato é que, à exceção de um ou dois lances do Vitória (um deles em uma falha quase fatal de Geromel, salva pelo impedimento bastante claro desta vez), a partida foi toda nossa. Principalmente a partir dos 13 minutos da segunda etapa, quando da expulsão de Fillipe Souto (ninguém mais dá o nome de Felipe ao filho sem fazer FIRULAS!?) após entrada dura em Ramiro. Mas o fato é que não soubemos aproveitar. Estávamos com um a mais, sendo que a disposição em campo aparentava que nossa superioridade numérica era de dois ou três jogadores.

Empilhamos jogadores na linha ofensiva, até aumentando um pouco a criação, mas sem transformar isso em gols. Vagner Mancini ESTACIONOU UM ÔNIBUS na frente da área (como gostam de dizer os antigos) e armou um FERROLHO bastante eficaz. Se Galeano dizia ser um “mendigo do bom futebol”, eu sou um PEDINTE DOS CHUTES DE FORA DA ÁREA. Por que todas as equipes que querem jogar esse futebol moderno Tiki-taka só buscam finalizar da pequena área? Será que ninguém mais sabe chutar da meia-entrada?

Daí o jogo terminou como se anunciou na metade do segundo tempo: um empate CHOCHO. Porém, se nós praticamente abandonamos o Brasileirão lá na 11ª rodada (falaremos sobre isso outra hora), não era faltando cinco partidas, com o Corinthians disparado lá na frente, que iríamos pensar que esse jogo valia disputa por título. O próximo confronto, quarta-feira, na Arena, contra o São Paulo, será a última partida de preparação para a final da Libertadores. Reitero, pois: cabeça lá no dia 22. É a Copa que importa!

Por fim, Renato, terminarei meu fim de semana assistindo novamente a “Tropa de Elite”, de José Padilha. Gosto de relembrar os famosos bordões do Capitão Nascimento (“Não vai subir ninguém!”). Se bem que, a despeito desta provocação BARATA, temos que cumprimentar o primeiro clube a ter confirmado seu acesso para a elite do futebol brasileiro no ano que vem, não!? Meus parabéns, América Mineiro! (Quem diria que Enderson Moreira levaria alguma equipe a algum lugar…)

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

.oOo.

P.s.: Cornetas à parte, registro aqui a minha VAIA SIMBÓLICA para a sempre desastrosa atuação das forças policiais nos estádios brasileiros. Por piores que sejam alguns torcedores, os excessos, o abuso de autoridade e as agressões descabidas de “agentes de segurança” somente causam ainda mais revolta (ainda mais quando alguém alheio às confusões é detido e agredido, como já aconteceu muitas vezes).

Brigões e policiais truculentos apenas se retroalimentam, justificando sua existência uns nos outros. Nada que justifique ações intoleráveis por parte daqueles e arbitrariedades por parte destes. Contudo, um país violento como o nosso necessita de forças policiais preparadas, não de gente mal remunerada e despreparada achando que cassetete na cabeça e pisoteamento de cavalo é a única forma de resolver conflitos.

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Bom dia, Guto (In memoriam e com os lances de Inter 1 x 1 Vila Nova)

Espero um técnico melhor após o Sexteto Fantástico que acabou com o futebol do Inter. Eles são Argel, Falcão, Roth, Lisca, Antônio Carlos e Guto Ferreira. Eles fizeram o que eu esperava deles. Porém e muito mais importante: os culpados foram quem os contrataram. Nesta tarefa, eles foram apenas emissários dos chefes Fernando Carvalho — que ainda nos desgraça com sua influência deletéria –, Vitório Piffero, Carlos Pellegrini, Marcelo Medeiros e Roberto Mello.

Adeus, Guto. Foi horrível enquanto durou. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Adeus, Guto. Foi horrível enquanto durou. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Ontem, no empate em 1 x 1 contra o Vila Nova, o Inter mostrou um futebol igual ao que vinha mostrando. A saída de bola é sempre na base do chutão. Os zagueiros não parecem se conhecer, sendo que Léo Ortiz é das piores coisas que vi vestir nossa desonrada camiseta. Os laterais são jogadores incapazes de surpreender. Os volantes, quando se voltam para a defesa, têm de usar binóculos para verem os zagueiros, pois há ali um enorme buraco onde os adversários se lambuzam à vontade. A armação fica à cargo de um senhor tatuado de 36 anos. A seu lado, vemos Sasha, um jovem que a 15 jogos não faz gol nem dá assistência e que é merecida e sistematicamente substituído. Por que então é sempre escalado? Não sei. Pottker é um cara que joga de cabeça baixa e Damião, coitado, é um centro-avante que precisa de passes para sobreviver. Mas não recebe nem bons cruzamentos, nem passes para fazer parede. Resta-lhe marcar os zagueiros adversários que insistem em sair jogando com bola no chão. (Pottker também gosta de chutar em zagueiros parados à sua frente, sem tentar o drible ou se esquivar. Apenas chuta. Normalmente, dá contra-ataque para o adversário.)

A saída de Guto Ferreira, confirmada após o glorioso 1 x 1 de ontem, já devia ter ocorrido há bastante tempo. Fala-se em Abel Braga. Acho que ele só serviria para formar um Septeto Fantástico. É decadente e ama manter seus amigos bruxos no time, sem interessar a produção deles. Meus preferidos são mais modernos. Prefiro, obviamente, Roger Machado ou Jair Ventura. São caros? Por favor, nem me venha com esta conversa, o Inter paga bem demais. Sasha recebe 250 mil mensais, se não me engano e, dia desses renovaram com Cláudio Winck e Carlinhos. Jogar dinheiro pela janela é nossa especialidade. Quem sabe a gente para e experimenta pagar pela competência?

Nosso técnico para estes 3 jogos será Odair Hellmann. Ele já deu mostras de ser melhor do que Guto. Aliás, se não arranjarem um bom nome, fiquem com Hellmann`s que acho que a maionese não desanda.

Estamos em segundo lugar com 64 pontos e nos falta 1 para confirmar a classificação. Um ponto. Mas está complicado. O líder América-MG já está classificado com 66 pontos. Próximos jogos:

14/11 (terça-feira, às 20h30) – Oeste x Inter
18/11 (sábado) – Goiás x Inter
25/11 (sábado) – Inter x Guarani

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Bom dia, Renato (com os melhores lances de Ponte Preta 0 x 1 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Bom dia, Renato!

De cara, deixa eu te confessar uma coisa: como ontem me liberei dos compromissos profissionais um pouco mais tarde, acabei perdendo os primeiros 20 minutos do jogo. Eu poderia ter escutado no rádio o início da partida, mas tive que sentir aquele GOLPE DIÁRIO na vida do trabalhador brasileiro: deixar de ouvir o futebol, o noticiário de sua preferência ou uma música para aguentar aquele RESQUÍCIO DE ESTADO NOVO chamado “Voz do Brasil”. Mas divago.

O fato é que era um joguinho com o time quase todo reserva ontem, né!? Então já sabíamos: seria uma partida bem feia. Sem decepções quanto a isso, pois. Um sistema defensivo que conta com Bressan, Thyere, Marcelo Oliveira e Jaílson para enfrentar um adversário que não vencemos em seu estádio pelo Brasileirão há quase quatro décadas. Ou seja: TE VIRA, MARCELO GROHE! No final, foi ele mesmo o homem do jogo, fechando a meta nas várias oportunidades criadas e desperdiçadas pela Ponte Preta.

Por óbvio, temos que agradecer também a RUINDADE do time campinense. Não é à toa que estão seriamente ameaçados de rebaixamento. O meio campo deles tinha dificuldades de trocar três passes certos. Quando conseguiam acertar, contando também com nossos erros (de posicionamento da equipe e individuais), parecia que nada dava certo para eles. “Quando a fase é ruim…”, já diria algum filósofo de mesa de bar. Mesmo assim, não foram poucos os sustos que tomamos, e temos que agradecer à deficiência técnica de Léo Gamalho por termos saído de Campinas sem levar gol.

Agora, Renato, eu acredito que o Jael deva jogar muito nos treinos, ter bons indicadores avaliados pela equipe técnica e ser da tua confiança. Todavia, ontem novamente ele alternava um lance em que demonstrava boa visão de jogo, como foi o passe para Léo Moura no lance do gol, com vários outros em que fica evidente que ele e a bola não andam vivendo uma relação muito harmoniosa. Convenhamos: os números dele ainda são piores do que os do Braian Rodríguez e de “Chengue” Morales (para só ficar nesses dois no assunto “contratações gremistas que foram um fiasco”). Se Jael pretende ganhar o título de pior centroavante da história do Grêmio, está no caminho certo, mas não creio que seja um bom momento para isso.

Ramiro comemora seu gol de cabeça | gremio.net

Ramiro comemora seu gol de cabeça | gremio.net

No mais, merece destaque o lance do nosso gol. Léo Moura, do alto de seus 39 anos, mostrou uma qualidade de um lateral à moda antiga: saber fazer um cruzamento na área. Foi uma bola PERFEITA na cabeça de Ramiro, o nosso PEQUENO-GIGANTE, que mal precisou sair do chão para marcar o tento da vitória. Mesmo sendo o time reserva, o que me satisfaz num lance como esse é ver que o Grêmio tem padrão de jogo, que basta acertar a troca de passes e o posicionamento que boas chances são criadas. Claro, quando a qualidade da equipe em campo não é a mesma, isso já fica mais raro, mas pouco importa.

De resto, Renato, foi um jogo bem medíocre. Não que se esperasse muito mais coisa, vide os tenebrosos jogos que tivemos no Campeonato Brasileiro com os suplentes. Pelo menos ontem saímos com a vitória do Moisés Lucarelli, quebramos um tabu de 36 anos sem vencer lá pelo Brasileirão e a equipe segue trabalhando com confiança para nossos objetivos maiores. Vale ressaltar a boa atuação de Michel ontem, mostrando que está de volta ao seu ritmo de jogo.

De notícia ruim, Marcelo Oliveira e Beto da Silva saíram do jogo machucados. O lateral pode ter suas deficiências, mas é suplente imediato, uma pessoa da tua confiança e uma liderança no vestiário. Seria muito ruim perder. E preocupa também a possível ausência do atacante peruano, já que o garoto tem entrado bem há vários jogos e é um dos inscritos para a final da Libertadores. É trabalhar para que estejam bem para o dia 22.

Por fim, Everton teve sua chance como titular, como tanto te pediram depois da atuação estupenda dele no domingo. Mas ontem ele não apareceu muito, tendo uma atuação bem discreta. Agora, não que isso seja de alguma relevância, pois só será possível avaliar seu desempenho em um jogo de 90 minutos quando jogar com o time titular (do contrário, seria sacanagem com o garoto). Nós torcedores continuamos confiando no Cebolinha, que há tempos vem sendo fundamental para a equipe, esteja ele em campo desde o início ou entrando ENDIABRADO na segunda etapa, para infernizar os marcadores.

Nosso próximo jogo será contra o Vitória, lá na minha terra natal. Iremos a Caxias do Sul mandar a partida no estádio Alfredo Jaconi, visto que no sábado a Arena receberá o Coldplay para um grande show (até pensei em ir, mas muito o ingresso está muito caro para uma banda que até gosto, mas nem acho lá tudo isso). Talvez eu suba a serra, aproveitando para ir visitar a família e ir encher a tua paciência lá do alambrado (mentira, já deu para perceber aqui que sou bem chapa-branca contigo, né?!). Se quiser chegar lá na casa da família para tomar um vinho e comer queijo serrano e salame, já fica o convite, Renato. Convida a Carol também, se ela estiver por aí.

Saudações Tricolores!

Segue o baile…

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Bom dia, Guto (com vídeo mostrando teu péssimo time em Inter 0 x 0 CRB)

É sempre a mesma coisa. Deve ter sócio por um fio. Eu estou nesta situação. Vi o jogo num bar. Nego-me a me deslocar até o Beira-Rio. Prefiro assistir num bar com minha cerveja. Estou por um fio.

Sasha: um atacante que está há 12 rodadas sem marcar e sem nenhuma assistência é mantido como titular absoluto por Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Sasha: um atacante que está há 12 rodadas sem marcar e sem dar nenhuma assistência é mantido como titular absoluto por Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Guto, tu sempre escalas o mesmo time, ele apresenta os mesmos problemas e tu fazes as mesmas substituições. É cansativo de ver. Tiveste mais uma semana de treinamento. Não sei como trabalhas, sei que não se vê resultados. É sempre a mesma coisa. Espero que tu sejas o último desta série de péssimos treinadores. Nada sobrevive a uma sequência com Argel, Falcão (o técnico), Roth, Lisca, Antônio Carlos e tu. Nada pode ser pior do que este Sexteto Fantástico.

Até que Pottker jogou um pouco mais ontem, mas Sasha teve atuação nula e saiu como sempre. Ou seja, tu escalas um cara que é sistematicamente substituído por deficiência técnica. Tu escalas também Danilo Silva e Winck. E, quando Danilo saiu, tu colocaste Ortiz! E nunca vimos Thales ou Fábio Alemão. Serão testados algum dia? Então jogamos com oito, porque Sasha, Ortiz (ou Danilo) e Winck não contam.

É inútil eu ficar escrevendo sempre as mesmas coisas. Quem me lê deve estar puto. O jogo foi novamente um horror, igual aos anteriores. É cansativo. O CRB é um time que hoje tem a mesma pontuação do Luverdense, primeiro time que vai cair para a Série C. Está em 16º.

Tu me pareces perdido. Por exemplo, como tu me explicas isso? No primeiro tempo, Sasha se machucou e tu colocaste o Carlos pra aquecer. No intervalo, tu fizeste a substituição de Sasha por Nico. Tu queres nos enlouquecer, né?

E o pior é que chamas este de teu “time ideal”.

Por incrível que pareça, ainda somos líderes dessa bagaça que é a Série B. Restando cinco partidas para o final da competição, temos 62 pontos, quatro à frente do vice-líder Ceará, e na próxima segunda-feira (6/11) Restando cinco partidas para o final da competição, o time colorado segue na liderança isolada, com 62 pontos, quatro à frente do vice-líder Ceará — mas o América-MG ainda não jogou na rodada e poe chegar aos 60. Na próxima segunda-feira (6/11), às 20h, enfrentamos o Luverdense fora de casa. No Beira-Rio, o próximo jogo é contra o Vila Nova-GO, no dia 11 de novembro (sábado). Não irei ao Beira-Rio novamente. Ao vivo irrita mais. A cerveja acalma.

#ForaGuto

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Bom dia, Renato (com os lances do jogo que levou o Grêmio às finais da Libertadores 2017)

Por Samuel Sganzerla

Bom dia, Renato!

Tudo bem contigo? Antes de qualquer coisa, eu queria pedir licença para me apresentar: eu sou Samuel Sganzerla, o amigo gremista chato do Milton Ribeiro que foi por este convidado para GRENALIZAR um pouco este espaço, falando sobre nosso querido Imortal. Que ele tenha noção de que lerá por aqui, na sua coluna, muita corneta e alento!

De toda forma, melhor falar do jogo de ontem, não!? E que coisa foi essa partida! Ainda no último fim de semana, trocava uma ideia com um querido e gremistão amigo, que me disse: “E na quarta-feira, que seja 1 a 0 Barcelona, para ninguém ficar eufórico e o time se ligar na vida!” Olha, Renato, não sei se ele conversou contigo, mas até parece que tu ouviste ele. O gremista pode ter muitos defeitos: arrogante, petulante, irritante, demasiado e ingenuamente otimista por vezes. Mas euforia não combina conosco mesmo, e essa volta da semifinal foi para colocar os pés no chão.

Foto: http://www.gremio.net/

Foto: http://www.gremio.net/

Bom, convenhamos: depois de termos construído aquela vantagem enorme fora de casa, se o Grêmio se não classificasse hoje, seria justificável a torcida estar tão revoltada com o time quanto o Neto está com o Corinthians. Mesmo assim, a Arena foi lotada por quase 55 mil almas esperançosas com a Copa, esperando a confirmação da ida à final, que já se desenhou na semana passada. Entretanto, como todos gostamos de lembrar (até com certa ponta de orgulho), “para o Grêmio, tudo é mais difícil”.

Um misto de nervosismo e falta de foco marcaram a atuação do nosso Tricolor no primeiro tempo. O Barcelona, que nada tinha a ver com isso, aventurou-se com a bola no campo gremista, ainda que levando pouco perigo. Pelo menos até Caicedo (sinceramente e com o perdão de certo preconceito: é difícil imaginar uma equipe equatoriana sem um Caicedo) deixar um, dois, três para trás, bater cruzado na entrada da pequena área, e Álvez encher o pé em uma bola respingada para marcar o gol deles.

O jogo seguiu tenso e nervoso, teimando em lembrar que o caminho da glória continental é sempre tortuoso. “Mexe nesse time”, gritamos para ti, Renato! Everton entrou, deu alguma movimentação atuando na mesma posição que um apagado (e não de hoje) Fernandinho. Cícero, que parecia ter entrado bem na outra partida, pouco fez. Luan era a armação e a qualidade no toque de bola do time, mas nada de mais produziu sozinho na frente. E o senhor Roberto Tobar, à frente do apito, parecia demonstrar certo ressentimento com nossa equipe, lembrando que foram nossos compatriotas que eliminaram da Copa do Mundo a seleção de sua terra natal, o Chile (“safado” é o adjetivo publicável que proferi a ele, dentre vários outros).

Apesar disso tudo, de uma bola na trave de Grohe e de outra na da equipe de Guayaquil (bela e azarada cabeçada de Jael, quem diria), pode-se olhar para o histórico da partida e ver nós não corremos riscos sérios de não classificar. Mas vou te dizer, Renato, que, se o plano era acabar com a nossa euforia, deu certo A euforia! O otimismo, a loucura e a algazarra coletiva das almas tricolores seguem a pleno vapor. Porque a gente acredita sempre, Renato! A gente confia em ti! Mesmo quando o time faz dessas como hoje, nós queremos crer que tudo é parte de um plano maior, em que está escrito que, ao final, sairemos campeões.

Assim, chegamos à nossa quinta final de Libertadores (o segundo clube com mais decisões, atrás do São Paulo), com a chance de igualar o Tricolor Paulista e o Santos em número de títulos, juntando-nos aos brasileiros que mais libertaram a América. Véspera do Dia de Finados, a data seguinte ao Dia das Bruxas, nós classificamos no Dia de Todos os Santos (mesmo quando o nosso São Portaluppi não pareceu tão presente). Aliás, como brincou um amigo, coisa engraçada essa de os jogadores meio perdidos em campo terem olhado para o banco e, em vez de ver o velho Renato a que estão acostumados, encontraram um PAI DE FORMANDO EM FIM DA FESTA (paletó e gravata não são tua praia, desculpa).

Agora, o que interessa é o Lanús. Dia 22 em Porto Alegre, depois 29, em Buenos Aires. Os argentinos já mostraram ontem, em cima do todo-poderoso e favorito River Plate, que vêm com ganas para sua primeira final. Pelo menos sabem quem vão enfrentar, já que o técnico deles andou falando besteira a nosso respeito, mas resolveu se retratar. Também já vimos que a arrogância e menosprezo ao adversário não vão nos trazer nada (se bem que os únicos que tenho visto menosprezando os argentinos são os torcedores do coirmão, já querendo se vacinar diante de eventual sucesso nosso, mas deixemos que eles cuidem de si, porque têm coisas mais urgentes a resolver), porém é bom que eles saibam que do lado de cá joga um histórico campeão da Copa Libertadores.

Então, Renato, é hora de começar a maturar o time para a grande decisão. Dez anos depois, estamos de novo no palco da grande final. No teu caso, nove anos, na verdade, depois daquela vez em que tu sofreste uma dolorida e poeticamente injusta derrota para um outro time equatoriano (para tu veres como te admiro, até torci pelo Fluminense, por tua causa). Agora é hora de invocar não apenas os santos, mas todas as forças terrenas, para que neste reencontro, ora lado a lado, de Grêmio e Renato com a busca pelo topo da América termine com vitória. Muita força, treino e amadurecimento para que o time esteja concentrado e focado para entrar em campo voando baixo e ser letal, tal qual fizemos lá no Mineirão, ano passado. Nós, torcedores, crentes ou céticos, já começamos as nossas rezas (porque, como dizia Galeano, futebol é a única religião que não tem ateu).

Para os supersticiosos, é bom lembrar de 1995: naquele ano, depois de termos perdido a Copa do Brasil, fizemos boa campanha na fase de mata-mata da Libertadores; nas quartas de final, deixamos para trás uma equipe brasileira; nas semifinais, eliminamos um time equatoriano, e, na outra chave, o River Plate foi eliminado, mesmo sendo favorito para ir à decisão; na final, decidimos fora de casa e trouxemos o caneco. Se dizem por aí que a história se repete, que seja isso mesmo mais uma vez, tal qual há vinte e dois anos. E que aquele espírito Imortal e aguerrido que tu demonstraste em campo lá em 1983, Renato, contagie a equipe inteira.

Vamos, Renato!
Vamos, Grêmio!
QUEREMOS O TRI!
QUEREMOS A COPA!

NÓS VAMO ACABÁ COM O PLANETA!

Saudações Tricolores!

Segue o baile…

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Bom dia, Guto Ferreira (com os principais lances de Inter 0 x 1 Ceará)

Guto, tu és mesmo treinador? De futebol? Pergunto porque, cada vez que temos uma semana livre para treinos, o time volta jogando menos. E tuas escalações? Camilo joga mais do que Sasha. Então joga o “tático” Sasha. Nico joga mais do que Roberson. Então joga o omisso Roberson. Nico também joga mais do Pottker. Então joga o incompreensível Pottker. Winck joga um pouco mais do que Alemão. Então joga o desconexo Alemão. Também não se pensa num substituto para Danilo Silva, que ontem dedicou-se exclusivamente à ligação direta e aos erros defensivos.

O atordoado Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

O atordoado e confuso Guto Ferreira | Foto: Ricardo Duarte

Quando tomamos o gol do Ceará, tu colocaste ligeirinho Camilo e Nico. Que ridículo, Guto, que mediocridade. Em sério desafio à lógica, entras com Sasha e Roberson na frente. Porém, quando a coisa vai, corres para quem joga um pouco mais. Se Sasha, Pottker, Alemão e Danilo Silva são jogadores importantes para o controle do vestiário, é melhor buscar jogadores que joguem mais como amiguinhos.

Não tens nenhum Barcelona (da Catalunha) na mão, mas não dás contribuição nenhuma para que possamos nos tornar ao menos um time médio de Série A para 2018.

Foi muito feio ontem. O Ceará tocou e tocou a bola contra um time que tinha o apoio de 40 mil pessoas, que é maior e que deveria se impor, mas que era impotente. É isso. Somos um pênis grande e mole. Veio um pequeno brincalhão do Ceará é nos comeu competentemente. Alguém pode dizer que as entradas de Camilo e Nico não resolveram o problema, mas eles só entram na podre e têm muito menos tempo do que os maravilhosos titulares do Guto. Os dois deram outra vida a time, mesmo com a permanência de Danilo Silva e Alemão atrás.

Guto, tu realmente não és um técnico para a Série A. Já estou no time dos que desejam te ver fora do clube.

Na boa, não vou mais ao estádio. Também abandonei o time quando o treinador era Argel. Via só na TV, tranquilo, com uma bebidinha ao lado. É muita coisa para quem tem 60 anos e disposição para viver. Melhor ler um livro ou conviver com as amigos. Quero ver ao menos algo bem pensado e lógico em campo.

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Temos 61 pontos em 32 partidas. Faltando seis jogos, estamos a quatro pontos da classificação matemática e a nove do quinto colocado. Ainda é uma posição segura, mas o problema é estamos construindo pouco para 2018. O que se vê em campo é assustador. Tanto que a diretoria do Inter projetava pelar a coruja em outubro e já fracassou neste intento amplamente divulgado.

Os últimos jogos serão:

3/11 (sexta-feira, às 19h15) – Inter x CRB
6/11 (segunda-feira, às 20h) – Luverdense x Inter
11/11 (sábado, às 16h30) – Inter x Vila Nova
14/11 (terça-feira, às 20h30) – Oeste x Inter
18/11 (sábado) – Goiás x Inter
25/11 (sábado) – Inter x Guarani

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Um breve momento entre deuses: Hobsbawn, Bolaño e Pasolini

A causa a que devotei boa parte da minha vida não prosperou. Eu espero que isto me tenha transformado em um historiador melhor, já que a melhor história é escrita por aqueles que perderam algo. Os vencedores pensam que a história terminou bem porque eles estavam certos, ao passo que os perdedores perguntam por que tudo foi diferente, e esta é uma questão muito mais relevante.

ERIC HOBSBAWN na contracapa do livro “Pessoas Extraordinárias”

Então, o que é um texto de qualidade? É o que sempre foi: ou seja, enfiar a cabeça no escuro, saber saltar no vazio, sabendo que a literatura é basicamente uma profissão perigosa. É correr ao longo da beira do precipício: de um lado do abismo sem fundo, de outro, os rostos que você ama, os rostos sorridentes que você quer ver, e livros, e amigos, e comida. É aceitar essa evidência, embora, por vezes, pese mais a laje que cobre os restos dos escritores mortos. A literatura, como diria um andaluz, é um perigo.

ROBERTO BOLAÑO

O futebol é a última representação sacra de nosso tempo. No fundo é um ritual, mesmo que seja um passatempo. Enquanto outras representações sacras, até a missa, estão em declínio, o futebol é a única que nos restou. O futebol é o espetáculo que substituiu o teatro.

PIER PAOLO PASOLINI

Abaixo, um “.gif” de Pasolini jogando futebol e uma foto de sua squadra:

Pasolini é o primeiro em pé, à esquerda. O time é o do Casarta, de sua cidade natal, de mesmo nome, na região Friuli.

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Porque hoje é sábado, Lucy Pinder

Este post é originalmente de 21 de julho de 2012, da semana em que Fernandão (1978-2014) assumiu como treinador no Internacional.

O, Captain! My Captain!

Em primeiro lugar, parabéns pela nomeação.

Era necessária mesmo uma limpeza no vestiário.

Uma forma mais grandiosa de ver as coisas,

mirando novos objetivos,

um novo perfil de equipe.

Porém, meu capitão, começaste muito mal:

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Bom dia, Zago (com os melhores lances do Gre-Nal de 2 x 2 de ontem)

O Grêmio dava uma saranda no Inter no primeiro tempo. Bolaños e Luan navegavam tranquilamente em campo. O Inter marcava de longe e eles podiam pensar no que fazer antes de receber a marcação. Já o Grêmio marcava em cima e obtinha enorme vantagem. Eles tem mais time, ainda. Mas Renatinho Portaluppi, velho amigo do Inter desde que era aprendiz de padeiro em Bento Gonçalves, resolveu mudar e recuar o tricolor no início do segundo tempo — esta afirmativa não é minha, é do próprio Renato, na coletiva após o jogo. Resultado: o Inter virou o jogo antes dos 15 min do segundo tempo. O empate do Grêmio veio num chute da entrada da área, com a bola passando entre três jogadores do Inter, o que provocou a falha de Danilo Fernandes. Lastimável.

O pessoal do Grêmio aprendeu muito ontem | Foto: Ricardo Duarte

O pessoal do Grêmio aprendeu muito ontem | Foto: Ricardo Duarte

Mais um empate. O empate dispara na ex-rivalidade Gre-Nal. Agora são 129. É o clássico Gre-Pate ou InPate. O Inter venceu 154 Gre-Nais, o Grêmio, 127, e temos 129 empates. Dá-lhe empate! Até os empates estão à frente do imortal…

Foi um bom resultado para nós, time merecidamente na segunda divisão. Apesar de não marcarmos nada bem, de os jogadores do Grêmio receberem sempre livres a bola, algo verdadeiramente apavorante, temos evoluído, Zago, e isso é o mais importante. Tu pegaste um grupo limitado, abalado psicologicamente e há 18 meses sem treinador. Ah, por falar em abalado psicologicamente… Charles e Léo Ortiz estavam nervosíssimos. William ligado em 220 V, o que é inútil. E Carlos… Olha, sei que Nico se machuca demais, mas é muito superior a este Carlos. Tem que jogar sempre. Nosso ataque tem que ser Nico e Brenner. E é melhor esquecer de Anselmo.

Nossa comemoração foi compreensível e justa. D`Alessandro, que não é nada burro, sabe que empatar com o Grêmio fazendo dois gols era impossível três meses atrás. Melhores em campo? Do nosso lado, D`Alessandro, Nico, Dourado e Brenner, que tem se mostrado um centroavante consistente.

Se seguirmos nesse ritmo, teremos um bom time para voltar para a Série A, em 2018. É sempre perigoso elogiar no inicio de março, mas acho que a diretoria tem trabalhado bem na dispensa de jogadores e nas contratações. E já damos trabalho a times do baixo clero da Libertadores.

https://youtu.be/isyYNyBAf6o

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Bom dia, colorados, vai ter que ser aos trancos e com a torcida

Vitinho e Valdívia nos observam após a partida | Foto do celular de Paulo Dixon

Vitinho e Valdívia nos observam após a partida | Foto do celular de Paulo Dixon

Passei no teste cardíaco. Apesar de tudo, sou eu quem está escrevendo agora. Agradeço ao Danilo Fernandes que nos salvou duas vezes — naquela cabeçada e no pênalti defendido aos 33 min do segundo tempo –, ao William e ao Dourado, de grandes atuações, e ao Vitinho, que sempre tira da cartola um 1 x 0 salvador. Ele teve frieza para matar o jogo no final. Jogamos mal, muito mal, mas tivemos sorte. Foi um alívio temporário. Falta bastante ainda.

Vamos ter que nos livrar da degola aos trancos mesmo. Errando passes, marcando mal., lutando muito e CONTANDO UMA TORCIDA INCRÍVEL. Como escreveu o Douglas Cecconello, “o troço mais paradoxal disso é que está muito massa de ir ao Beira-Rio ultimamente. Uma atmosfera de solidariedade: vamos carregar este lixo de time de qualquer jeito. Porque é isso ou a morte coletiva”. Exato.

 Não interessa como, o que importa é não cair | Foto: Ricardo Duarte

Não interessa como, o que importa é não cair | Foto: Ricardo Duarte

Nesta altura do Campeonato não interessa mais quais foram os erros cometidos durante os últimos dois anos. O negócio é pontuar na marra. Precisávamos de 18 pontos em 11 jogos. Com as duas sofridíssimas vitórias por 1 x 0 contra Figueirense e Coritiba, agora precisamos de 12 em 9.  E não me digam que nossa situação não melhorou. Há duas rodadas, a estatística dava 70% de chances de queda, hoje já dá 46%.

As nove partidas restantes são as seguintes. Entre parênteses, coloquei a ordem em que elas ocorrerão:

Jogos em casa: Flamengo (2), Santa Cruz (4),  Ponte Preta (6), Cruzeiro (8).

Jogos fora: Botafogo (1), Grêmio (3), Palmeiras (5), Corinthians (7), Fluminense (9).

12 pontos são 4 vitórias. Ou 3 vitórias e 3 empates. Ou 2 vitórias e 6 empates, o que seria um filme de terror e nos desfavoreceria no caso de empate em pontos, pois o primeiro critério de desempate é justamente o número de vitórias.

Ainda nesta rodada podemos ser ultrapassados por Cruzeiro e Figueirense, que jogam no fim de semana em seus estádios contra Ponte Preta e Botafogo. Mas, tudo bem, o negócio é não dar bola e focar nos nossos 45 pontos. Abaixo, coloco os times que têm mais de 10% de chances de rebaixamento. A lista é grande. São 9 clubes para as 4 indesejáveis vagas.

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Ontem à noite, a torcida foi fundamental. Ninguém entendeu a entrada de Marquinhos, mas foda-se, ganhamos. Ninguém entendeu porque Juarez demorou tanto em mudar o time, mas foda-se, ganhamos. Nem entendemos porque o esquema não foi alterado em nenhum momento, mas… Vocês já sabem.

Para quem quiser ver o desespero de ontem, com pênalti contra nós aos 33min do segundo tempo e gol da vitória aos 40, aí está (a defesa de Danilo Fernandes no pênalti está no vídeo, mas fora de ordem, um pouco depois).

A luta continua!

https://youtu.be/NTCEhccT52A

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Shostakovich tentou capturar o caos do futebol em uma peça para piano

DSCH assistindo seu querido Zenit jogar

DSCH assistindo seu querido Zenit jogar

Shostakovich amava o futebol e, quando podia, ia aos estádios para ver seu o Zenit, de São Petersburgo jogar. Na Suíte Russkaya reka (Rio Russo), Op. 66, há um movimento chamado Futebol, no qual ele tentou representar musicalmente nosso querido esporte bretão. O resultado é uma correria. Jamais deve ser esquecido que Shostakovich, quando jovem, no início do século passado, ganhava trocados atuando como pianista de cinema mudo.

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Boa tarde, Argel Fucks

Paulão é pra isso, não pra bater pênaltis.

Paulão é pra isso, não pra bater pênaltis.

Como bem assinalou o Corneta Colorada, nenhuma previsão é demasiadamente pessimista quando o assunto é o Internacional. Sabemos que o Campeonato Gaúcho caiu em nossas mãos em razão da incapacidade do Grêmio de chegar a outro lugar que não seja a Arena e sabemos que tu, Argel, és é ainda nosso técnico em razão… Bem, aí eu já desconheço o motivo.

Ontem, tu bateste todos os recordes. Com Anderson fora, recuaste Sasha para colocar Aylon. Ora, isso é mudar a característica do time, é mudar o esquema. Por pior que esteja, o substituto de Anderson é Alex, sempre Alex. E ele não estava nem no banco… Mais: em vez de colocar 12 reservas, como o regulamento do Brasileiro permite, colocaste só 7… E ainda cometeste mais duas piadas dignas de um verdadeiro pateta.

(1) Escalaste Paulão para bater o pênalti. Ora, Paulão é um de nossos melhores jogadores de 2016, mas convidá-lo para bater pênaltis é uma absoluta demasia. Ele não é bom do ponto de vista técnico e ontem estava especialmente atrapalhado, com saudades dos atacantes mansinhos do Gauchão.

(2) Retirar o centro-avante Aylon para colocar William na lateral esquerda e Gustavo Ferrareis no ataque (com a saída de Artur) foi digno da imensa gargalhada que dei na hora.

O Inter fez 30 cruzamentos para a grande área. Este talvez seja outro recorde, mas é antes outro absurdo, considerado-se que visavam Aylon e um grupo de jogadores não muito altos. O goleiro da Chapecoense consagrou-se, é claro.

E houve aquele momento-vexame dos times sem comando: em uma falta a favor do Inter, ninguém foi fazer a cobrança. O árbitro mandou que o mais próximo desse continuidade ao jogo. Ou seja, assim como qualquer um bate pênalti — e erra –, qualquer um serve para bater faltas no meio-de-campo.

Nosso time é uma pândega e só estou aguardando que tu caias, Argel. Já são 10 meses que nosso clube — altamente profissional em algumas áreas — deixa o futebol nas tuas mãos, um amador que faz marketing de suas qualidades nas entrevistas coletivas pós-fiascos.

Na boa, #ForaArgel.

https://youtu.be/r1kTsWGjDXQ

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Larry Pinto de Faria (1932-2016)

Hoje, o Inter anunciou a morte do grande centroavante Larry (Pinto de Faria). Ele fez 176 gols pelo Inter e participou do surpreendente Gre-Nal de inauguração do Estádio Olímpico. O Grêmio esperava ganhar e tomou 6 x 2, em um fiasco que os antigos não esquecem. Naquela partida, Larry marcou quatro vezes. Meu pai ria muito descrevendo o jogo. De estilo clássico e cerebral, Larry marcou época no clube. Lembrei desta excelente reportagem que o Impedimento fez com o ex-atacante em 2012, quando ele estava prestes a completar 80 anos e enquanto seu palco, o Estádios dos Eucaliptos, era derrubado.

O cerebral Larry no Estádio dos Eucaliptos – um documento

Larry

De repente, não mais que de repente, sem cerimônia nem anúncio no jornal, as máquinas adentraram o campo santo dos Eucaliptos e começaram seu trabalho. Deve ter sido numa sexta-feira, quando as preocupações de todos estão mais voltadas ao que fazer do fim de semana. De forma mecânica, rápida e compassada, as máquinas arrancaram gomos espessos de tijolo e concreto do mítico estádio do Internacional, processo que não durou mais que cinco dias. Desaparecia, fisicamente, a memória do Rolo Compressor, do Rolinho, do gol em plano inclinado de Carlitos, da Copa do Mundo de 1950, das arrancadas de Tesourinha, das pestanas tiradas por Charuto durante as partidas, da entrada triunfal da cabrita Chica no meio da torcida, da zaga intransponível de Alfeu e Nena, das tabelas fatais entre Bodinho e Larry, que ficou para contar a história.

Fazia muito calor e não havia nuvens naquele começo de tarde de terça-feira, 14 de fevereiro, quando Larry Pinto de Faria desceu do automóvel, que dirigia de próprio punho, reclamando em tom de brincadeira do horário da entrevista, que lhe obrigara a encurtar a sesta sagrada. Aos 79 anos, Larry merece que lhe respeitem o horário de descanso. Mas fora o contratempo, encontrou uma sombra no meio do canteiro de obras, sentou e conversou por quase uma hora com o Impedimento.

O gol que considera o mais bonito, a estreia nos Eucaliptos, a ovação da torcida, a convivência com os colegas no alojamento do estádio, a vida construída em Porto Alegre, o amor por apenas um clube e por que no futebol há coisas mais importantes que o dinheiro. Tudo isso foi dito por Larry neste documento de 30 minutos, gravado com o microfone “vazando” na imagem por conta do barulho das máquinas, que durante a entrevista destruíam o que restava da casa e do palco principal do cerebral Larry.

Natural de Nova Friburgo e oriundo do Fluminense, Larry chegou ao Inter em 1954 para pegar experiência. Acabou ficando no clube até 1961, marcando 176 gols e se tornando um dos maiores artilheiros da história colorada. É também o último remanescente do Rolinho, como ficou conhecido o time que foi a sequência do grande Rolo Compressor. Depois de encerrada a carreira de jogador, ainda foi vereador por quatro mandatos e secretário municipal de Porto Alegre. Nos dias atuais, desempenha com cortesia e generosidade o papel de memória viva do Internacional dos anos 50 e do Estádio dos Eucaliptos, o grande estádio do futebol gaúcho naquela época.

Assistam o vídeo, dividido em três partes:

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Boa noite, Argel Fucks (com os melhores lances de um péssimo jogo)

Argel: duro de aguentar

Argel: duro de aguentar

Não vi os últimos 4 jogos do Inter. Por isso, não comentei as goleadas sobre Novo Hamburgo, Brasil (Pel), Glória e São Paulo (RG). Ao todo foram 15 x 3. Mas conversei  com amigos confiáveis e eles me disseram que as goleadas ocorreram mais pela ruindade e falta de preparo físico dos adversários do que por atuações avassaladoras. Hoje, voltei a ver um jogo. Alguns dirão que é pé frio, pois o que vi foi uma considerável exposição de passes errados e incapacidade ofensiva. Mais: o Inter poderia muito bem ter perdido a partida nos contra-ataques do São José, um time de nível de terceira divisão brasileira. Acabou em 0 x 0.

Não sei como venceremos em casa no Brasileiro.

Pois o que o Zequinha fez foi fechar-se. E bastou. Assisti a partida com um grupo de amigos colombianos e fiquei sabendo que o jogador o qual o Inter desistiu. Juan Quintero, é excepcional, e que Seijas, contratado, é um bom organizador. Completaram dizendo que Quintero entraria como uma luva no nosso time. Olha, e como precisamos de reforços. De técnico e de reforços. A gurizada é boa, mas falta ao grupo uma liderança técnica. Não faço coro às críticas contumazes feitas à Anderson, mas não chego ao ponto de dizer que ele possa ocupar o posto.

A boa notícia da semana foi para os sócios. Não gosto de pagar um clube do qual desconfio e tenho feito isto por anos. Na segunda-feira (11), as contas da Gestão 2015 do Inter foram apresentadas e aprovadas sem ressalvas. Trata-se de um caso raro, se considerarmos os últimos anos. Lá estavam 233 conselheiros, que puderam comprovar os números detalhados da gestão. E o superávit final foi de R$ 27,5 milhões, com um faturamento bruto de R$ 366.849 milhões, o maior da história do Clube, tal como foi apresentado por Sandro Farias, responsável pela Controladoria e Transparência.

Pelo visto, ninguém sairá da direção do clube MUITO MAIS RICO do que entrou.

É a única boa notícia da semana. De resto, contratem bem e #foraargel.

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Para finalizar, Johan Cruyff em 1978

Cruyff se recusou a jogar a Copa de 1978 na Argentina. E ele morreu no dia dos 40 anos do golpe militar argentino.

cruyff 1978

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