Bom dia, Zago (com os melhores lances do Gre-Nal de 2 x 2 de ontem)

O Grêmio dava uma saranda no Inter no primeiro tempo. Bolaños e Luan navegavam tranquilamente em campo. O Inter marcava de longe e eles podiam pensar no que fazer antes de receber a marcação. Já o Grêmio marcava em cima e obtinha enorme vantagem. Eles tem mais time, ainda. Mas Renatinho Portaluppi, velho amigo do Inter desde que era aprendiz de padeiro em Bento Gonçalves, resolveu mudar e recuar o tricolor no início do segundo tempo — esta afirmativa não é minha, é do próprio Renato, na coletiva após o jogo. Resultado: o Inter virou o jogo antes dos 15 min do segundo tempo. O empate do Grêmio veio num chute da entrada da área, com a bola passando entre três jogadores do Inter, o que provocou a falha de Danilo Fernandes. Lastimável.

O pessoal do Grêmio aprendeu muito ontem | Foto: Ricardo Duarte

O pessoal do Grêmio aprendeu muito ontem | Foto: Ricardo Duarte

Mais um empate. O empate dispara na ex-rivalidade Gre-Nal. Agora são 129. É o clássico Gre-Pate ou InPate. O Inter venceu 154 Gre-Nais, o Grêmio, 127, e temos 129 empates. Dá-lhe empate! Até os empates estão à frente do imortal…

Foi um bom resultado para nós, time merecidamente na segunda divisão. Apesar de não marcarmos nada bem, de os jogadores do Grêmio receberem sempre livres a bola, algo verdadeiramente apavorante, temos evoluído, Zago, e isso é o mais importante. Tu pegaste um grupo limitado, abalado psicologicamente e há 18 meses sem treinador. Ah, por falar em abalado psicologicamente… Charles e Léo Ortiz estavam nervosíssimos. William ligado em 220 V, o que é inútil. E Carlos… Olha, sei que Nico se machuca demais, mas é muito superior a este Carlos. Tem que jogar sempre. Nosso ataque tem que ser Nico e Brenner. E é melhor esquecer de Anselmo.

Nossa comemoração foi compreensível e justa. D`Alessandro, que não é nada burro, sabe que empatar com o Grêmio fazendo dois gols era impossível três meses atrás. Melhores em campo? Do nosso lado, D`Alessandro, Nico, Dourado e Brenner, que tem se mostrado um centroavante consistente.

Se seguirmos nesse ritmo, teremos um bom time para voltar para a Série A, em 2018. É sempre perigoso elogiar no inicio de março, mas acho que a diretoria tem trabalhado bem na dispensa de jogadores e nas contratações. E já damos trabalho a times do baixo clero da Libertadores.

https://youtu.be/isyYNyBAf6o

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Bom resultado para o Inter. E empates ultrapassam Grêmio na história dos Gre-Nais

O juiz e Dourado, o localista e o injustiçado | Foto: Ricardo Duarte

O juiz e Dourado, o localista e o injustiçado | Foto: Ricardo Duarte

Não reclamo. Foi um ponto conquistado fora de casa, mas poderiam ser três se o juiz Francisco Carlos do Nascimento tivesse um pouco mais de compostura e amor à verdade.

Não vi o primeiro tempo. Meu amigo Farinatti disse que nada aconteceu durante os primeiros 45 minutos. Jogo trancado e chato, a única novidade era que o Inter não estava apenas se defendendo.

No começo do segundo tempo, perdemos dois gols com Vitinho e Sasha. A sorte começava a nos sorrir quando houve as expulsões. A decisão que Francisco Carlos do Nascimento deveria ter tomado era clara: ele expulsar Kannemann e Vitinho (por atitude anti-desportiva e por terem iniciado a confusão) e Edilson (por agressão a socos). Só que ele optou por ignorar Kannemann, dar amarelo para Vitinho, e expulsar Edilson e Dourado (?). Uma piada de juiz localista.

A expulsão de Dourado — ocorrida minutos depois, ainda dentro da confusão, em óbvio desejo cessar as reclamações azuis — foi uma tremenda injustiça para quem tomou três socos bem na frente do árbitro e não reagiu.

Com um jogador a mais, haveria grandes chances de vitória nossa, mas a decisão da arbitragem retirou um de nossos principais jogadores e uma lateralzinho meia-boca do Grêmio, deixando as coisas tão chatas como provavelmente estiveram na primeira etapa.

De qualquer maneira, um bom resultado. O Infobola já nos dá apenas 19% de chances de queda. O Chance de Gol dá 14%.

Agora, a estatística dos Gre-Nais aponta 154 vitórias do Inter, 129 empates e 128 vitórias do Grêmio. É o clássico Gre-Pate. Uma disputa duríssima em que os empates ultrapassaram o Grêmio! Já a posição do Inter não deve ser ameaçada durante o resto de minha vida.

Em momento de autobullying, antes do jogo, soube que a torcida tricolor gritou a esmo “ão, ão, ão, segunda divisão”. Em resposta, gargalhadas coloradas.

 Neurose: gremista em pleno autobullying. Foto: Luiz Eduardo Robinson Achutti

Neurose: gremista em pleno autobullying. Acho horrível assistir à agonia de uma esperança | Foto: Luiz Eduardo Robinson Achutti

A principal constatação do jogo é a de que o Inter melhorou um pouquinho e já é igual ao Grêmio.

Inter x Santa Cruz, no próximo sábado às 18h30, no Beira-Rio, tornar-se um jogo-chave para nossa tranquilidade neste final de Brasileiro.

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Bom dia, presidente Derrotório Piffero. Quem sabe passamos com o trator sobre o Argélico?

A gente acordou cedo pra ver uma merda de jogo

Teve muita gente que acordou cedo em pleno domingo para ver uma merda de Gre-Nal

Fui ao jogo acompanhado do amigo atleticano Idelber Avelar que, ao sair do estádio, escreveu no Facebook: Algum douto boleiro me explique como a dupla Gre-Nal está no G-4 do Brasileirão? Céus, como são ruins!

São realmente péssimos, mas o Inter é pior. É inacreditável que Argélico esteja nosso técnico há quase um ano. Mas vamos ao jogo.

O primeiro tempo não teve nenhuma chance de gol do Inter — um time sem armadores, dependente de chutões, de seu bom preparo físico e da sorte — e teve uma do Grêmio, nascida depois de Sasha jogar-se ao chão sem ter sido tocado. No contra-ataque, um chute à queima-roupa bateu no peito de tábua de Muriel e sobrou para Douglas marcar. Depois do gol do Grêmio, Argélico tratou de queimar mais um, desta vez Fernando Bob, colocando Gustavo Ferrareis. Não há muito mais o que dizer além daquilo que repetimos há meses. Não temos toque de bola, padrão de jogo, tomamos contra-ataques atuando com três volantes, reforços duvidosos estão chegando após passar 1/3 do Brasileiro, etc.

Se eles sempre jogassem de olhos fechados, talvez acertassem o mesmo número de passes | Foto: Ricardo Duarte

Se eles jogassem todo o tempo de olhos fechados, talvez acertassem o mesmo número de passes | Foto: Ricardo Duarte

E assim o time vai se encaminhando para o seu lugar habitual, algo entre o 8º e o 12º lugares. É uma vida no limbo. Espero apenas que não caia mais.

No segundo tempo, fizemos uma pressão. Pressãozinha, bem entendido. Perdemos gols claros com Paulão, Anderson e Vitinho, mas de resto fomos controlados com tranquilidade por nosso medíocre adversário, que não apareceu mais no ataque.

As entrevistas dos dirigentes do Inter após as vitórias — sim, faz tempo — são mais claras que as das derrotas. E o incrível é que a Comissão Técnica parece efetivamente não saber o motivo pelo qual estava ganhando, comportando-se como ufanistas vazios. Devem estar muito desconcertados pelo fato do time ter passado a perder e perder.

Não temos meio-de-campo, apenas uma boa defesa e um ataque que não funciona devido ao meio. A história nos mostra que técnicos motivadores têm data de validade curta e a de Argel já está pra de vencida. Só Derrotório Piffero não vê.

Este meio de semana sem jogos seria boa para trocar de técnico. É sempre complicado decidir uma troca, mas o que temos é um zero à esquerda e mundo e a bola estavam gritando que iríamos dar com os burros n`água imediatamente. Se não estavam vendo o mercado, mais uma mancada. Se nossa direção tivesse alguma… direção, Marcelo Oliveira estaria em nosso banco ontem, mas este o Galo do Idelber já pegou.

https://youtu.be/so0XPNRzgZs

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Bom dia, Argel Fucks (com os melhores lances do Gre-Nal de ontem)

E os empates ultrapassaram o Grêmio. Agora são 154 vitórias do Inter, 128 empates e 127 vitórias do tricolor. O Gre-Pate está renhido, com vantagem para o segundo. Torço por eles!

Maicon prepara-se para pisar a tíbia de Dourado. Quase quebrou-lhe a perna | Foto: Ricardo Duarte

Maicon prepara-se para pisar a tíbia de Dourado. Quase quebrou-lhe a perna | Foto: Ricardo Duarte

Assisti o jogo no querido Pastel com Borda da Fernandes Vieira e me diverti muito com a reação das torcidas. Os gremistas vibraram com as agressões de Maicon em Dourado por cima da bola, Geromel em Aylon sem bola e Marcelo Oliveira irritado com William. Vibraram muito mesmo. A torcida em campo também. Mas, agora, ouço o presidente do Grêmio reclamar que Miller Bolaños sofreu uma lesão grave num lance de falta clara de William.

William é meio louco mesmo, mas foi um lance violento de um jogo violentíssimo de parte a parte. Anderson Daronco não conseguiu controlar o jogo do ponto de vista disciplinar. Talvez, se tivesse expulsado logo na primeira agressão — a de Wesley em Artur –, tudo fosse diferente. Bolaños levou a pior, claro, mas Maicon também merecia o cartão preto após falta em Dourado. Até agora não sei como o colorado não fraturou a tíbia. Vejam o dantesco lance abaixo (o vídeo também inclui a falta de William em Bolaños).

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Infelizmente, acho até que o Grêmio terá vantagem sem Bolaños. É um jogador escalado erradamente como centroavante — conheço-o bem do Emelec — e Henrique Almeida é superior a ele na posição. Para Bolaños jogar, haveria que retirar Giuliano, Douglas ou Luan. Difícil, pois o trio titular é quase cativo.

Mas vamos ao que interessa, Argel. E o que interessa, é nosso time.

O primeiro tempo teve superioridade gremista. Era compreensível. A Arena tinha 48 mil pessoas, batendo seu recorde de público, com esmagadora maioria azul. Nosso time é jovem, mas aguentou a pressão. Nós não somos grande coisa, eles também não. No segundo tempo, passamos a dominar as ações, mas o empate foi merecido. Giuliano, Luan, Dourado e Vitinho perderam gols incríveis e ainda teve aquela jogada do Sasha no final do jogo em que o chute não saiu.

Gostei do que vi. Aylon e Fabinho estão surpreendendo. Andrigo não jogou bem, mas não estava acadelado. A criação não funcionou, só que era impossível jogar, pois a partida teve um número altíssimo de faltas: 20 faltas do Grêmio contra 17 do Inter. Isto é, além do Daronco, ninguém teve liberdade. Com um pouco de sorte, poderíamos ter vencido, mas não lamentei o empate, pois adoro estatísticas e achava uma injustiça o Grêmio estar à frente deles.

Teu time está adquirindo uma cara, Argel. Ainda não sei bem qual. O importante é que a defesa melhorou e, com uma boa defesa, haverá tranquilidade para a montagem do resto do time. Voltamos a campo domingo contra o São Paulo de Rio Grande. Acho que está na hora de sairmos daquele eterno quinto lugar, não?

Um resumo do ano pra ti, Argel: Alisson, Dourado, Ernando e Sasha estão confirmando. Andrigo e Aylon — o último fez um belo Gre-Nal — aproveitam bem as chances. Bob e Fabinho são realmente excelentes. Anderson, Paulão e Artur vêm crescendo. Réver e Alex estão pedindo aposentadoria. Marquinhos e Alisson Farias são decepções. Jackson é esquisito. William é um doido varrido, mas fez bom Gre-Nal. Vitinho quase estreou em 2016. Bruno Baio, coitado, é um braço roubado à agricultura.

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É pura matemática, o Grêmio detém o recorde de maior jejum de títulos importantes da história do RS

No início de 2015, o Grêmio roubou uma marca indesejável que era do Inter. O tricolor passou a ostentar o indesejável título de Campeão de Jejum da história do futebol do Rio Grande do Sul desde a primeira conquista nacional, em 1975. Leia abaixo.

 Matéria de Marinho Saldanha, publicada no UOL em 25/12/2014. Adaptada e atualizada.

gremista chorando

Até 1975, a dupla Gre-Nal valorizava muito mais a disputa regional do que os títulos brasileiros ou mesmo continentais. O Gauchão era motivo de orgulho de parte a parte, com disputas, brigas e discussões intermináveis que rompiam o campo de jogo. Não mudou muito no que diz respeito a dualidade entre azuis e vermelhos, o que foi alterado a partir de 1975 foi a importância dada às conquistas.

O Internacional abriu caminho com a conquista do Brasileirão daquele ano. Em seguida, ganhou de novo em 1976 e foi tricampeão em 1979. Até conhecer o primeiro grande jejum de conquistas relevantes. Depois daquela taça, a próxima viria apenas em 1992, com a Copa do Brasil. Foram 13 anos de espera, precisamente 4.739 dias entre 23 de dezembro de 1979, final daquele Brasileiro, e 13 de dezembro de 1992, final da Copa do Brasil.

Mas com o gol de Célio Silva, o Internacional superou o Fluminense e quebrou a marca. Até então, maior período sem conquistas de clubes gaúchos. Mal sabia o Inter que um jejum ainda maior estava à caminho. Entre 1992 e a conquista da Libertadores de 2006 foram 14 anos. Exatamente 4.994 dias até o 16 de agosto quando o time de Fernandão e companhia derrotou o São Paulo no Beira-Rio consolidando a primeira conquista continental do clube.

Os anos que seguiram deram ao Inter o apelido de ‘campeão de tudo’. Veio o Mundial em 2006 a Recopa em 2007, a Sul-Americana em 2008, o bicampeonato da Libertadores em 2010 e o bi da Recopa em 2011. Depois, as conquistas fora do âmbito estadual pararam até os dias de hoje.

Mas a marca negativa entre 1992 e 2006 está prestes a ser rompida. O Grêmio jamais teve jejum sequer próximo dos do Inter, mas quando resolveu parar de conquistar, o fez em larga escala.

O primeiro título nacional gremista ocorreu em 1981. Depois a Libertadores e o Mundial de 1983, a primeira edição da Copa do Brasil em 1989, novamente a Copa em 1994, a Libertadores de 1995, a Recopa de 1996, o tricampeonato da Copa do Brasil em 1997, e no dia 17 de junho de 2001, ao fazer 3 a 1 no Corinthians em São Paulo os comandados de Tite levantaram a Copa do Brasil daquele ano, o último título relevante gremista fora do Estado.

No período que seguiu, apenas a Série B de 2005 foi erguida fora do Rio Grande do Sul. E mesmo com a epopeia conhecida como ‘Batalha dos Aflitos’, o título que recolocou o Tricolor na primeira divisão é pequeno para um clube de tamanha grandeza.

E com isso, o Grêmio chega, na data de hoje, 27 de outubro de 2015, a precisos 5.247 dias sem conquistas. Está mais do que batido o recorde do maior jejum do futebol gaúcho em conquistas relevantes desde o primeiro título nacional.

Cabe ao Grêmio interromper a série negativa a fim de não ampliar o recorde negativo. E torcer para o Internacional ficar novamente um longo período sem levantar taças importantes, para que a marca deixe de pesar no histórico do clube. Lembremos que, se o jejum do Grêmio vem desde 2001, o Inter também não ganha nada de importante desde 2011, quando ganhou a Recopa Sul-Americana.

Imagem meramente provocativa.

Imagem meramente provocativa.

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O Gre-Nal salvo pelo absinto

Aguirre, treina chutes a gol com o Sasha!

Aguirre, faz o Sasha treinar chutes a gol!

O Inter perdeu a grande chance que lhe foi dada pelo árbitro Anderson Daronco. Este distribuiu tantos cartões bobos que foi obrigado a expulsar Geromel quando este fez, finalmente, uma falta merecedora de cartão. Depois o Grêmio recuou, mas o Inter não se fartou de perder gols, perdeu uns aqui e ali, não houve grande pressão. E, pqp, foi uma partida ruim, bem chata de se ver. O Douglas Ceconello matou a questão: Gre-Nal, se não fosses tão feio, não serias eterno”.

O resultado do jogo foi o reflexo exato daquilo que se passou dentro do campo. Não me digam dos gols perdidos pelo Inter. Por exemplo, soltando aquele traque, como fez no segundo tempo, Sasha jamais fará gol em Grohe. Ninguém pode sequer querer reclamar grande injustiça de placar ou arbitragem. Daronco foi ruim para os dois lados. Como tem ocorrido, foi mais um Gre-Nal entre dois times com mais receio de perder do que desejo de ganhar. Houve poucas oportunidades de gol ou jogadas de perigo e, portanto, o marcador foi a consequência lógica desta postura medrosa. O resultado foi ótimo para o Grêmio e há precedentes. Em 2006, exatamente desta forma, o Grêmio foi campeão no Beira-Rio pelo saldo qualificado após um empate em zero no Olímpico.

Os garotos Rodrigo Dourado e Valdívia voltaram a ser os destaques do Inter — Valdívia tem que iniciar os jogos, certo Aguirre? Também recém vindos dos juniores, William, Alisson e Geferson foram bem. A exceção foi Sasha, que decaiu muito. O milionário restante do time foi apenas irregular…

Para piorar, enquanto víamos o jogo, eu e Elena perdíamos de conversar com o Henrique Bente, que fora ver a coisa lá em casa. Minutos depois de sair lá de casa, o Henrique escreveu o que segue em seu perfil do Facebook:

Primeiro Gre-Nal a que assisto depois de desligar-me do Grêmio em função do Caso Aranha.
 
Claro que não vestiria nem a camiseta de um, tampouco a do outro, então em solidariedade aos anfitriões vesti as cores tchecas e ingressei nos domínios do Imperador Vassily, o Magnífico, para torcer pelas fraturas.
 
Assistir a uma partida de futebol tão desgraçada na casa de uma musicista e de um melômano foi interessante, não tanto pelos vinte e dois caboclos que insistiam em desonrar o ludopédio, mas pela experiência de escutar, em vez da voz de boleiros, boa música: César Franck, Franz Schubert e Johann Sebastian Bach fizeram suas contribuições, mas foi a Sinfonia Italiana de Felix Mendelssohn-Bartholdy a que melhor se saiu junto com a coreografia sovaquenta daqueles inimigos da bola.
 
Assistir ao Braian Rodriguez passar lotado pela bola ao som da abertura de Sonho de uma Noite de Verão foi talvez um pouco demais para meu telencéfalo, de modo que meus atentos anfitriões não tardaram a desinfetar meus sentidos com um potente absinto. Depois de dois goles da Fada Verde, tudo melhorou.
 
Espero repetir a experiência com melhor futebol. Por ora, muito obrigado, Milton e Elena!

Tem razão o Henrique, o absinto tornou o final da partida agradável. Os erros de passes tornaram-se lógicos, os rostos duros de ruindade tornaram-se engraçados, o problema é que no Beira-Rio, no próximo domingo, ninguém vai deixar eu levar a garrafa milagrosa.

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Bom dia, Diego Aguirre

Meu caro Aguirre, o Gre-Nal de ontem teve seu principal fato nas arquibancadas, não em campo. Foi bonito ver o vermelho e o azul misturados nas arquibancadas. Na saída do estádio, enquanto descia a rampa, surgiu um gremista levando um menino colorado nas costas. Recebeu aplausos. Imaginem só. O Latuff, que estava comigo, fotografou. Talvez tenhamos cura.

Foto: Carlos Latuff

Um gremista tranquilo entre colorados. Imagem impossível nos duzentos (ou mais) gre-nais anteriores | Foto: Carlos Latuff

A ideia colorada da torcida mista saiu aprovada com louvor. É incrível, mas os gremistas são seres humanos que pertencem à mesma sociedade que pertencemos. Vestem-se com aquele pijama horroroso, mas são como nós. Trabalho com vários, sou amigo de muitos e até o aumento das tarifas de energia será sentido por eles. Olha só que linda estava a torcida mista.

Foto: Carlos Latuff

A torcida mista | Foto: Carlos Latuff

Em campo, o Gre-Nal foi entre os reservas do Inter e os titulares do Grêmio. Jogo trancado, de pouca emoção. Nosso time reserva é um total desentrosamento, Aguirre. Isso só aumenta quanto jogadores que aspiram vaga no time titular tentam resolver tudo sozinhos, casos de Valdívia, Anderson e Vitinho. Nilmar esteve mal, mas há que considerar sua solidão entre os zagueiros tricolores.

Num time bagunçado, a gente mal consegue analisar as individualidades. Nico Freitas é um achado teu, Aguirre. O uruguaio joga demais e acabará empurrando algum Nilton ou um dos armadores para fora do time. Alisson Farias entrou muito bem. Géferson parece ser bem melhor do que o famigerado Alan Ruschel. Rodrigo Dourado é outro bom jogador e Luque aprontou algumas com sua velocidade.

Mas foi uma partida jogada por nossos reservas. Não dá para criar teses. O Gre-Nal serviu para um público de 30 mil pessoas ver que colorados e gremistas podem conviver civilizadamente mesmo num ambiente de disputa. O jogo em si será esquecido. A torcida mista e sua lição, não. Ao menos é o que espero.

Foto: Tales Venâncio

Imagem fófis da tarde: os sulvinteumenses Carlos Latuff, Milton Ribeiro, Igor Natusch, Caio Venâncio e Filipe Castilhos | Foto: Tales Venâncio

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Bom dia, Abel Braga (com os gols de Grêmio 4 x 1 Inter)

Gol de Luan após o Inter perder a bola bobamente no meio-de-campo

Gol de Luan após o Inter perder a bola bobamente no meio-de-campo

O Grêmio não fazia 4 gols num jogo desde janeiro, quando venceu o Aimoré por 4 x 0. Neste Brasileiro, o time não tinha feito três gols em nenhuma partida. Ontem, fez quatro. Parabéns, Abel, a justíssima vitória do Grêmio passa por ti, por cima de ti. Foi um banho de bola.

Sim, é complicado jogar contra um time que se utiliza preferencialmente do contra-ataque e que tem uma boa defesa. E nós fizemos aparecer as melhores características do Grêmio perdendo bolas fáceis no meio-de-campo. Se ninguém se aproxima de Willians para receber a bola, ele vai perdê-la e nossa defesa será pega de surpresa. Os primeiros dois gols nasceram assim, de nosso mau toque de bola. Compactar o time, fazer com que apareçam jogadores para receber a bola. Tarefa tua, Abel.

Para completar, fracassos pessoais minaram ainda mais o time. Alan Ruschel fez com que os detratores de Fabrício quase morressem de saudades do lateral titular. Na lateral direita, tu não aprendes que o melhor que temos é Cláudio Winck, seguido de Diogo e não do fraco Wellington Silva, um dos destaques negativos de ontem. Nilmar ainda está fora de forma, é um peso morto e, quanto a Alan Patrick… Melhor nem falar, pois não o vi em campo.

Quando estava 2 x 1 para o Grêmio. Observei um escanteio contra nós. Observei bem e vi que Geromel estava livre no segundo pau. Livre, livre, livre. Mas a bola foi batida no primeiro. Abel, o que tu fazes — tinha escrito “fezes” — durante a semana?

O site de estatísticas Infobola dá o Inter com 43% de chances de chegar à Libertadores. O Grêmio tem 40%. Mas isso é a estatística aplicada à dificuldade dos jogos que ambos têm pela frente. Nosso problema é motivacional e moral. E não tenho nenhuma confiança no teu poder de reagir e de motivar, Abel. Quanto ao esquema tático e erros de escalação, já cansei de te escrever a respeito.

http://youtu.be/CYm9Y041EZ4

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Bom dia, Abel Braga / Os gols de ontem / As estatísticas atualizadas do clássico Gre-Nal

Abel feliz da vida

Abel feliz da vida | Foto: Marcelo Campos / Divulgação

Ah, o Fernandão morreu,
o Fernandão morreu,
o Fernandão morreu-eu

Da torcida Grêmio no Gre-Nal de ontem

Só por isso já mereciam ter perdido, não? Mas é uma postura que ultrapasse a truculência das organizadas. Ainda na noite de ontem, li vários gremistas pedindo desculpas pelo comportamento de sua torcida.

Me envergonho desses imbecis que estavam lá envergonhando o meu time em mais uma derrota,

disse um deles para mim. Igor Natusch, outro baita gremista meu amigo, escreveu:

Quanto maior a carência de títulos, mais essas criaturas vão tomando conta da torcida gremista. Pobres de espírito, toscos mergulhados na babaquice, gente que vê futebol com rancor. Quero distância desse pessoal, não quero isso aí para a minha vida. Futebol, mesmo na derrota, é prazer, não infâmia. Lamento pelo insulto escroto dessas pessoas e espero que encontrem algum tipo de grandeza pessoal no futuro, se bem que acho difícil.

OK, vamos adiante. Efetivamente, não é uma postura geral. A reação da torcida do Inter foi de aplaudir a imbecilidade. Pois, há ofensas que dizem mais do ofensor do que do ofendido. Foi a resposta mais perfeita para aquele momento.

Falemos do jogo.

Abel, somos obrigados a reconhecer que o Grêmio de Felipão foi bem diferente do de Enderson Moreira. Este marca, não tem a indulgência daquele. O primeiro tempo só acabou em 0 x 0 porque Dudu perdeu um gol feitíssimo. No início do segundo tempo, a coisa piorou para nós. O Grêmio começava a dominar o jogo com base nas excelentes atuações de, num primeiro nível, Felipe Bastos, secundado pelo jovem Walace e por Giuliano. Mas aí ocorreu o que tem sido nossa doce rotina.

Gosto dos jogadores decisivos. Você pode empilhar dez Rodriguinhos no seu time que eles não farão um D`Alessandro. Exagero? Claro que sim, os gregos criaram a figura da hipérbole para intensificar um fato até o inconcebível e os lógicos adoram hipérboles. Por isso, digo que 61 Baideks não fariam o que um Renato fez em Tóquio, por exemplo. Como eu dizia, o Grêmio se esforçava e dominava o jogo, só que, quando menos esperava… Alex driblou meio-mundo, abriu para Fabrício que, livre, cruzou para Aránguiz abrir o marcador. Ter melhores jogadores é uma arma óbvia e decisiva.

O que veio depois foi uma enorme perturbação tricolor e uma festa colorada. É muito chato jogar no limite, com a atenção máxima, e tomar na cabeça. Para piorar, a qualidade do Inter, antes de(re)primida, passou por momentos de euforia com D`Alessandro e Aránguiz no comando. O segundo gol saiu ao natural e, se houvesse mais tempo, chegaríamos aos 7 x 1, tenho certeza. Além dos jogadores citados do Inter, Juan esteve em dia de gênio.

Ah, Abel, pelamordedeus, acho que está na hora de efetivar Cláudio Winck na lateral. Ele é muito melhor do que a concorrência e ainda faz gols. Chega de nabas. Wellington Silva deve ficar ao lado de Alan Patrick, no banco.

http://youtu.be/dPIZW7OldPE

Cláudio Winck em chamas após o segundo gol

Cláudio Winck em chamas após o segundo gol

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HISTÓRICO GERAL DO CLÁSSICO GRE-NAL (après Carta na Manga):
402 jogos
125 vitórias do Grêmio
152 vitórias do Internacional
125 empates
529 gols do Grêmio
574 gols do Internacional

JOGOS OFICIAIS
322 jogos
102 vitórias do Grêmio
118 vitórias do Internacional
102 empates
412 gols do Grêmio
424 gols do Internacional

AMISTOSOS E TORNEIOS NÃO OFICIAIS
80 jogos
23 vitórias do Grêmio
34 vitórias do Internacional
23 empates
117 gols do Grêmio
150 gols do Internacional

POR COMPETIÇÃO
Seletiva da Libertadores: 2 jogos; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 2 gols do Inter
Copa Sul-Americana: 4 jogos; 1 vitória do Grêmio; 1 vitória do Inter; 2 empates; 5 gols do Grêmio; 6 gols do Inter
Campeonato Brasileiro: 49 jogos; 19 vitórias do Grêmio; 17 vitórias do Inter; 13 empates; 46 gols do Grêmio; 48 gols do Inter
Copa do Brasil: 2 jogos; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 2 gols do Inter
Robertão: 6 jogos; 4 vitórias do Inter; 2 empates; 1 gol do Grêmio; 4 gols do Inter
Copa Sul/Sul-Minas: 3 jogos; 1 vitória do Inter; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 4 gols do Inter
Gauchão: 155 jogos; 45 vitórias do Grêmio; 53 vitórias do Inter; 57 empates; 163 gols do Grêmio; 160 gols do Inter
Citadino: 105 jogos; 37 vitórias do Grêmio; 44 vitórias do Inter; 20 empates; 191 gols do Grêmio; 198 gols do Inter

POR ESTÁDIO
Olímpico: 123 jogos; 41 vitórias do Grêmio; 34 vitórias do Inter; 48 empates; 152 gols do Grêmio; 132 gols do Inter
Beira-Rio: 110 jogos; 27 vitórias do Grêmio; 43 vitórias do Inter; 40 empates; 91 gols do Grêmio; 110 gols do Inter
Eucaliptos: 54 jogos; 22 vitórias do Grêmio; 24 vitórias do Inter; 8 empates; 84 gols do Grêmio; 98 gols do Inter
Baixada: 47 jogos; 23 vitórias do Grêmio; 15 vitórias do Inter; 9 empates; 100 gols do Grêmio; 92 gols do Inter
Chácara dos Eucaliptos: 12 jogos; 6 vitórias do Grêmio; 6 vitórias do Inter; 24 gols do Grêmio; 27 gols do Inter
Arena do Grêmio: 3 jogos; 1 vitória do Inter; 2 empates; 3 gols do Grêmio; 4 gols do Inter

POR DÉCADA
1909: 1 jogo; 1 vitória do Grêmio; 10 gols do Grêmio
1910-19: 12 jogos; 7 vitórias do Grêmio; 5 vitórias do Inter; 36 gols do Grêmio; 25 gols do Inter
1920-29: 18 jogos; 11 vitórias do Grêmio; 4 vitórias do Inter; 3 empates; 45 gols do Grêmio; 34 gols do Inter
1930-39: 30 jogos; 14 vitórias do Grêmio; 10 vitórias do Inter; 6 empates; 60 gols do Grêmio; 59 gols do Inter
1940-49: 49 jogos; 7 vitórias do Grêmio; 32 vitórias do Inter; 10 empates; 73 gols do Grêmio; 138 gols do Inter
1950-59: 40 jogos; 11 vitórias do Grêmio; 16 vitórias do Inter; 13 empates; 47 gols do Grêmio; 69 gols do Inter
1960-69: 42 jogos; 16 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 13 empates; 52 gols do Grêmio; 34 gols do Inter
1970-79: 59 jogos; 12 vitórias do Grêmio; 24 vitórias do Inter; 23 empates; 52 gols do Grêmio; 56 gols do Inter
1980-89: 50 jogos; 16 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 21 empates; 54 gols do Grêmio; 51 gols do Inter
1990-99: 43 jogos; 14 vitórias do Grêmio; 12 vitórias do Inter; 7 empates; 39 gols do Grêmio; 37 gols do Inter
2000-09: 34 jogos; 10 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 11 empates; 33 gols do Grêmio; 39 gols do Inter
2010-14: 24 jogos; 6 vitórias do Grêmio; 10 vitórias do Inter; 8 empates; 28 gols do Grêmio; 34 gols do Inter

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Nossa supremacia em Gre-Nais e um mito de torcedor

As estatísticas foram roubadas do blog amigo (e gremista) Carta na Manga.

Apesar de toda a superioridade — a histórica e, principalmente, a recente –, fiquei assustado ontem à noite. Os dois times que estão à nossa frente, isto é, o Cruzeiro e o Fluminense, empataram com times fracos e, se ganharmos hoje, ficaremos na segunda posição do Brasileiro, a apenas dois pontos do líder. Pois é isso mesmo que não sabemos fazer, não sabemos aproveitar as oportunidades que os outros nos dão.

Só de saber dos resultados, eu e metade dos colorados ato contínuo pensaram:

— Ah, não! Vamos perder…

Porque nós, colorados, somos corneteiros profissionais e pessimistas. Não somos ufanistas como os do lado de lá…

Abaixo, uma completíssima estatística do histórico do confronto. E boa sorte para nós!

Bandeirao_MarchaColorada

HISTÓRICO GERAL
401 jogos
125 vitórias do Grêmio
151 vitórias do Internacional
125 empates
529 gols do Grêmio
572 gols do Internacional

JOGOS OFICIAIS
321 jogos
102 vitórias do Grêmio
117 vitórias do Internacional
102 empates
412 gols do Grêmio
422 gols do Internacional

AMISTOSOS E TORNEIOS NÃO OFICIAIS
80 jogos
23 vitórias do Grêmio
34 vitórias do Internacional
23 empates
117 gols do Grêmio
150 gols do Internacional

POR COMPETIÇÃO
Seletiva da Libertadores: 2 jogos; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 2 gols do Inter
Copa Sul-Americana: 4 jogos; 1 vitória do Grêmio; 1 vitória do Inter; 2 empates; 5 gols do Grêmio; 6 gols do Inter
Campeonato Brasileiro: 48 jogos; 19 vitórias do Grêmio; 16 vitórias do Inter; 13 empates; 46 gols do Grêmio; 46 gols do Inter
Copa do Brasil: 2 jogos; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 2 gols do Inter
Robertão: 6 jogos; 4 vitórias do Inter; 2 empates; 1 gol do Grêmio; 4 gols do Inter
Copa Sul/Sul-Minas: 3 jogos; 1 vitória do Inter; 2 empates; 2 gols do Grêmio; 4 gols do Inter
Gauchão: 155 jogos; 45 vitórias do Grêmio; 53 vitórias do Inter; 57 empates; 163 gols do Grêmio; 160 gols do Inter
Citadino: 105 jogos; 37 vitórias do Grêmio; 44 vitórias do Inter; 20 empates; 191 gols do Grêmio; 198 gols do Inter

POR ESTÁDIO
Olímpico: 123 jogos; 41 vitórias do Grêmio; 34 vitórias do Inter; 48 empates; 152 gols do Grêmio; 132 gols do Inter
Beira-Rio: 109 jogos; 27 vitórias do Grêmio; 42 vitórias do Inter; 40 empates; 91 gols do Grêmio; 108 gols do Inter
Eucaliptos: 54 jogos; 22 vitórias do Grêmio; 24 vitórias do Inter; 8 empates; 84 gols do Grêmio; 98 gols do Inter
Baixada: 47 jogos; 23 vitórias do Grêmio; 15 vitórias do Inter; 9 empates; 100 gols do Grêmio; 92 gols do Inter
Chácara dos Eucaliptos: 12 jogos; 6 vitórias do Grêmio; 6 vitórias do Inter; 24 gols do Grêmio; 27 gols do Inter
Arena do Grêmio: 3 jogos; 1 vitória do Inter; 2 empates; 3 gols do Grêmio; 4 gols do Inter

POR DÉCADA
1909: 1 jogo; 1 vitória do Grêmio; 10 gols do Grêmio
1910-19: 12 jogos; 7 vitórias do Grêmio; 5 vitórias do Inter; 36 gols do Grêmio; 25 gols do Inter
1920-29: 18 jogos; 11 vitórias do Grêmio; 4 vitórias do Inter; 3 empates; 45 gols do Grêmio; 34 gols do Inter
1930-39: 30 jogos; 14 vitórias do Grêmio; 10 vitórias do Inter; 6 empates; 60 gols do Grêmio; 59 gols do Inter
1940-49: 49 jogos; 7 vitórias do Grêmio; 32 vitórias do Inter; 10 empates; 73 gols do Grêmio; 138 gols do Inter
1950-59: 40 jogos; 11 vitórias do Grêmio; 16 vitórias do Inter; 13 empates; 47 gols do Grêmio; 69 gols do Inter
1960-69: 42 jogos; 16 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 13 empates; 52 gols do Grêmio; 34 gols do Inter
1970-79: 59 jogos; 12 vitórias do Grêmio; 24 vitórias do Inter; 23 empates; 52 gols do Grêmio; 56 gols do Inter
1980-89: 50 jogos; 16 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 21 empates; 54 gols do Grêmio; 51 gols do Inter
1990-99: 43 jogos; 14 vitórias do Grêmio; 12 vitórias do Inter; 7 empates; 39 gols do Grêmio; 37 gols do Inter
2000-09: 34 jogos; 10 vitórias do Grêmio; 13 vitórias do Inter; 11 empates; 33 gols do Grêmio; 39 gols do Inter
2010-14: 23 jogos; 6 vitórias do Grêmio; 9 vitórias do Inter; 8 empates; 28 gols do Grêmio; 32 gols do Inter

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Um raro Gre-Nal, um daqueles bem fáceis

Clique para ampliar um pouco este disparate.

Clique para ampliar um pouco mais este disparate.

Sexta-feira, eu avisei a meus amigos gremistas: nós, do Internacional, ganharíamos o Gre-Nal. Ganharíamos porque nosso time estava e está em ascensão — jogando mais do que o Grêmio — e porque a ZH estava ajudando. Explico o caso ZH: na publicação, naquela mesma sexta-feira, de forma inexplicável, quatro analistas escreviam que o Grêmio chegava melhor ao Gre-Nal e era consequentemente o favorito. Eu discordava, sigo discordando e, desculpem, tinha razão. Para fazer valer a forcinha dada pelo jornal, bastaria fazer um poster da página principal de esportes e colocá-lo na entrada do vestiário do Inter. Puro doping.

(Não vou discutir aqui o enganador nível técnico do decepcionante Grupo da Morte da Libertadores, seria entediante).

Mas é claro que Abel contribuiu para deixar o jogo mais emocionante. Com Abel não tem nada de meritocracia, para ele substituir um titular, este há que ser antes execrado publicamente. Às vezes, tal atitude se revela sábia. Ele insistiu com o Rafael Moura e hoje penso em conhecer o desenho do He-man. Hoje já me mostraram a música de abertura. É ruim pra caralho.

Moura marca, para desespero dos quatro articulistas de ZH

Moura comemora, para desespero dos quatro articulistas de ZH

Quando Abel acertou a escalação no início do segundo tempo e mais, a organização do time com D`Alessandro pela direita, Aránguiz solto e Alan Patrick se enfiando, a superioridade de nosso time tornou-se algo constrangedor para os locatários da Arena. Foram dois gols, dois gols perdidos cara a cara (Aránguiz e Alex) e mais aquela bola do Alan Patrick que merecia ter entrado pela magia do futebol. O Inter chega bem no momento da reinauguração do Beira-Rio e do início do Brasileiro, que é o que interessa num ano sem Libertadores.

Achei o Grêmio morto do ponto de vista físico, mas lembrem-se da lição Nº 1 do Andrade quando jogador do Flamengo: “Quem não tem a bola corre o dobro”. E o Grêmio realmente não viu foi a bola. Não obstante, Barcos fez um belo gol. Até eu fiquei feliz de ver, pena que tenha sido no nossa goleira.

Agora, os números do clássico estão bem redondos e justos: são 400 Gre-Nais, com 150 vitórias do Inter, 125 empates e 125 derrotas. Se o Grêmio alcançar o Inter algum dia, é certo que estarei morto. Assim sendo, agora torço pelos empates!

Abel Braga, deixa o Patrick jogar, combinado?

Abel Braga, deixa o Patrick jogar, combinado?

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Gre-Nal chato

Sono...

Sono… | Foto: SC Internacional

Joguinho chato de início de ano. Qualquer um dos times poderia ter vencido, o empate ficou adequado ao calor e à falta de dinâmica de jogo de ambos. Ademais, os dois apenas não queriam perder. Conseguiram. A mim, colorado, interessa mais o Inter, claro. Gostei das novidades Gilberto e de Aránguiz. Detestei Willians como primeiro volante — achei-o uma curiosa mistura de autoconfiança e insegurança — e Jorge Henrique, que segue muito mal. O meio-de-campo funcionou razoavelmente, mas ainda não obteve municiar o ataque. De qualquer forma, tivemos as melhores chances, que pararam nas mãos do bom Marcelo Grohe.

O positivo é que se pode detectar duas boas ideias de times. O Inter não precisa apressar-se para acertar o seu; afinal, joga um campeonato de baixo nível técnico que se decidirá certamente com sua presença lá em abril. O problema está com o Grêmio, que entrará no chamado “Grupo da Morte” da Libertadores, formado pelo fraco mas multicampeão Nacional de Montevidéu, pelo Newell’s Old Boys de Rosário e pelo Atlético Nacional, de Medellín. É uma tarefa complicada, mas a evolução apresentada ontem no Gre-Nal dá boas esperanças aos tricolores, acho.

E assim, sonolento, o futebol gaúcho inicia 2014.

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Luxemburgo, o cagadinho

Ai, jesuis, Gre-Nal de novo?

Quando era bem pequena, minha filha não conseguia dizer a palavra salgadinho. Ela dizia cagadinho. Eu achava engraçado e providenciava o que ela queria. E, sabe?, toda vez que ouço o Luxemburgo falando em Gre-Nal me vem a impressão de que ele tem medo de jogar contra o Inter e lembro de minha filha dizendo “cagadinho”. Reconheço o tom de Luxa até por identificação, porque, como torcedor do Inter, também tenho certo temor de Gre-Nais. Ele usa palavras que conheço.

Noto a alegria de Luxemburgo em ter justificativas perfeitas para entrar em campo com o time reserva. Noto como ele fica feliz de poder jogar com o time mais fraco e não correr riscos pessoais. Noto como ele quer preservar seu longo contrato. Mas acho que acabou. O próximo será às ganhas. O próprio presidente Koff, que para trouxa não serve, já anunciou que no segundo turno os jogos serão mais espaçados e o Grêmio vai jogar contra o Inter com o time titular. Nada me tira da cabeça que era um recado para seu técnico.

É tudo impressão, mas apostaria que Luxa dorme mal antes dos Gre-Nais. Ainda mais depois daquele último Gre-Nal do Brasileirão. Um segundo tempo de onze contra nove — o goleiro e o centro-avante do Inter tinham sido expulsos — que acabou em 0 x 0 e que teve graves consequências no planejamento do clube em 2013.

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No último jogo do Olímpico, Grêmio não obtém a vaga direta

Foto: SC Internacional

O Grêmio é um time certinho, bem treinado, mas é formado por um grupo comum de jogadores. Quando é muito marcado e a condição técnica é chamada a comparecer, passa a faltar tudo. Já o Inter finalizou a mais medíocre das últimas temporadas. Sua missão era a de apenas atrapalhar o Grêmio, impedindo-o de chegar direto a fase de grupos da Libertadores 2013. Conseguiu com alguma facilidade, depois de ter feito muita coisa para perder seu quinto jogo consecutivo. (A expulsão de Damião foi uma das coisas mais ridículas que já vi e o que dizer da inexplicável substituição de Cassiano?).

Com o resultado, o prejuízo do Grêmio é grande. A fase de mata-mata da Libertadores começa no final de janeiro e o Grêmio ainda tem um jogo contra o Hamburgo no próximo sábado. Então, os jogadores entram em férias dia 9 deste mês, voltam em 9 de janeiro e poucos dias depois já têm um jogo eliminatório. Foi para isso que o Inter lutou para manter o empate. Só para complicar a vida do Grêmio. Fomos bem sucedidos, mas fala sério, é muito pouco.

P.S. — O Olímpico merecia um melhor time do Grêmio em seu último jogo. Afinal, foi lá onde assisti meu primeiro jogo de futebol. Foi em 1967 ou 68: Inter 1 x 0 São Paulo, pelo Roberto Gomes Pedrosa, o torneio que foi o ensaio para o atual Campeonato Brasileiro.

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Da velhice, da sabedoria

Uma imagem de outro ano que reflete 2012.

Más sabe el diablo por viejo que por diablo. Traduzindo: “Mais sabe o diabo por ser velho do que por ser diabo”. Quando ouvi a escalação do Inter, tive a certeza de que o melhor caminho era o concerto de Rodrigo Calveyra e  Manuel de Olaso. Não me decepcionei, foi um extraordinário recital de música antiga. Durante o maravilhoso concerto, a única coisa que me lembrou a escalação de Fernandão eram as goteiras do Santander Cultural, fato inacreditável em se tratando de uma instituição capitalizada, creio.

Escalar Kléber no meio-de-campo… Retirar Índio, nosso homem Gre-Nal, e manter Bolívar… E o Inter ainda vem falar em juiz? Tsc, tsc, tsc… Acabo de ler no blog de um amigo colorado a avaliação da atuação de nosso grande General: Lento e desatento. Todos os desarmes eram com falta. Passou da hora de dispensar a “liderança” do ex-general do Beira-Rio. Nota 2. 

Más sabe el diablo por viejo que por diablo. Sou sócio e já disse, só volto ao Beira-Rio quando o Inter não tiver mais Bolívar sob contrato. Até lá, sou inimigo.

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Cansaço colorado, desânimo geral

Bolívar: sem seu apoio, o técnico cai

Darei meu recado rapidinho.

“Desânimo geral”, este é o titulo de uma das conversas que estamos travando em um dos grupos de discussões do Inter, justo naquele onde há mais conselheiros do clube. Mas a sensação estende-se aos outros grupos dos quais participo. Ninguém mais suporta falar sobre as escalações do time sabendo que estas são ditadas pela política do vestiário. Agora é Juan que provavelmente não iniciará o Gre-Nal — ou iniciará com mais dois outros zagueiros — tudo porque Bolívar, o líder do vestiário, o homem que avaliza treinadores, é inamovível.

Imaginem a vontade de treinar de um cara como, por exemplo, Rodrigo Moledo. Ele  conseguiu retirar o Bolívar do time num esforço supremo — na bola que jogou a mais — e saiu do time por lesão. Virou reserva novamente. Está lá, no banco. Não sou apaixonado por ele, mas Moledo foi sacaneado. Dia desses ressurgiu no lugar de Índio. E foi o melhor da defesa.

Desta forma, o melhor Inter não pode entrar em campo em função do grupo de Bolívar. As substituições comprovam. Sempre saem os mais jovens (Élton, Fred), com os confirmados permanecendo em campo. E não há como motivar aqueles que não são amigos do General. Quase todo mundo está de saco cheio: os outros jogadores e a torcida. A perspectiva é péssima, mesmo contra o time do Grêmio.

Esse Gre-Nal pode desaguar em nova e desnecessária crise, mesmo que o Grêmio seja um time de opereta. Bem treinado, mas de opereta.

Faz algum tempo que decidi: como sócio e colorado, sigo pagando o clube, mas não vou ao estádio até que veja que o vestiário não é de um grupo de ex-vencedores, porque até as vitórias têm prazo de validade no futebol.

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Duas grandes homenagens ao Índio

Sempre ao lado das minorias e buscando vencer a barreira do conservadorismo da sociedade brasileira, este blog tem defendido sem tréguas o indígena do Brasil. Devemos sempre lembrar que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde aquela data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas ainda estão perdendo suas terras. Desta forma, deixamos duas imagens cuja pujança e emotividade conquistará os visitantes deste pequeno órgão.

Baita cocar de uma mulher Seioux.

Feliz Dia do Índio!

* A segunda imagem foi roubada de José Luiz Rosa Filho, no Facebook. A primeira veio de nosso banco de imagens particular.

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Subestimar o outro não é o mesmo que se superestimar

Única alegria: Grêmio erra um passe e Inter empata o jogo em contra-ataque | Foto: Ramiro Furquim

O que alguns gremistas desejam hoje, após a indiscutível vitória no Gre-Nal de ontem, é que fique comprovado que o Inter não subestimou o Grêmio. Havia tal preocupação nas entrevistas de ontem depois do jogo e esta ainda permanece. A conversa ouvida no ônibus foi “e eles estavam lá com os titulares, para ganhar!”; a leitura de uma resenha escrita por um gremista sobre o jogo começa assim: “O Inter não subestimou o Grêmio. (…) O Grêmio foi, simplesmente, superior”. Sim, foi superior, e muito. Sobre a questão de subestimar ou não, creio que o erro começa pela palavra utilizada. Pois creio que o Inter encarou a partida de forma errada, jogou como se estivesse no Campeonato Gaúcho e não estava, estava num clássico. Aos 5 primeiros minutos de jogo, eu já dizia para minha companhia, “Dorival acha que vai ganhar o jogo só na banguela, como aconteceu contra o Caxias ou o Pelotas deve estar tranquilo, ignorando o Grêmio…”.

Pode parecer a mesma coisa, mas não é. O Inter não subestimou o Grêmio, o Inter seguiu superestimando sua própria capacidade de resolver os problemas de seus jogos. Queria jogar para o gasto, como tem feito sempre, independente de adversário. Acostumado a desequilibrar as partidas através da qualidade e alta efetividade de seus atacantes, enfrentava um adversário que sabia marcar. O Grêmio deu um narcótico para D`Alessandro, vigiou Oscar e Kléber e só teve problemas com Dagoberto. Apesar do placar apertado, foi um Gre-Nal extremamente fácil para os bananas. Parecia que os times tinham trocado de camisa. A qualidade do Inter só se fez presente no final, quando perdeu gols realmente incríveis.

Quando se entra com determinada postura, é muito complicado mudá-la. Não sei explicar, mas é. O Inter tentava engatar uma marcha, mas como fazê-lo se o Grêmio tinha a bola? Dizer que faltou esforço de nossa parte é bobagem. Como diz Andrade, justificando o Barcelona e o toque de bola do Flamengo dos anos 80 que tentava implantar em seus times, quem não tem a bola corre e cansa o dobro. O Inter correu muito, esforçou-se ao máximo, mas não engatou. A mobilização não dava resultados. Aos 10 minutos do primeiro tempo, minha companhia dizia “esse time precisa ouvir a palavra do vestiário” e dávamos risadas. Claro, sabíamos que haveria ainda 35 minutos de baile. Estávamos na mão do Grêmio e a coisa só melhoraria se eles afrouxassem. O pior é que empatamos o primeiro tempo e Dorival deve ter acreditado que, logo logo, alguém ia dar um jeito de fazer o segundo. Nada mudou depois do vestiário.

Bem, o fato é que tomamos um “arrodião” no Beira-Rio.

Três coisinhas para terminar:

1. O que gostaria de saber é o que Muriel e o treinador de goleiros pensam a respeito de espalmar as bolas para a frente. É um método de suicídio? Ele tem feito isso em TODOS os jogos.

2. Grande Roger. Acertou o time, escalou os melhores — livrando-se principalmente de Grolli — e entregou em paz o bastão para Luxemburgo. Um dia, não será mais um mero interino.

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Inter 2 x 1 Grêmio


Tudo culpa do juiz, do bandeirinha, da tabela mal feita, da viagem, de Erechim, da iluminação… Eles nunca perdem para nós.

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