Explicando o Campeonato Gaúcho de 2020

Explicando o Campeonato Gaúcho de 2020

Já que ninguém explica em termos claros, vou dar a morta pra vocês, esclarecendo como será o Picanhão (ou Vaziozão) 2020. O Campeonato Gaúcho de Futebol de 2020 – Série A, oficialmente denominado Gauchão Ipiranga 2020, será a 100ª edição da competição organizada anualmente pela Federação Gaúcha de Futebol e será disputada entre 22 de janeiro e 19 de abril em um máximo de 17 datas.

Pela primeira vez desde a edição de 2013, o Campeonato Gaúcho voltará a ser disputado no formato de dois turnos — Taça Ewandro Poeta e Taça Francisco Novelletto (hã?). No primeiro turno, as equipes, divididas em dois grupos, enfrentam-se dentro das chaves em jogos apenas de ida (5 datas). Os dois melhores colocados de cada chave avançam para a semifinal e os vencedores para a final do turno (2 datas). Já no segundo turno, as equipes dos grupos A e B enfrentam-se entre si em jogos apenas de ida (6 datas). Os dois melhores colocados de cada chave avançam para a semifinal e os vencedores para a final do turno (2 datas).

Os campeões de cada turno enfrentarão-se na grande final em jogos de ida e volta para definir o campeão do Campeonato Gaúcho de 2020 (mais duas datas). Caso a mesma equipe vença os dois turnos, será automaticamente declarada campeã do campeonato. Então, esses dois últimos jogos poderão não ocorrer.

Ao final do campeonato, o time melhor colocado, excetuando-se a dupla Gre-Nal, será declarado campeão do interior. Os três melhores colocados na classificação geral vão para a Copa do Brasil de Futebol de 2021, porém, caso estes times já tenham conquistado a vaga por outro método, a vaga será repassada ao time subsequente. Também será disponibilizada uma vaga para o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2021 – Série D, que será distribuída para o melhor colocado que já não esteja classificado para alguma divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Os grupos:

Grupo A: Inter, Juventude, Novo Hamburgo, Pelotas, São Luiz e Ypiranga.
Grupo B: Grêmio, Aimoré, Brasil-Pel, Caxias, Esportivo e São José.

Bom dia, Odair Hellmann (com os lances do favor de Inter 1 x 1 Grêmio)

Bom dia, Odair Hellmann (com os lances do favor de Inter 1 x 1 Grêmio)

Odair, foste brilhante enganando o Renato. Em vez de usar o esquema de dentro de casa, aplicaste o esquema das partidas de fora de casa! Vencias o primeiro tempo. Então, recuaste. O resto é o de sempre. A gente está há meses vendo tu recuares fora de casa para dar espaço ao adversário até ele empatar ou virar. Tu és o medroso burro, aquele que vence menos do que poderia.

Ah, se eu fosse o Sarrafiore, pediria para sair do clube. Ser reserva de Parede que era reserva no Ypiranga de Erechim é demais. Odair, eu ouvi tu dizeres na entrevista após o jogo que colocaste o Parede para dar velocidade ao lado direito… E deste. Parede perdia a bola e fazia bobagens velozmente. Tão velozmente que deveria ser entregador de pizzas.

O “veloz” Parede prepara um contra-ataque para o Grêmio | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Klaus e Parede não podem ser escalados. Esperto é aquele treinador do Ypiranga. E Klaus, aquele galalau de 2m que observou a cabeçada de Luan? Ele é zagueiro ou cientista?

Por outro lado, Cuesta foi disparado o melhor em campo.

Mas há mais Odair… Por que Sóbis foi retirado de onde estava (bem) para dar lugar a Pedro Lucas? Erraste em tudo, meu caro.

Cuesta: ah, se todos fossem iguais a você… | Foto: Ricardo Duarte / SCI

Mesmo com reservas era um jogo simples, para ganhar. Depois do primeiro tempo, era só fechar o caixão, mas tu quiseste argumentar com o moribundo assim como fizeste com o Vasco.

De qualquer maneira, o Grêmio deixa de ser o maior rival do Inter no sul do Brasil. Os empates chegam aos número de 134 contra 131 vitórias do dito imortal. O Inter venceu 156 jogos. Esse Empate é um adversário duríssimo!

Agora, tudo é Libertadores. Até porque só fazemos besteiras no Brasileiro. Na quarta (24), vamos a Montevidéu enfrentar o Nacional pelas oitavas de final da Libertadores. O Nacional é tão ruim quanto o Libertad, vamos ver o que o medo do Odair vai criar até quarta-feira. Pelo Brasileirão, o próximo jogo é contra o Ceará, sábado (27), no Gigante. No dia 31, haverá o jogo de volta contra o Nacional no Beira-Rio.

Bom dia, Odair (com os lances do Gre-Nal de ontem)

Bom dia, Odair (com os lances do Gre-Nal de ontem)

Há um grave problema no Inter. D`Alessandro está completando hoje 38 anos e é inevitável que não seja mais o mesmo jogador de antes. A idade pesa e ele tem de ser substituído em todos os jogos. Entramos em campo sabendo que Dale vai sair ali pelos 15 do segundo tempo. É claro que ele — com sua qualidade técnica superior — deveria entrar durante as partidas e não o início das mesmas, Odair, pois já pegaria os adversário cansados, mas… Mas este é apenas o primeiro dos problemas.

Parabéns pelo 38 anos completados hoje, D`Alessandro! | Foto: Ricardo Duarte | SC Internacional

Veja bem, nossa segunda linha de 4 é formada por Dale, Edenílson, Patrick e Nico. A ordem de substituições parece ser imutável: o primeiro da fila é, incrivelmente, Parede, depois vêm Pottker e Camilo. A ordem é finalizada por Nonato e Sarrafiore. É uma tremenda injustiça para com os jovens. Na minha opinião e na de quase toda a torcida, esta ordem deveria ser simplesmente invertida.

Ou deveria ser mais criteriosa. Nonato seria o substituto natural de Edenílson e Patrick, mais afeitos à marcação. Sarrafiore ou Camilo seriam SEMPRE os suplentes de Dale, e Pottker e Parede os de Nico. Mas como enfiar simplicidade na cabeça de um técnico amedrontado?

Parede na posição de Dale? Meu deus, ele é grosso de dar dó, muda toda forma de atacar do time. E gosta mais de marcar zagueiros do que construir jogadas…

No mais, seis coisinhas sobre o Gre-Nal:

(1) Inter fez uma partida apenas média. O empate foi justo. Nosso esquema foi o mesmo dos jogos anteriores, apenas com maior proteção a Zeca, mas isto só foi feito quando Éverton começou a reinar, fato facilmente previsível, não Odair?

(2) A arbitragem foi puramente política. Não me serve. Não expulsar Renato foi a piada do ano. Só no RS um técnico invade o campo para bater boca e fica tudo por isso mesmo.

(3) O Grêmio não marca muito. Gosta só de ter a bola. E o Inter gosta de entregá-la. O jogo foi gostoso de ver do ponto de vista tático, mas nada emocionante. As únicas emoções eram os erros de Vuaden.

(4) Na minha opinião, perdemos o Vaziozão 2019 ontem. Mas eu treinaria bastante cobranças de pênaltis para o segundo Gre-Nal quarta-feira, nas Arena, às 21h30.

(5) Os empates voltaram a ficar na frente do Grêmio na história dos Gre-Nais.

(6) Melhor jogador do Gre-Nal? Victor Cuesta, sem dúvida.

P.S. — E li no twitter de @dimibarcellos: “Hoje foi o quarto jogo quase em sequência onde o Inter teve que queimar uma troca ainda no primeiro tempo por lesão. Patrick contra Alianza Lima, Bruno contra River e Rithely hoje foram por problemas musculares na coxa. Isso não é normal”.

Bom dia, Odair (sobre Grêmio 1 x 0 Inter, ontem)

Bom dia, Odair (sobre Grêmio 1 x 0 Inter, ontem)

Eu aprovei a atitude da diretoria colorada de colocar os reservas. Meus sete leitores sabem que eu, após a partida contra o Aimoré, já antecipava a escalação de reservas e nem sabia da absurda ampliação da suspensão de Nico López. Achei fraco usar Nico como justificativa.

O Gre-Nal de ontem não merece a importância que estão dando a ele. Meus comentários no Facebook, que são dirigidos sempre aos colorados, recebem cômicos ataques gremistas. Auto-indulgência, covardia, choro e kkkk é o mínimo. A maioria dos colorados se divertem. Para nós, ganhar ou perder não significava nada; para eles, significava um afago numa torcida que anda de nariz torcido depois das derrapadas do começo da Libertadores. O problema deles chama-se Libertad e Universidad Católica, que, a propósito, venceu o Colo-Colo ontem por 3 x 2, com mando do Cacique. Ou seja, Los Cruzados devem estar otimistas com seu time. Mas é natural que os gremistas fiquem felizes com a vitória de reservas sobre reservas. Foi uma vitória e o adversário vestia vermelho, é inegável.

Seria ótimo se Émerson Santos, emprestado pelo Palmeiras, ficasse no clube | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

É claro que aquilo que apresentamos não era um time treinado — aliás, nosso time titular não parece muito mais treinado… –, era uma coisa, mas pudemos fazer algumas observações bem consistentes.

O que sobrou do Gre-Nal:

— A zaga reserva do Inter é excelente: Émerson Santos e Roberto.
— Gostei também do tal de Parede.
— Dourado e Edenílson não têm reservas. Rithely ainda vá, mas o tal Lindoso não têm condições.
— Centroavantes? Só temos Sóbis (meia boca) e Guerrero (interrogação).
— Nonato — acho que serviu para aprender. Entrou em campo acelerado demais. Estava na cara que seria expulso. Mas seu cartão vermelho foi obra do Daronco. Quem faz a falta da expulsão é Rithely, conforme podemos ver aqui. Esse juiz é tão ruim que parece ser ladrão, mas acho que é somente ruim.
— Bruno foi bem.
— O último amistoso é contra o NH quarta-feira. Depois tudo é importante.
— Finalmente o Grêmio empatou com os Empates. Parabéns. Só que os Empates são insistentes e prometem voltar.
— Tréllez é piada. Se eu fosse diretor do clube tentava devolver. Centroavante que têm medo de chutar é inconcebível.
— Odair acabou conosco no primeiro tempo ao escalar um time sem armadores.
— Odair saiu-se bem na segunda etapa. Parecia que eles estavam com 10 e nós com 11. Importante: jogamos mais de uma hora com um homem a menos.
— “Grêmio lotou sua casa no Gre-Nal”. Gente, eles nem têm casa.

Tarciso (1951-2018)

Tarciso (1951-2018)

Tarciso foi excelente jogador e ser humano. Lembro da primeira vez que o vi jogar. Ele era do América-RJ e pegou uma bola no meio de campo. Ganhou velocidade e evidentemente perderia a bola para Pontes, zagueiro do Inter que o perseguia e que era conhecido por sua rapidez. Engano. Tarciso foi até lá dentro da goleira do Inter. O resultado foi Inter 0 x 1 América-RJ. Logo veio para o Grêmio onde foi merecidamente ídolo. Mesmo ele sendo gremista, gostava dele.

gremio.net

Bom dia, gremistas (com os melhores lances de Grêmio 1 x 2 River Plate)

Bom dia, gremistas (com os melhores lances de Grêmio 1 x 2 River Plate)

Guaraní-Par, Iquique, Zamora, Godoy Cruz, Botafogo, Barcelona de Guayaquil, Lanús, Monagas, Cerro Porteño, Defensor, Estudiantes, Atlético Tucumán…

Foi só pegar um time grande como o River para fazer os planetas se alinharem. Antes era muita sorte junta. Acabou.

Foi um River que passou em minha vida.

D`Alessandro em seus tempos de River | Foto: River Plate – Sitio Oficial

O Grêmio fez excelente partida em Buenos Aires, mas jamais deveria tê-la tentado repetir ipsis litteris em casa. Jogar fechadinho fora de casa é uma coisa, fazer o mesmo em casa é um equívoco — põe uma pulga atrás da orelha do adversário, que pensa: “Por que eles estão com medo?”. Renato errou e errou feio. Ele não cometeu um pênalti por azar como Bressan, ele entrou com a estratégia errada. Jogou com medo, recuado, como se o jogo fosse contra o Real Madrid de Abu Dhabi.

Apostavam, na arena lotada, num contra-ataque.

Mas teve enorme sorte ao fazer o primeiro gol na única chance que teve no primeiro tempo. Foi um escanteio mal cobrado por Alisson que acabou em gol do lateral direito Leonardo (Costa?), o time que jogava por um gol saía na frente e, ao final do primeiro tempo, vencia por 2 x 0 no placar agregado. Mas em campo só dava River. O Grêmio seguia com sua proverbial sorte.

No segundo tempo, o River pressionava sem resultados como fizera no Monumental de Nuñez, só que… Quem deixa a bola rondando sua área e desiste de jogar, quem faz cera a fu como fez Marcelo Grohe… Às vezes toma.

Lágrimas na chuva

E aconteceu. Aos 25 minutos eu tinha ido tomar banho porque era inútil ver aquela coisa e o Grêmio ia se classificar sem merecer… Paciência. Então, Paulo Miranda sentiu câimbras e entrou em seu lugar o sujeito mais azarado do mundo: Bressan. O River empatou num lance que lembrou os dois gols do Grêmio. Bola na área e gol. Nada de jogadas trabalhadas.

E veio a justiça, pois o River sempre demonstrara mais desejo de ganhar do que o tricolor. Mas foi uma tremenda injustiça com o cara mais azarado do mundo.

Scocco chutou, Bressan chegou à bala e saltou na sua frente. Impossível pular sem abrir os braços, é uma questão de equilíbrio. E a bola bateu na sua mão. A regra diz que, se o braço não está grudado no corpo e a bola bate nele ou na mão, deve ser marcada a falta. Então o pênalti aconteceu, só que a regra é muito injusta e acho que esta deveria voltar a examinar a questão da intenção.

A cobrança foi perfeita e o River venceu. Por ter dois gols marcados fora de casa, levou a vaga. Foi cruel, mas justo.

Bom dia, Odair (com os melhores lances de Inter 1 x 0 Grêmio)

Bom dia, Odair (com os melhores lances de Inter 1 x 0 Grêmio)

O domingo vinha bem calmo, bom e rotineiro, Odair, até a entrevista de Renato. Aquele retrato de dor, frustração e despeito me animou de tal modo que acho que bebi demais com a maravilhoso borscht que os filhos da Elena fizeram. Obrigado, Renato! Ao menos hoje, estou agradecido a ti. Tu deste a nossa vitória uma dimensão que ela não tinha — afinal de contas, era só mais um Gre-Nal vencido por nós. Agradecemos.

Pois é, doeu neles e eu nem sei bem por quê.

Antes do jogo, escrevi o que segue: “Se der a lógica, será 0 x 0. São as duas melhores defesas do campeonato. Deverá ser um jogo de poucos gols, com vitória nossa, espero”. E deu 1 x 0 pra nós. Acho que o Grêmio tem que ser MUITO melhor para ganhar um Gre-Nal no Beira-Rio. E atualmente não é.

Edenilson comemora o único gol do jogo | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

A entrevista do Renato após o jogo foi a pior e mais primária que ouvi dele como técnico. Cruzei com o gremistão Moysés Pinto Neto no super e ele disse que o técnico tinha ligado o “modo jogador”. Pode ser, e concordo com meu filho Bernardo Jardim Ribeiro que, chutando mais forte, disse quarta-feira que achava uma penitência para os gremistas terem Renato como ídolo.

O jogo foi o esperado. Tudo muito trancado, com os ataques produzindo pouco. Seguimos com um departamento de criação muito insatisfatório. Após o belo gol de Edenílson, a coisa ficou mais aberta e tivemos um bom jogo com grande pressão do Grêmio.

Dourado e Moledo e Cuesta e Lomba voltaram a jogar muito. Zeca voltou a decepcionar e Uendel entrou muito bem no lugar do suspenso Iago, tendo inclusive dado o passe para o gol de Edenilson. Sabemos, nosso time tem uma excelente defesa, mas sua armação e ataque funcionam apenas mais ou menos.

A estatística atualizada do Gre-Nal agora tem 417 jogos, com 156 vitórias do Inter, 131 empates e 130 derrotas. A disputa está no Gre-Pate, como veem.

O Inter segue em primeiro lugar com 49 pontos em 24 jogos, — 68% de aproveitamento. O São Paulo está grudadinho em nós, perde por um gol no saldo, 18 a 17. Acho que o Palmeiras (3º com 46 pontos) é o melhor time do campeonato e será o campeão com Inter e São Paulo na cola. Mas não custa tentar, né?

Os três líderes jogam fora de casa na próxima rodada: o Palmeiras pega o Bahia (domingo, às 16h), o São Paulo o Santos no mesmo dia e horário, e o Inter a Chapecoense na segunda-feira, às 20h.

.oOo.

De olho no título, o amigo Mahrcos Caniggia dá uma passada nas rodadas até o final:

Tava analisando as rodadas. Em 2016 comecei a analisar as últimas 13 pra não cair, hoje as últimas 14 pra ganhar.

Inter, São Paulo e Palmeiras são os 3 candidatos. Pra mim, eliminamos Flamengo e Grêmio na mesma semana. A partir de agora, cada um tem 7 jogos em casa e 7 fora.

Analisando os jogos fora, os do Inter são os mais acessíveis. Contei 6 vencíveis, contra 5 do São Paulo e 4 do Palmeiras.

Nota: o São Paulo ainda joga os três clássicos, o Palmeiras dois. Ambos jogam contra o Santos fora, São Paulo pega o Corinthians fora e o Choque-Rei entre eles é no Morumbi. No meio disso tudo, Palmeiras tem uma agenda absurda. Porém, não esquecer que os dois pegam o Grêmio em casa e obviamente LOUCO pra entregar, como sempre fazem.

A reta final de São Paulo e Palmeiras é ruim de secar, começa a ficar fácil. Então a ideia é mesmo abrir margem agora.

Se der pra ser campeão com 76 pontos, o Inter precisaria vencer 9/14. 7 em casa + 2 fora. Ou 6 em casa + 3 fora + 2 empates + 3 derrotas = 78.

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Grêmio 2 (5) x 1 (3) Estudiantes)

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Grêmio 2 (5) x 1 (3) Estudiantes)

Por Samuel Sganzerla

Bom dia para todos aqueles que têm o coração forte para sobreviver às provações que o Grêmio nos traz, que carregam o azul, o preto e o branco na alma. Renato, 28 de agosto de 2018 será um desses dias para se guardar na memória da imortalidade Tricolor.

A derrota por 2 a 1 para o Estudiantes na Argentina, no jogo de ida, acabou não sendo dos piores resultados, graças ao gol qualificado. Entramos ontem à noite em campo sabendo que uma vitória mínima bastaria, que nos colocaria nas quartas e manteria vivo o sonho do Tetra.

Foto: gremio.net
Foto: gremio.net

E o Grêmio começou com todo ímpeto e gana de quem queira buscar o resultado. Porque, te confesso, Renato, eu não vi os primeiros cinco minutos do jogo. Ainda estava entrando na Arena, quando só ouvia os gritos da gurizada nas arquibancadas.

A sagrada cerveja pré-jogo ignorou a possibilidade de haver fila, assim como eu negligenciei o efeito diurético do álcool. No que finalmente ingressamos no estádio, fui reto atender às minhas necessidades fisiológicas.

Estava lavando as mãos quando ouvi a explosão da nação Tricolor, naquele início envolvente que me deixou mais uma marca na data de ontem: foi o primeiro gol que comemorei num banheiro da Arena. E quer saber? Pouco importa!

Importou, na verdade, que, quando finalmente tomamos nossos lugares, no lance seguinte, o primeiro que acompanhamos visualmente, veio o empate deles. Falha rara do Geromito, depois de Jaílson (que, registre-se, jogou muito bem ontem) ter perdido a bola.

“Bom, temos mais de 80 minutos”, pensei eu. E, Renato, foi um verdadeiro massacre Tricolor ontem. O Estudiantes não viu mais a bola depois do empate. E o Grêmio, que tem tido dificuldades para ser efetivo e errado batente na definição dos lances, ontem criou bastante e foi impecável.

Os números me impressionaram, Renato. 82% de posse de bola, 90% de acerto nos passes, 25 finalizações. O problema era aquele: 8 chutes a gol contra 1 único deles. E estava tudo empatado. Mesmo reconhecendo que o Grêmio estava jogando muita bola, a filha da mãe teimava em não entrar. E o tempo passava. Aqueles 80 minutos foram se esvaindo.

Sei lá, Renato! Teve um momento em que tudo era nervosismo. Um filme se passou na minha cabeça: um mês de agosto que ia se desenhando trágico; talvez o fim dessa boa fase do Grêmio; a maldição das oitavas da Libertadores; a corneta de que não ganhávamos de um campeão no mata-mata continental desde 2007 buzinando nos meus ouvidos. Olha, tanta coisa se passou ali…

Só que, com o perdão devido, às vezes essa fase de time que ganha jogando um futebol envolvente e tal nos faz esquecer por um breve momento do que é feita a essência de ser gremista. Como se eu ter encontrado o Galatto antes do jogo não fosse para me lembrar de qual a forma em que se forja a alma azul celeste.

Já estávamos nos acréscimos, quando Cebolinha sofreu a falta na lateral da área. Luan, que ontem jogou demais, colocou a bola lá no meio da confusão – o chuveirinho, a JOGADA SUPREMA do futebol. E Alisson, esse menino maravilhoso, desviou com a cabeça, fazendo com que a pelota caprichosamente batesse no travessão antes de entrar.

Cacete, que explosão, que loucura, que sentimento! O CORAÇÃO TEM QUE SER FORTE DEMAIS, RENATO! Porque todos comemoramos aquele gol como se fosse o último de nossas vidas. Como se não houvesse amanhã! Só que ainda restavam os pênaltis, né?! Eu achei que iria ter algum troço que a medicina ainda não denominou, mas fiquei firme.

Firme atrás do gol onde foram cobradas as penalidades. E, Renato, obrigado por ter colocado a gurizada treinar pênaltis! Deu certo ontem! O Grêmio converteu todas as suas cobranças. E eu, atrás do gol, fiz meu papel de xingar, vaiar, sinalizar e tudo o mais que pudesse tentar atrapalhar os jogadores argentinos.

A verdade é que não deram certo as minhas MANDINGAS. Porque o único jogador deles que eu não xinguei até a oitava geração da família foi o que parei para comentar com o desconhecido ao meu lado: “Zagueiro, canhoto e tomou pouca distância: vai bater um tiro de meta na torcida”. Como eu estar certo nessas horas, Renato!

Agora, eu queria destacar a última cobrança. Quando Lugüercio foi bater a quarta penalidade dos argentinos, o erro nos classificaria. Mas ele bateu muito bem. E comemorou muito, saiu em direção ao meio campo olhando para a torcida deles e vibrando. Quando passou pelo André, que já caminhava em direção às área, deu dois tapinhas na cabeça dele, provocando. Fez de tudo para reverter a pressão.

Confesso, Renato, que fiquei com uma raiva desgraçada daquele gringo; mas com receio de que a má fase do André pesasse na perna. Quando nosso centroavante foi ajeitar a bola, o goleiro argentino fez o mesmo gesto: se aproximou dele, provocou, deu dois tapinhas na sua cabeça.

E o André, frio, sem expressar nenhum medo, foi para a bola… E bateu com EXTREMA categoria, esperando o goleiro definir o canto no último centésimo, rolando a bola suavemente para o outro lado da goleira! Gol da classificação! E que mostrou que o André tem bola! Ainda pode jogar o que sabe no Tricolor!

Grêmio nas quartas de final da Libertadores da América 2018. Milhões de corações Tricolores testados ao seu limite. A redenção de um mês muito ruim para as pretensões que criamos com esse baita time. Que venha setembro! Que venha o Tucumán! Que venha o Tetra!

Saudações Tricolores, Renato!

E segue o baile…

Bom dia, Renato (com o que de importante ocorreu em Grêmio 1 x 1 Cruzeiro)

Bom dia, Renato (com o que de importante ocorreu em Grêmio 1 x 1 Cruzeiro)

Por Samuel Sganzerla

Renato, eu vou definir a meu comentário sobre a praia hoje a partir em uma simples colocação: BOTA ESSE TIME TREINAR PÊNALTI, CACETE!

Mais dois pontos perdidos em casa, Renato! Se somar com as outras vezes em que eu disse exatamente isso neste ano, já valia a liderança! Não dá!

Éverton, uma onda irresistível de bom futebol pela esquerda. Já os pênaltis... | gremio.net
Éverton, uma onda irresistível de bom futebol pela esquerda. Já os pênaltis… Bem, isso não é com ele.| gremio.net

Renato, eu te pergunto: por que o Grêmio não quer ganhar o Brasileirão?! Até aquele time MEDÍOCRE do coirmão faz sua parte, mesmo que seja até MENTIROSA a colocação e os resultados recentes, pelo futebol que joga!

Agora, a gente não faz nem isso! Não! O Grêmio se tornou o time que gosta de perder chance atrás de chance de ir à luta, ÀS GANHA, pelo título nacional. Por favor!

E, mais uma vez, lembro o porquê de depois de o Everton Ribeiro ter abrido o placar lá no Maracanã, quarta passada, eu só acreditava se fosse na virada. Porque, se deixar para os pênaltis, a derrota é certa!

Pelamor, Renato! Mais dois pontos perdidos! “O Grêmio tem a posse, é melhor, mas não consegue fazer o gol”: já não aguento mais ver e ler esse comentário

“Pênalti perdido pelo Grêmio”, então, nem se fala! Sério, Renato, tu conheces algum time na história do futebol que perde tanto pênalti?! Eu não!

E um recado final: LUAN, TOMA JEITO, MOLEQUE!

Parece que o negócio mesmo é focar na terça que vem. O São Paulo, mais uma vez, vai levar esse caneco que a gente fica de olho, ali flertando, fazendo carinho, mas nunca pega mesmo! Mas que inferno!

Saudações Tricolores!

E segue o baile!

Bom dia, Renato (com os lances de Corinthians 0 x 1 Grêmio)

Bom dia, Renato (com os lances de Corinthians 0 x 1 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Foi no sábado, então, que fomos até Itaquera, São Paulo, jogar contra o Corinthians a última partida do primeiro turno do Brasileirão 2018. Mais uma vitória na conta, com uma boa atuação do time. Mas vamos falar um pouco sobre as pretensões do Grêmio neste campeonato.

Renato, a eliminação na Copa do Brasil fez com que não pudéssemos mais simplesmente fingir que o Brasileirão não era um título a ser buscado. Sabíamos que era praticamente impossível se dedicar a três competições simultaneamente. Agora, ainda temos a Libertadores, mas o nacional está aí, para se pleitear algo mais neste ano.

Neste sábado, o Grêmio venceu o Corinthians fora de casa | Foto: gremio.net
Neste sábado, o Grêmio venceu o Corinthians fora de casa | Foto: gremio.net

Quando olho para a tabela, 5 pontos de distância para o São Paulo, líder e campeão simbólico do Turno, não parecem muita coisa, pensando que ainda faltam 19 rodadas. Agora, por mais que todos os times possam fazer o mesmo exercício, confesso que vejo que o Grêmio perdeu está liderança para ele mesmo.

Não quero parecer arrogante, Renato, mas, com exceção do Palmeiras, nenhum time da parte de cima da tabela nos derrotou. Basta lembrar lá do início do campeonato, daqueles pontos bobos perdidos em casa. Saímos da Arena, depois de ficar no 0 a 0 contra o Atlético-PR, o coirmão e o Fluminense, com a sensação de que aqueles empates foram vitórias desperdiçadas.

Foram muitos jogos com o time reserva também (incluindo aquela derrota para o Botafogo), o que só foi mais produtivo
depois volta da Copa. Aliás, considerando só este último mês do campeonato, foram 16 pontos em 21 disputados. Um aproveitamento excelente, mas que ainda leva em conta aquela derrota patética para o Vasco e o empate contra a Chape, num jogo que poderíamos ter matado no primeiro tempo.

O que eu quero dizer, Renato, é que poderíamos muito bem estar no topo da tabela. Sei que tu sabes disso também. Mesmo com esse baita campeonato que o Tricolor Paulista está fazendo, sob a batuta de Diego Aguirre, e com o grande elenco que o Flamengo tem, são adversários possíveis de se superar, por mais difícil que seja.

Palmeiras e Cruzeiro eu acredito que se dedicarão mais às outras competições, como fizemos ano passado, até pelo que os dois vêm apresentando no Brasileirão. E, quanto aos demais, não vejo que tenham time e futebol para buscar o título. Claro, vão dizer que é clubismo eu colocar nesse grupo o coirmão, que surpreendeu a todos no primeiro turno – inclusive seus próprios torcedores. Mas é corneta só porque é o rival, já que, caso fosse outro time, seria ANÁLISE. Deixo a metáfora do elefante em cima da árvore para eles, então.

De qualquer forma, Renato, o que a gente espera é que o time mantenha a boa forma e consiga buscar mais 6 pontos nas partidas desta próxima semana. Começamos com o desafio contra o Cruzeiro na Arena, na quarta-feira, e no final de semana vamos a Curitiba, encarar o Furacão – que melhorou bastante, é verdade, mas precisamos recuperar os pontos que perdemos para eles no turno.

Seguimos na luta, acreditando que 2018 pode trazer ainda mais alegrias para o Grêmio do que já trouxe!

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Flamengo 1 x 0 Grêmio)

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Flamengo 1 x 0 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Pois é, Renato, desde que comecei a escrever por aqui, no final do ano passado, é a primeira vez que venho conversar contigo sobre uma eliminação. Nos mata-mata desta vida, as únicas desclassificações que o Grêmio havia sofrido nesta tua terceira (e vencedora) passagem como técnico haviam sido nos pênaltis. Ontem, foi no campo.

Everton bem marcado. Grêmio chutou pouco no gol do Fla | Foto: gremio.net
Everton bem marcado. Grêmio chutou pouco no gol do Fla | Foto: gremio.net

Se eu quisesse resumir a nossa derrota a chavões de torcedor, Renato, poderia dizer que passou quem errou menos. Diferentemente da primeira partida, o jogo de volta acabou sendo morno. Muito graças ao gol deles, logo no início. Falha infeliz do Cortês, mas também sorte deles. Nada de crucificação.

Porque o Grêmio foi um tanto APÁTICO na maior parte do jogo, Renato. Quando tivermos mais intensidade e velocidade, não conseguimos produzir muito. Predominamos na partida, mas praticamente não criamos chances de gol – e a entrada do Marlos no lugar do Vitinho neutralizou nosso meio campo. Foi um jogo de poucas finalizações.

Enfim, Renato, que bom que não foste teimoso em relação ao Cícero (que vem jogando bem sim, diga-se), colocando Jailson para dar mais velocidade na meia cancha e reforçar a marcação. Tu insististe, porém, com André, que ainda não justificou sua contratação. Ele está precisando não apenas ir para o banco, Renato, mas tomar uma boa chamada do departamento de futebol também.

Enfim, parabéns aos flamenguistas, que fizeram por merecer a classificação, em especial pelo segundo tempo que fizeram aqui na Arena. E, para nós, que esta eliminação, a exemplo daquela do ano passado, traga as lições necessárias.

Temos outras duas competições para nos dedicarmos e buscarmos mais uma taça em 2018. Basta seguir o trabalho, com pé no chão e humildade para corrigir os erros, Renato. Sabemos que é possível. Tenho fé!

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

Bom dia, Renato (com os lances da goleada de 4 x 0 do Grêmio sobre o Vitória)

Bom dia, Renato (com os lances da goleada de 4 x 0 do Grêmio sobre o Vitória)

Por Samuel Sganzerla

Renato, confessa: tu não alternas os times titular e reserva conforme a competição. Tu tens dois times MISTOS, montados para terem bastante equilíbrio e tentarem ir com força máxima em todos os torneios que disputamos. Só pode!

Gols de Douglas e de Jaílson foram comemoradíssimos | gremio.net
Gols de Douglas e de Jaílson foram comemoradíssimos | gremio.net

Porque nada explica a intensidade e a facilidade com que os jogadores “reservas” do Grêmio jogaram nas últimas duas partidas. Está certo que o Vitória não anda lá muito bem das pernas ultimamente. Mas no sábado passado a vítima foi o mesmo Flamengo com que nos preocuparemos até quarta-feira.

O início avassalador do Grêmio ontem deixou a impressão de que, com nem 10 minutos, já poderíamos ter construído uma boa vantagem no placar. E ela veio logo mesmo! Nesse ritmo, não precisamos nem chegar na metade do primeiro para já ter feito 2 a 0.

Depois, o time encaminhou com naturalidade a partida, para ampliar o escore. Sabe como é, Renato, goleada nossa na Arena, no Dia dos Pais, já virou tradição. Algumas delas, inesquecíveis – ontem, só faltou o zagueiro deles marcar um gol contra para fecharmos a mão.

A grande vitória de ontem à noite nos deixa a cinco pontos do líder. Sempre ressaltei que o Brasileirão é extremamente difícil de ser disputado quando se está mirando também a Copa do Brasil e a Libertadores. Mas é bom se manter próximo ao topo. Daqui a pouco, VAI QUE…

Enfim, cumprido o nosso compromisso, o foco agora é depois de amanhã, lá no Rio de Janeiro. Queremos todos, Renato, ver o time “titular” com essa mesma intensidade e brilho de ontem. É difícil, mas é possível. Já fizemos o crime mais de uma vez lá no Maraca.

Que já comecem por lá a acender o braseiro, espetar a carne, ferver a água do chimarrão e gelar a ceva: porque a Nação Tricolor está chegando em terras cariocas para copar, sempre no ritmo do trago, alento e amizade. Que voltemos de lá com a classificação!

Saudações Tricolores, Renato!

E segue o baile…

P.s.: Matheus Henrique é diferenciado. Só manda pararem de comparar o guri com o Arthur. O Rei está lá, começando a brilhar no Barcelona; nossa mais nova prata da casa está começando a escrever sua história com o Manto Tricolor agora. Deixa ele seguir o seu tempo!

Bom dia, Renato (com o melhor de Estudiantes 2 x 1 Grêmio)

Bom dia, Renato (com o melhor de Estudiantes 2 x 1 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Renato, na bacia das almas que se encontra na foz do Rio da Prata, repousam alguns dos espíritos mais fortes do COPEIRISMO continental. Tu, que já cruzaste tanto estes pagos, fardando os mantos tupiniquins que se atreveram a desbravar América a dentro, deverias saber bem disso.

Maicon em ação: com Cícero ao lado, pouca mobilidade para marcar | Foto: gremio.net
Maicon em ação: com Cícero ao lado, pouca mobilidade para marcar | Foto: gremio.net

Porque, Renato, não se encara o Estudiantes de La Plata, mesmo quando condenado pela imprensa desportiva por “não viver seu melhor momento”, sem considerar que o time dará o sangue e a alma para tentar buscar a vitória. Assim como na semana passada, vimos os jogadores jovens fazerem os nossos “velhos” sofrerem, coisa típica destes tempos em que não se respeita mais nada.

A noite fria em Quilmes – e infelizmente não falamos daquela loira gelada que importamos dos hermanos – viu, num primeiro tempo, um adversário que compensava suas deficiências técnicas com muita vitaliciedade e entrega. Quando parecia que o Estudiantes não teria muito mais recursos do que o “vamo que vamo, que se puede”, o jovem Apaolaza emplaca um chute de raríssima felicidade, abrindo o placar para os donos da casa logo no início da partida.

O primeiro gol deles, Renato, saiu de uma bola retomada da nossa defesa, na marcação pressão que eles aplicavam sobre nós. Mesmo tendo muito mais posse de bola já naquele momento, o Grêmio não raro se via apertado na saída, precisando dar chutões para a frente. E, sem o Jael, fica muito difícil ganhar a segunda bola. Pouco conseguíamos criar (a ausência do Everton foi gritante, especialmente porque Pepê pareceu sentir um pouco a pressão do jogo). De outro lado, víamos os contra-ataques impetuosos daquela voraz juventude platense.

Se a coisa já não ia bem, ficou ainda pior, quando, na cobrança de escanteio, Campi cabeceou no canto oposto de Marcelo Grohe, aos 38 do 1º tempo. Gol de manual, mas que contou com a falha da marcação na bola aérea – era daquelas noites em que até os problemas que pareciam estar resolvidos voltam a nos assombrar. O momento seguinte foi horrível: com dois gols à frente no placar, o Estudiantes encaixava contra-ataques perigosos. Parecia que o que era ruim iria piorar. Eu temi pelo pior por alguns instantes, Renato.

Entretanto, eis que a copeira bola aérea que pune também salva, liberta e dá esperanças. No apagar das luzes da primeira etapa, Luan bateu escanteio com precisão, André desviou de cabeça, Andújar fez grande defesa, mas Kannemann, nosso melhor jogador em campo, estava lá para completar para o fundo das redes, também de cabeça. 2 a 1, o alívio e a certeza de que dava para reverter a desvantagem ainda no jogo de ida.

No segundo tempo, contudo, o Grêmio até foi melhor, mas pouco efetivo. Perdemos boas chances e não soubemos aproveitar o fato de ter jogado os 15 minutos finais com um homem a mais, depois que Zuqui levou o segundo amarelo, numa falta infantil que mostrou que, para boa parte da equipe deles, ainda falta maturidade. O jogo terminou com o mesmo placar do primeiro tempo, o gol qualificado faz com que a vantagem deles não seja tão grande; mas ficamos com a sensação de que o Tricolor ficou devendo em campo, Renato.

O que eu gostaria de te dizer é que espero que não seja preciso uma eliminação precoce para que tu aceites que algumas mudanças precisam ser feitas no time. Cícero e Maicon são uma boa dupla de volantes, os dois têm qualidade, claro; porém, não está dando mais para jogarem juntos, porque são veteranos, não têm pernas para correr atrás na marcação (especialmente quando a velocidade do adversário no contra-ataque é uma arma). Mesmo que perca em qualidade técnica na armação, o time ganharia com Jaílson na marcação.

Da mesma forma, Leo Moura é um baita lateral. Mesmo quase beirando os 40 anos, ainda tem muita qualidade. Ontem deu conta de jogar toda a partida e foi bem. Mas sabemos que não será sempre assim, Renato. E, por falar em qualidade, não duvido da capacidade técnica do André, porém já não há mais justificativa para que Jael fique no banco. Toda vez que ele entra, o time ganha em movimentação, bola aérea, e segunda bola. E eu espero que o Bruno Cortês retome logo a posição do Marcelo Oliveira, que ontem foi MUITO mal.

Enfim, não precisamos apelar para clichês como “não tá morto quem peleia” ou discursos motivacionais que invocam a garra do gremismo. A desvantagem no confronto é totalmente reversível, sabendo que precisamos da vitória mínima aqui na Arena, quando tenho certeza que nossa torcida a lotará mais uma vez, para fazer com a bola entre nem que seja pela força do ALENTO. Mas eu gostaria, Renato, que tu abrisses mão de certas convicções – e PARA COM ESSA COISA DE ESCANTEIO CURTO, por favor (nosso único gol ontem saiu de uma bola cruzada, Renato!).

E vamos que vamos, que a busca pelo Tetra da Libertadores começou neste mata-mata com o pé esquerdo, mas a gente nunca para de acreditar. Vamos adiante, agora pensando no jogo em casa que termos contra o Vitória, no domingo. Aliás, como só voltarei a falar contigo na segunda-feira, já deixo aqui meu parabéns pra ti, pelo dia dos pais vindouro. Manda um beijo pra Carolzinha!

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

https://youtu.be/OiADkFKyMMo

Bom dia, Renato (com os melhores lances do grande jogo Grêmio 1 x 1 Flamengo de ontem à noite)

Bom dia, Renato (com os melhores lances do grande jogo Grêmio 1 x 1 Flamengo de ontem à noite)

Por Samuel Sganzerla

Eu vou ser bem sincero contigo, Renato: nem sei exatamente o que escrever por aqui hoje. Saí tão p… da cara da Arena ontem, xingando até a oitava geração da família do juiz. No fundo sabemos que jogamos para tomar o merecido empate. Mas o senhor de amarelo, que sujeitinho bem SAFADO, invertendo faltas e adotando duplo critério na marcação.

O gol sofrido faltando 15 segundos deu aquela sensação de que tudo deu errado, Renato. Mas, a bem da verdade, eu te digo e afirmo que, no final, tudo deu certo ontem à noite. Porque a vida do Grêmio é assim mesmo: entre tropeços e erros, vem a superação. Foi o primeiro episódio de uma batalha que só termina daqui a duas semanas.

lg-noticias-gra-mio-empata-com-o-flamengo-no-jogo-de-ida-das-oitavas-de-final-da-copa-do-brasil-21688

O futebol tem dessas coisas: no momento em que o time segue a boa fase e vem fazendo grandes partidas em casa, tem aquele jogo para colocar tudo em dúvida. Levar aquele empate no final é como, nas metáforas que só os românticos como nós entendemos, Renato, quando aquela morena de lábios carnudos que te propicia noites maravilhosas vai embora de manhã, te deixando sem saber muito o que pensar da vida.

Enfim, nem tenho muita coisa para dizer hoje. Poderia descrever cada uma das atuações individuais ruins e das tuas más substituições, mas prefiro focar na ideia de que a classificação lá é bastante possível. No próximo fim de semana jogamos de novo contra o Flamengo na Arena, desta vez pelo Brasileirão. Mas já estou com a cabeça lá no Maracanã, onde mais de uma vez já triunfamos. Que 97, em especial, seja lembrado!

Saudações Tricolores, Renato!

E segue o baile…

https://youtu.be/1rX1OJo_ecs

Bom dia, Renato (com os principais lances de Chapecoense 1 x 1 Grêmio)

Bom dia, Renato (com os principais lances de Chapecoense 1 x 1 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Eis que a segunda-feira amanheceu para nós sinalizando, mais uma vez, que o Campeonato Brasileiro será uma pretensão secundária nesta temporada. O contexto em que se deu a partida, Renato, poderia indicar um bom resultado (empate com o time reserva, fora de casa, contra um mandante que já venceu equipes da parte mais alta da tabela em seu estádio). Não vejo, porém, que isso permita comemoração, acaso se pense mesmo em título.

Foto: gremio.net
Foto: gremio.net

É bem verdade que o time que entrou em campo ontem teve um caráter bastante experimental. Douglas iniciou uma partida como titular pela primeira vez em mais de um ano e meio. Marinho, ainda sem tanto ritmo de jogo, após sua chegada da China, também teve sua estreia como titular. Pepê teve a incumbência de fazer a função de Everton. E por aí vai.

A questão é que o time, apesar de todos esses pesares, começou bem. O gol logo no início parecia que ditaria o ritmo de jogo, Renato. Destaque, aliás, para o bom passe de Hernane para Pepê marcar. Uma coisa rara de se ver nessa temporada é o time de adversário ter mais posse de bola, enquanto exploramos o contra-ataque. O que até funcionou bem na primeira etapa, em que pese termos perdidos boas oportunidades de ampliar o placar. E isso nos custou caro.

No segundo tempo, a Chapecoense melhorou muito, e nós pioramos bastante. Tudo bem, Renato, é de se dar um desconto pelo fato de serem os suplentes. Entretanto, o chamado “efeito vestiário”, que quase sempre pesa a nosso favor no intervalo, ontem jogou contra. Faltou leitura sobre o jogo da Chape, e fomos praticamente dominados no segundo tempo.

Neste ritmo, não tardou para que empatassem o jogo. Paulo Vítor é um bom goleiro, mas voltou a falhar. Sua saída precipitada num lance com a bola quase na linha de fundo permitiu o gol adversário. Para sermos justos, ele faria uma ótima defesa no final da partida, que salvaria o ponto trazido na bagagem. Entretanto, no balanço das suas atuações até agora, ainda faz sentir a ausência de Marcelo Grohe em campo. Precisa melhorar.

Agora, ontem não dá para dizer que foram dois pontos perdidos, como em vários outros confrontos. Porque nosso segundo tempo fez com que o empate fosse até lucrativo. Se a Chapecoense tivesse virado a partida, não seria nenhuma injustiça. Espero que Alisson volte logo, pois já ajudaria muito nestes jogos com os suplentes. E que a lesão do Bressan, reserva imediato da zaga, não tenha sido muito séria.

Ao final, Renato, parece que os deuses do futebol mandam um claro recado: miremos na Copa do Brasil e na Libertadores. Gostaria muito de voltar a ganhar o Brasileirão, mesmo sabendo que é praticamente impossível para um time brasileiro jogar com força total nas três competições. Não deixa de dar uma certa frustração, porém, observar que o Grêmio vê a liderança ficando no distante.

De qualquer forma, todo nosso foco agora é na Copa do Brasil, no confronto do meio desta semana. Que encarnemos mais uma vez o espírito copeiro, para receber o Flamengo com todo nosso futebol, em casa, com a força da torcida e a sede pela hexacampeonato. Todos os caminhos levam ao Humaitá. Nos vemos lá na Arena quarta-feira, Renato!

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

Bom dia, Renato (com os lances de Grêmio 2 x 1 São Paulo)

Bom dia, Renato (com os lances de Grêmio 2 x 1 São Paulo)

Por Samuel Sganzerla

De volta à Arena, de volta ao caminho da vitória, Renato! Eis que amanhecemos bem nesta sexta-feira, diante do ótimo resultado contra o São Paulo na noite de ontem. Não foi sem levar um susto no início da partida; entretanto, é bom ver o Grêmio não apenas jogar para vencer, mas também ter o poder de decidir para triunfar. Cebolinha ontem provou mais uma vez que vem sendo um dos melhores atacantes do futebol brasileiro nesta temporada.

Éverton salva | Foto: gremio.net
Éverton salva | Foto: gremio.net

O horário do jogo e o clima dessa última não ajudaram muito, né?! Como a partida se iniciava às 19:30, nem pensei em tentar me dirigir à Arena. Até porque talvez seria necessário tomar um catamarã para chegar lá – mas parece que a Prefeitura ainda não viabilizou o trajeto Cais Mauá-Humaitá. Então, rumei para o bar mais próximo, depois da jornada diária de labuta.

No começo, a coisa mais rara destas últimas temporadas aconteceu: Geromel cometeu uma falha grosseira. Deu um golpe de vista para deixar a bola passar para Marcelo Grohe, mas que apenas permitiu que Arboleda chegasse antes e fizesse o cruzamento para Diego Souza empurrar sozinho para as redes. Mas é isso que no futebol chamamos de CRÉDITO, não?! Se tem alguém que erra, e a gente praticamente não dá bola, é o Geromito (já te contei, Renato, que o nome do meu filho vai ser Pedro?).

Contudo, bastou que o adversário saísse na frente para, novamente, como tem sido tão comum nesta temporada, o filme se repetir: time adversário retrancado, Grêmio com mais de 70% de posse de bola, girando a área de ataque, mas criando poucas chances efetivas de gol. Ainda teve a agravante de que o gol sofrido no começo manteve o time nervoso por uns minutos, errando muito.

Kannemann ainda salvaria a pátria Tricolor no primeiro tempo, num perigoso contra-ataque são-paulino. Um daqueles lances lindos, em que o zagueiro se joga com precisão cirúrgica para tirar a bola quase de cima da linha. Digno de nos fazer questionar de novo, Renato, o porquê de ele nunca ter recebido uma chance em meio aquela NABA que é a zaga da Argentina.

Apesar da desvantagem temporária, felizmente ontem era o dia de Everton brilhar mais uma vez. Já nos aproximávamos do final da primeira etapa, quando Maicon viu o espaço livre no flanco esquerdo da zaga e fez um lançamento primoroso. Cebolinha dominou a bola e foi para cima da marcação, ENTORTANDO Éder Militão e fintando novamente, antes de bater entre o lateral e o zagueiro, no canto oposto do goleiro. Golaço!

Na volta da segunda etapa, o São Paulo precisou mudar um pouco de postura, já que o empate tirava sua chance de assumir a ponta da tabela. Um caso curioso, inclusive, porque parece que o gol de empate repentinamente curou as câimbras que os jogadores do time paulistano vinham sentido. De chamar o Ministério da Saúde para averiguar o caso, Renato.

Bueno, apesar do jogo um pouco mais aberto, o Grêmio praticamente não correu riscos. O São Paulo teve uma única boa chance no segundo tempo, mas Diego Souza desta vez parou nas mãos de Milagrohe. O Tricolor começou a ter mais espaços e mais chances, embora sem conseguir transformar isso em chutes a gol.

Foi então numa baita dormida da zaga adversária que Luan roubou a bola no nosso campo de ataque e fez a assistência para Everton. Outra vez o Cebolinha foi para cima da marcação, driblou e finalizou letalmente. O cara tá demais, Renato! O jogador que sabe driblar e consegue definir a jogada em pouco espaço é o diferencial nestes tempos de linhas de marcação muito fechadas, de priorização do sistema defensivo.

A partir daí, desenhou-se a vitória do Grêmio. Não foi das atuações mais brilhantes deste ano, mas o time teve consistência para superar a adversidade do gol sofrido logo cedo. E contou com a individualidade de um jogador habilidoso e de finalização precisa para vencer. Em tempos de times bem montados na defesa, é fundamental tê-lo na equipe – além de saber usar mais as bolas paradas e aéreas.

No mais, foi bom ver que o Imortal soube transformar em vitória o seu domínio tático sobre o adversário, diferentemente do que tinha ocorrido no último domingo. Neste campeonato, estamos indo bem contra a parte de cima da tabela, mas perdendo pontos importantes para a parte de baixo. Um filme que infelizmente se repete há tempos, Renato. Quando isso mudar, a gente volta a levantar esse caneco também.

Agora, imagino que, a despeito do discurso protocolar, a cabeça já esteja pensando no duelo contra o Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira. O que não é errado, Renato, porque sei que não vai ser possível jogar “às ganhas” as três competições. Mas seria bom se o time misto/reserva que vai a Chapecó neste fim de semana trouxesse de lá mais três pontos na bagagem.

Por fim, queria comentar contigo sobre o fato lamentável de o Raí ter culpado o apito pelo resultado. Que a arbitragem brasileira é fraca, todos sabemos, mas nada que indicasse favorecimento a nós e que afetasse o placar. O dirigente são-paulino queria o quê?! Que os jogadores dele baixassem o sarrafo à vontade, sem levar cartão?

Acho que isso é costume de quem é muito mais beneficiado do que prejudicado. Até porque é fácil narrar teses conspiratórias para encontrar culpados pela derrota, quando teu time entrou em campo com a covardia de um moleque que bate numa mulher (peço licença aqui: que eu nunca cruze com o infeliz que motivou esta livre associação, para o bem dele). De toda forma, nessa história de “apito amigo”, só posso dizer ao Raí: procura um espelho, camarada!

Saudações Tricolores, Renato!

Segue o baile…

https://youtu.be/gQJK_xBSANY

Bom dia, Renato (com os lances da derrota para o medíocre Vasco da Gama)

Bom dia, Renato (com os lances da derrota para o medíocre Vasco da Gama)

Por Samuel Sganzerla

Quer dizer, nem tão bom assim, convenhamos!

Renato, eu vou ser curto e grosso: é de desistir de acreditar que o Grêmio pode ser campeão do Brasileirão. Ano após ano, é uma história que se repete. Com todo o respeito ao Vasco da Gama, que já viveu tempos bem melhores, mas não dá para perder para aquele time medíocre, tendo um jogador a mais durante dois terços da partida.

Foto: gremio.net
Foto: gremio.net

Acho que os deuses do futebol estão sendo bem claros em seu recado: deixemos o Campeonato Brasileiro de lado e foquemos na Copa do Brasil e na Libertadores da América, que é onde nos saímos melhor. Pelo menos enquanto essa fórmula de pontos corridos e a possibilidade de fazer 10 jogos por mês perdurarem (razão pela qual eu entendo tu teres poupado o Maicon).

Enfim, era só isso que eu tinha para dizer: foco na busca pelo hexa da Copa do Brasil e pelo tetra da América. A partida de ontem não me permite dizer mais. Pelo menos nada que seja publicável aqui. Que m…

Saudações Tricolores, Renato!

E segue o baile…

https://youtu.be/oNvJYi4uDgk

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Grêmio 2 x 0 Atlético-MG)

Bom dia, Renato (com os melhores lances de Grêmio 2 x 0 Atlético-MG)

Por Samuel Sganzerla

Renato, eu amo a Copa do Mundo, mas preciso confessar: que saudades que eu tinha da Arena e do Grêmio! Sinceramente, eu sinto uma dor profunda, um pesar por todas aquelas pessoas que não gostam de futebol.

É gol! | Foto: gremio.net
É gol! | Foto: gremio.net

Ontem nosso Imortal voltou a campo e mostrou que ainda mantém o ímpeto dominador que nos encheu de orgulho e de esperança de vermos a conquista de pelo menos mais um título neste ano. A amiga e querida torcida do Galo mineiro que nos perdoe, mas ontem foi para mostrar que ainda estamos com ganas.

Olha, Renato, foi bom ver que o Grêmio tomou algumas lições desta última Copa. Porque, no primeiro tempo, pareceu um resumo do final do primeiro semestre: muita posse de bola e domínio do Grêmio, mas que não se reverteu em vantagem no placar. Contudo, na segunda etapa, a coisa foi diferente.

Se tem algo que este último Mundial nos mostrou, foi que, nestes tempos em que todos os times têm aprendido a montar um bom e compactado sistema defensivo, a bola parada e a bola aérea estão retomando um papel central no jogo. Não por nada que nossos dois gols saíram de cabeça: o primeiro num escanteio (grande Bressan, baita partida!), e o segundo depois de uma falta rapidamente cobrada.

Fiquei feliz de ver o André voltar a marcar. Mesmo que não tenha feito uma partida de encher os olhos, vale o ditado: centroavante vive de gol. E por pouco ele não guardou o seu segundo, pouco antes de ser substituído. Mas foi fantástico foi ver a volta do Maestro Pifador. Mesmo que só para matar um pouco a saudade que tínhamos do nosso camisa 10, depois de ano e meio longe dos gramados.

Por sua vez, Luan continua sendo nossa peça fundamental na armação das jogadas de ataque. Um jogador muito importante para o esquema tático como um todo. Precisa, contudo, melhorar nos pênaltis. Ontem perdeu mais um (tudo bem que já estava 2 a 0). O aproveitamento do guri nas penalidades é baixo, Renato. Porém, sei que tu podes arrumar isso.

Ainda, vale registrar a saída de nosso querido Rei Arthur, que nos deixou um pouco mais cedo do que o esperado. Torço para que ele brilhe lá no Barcelona. Certamente será um dos melhores do mundo na sua posição. Torço para que o Capita Maicon continue jogando tudo que sabe, para suprir essa função no meio. Que ele e Cícero, que também fez boa partida, se entendam bem naquela linha do meio de campo.

E que coisa boa ver o Geromel de volta. Um zagueiro que parece que ocupa o espaço de três jogadores em campo. Merece os parabéns nosso capitão do Tri, que teve o mérito de fardar a Amarelinha numa Copa do Mundo – ainda que infelizmente o hexa não tenha voltado junto com ele e com os demais que foram para a Rússia.

Enfim, Renato, assim como sei que tu deves lembrar com tristeza em 1986, quando o Telê te cortou daquela Copa, imagino que volta e meia passa pela tua cabeça treinar a Seleção. Sei que um dia vais ter tua oportunidade, mas te peço que fique o máximo possível no Grêmio antes disso.

Ver o Tricolor de hoje jogar é um prazer enorme. É como reviver uma paixão eterna. É como se acomodar no colo de uma mulher sensual (algo tão belo como uma ruiva de olhos verdes, como sempre diz um amigo meu). É um delírio prazeroso, como esses que se sente quando se atravessa as ruas de Porto Alegre sozinho pela madrugada e sem medo, sentindo-se dono delas.

No fundo, sentimos que pudéssemos ser donos da América novamente, Renato! E vemos um Grêmio que mostra que sabe jogar, que pode trazer mais uma taça neste 2018. O time aproveitou bem a parada da Copa para aprimorar sua efetividade. Tomara que seja um feliz presságio de que mais boas coisas vêm por aí.

Saudações Tricolores, Renato!

Segue o baile…

https://youtu.be/YLRRFIt54DQ

Bom dia, Renato (com os principais lances de Grêmio 0 x 0 Flu)

Bom dia, Renato (com os principais lances de Grêmio 0 x 0 Flu)

Por Samuel Sganzerla

Então, eis que tivemos mais um capítulo desse recente drama que o Grêmio vive: a inglória missão de furar retrancas. Ontem à noite, lá na Arena, o Fluminense entrou em campo de forma semelhante aos times que enfrentamos nas últimas rodadas do Brasileirão – e ao Defensor, que também chegou todo fechado lá atrás, para nos encarar na Libertadores.

Éverton contra as retrancas | gremio.net
Éverton contra as retrancas | gremio.net

Muito provavelmente, Renato, tudo isso seja reflexo lá do início deste mês que hoje se encerra. Após uma sequência de grandes goleadas nossas, todos os times que nos encararam, principalmente aqui em casa, estabeleceram um padrão tático que faria inveja a Karl Rappan, o técnico inventor do “Ferrolho Suíço”.

Chegando no estádio com dois amigos que foram assistir à partida comigo, comentei com eles: “O jogo de hoje vai ser um saco! Tenham certeza que o Fluminense vai entrar numa formação defensiva com uma linha de 5 atrás e uma linha de 4 logo à frente, no meio, com um jogador do setor se deslocando para pressionar a bola e o resto fechando”. Dito e feito!

Ao longo dos 90 minutos de partida, nós tivemos 70% de posse de bola, 20 finalizações e oito escanteios (contra nenhum do Fluminense). Apesar do grande número de chutes, foram apenas seis a gol, sendo poucas chances claras para marcar. Novamente, Renato, tivemos o predomínio absoluto do jogo, mas não conseguimos transformar isso em vitória.

Num primeiro tempo em que praticamente apenas nós jogamos, nossa melhor oportunidade veio num cabeceio do Kannemann, que passou rente ao travessão, por cima do gol. André teria feito um dos grandes golaços de sua carreira, se não estivesse ligeiramente impedido antes de matar no peito e mandar uma bicicleta para as redes da meta do time carioca.

O segundo tempo mudou um pouco de figura. Se o adversário não tem um grande elenco, tem pelo menos um técnico que sabe “tirar leite de pedra”. Diferentemente dos confrontos contra Atlético-PR, Inter e Paraná, em que ficamos no 0 a 0, mas não corremos risco nenhum, os cariocas souberam propiciar alguns bons contra-ataques, que levaram perigo à nossa meta. Agradecemos mais uma vez ao Grohe, por sinal.

O meio campo com Maicon e Cícero na volância certamente ganha qualidade na armação, Renato, mas perde um pouco em marcação – e dali e do mau posicionamento do Madson é que nasceram as jogadas de perigo do adversário. Sinto que o Arthur faz falta não somente pela sua importância na equipe, mas porque o próprio futebol do nosso capitão não tem a mesma desenvoltura sem ele – ontem o Maicon cometeu alguns erros de passe e demarcação que não costuma cometer, mas foi bem mesmo assim.

Luan, apesar de criticado pelos analistas dos botecos dos arredores da Arena, é sempre uma peça fundamental no time. Mesmo não produzindo tudo que pode, as jogadas das melhores chances sempre passaram por seus pés, terminando em passes precisos que carregavam o time para o ataque com mais qualidade. Mas, como ele mesmo sabe, pode fazer mais, apesar da ferrenha marcação que sofre.

E as nossas melhores chances de vencer o Fluminense vieram na metade da segunda etapa, pelos pés do Everton. Contudo, ontem ele não conseguiu ser decisivo, como tem sido neste 2018. O destaque vai para dois lances: o primeiro no contra-ataque fulminante, em que deixou o marcador na saudade e encobriu o goleiro, que conseguiu dar um leve desvio na bola, fazendo-a sair caprichosamente, na rede pelo lado de fora; a segunda foi a grande chance do jogo, em que ele perdeu um gol que não é do seu feitio, com a bola sobrando dentro da área e o goleiro já vendido no lance (bateu novamente na lateral de fora da rede).

Eu entendi a tua opção por Lima no lugar do Ramiro, Renato, procurando dar mais ofensividade ao Grêmio, que sabia que enfrentaria um ferrolho. Mas não funcionou muito bem, porque o garoto teve boa movimentação, até desenvolveu bem algumas jogadas, mas nenhuma produção efetiva. Pepê entrou bem em seu lugar, mas também não fez muito. O destaque negativo da partida vai para Madson, que APANHOU da bola, e para os escanteios mal batidos pela equipe – hora de voltar aos treinamentos!

Enfim, mais um 0 a 0. Contudo, apesar de também estar insatisfeito com o resultado, gostaria de dizer que não faz o menor sentido esse clima de “queda” que alguns estão tentando criar. Se o Grêmio não reproduziu seu melhor futebol nas últimas rodadas, também não se pode dizer que não manteve uma vitoriosa sequência, atrapalhada por empates com times que entraram com o único objetivo de não perder o jogo para nós.

Neste mês de maio, o Grêmio fez nada menos do que nove partidas, tendo seis vitórias e três empates – sabendo que poderíamos ter saído vitoriosos de todos estes. Fez 17 gols e sofreu apenas três (um no time reserva, um contra e aquele azarado na goleada contra o Santos, em que a bola desviou no Kannemann e interrompeu o recorde de invencibilidade do Grohe). E isso tudo lembrando que não conseguimos colocar os 11 titulares em campo há dois meses.

Temos que ter em mente, Renato, que nossa missão até a parada da Copa do Mundo vai ser enfrentar, em meio a todo esse desgaste, times que entrarão em campo contra o Grêmio para fazer um ponto (talvez o Palmeiras fuja dessa lógica). Até que as outras equipes comecem a precisar construir o resultado, buscar a vitória, a nossa realidade será continuar encarando adversários que se contentam em empatar conosco no Brasileirão.

Quero dizer, com isso tudo, que obviamente gostaria de estar na liderança, agora um pouco distante por conta desses pontos perdidos. Mas que não há qualquer motivo para desesperança, visto o alto padrão de jogo que o time tem mantido e as circunstâncias atuais. Mudanças pontuais e alguns reforços no elenco podem muito bem nos colocar na ponta da tabela, visto que não há nenhuma equipe disparando neste início de campeonato. Que venham os próximos jogos! Até domingo e boa viagem a Salvador, Renato!

Saudações Tricolores!

E segue o baile…

https://youtu.be/HBrYVZCJI4c

Bom dia, Renato (com os lances de Ceará 0 x 1 Grêmio)

Bom dia, Renato (com os lances de Ceará 0 x 1 Grêmio)

Por Samuel Sganzerla

Renato, tu sabes que não sou caminhoneiro, mas estive parado semana passada. Todavia, as últimas três partidas do Grêmio merecem um comentário comum: foram três ocasiões em que o Grêmio precisou furar uma retranca. Felizmente, tal quarta passada, na Libertadores, conseguiu ontem, lá em Fortaleza.

Thonny Anderson comemora seu gol ao final da partida em Fortaleza | Foto: gremio.net
Thonny Anderson comemora seu gol ao final da partida em Fortaleza | Foto: gremio.net

É verdade que nossa vitória deste domingo saiu num contra-ataque já nos 15 minutos finais de jogo. Algo que eu tenho até dificuldades de me lembrar quando aconteceu pela última vez. Nosso Tricolor, em seus triunfos recentes, vence se impondo sobre o adversário ou na base do ABAFA.

Agora, Renato, eu me permito ser sincero contigo: o Grêmio dos últimos jogos tem ficado abaixo das exibições que nos fizeram criar tantas expectativas para esta temporada. Apesar de ainda manter o padrão tático e o controle do jogo, o time tem sido mais lento nos ataques e errado mais passes.

Claro, vamos dar um desconto: já faz dois meses que não conseguimos entrar com todos os titulares em campo. A ausência do Arthur é muito sentida no meio campo. Ontem, ao menos tivemos a volta do Everton. E que diferença com ele no ataque!

O Cebolinha foi simplesmente o homem do jogo. Infernizou a defesa adversária do início ao fim, metendo uma bola na trave na primeira oportunidade, com nem três minutos se partida. Ainda sofreu dois pênaltis, sonegados pelo senhor Wagner Reway (esse cidadão não ia tomar uma geladeira mais severa, depois da LAMBANÇA que fez em Vitória e Flamengo, na primeira rodada?).

De qualquer forma, a despeito da péssima arbitragem a que estamos acostumados, merece destaque o gol da partida. Não sei se foi precipitação do Jorginho ao mandar o time do Ceará para cima do Grêmio no fim do jogo, mas o Everton, que nada tem a ver com isso, fez uma jogada espetacular no contra-ataque.

Como um velocista, atravessou mais de meio campo, para servir a bola cabeça de Thonny Anderson, que tinha acabado de entrar (que estrela, hein, Renato?!), para marcar com o gol livre. O meu elogio maior, porém, vai pelo fato de que o defensor do Vozão tentou fazer falta no Everton no meio-campo, no início da jogada, que preferiu a jogada a tentar cavar um cartão. Garantiu nossa vitória assim.

Se o Cebolinha continuar com essa bola toda, vai acabar mais cobiçado do que frentista de posto com gasolina. Merece todo nosso reconhecimento, então. Por outro lado, o destaque negativo vai para André, que sabemos que tem muito mais potencial do que o futebol que tem mostrado. Te liga, guri!

Enfim, apesar de não ter sido uma grande atuação, o 1 a 0 protocolar garantiu os três pontos, que era o mais importante. Graças aos resultados paralelos, acabamos nos mantendo a apenas dois pontos da liderança – que, sabemos, poderia ser nossa. Mas não é hora de ficar chorando sobre leite derramado.

Depois de amanhã, quarta-feira, retornaremos ao gramado da Arena. Enfrentaremos o Fluminense, adversário direto pela ponta da tabela. Renato, sei que o calendário é complicado e que o time vem sofrendo com o desgaste (10 jogos e mais de 30 mil quilômetros a serem percorridos neste mês que antecede a parada da Copa do Mundo).

Renato, com foco total no Brasileirão agora, faremos cinco jogos em duas semanas, três deles em casa. É a oportunidade de buscarmos a liderança do campeonato – ou de ficarmos o mais próximo possível dela, pelo menos. Depois de podermos curtir a Copa do Mundo, torcendo por Geromel e companhia (não sei os outros, mas eu irei), esperamos retornar com o time completo e preparado para um segundo semestre, que, tomara, seja de muitas alegrias também.

https://youtu.be/Jt2Dpue5aRU