Libertadores é coisa muito boa

Para se ganhar uma Libertadores é preciso futebol, mas apenas isto não basta. É preciso também certo espírito que costuma ser conhecido pelo nome de “copeiro”. O time copeiro é aquele que às vezes nem é o melhor, mas é o que chega a seus objetivos. O Grêmio foi copeiro, assim como o Liverpool e o Boca Juniors, mas hoje o cetro passou ao Internacional, ao menos na América do Sul. Sejamos francos, se a Libertadores fosse só futebol, se ela fosse só bola, o Estudiantes de La Plata teria eliminado o Inter nas quartas-de-final da Libertadores de 2010. Era mais time e jogou mais. Como Giuliano logro hacer aquele gol inexplicável na Argentina, foi criado o monstro que acabou por eliminar o São Paulo nas únicas grandes apresentações do Inter naquele ano — e ainda assim com direito a frango de nosso goleiro — e que ganhou do fraco Chivas na final.

Na verdade, todos querem a Libertadores com uma vontade a mais. Times que achamos bons são desmascarados no torneio. Nos primeiras primeiras rodadas desta ano, dois de nossos favoritos — Fluminense e Santos — tiveram enormes dificuldades por faltarem-lhe este esforço a mais. Os jogos Fluminense x Nacional e Flu x Argentino Juniors, mostraram ao flamante campeão brasileiro que ele sofria de falta de cojones. O tricolor carioca ficou tão brocha que entrou me crise. E o mesmo vale para os saltitantes meninos do Santos. A Libertadores dá preferência aos times sérios e pragmáticos, sem dúvida.

As arbitragens do torneio também ajudam os times menos firulentos. Os juízes não dão qualquer faltinha, não interrompem o jogo só porque Neymar atirou-se ao chão rolando e fazendo cara de quem sofreu uma tentativa de assassinato. Para a falta ser marcada, é necessária… a falta, coisa que nossos juízes teimam em não obedecer. Deveria dizer que é jogo pra macho? Olha, não sei, o que sei é que times que utilizam esforço médio ou residual não vão longe no torneio.

A posição do Peñarol em seu grupo — lider e classifcado por antecipação com uma rodada de antecedência — mostra bem isso. Perdeu de 5 x 0 para a LDU em Quito, mas em todos os jogos, mesmo nesta goleada a qual me referi, jogou à morrer, à uruguaia, e conquistou 3 vitórias, apesar de ser um líder com saldo -4. Maravilhosa Libertadores.

Hoje o Inter pega o mexicano Jaguares na cidade de Tuxtla Gutiérrez. Os caras vem mordidos, mas são mexicanos. Os mexicanos não dão a impressão de terem entendido a índole futebolística suicida do campeonato. Espero que não demonstrem terem-na descoberto hoje. E espero que nos comportemos como o habitual: jogando mal — com a torcida passando a noite inteira a cornetear Celso Roth — e ganhando na base de nossas caríssimas individualidades.

Do autoritarismo

Não, o assunto não é futebol. É sobre algo que sempre me fascinou: o comportamento das massas, mesmo no microcosmo de um pequeno grupo em pé numa arquibancada.

O Chivas ganhava o jogo por 1 x 0 e estávamos todos nervosos ou apavorados com a possibilidade, naquele momento bem real, de perdermos a Libertadores para um time inferior. Foi quando meu vizinho acendeu um cigarro de maconha. Nada anormal num estádio de futebol  — o cheiro de maconha é uma das fragrâncias mais comuns nestes locais. Só que de repente um grupo de pessoas começou a berrar desorganizada e histericamente:

— Apaga, apaga, apaga essa merda!

Olhei para trás e vi um grupo de senhores cujos rostos pareciam ter saído de uma foto de milicos das muitas ditaduras que nosso continente viu durante os anos 60 e 70. Tinham as caras cortadas à foice, rostos irritados e seriíssimos como se estivessem apanhando de mexicanos. E se mostravam cada vez mais agressivos:

— Fracassado, viciado, maconheiro, filho da puta, vagabundo, traficante! Apaga esta bosta! Apaga agora, porra!

O fumante a meu lado, de olhos vermelhos certamente em função da derrota parcial de seu time, estava apavorado, sem saber se iam chamar a Brigada Militar ou se ia apanhar ali mesmo. Só que naquele exato momento Rafael Sóbis fez o gol de empate.

Como se tivéssemos ensaiado por horas, todos, mas todos os que estavam em volta e que não tinham sido torturadores no passado, ato contínuo se abraçaram ao maconheiro e passaram a gritar, pulando no mesmo ritmo:

— A-cen-de! A-cen-de! A-cen-de!

Éramos uns 20… Confesso não ter conferido a face dos milicos após a vingança.

Confissões de um homem sem caráter

Por Franciel Cruz
(espalhando coisas boas a meu respeito)
(ver última frase do quarto parágrafo)

Com seu inconfundível timbre que passeia entre o mar da Bahia e as montanhas dos Gerais, a mineira Jussara Silveira, talvez a melhor e mais baiana cantora da atualidade, fez a fundamental profissão de fé no Bolero Maria Sampaio. Ouçam: “Amigos são parentes que pude escolher”. Porém, um amigo sacana metido a erudito (esta raça de gente ruim) garante-me que os autores da referida canção, Almiro Oliveira e J. Veloso, se inspiraram na seguinte assertiva do francês Deschamps: les amis — ces parents que l’on se fait soi-même, que, numa tradução malamanhada, seria algo como “Amigos são familiares que cada um escolhe sozinho”.

Foda-se a erudição! Nada entendo de francofilia, direitos autorais e pouco me importa quem vai receber os royalties. O fato é que, há coisa de dois anos, eu escolhi uma nova família: o Impedimento. Foi amizade e admiração à primeira lida. A cada texto era como se a gente já se conhecesse desde sempre. E mais grave: contrariando toda e qualquer lógica, fui acolhido com uma generosidade assombrosa. E quando digo acolhimento não me restrinjo ao sentido figurativo, de dar guarida aos meus desajeitados rabiscos. Nécaras.

Um exemplo? Recebam.

No início de setembro do ano passado, comuniquei a estes meus novos parentes que iria descer a ribanceira rumo a Porto Alegre para orientar o Esporte Clube Vitória na peleja contra o Grêmio. Ato contínuo, Milton Ribeiro, a quem eu não conhecia nem de vista, de nariz ou de chapéu (chupa, Machado de Assis!) abriu as portas de sua casa, oferecendo-me uma excelente estadia, regada a bons papos e rangos de alta qualidade – não necessariamente nesta ordem. E tudo isso sem pedir nada em troca, antes que os hereges comecem a propagar maledicências. Afinal, até onde eu sei, Milton é gaúcho, mas não pratica.

Pois bem.

Tentando retribuir tamanha gentileza, como se existisse alguma forma de retribuição, fiz algo que contraria minha religião. Entreguei a um torcedor de outro time o bem mais precioso dos 18 continentes: uma camisa do Vitória. E ele vestiu o manto Rubro-Negro com orgulho – e fiquei puto. Por quê? Ora. Mesmo tendo sido eu o autor do presente, não conseguia conceber alguém que não torce para o meu Leão envergando a indumentária sagrada.

Aliás, este meu xiitismo leva-me sempre a indelicadezas.

Na antevéspera da final da Copa do Brasil entre Vitória x Santos, por exemplo, estava perdido na noite suja paulistana bebendo com Izabel Marcilio. Lá pra tantas, ela fala sobre suas duas paixões: O Corinthians e o Bahia. Sob o efeito de diversas canjebrinas e do incurável fanatismo, sentenciei. “Quem torce para mais de um time não tem caráter”. A menina Bel, que também possui uma generosa alma impedimentística, relevou.

Quero dizer, relevou, vírgula, pois mulher é bicho vingativo.

No início desta semana, ao ver que eu despejei no Terra Magazine minhas dores e orgulhos inúteis de glórias idem, ela partiu para o fulminante contra-ataque. “Chegando no Terra? Massa, Franciel. Quando tiver mais chegado, pergunte a Bob Fernandes (editor da disgrama) se ele é Baêa ou Santos, que isso de torcer pra dois times, que eu saiba, é coisa de mau caráter”.

Engoli em silêncio, pois não gosto de contrariar mulher.

Quarta, inclusive, a minha Patroa telefonou para esta gloriosa repartição convocando-me para ver um show de um cara com nome jogador francês: Tiganá Santana, exatamente às 20h. Eu quase disse não, mas pensei em meu espinhaço e recorri a Marisa Monte: “Claro, meu bem. O que é que a gente não faz por amor?”.

E fui. Porém, o ponteiro do relógio acelerava e o desinfeliz não parava de cantar. Eu nada ouvia porque minhas vastas emoções e pensamentos imperfeitos estavam voltadas para a partida entre Inter x Chivas. Exatamente às 21h23, o francezinho sai do palco. A plateia pede bis e eu peço uma guilhotinha. Vontade da zorra de enforcar todos aqueles hereges.

Vendo meu desespero, ela pergunta: “O que é que tá acontecendo?” Eu digo: “Nada. É que hoje tem a decisão da Libertadores e estou preocupado com meus amigos gaúchos”. E ela, de bate-pronto: “Não sabia que angústia era contagiante”.

Nem eu. Chego em casa esbaforido e vejo que a porra do time colorado foi contaminado pelo meu nervosismo. Ninguém acerta zorra de nada. Ninguém, vírgula, um viado mexicano manda uma bola no ângulo. 1 x 0. Penso logo nos pênaltis. Afinal, já haviam me ensinado que “No futebol da arquibancada, prova de caráter é ser pessimista”.

Começa o 2º tempo e Rafael Sobis continua enojando meu baba. E quando ele perde uma bola boba na lateral, não resisto e grito para todo o norte e nordeste de Amaralina: “CELSO ROTH, FILHO DA PUTA, bote Alecsandro, carajo, este conhece de futebol, pois já jogou no Vitória. Não quero nem saber se o matador está machucado”. Nem termino o xingamento e Sobis manda a criança para o barbante.

Então, chego à úncia conclusão possíevel naquele momento: sabe tudo este Roth, não foi à toa que começou a carreira treinando o Brioso Rubro-Negro.  O quê? Vai trocar Sobis por Damião? Este Roth não toma jeito. Continua o mesmo sacana que um dia botou Petkovic no banco para colocar Alex Mineiro.  No entanto, Leandro Damião, honrando o sobrenome de nordestino, sai numa correria desabalada como se fora um fugitivo da seca e só para na terra prometida: 2 x 1.

Ninguém dorme mais no pacato nordeste de Amaralina. Nem meu filho, que há poucos dias me propiciara ETERNAS EMOÇÕES, suporta minha algazarra quase solitária e larga a seguinte: Meu pai, você é um alienado.  Nem ligo. Afinal, desprovido de qualquer resquício de caráter, estava comemorando meu primeiro título Internacional.

Essa homilia é dedicada a Teixeirinha.

Originalmente escrito para o Impedimento.

Estudiantes 2 x 1 Inter

Milton Ribeiro traz de volta seu amor, desata macumbaria, doenças mandadas e da carne. Traz seu emprego de volta — assim como o desejo — , cura doenças e faz com que ela chame seu nome durante o orgasmo com outro homem. Faz tudo ao contrário e vice-versa se você for mulher.

Por isso, EU JÁ SABIA !!!

(Conferir ao final do post abaixo).

Pré-jogo e pré-visões para Estudiantes x Inter

Será no estadinho José Luis Meiszner, de Quilmes, cidade a 27 Km do centro de Buenos Aires, o jogo de hoje. Trata-se das quartas-de-final da Libertadores da América… Após Bolívar comparar o estadinho com o Edmundo Feix (5.000 lugares) de Venâncio Aires (Venâncio Aires, não Buenos Aires), após o Fossati dizer que toda a lateral ao lado da área é um escanteio devido às dimensões do campo, fui ao Google Earth dar uma olhada no local.

Sentiram a panela de pressão onde nos meteram? Vamos precisar de muita catimba e consideráveis porções de Abbondanzieri e D`Alessandro hoje, a partir das 19h45. Meus sete leitores sabem o quanto eu admiro os argentinos e uruguaios, não obstante o fato de eles serem o bando de filhas-da-puta que têm disparado a melhor literatura do continente e que sabem exatamente o que é o futebol: aquela mistura de drama, sacanagem, beleza e vida que se desprende diariamente das páginas do Olé.

Para compensar o grande Estudiantes — atual campeão da Libertadores e com Verón e Boselli e o diabo — , nosso amado treinador ameaça-nos com a Mãe de Todas as Retrancas (expressão do Luís Felipe dos Santos), um humilhante 3-6-1 que mais não é do que um educado convite ao adversário para penetrar em nosso campo. A experiências anteriores demonstraram o profundo amor que Fossati possui à adrenalina e à emoção, proporcionando-nos, nas partidas fora do Beira-Rio, momentos de que nenhuma montanha russa seria capaz.

Apesar de minhas críticas, há duas curiosidades sobre o jogo de logo mais e uma delas fala bem de Fossati:

1. Alejandro Sabella — técnico do Estudiantes — e Jorge Fossati estão no top 10 mundial da IFFHS para treinadores. Espero que o lider tabagista Fossati seja digno da distinção e que eu seja um imbecil…

2. O Inter nunca, mas nunca mesmo, perdeu para o Estudiantes. OK, o gremista que me serve de consciência dirá que sempre há uma primeira vez e o mando tomar no cu, mas por enquanto assim é. Comprove abaixo:

07/03/1948: Inter 3 x 1 Estudiantes – Estádio da Timbaúva – gols de Adãozinho, Tesourinha e Carlitos para o Inter e Infante para o Estudiantes

25/01/1952: Inter 4 x 1 Estudiantes – Estádio dos Eucaliptos – gols de Luisinho (dois), Solis e Canhotinho para o Inter e Barreros para o Estudiantes

03/04/1959: Inter 4 x 1 Estudiantes – Estádio dos Eucaliptos – gols de Zago, Deraldo, Osquinha e Joaquinzinho para o Inter e Alarcón para o Estudiantes

13/07/1969: Inter 4 x 2 Estudiantes – Estádio Beira-Rio – gols de Gilson Porto, Bráulio, Tovar e Valdomiro para o Inter e Rudzki e Verón (papá de La Brujita) para o Estudiantes <— sim, eu vi este jogo, tinha 11 anos

26/11/2008: Estudiantes 0 x 1 Inter – Estádio Ciudad de La Plata – gol de Alex

03/12/2008: Inter 1 x 1 Estudiantes – Estádio Beira-Rio – gols de Alayes para o Estudiantes e Nilmar para o Inter <— também vi

13/05/2010: Inter 1 x 0 Estudiantes – Estádio Beira-Rio – gol de Sorondo <— e este também

Gremistas! Todos quietos hoje, tá? Meu chute: Estudiantes 2 x 1 Inter. Inter nas semifinais.

Inter 1 x 0 Estudiantes

O Internacional não jogou bem, mas o Estudiantes acabou punido por sua baixa voracidade ofensiva. Quem muito fica atrás pode tomar, sabe-se. Veio uma bola alta, a cabeçada de Sorondo e a vantagem. A surpresa do Inter foi a boa produção defensiva; o ataque permaneceu uma piada. Time por time, o Estudiantes é melhor. Corremos muito atrás dos argentinos tocadores de bola. Eu fiquei cansado só de olhar. Verón ainda é um supercraque, é um prazer e uma aula vê-lo jogar.

A vantagem do Inter é maior do que parece, pois, se fizer um gol na Argentina, obrigará o time de Sabella a fazer três. Foi menos emocionante, mas nosso resultado mostra-se muito superior matematicamente aos 4 x 3 do Grêmio. Viram as vantagens da mediocridade? Bem, como chegamos às quartas-de-final aos trancos, quem sabe não vamos às semis da mesma forma?

Só espero que Fossati não entre em transe místico e escolha jogar com três zagueiros. Toda a segurança defensiva que vi este ano foi obtida com dois, não com três zagueiros. Ah, e Glaydson (belo nome) merece a vaga de Nei na lateral, certo? Na próxima quinta, mais sofrimento. Abaixo, o gol de Sorondo e uma foto do rapaz.

Vai dizer que eu não sei fazer gol?

Poucos choram pelo Corinthians e Inter x Banfield

Peço desculpas a meus amigos corintianos, mas não dá para torcer para time deles. Ainda mais sendo colorado. Basta vê-lo em campo para eu me tornar torcedor do seu adversário, mesmo sendo ele o Flamengo. O Corinthians não foi feito para a Libertadores. O raciocínio mais simples é o de que, na competição continental, não há juízes interessados em agradar a “Maior torcida do Brasil-iu-iu”. Para piorar a coisa, o time da Fazendinha é o único Campeão do Mundo que, estranhamente, nunca venceu a Libertadores. Nossa, que várzea.

A Libertadores também não tem Zveiter fora do campo. Uma tragédia.

Ontem, não senti nenhuma pena. Preferia que tivesse sido nos pênaltis ou com um gol de mão, algo assim. O Renato K. escreveu:

O time do Curintia é igual ao Michael Jackson.
Marca o show, vende os ingressos caros, lota estádios.
Mas morre em casa.

E o Serbão:

Corinthians na Libertadores é que nem o Chaves no SBT: você já sabe o final, mas ri quando assiste…

O que o corinthiano faz depois de ganhar o título na Libertadores? Desliga o Winning Eleven no Playstation e vai dormir…

Corinthiano tem só dois dentes: um pra abrir garrafa e outro pra doer o dia inteiro…

Uma comparação com o Bangu…

É duro, Elias, sem juiz é duro.

E, daqui há pouco, irei ao estádio ver Inter x Banfield. O Inter é um time sem comando algum. Pode até surpreender, mas é claro que logo logo alguém o matará na Libertadores. Talvez seja hoje. Não sei como nosso técnico Jorge Fossati foi nascer no Uruguai. Um cara meio inculto e carola… No Uruguai quase não há religião. Deste ponto de vista, é o país perfeito. Do ponto de vista técnico, Fossati não consegue reacertar a bola alta defensiva, coisa que o Mário Sérgio acertara no final do ano passado. Não sei como chegou até aqui. A seleção do Equador quer contratá-lo. Deixa o cara ir, pô!

Banfield 3 x 1 Inter

OK, a arbitragem foi absurda, mas nossa defesa é uma gracinha na bola alta. É só botar na nossa área que é gol. O Grêmio fez dois através de dois baixinhos. Ontem, o Banfield fez mais dois. Na verdade, o Banfield não é um bom time — como conseguiu vencer o argentino??? — e até dá para virar em Porto Alegre, só que a nossa defesa é uma tragédia e dificilmente deixa de presentear o adversário com um ou dois gols…

Provavelmente, estamos fora.

Abaixo, Fossati organizando a defesa do Inter (obra anônima…).

Twit de Francisco Luz: Mas um time que não consegue ter vantagem em NENHUMA bola aérea defensiva merece tomar no cu. Voltamos. Dá-lhe Inter que eu sempre amei.

Silogismo para Banfield x Inter

Ontem, durante nosso jantar agora semanal com os amigos Branco e a Jussara, larguei um de meus típicos desafios:

— Se o Inter ganhar a Libertadores, saio nu na rua e dou o rabo para o primeiro candidato.

A frase foi recebida com certo pasmo, mas ninguém construiu o óbvio silogismo:

Tu queres vencer a Libertadores,
E dizes que vais dar o rabo se acontecer,
Logo, tu queres dar o rabo.

Dei-me conta na hora. Fiquei quietinho. O Branco, tão atento a essas minúcias, comeu mosca nessa.

Como me disse o Luís Felipe dos Santos pelo telefone, as pessoas estão levando o Banfield como se fosse uma barbada. Os caras foram campeões argentinos ano passado, têm um estádio bem pequeno, argentinamente opressivo e o Fossati já anunciou um retrancão. Ai, como eu sofro.

Inter 3 x 0 Deportivo Quito

E o Inter acabou fazendo 3 a 0. Colocou-se muito bem, ficando na companhia do Banfield, bem mais tranquila do que a do Cruzeiro de Kléber. Se passar, cruza com o Estudiantes. É, no me gustan los estudiantes. Verón y sus compañeros son muy peligrosos y los corrientes campeones de la Libertadores. Mas enfim, não nos antecipemos.

A escalação do time preferido da torcida deu certo, curiosamente… A base do futebol ensina que um time tem de defender, armar e atacar. Se ficar com a bola bastante tempo, correrá menos, cansará menos e será menos atacado, pois dizem que sem a bola não se joga. Porém Jorge Empati gosta do meio-de-campo defensivo, que desarma muito e joga pouco, rejeitando a utilização de Andrezinho e D`Alessandro juntos. Incrível, ontem, com ambos em campo, o time jogou e até nossa fraca defesa não apareceu tanto, pois permanecíamos mais tempo com a bola. Como detalhes memoráveis do jogo, ficaram os três belos gols de Andrezinho, Bolívar e Giuliano, assim como a espetacular rosca de Sorondo, que quase deu um gol de presente aos equatorianos.

Os oito confrontos das oitavas:

Flamengo-BRA x Corinthians-BRA
Alianza Lima-PER x U. do Chile-CHI

Chivas Guadalajara-MEX x Vélez-ARG
Once Caldas-COL x Libertad-PAR

San Luis-MEX x Estudiantes-ARG
Banfield-ARG x Internacional-BRA

Universitario-PER x São Paulo-BRA
Nacional-URU x Cruzeiro-BRA

Inter x Deportivo Quito — Apresentação do problema

Uma vitória significaria a classificação certa e jogo contra o Alianza Lima (por diferença de um gol), Cruzeiro (por 2 gols) ou Banfield (3 gols). É meio maluco esperar por uma vitória de 3 gols de um time que tem uma defesa que mais parece um coador… Bem, se o Inter empatar, precisará de um improvável empate do Cerro contra o moribundo Emelec e então seus adversários seriam São Paulo ou Corinthians. Se perder, adeus.

Ou seja, nosso treinador Jorge Empati conseguiu nos colocar em dificuldades mesmo estando no grupo mais fácil da Libertadores. Se o Inter não se classificar, será a última partida de Sandro com a camisa 8 colorada. Não sei, ele me parece com vontade de tirar umas férias. Não sei se o escalaria hoje. Eu já vi coisas incríveis acontecerem conosco. Quando vejo que o Deportivo Quito virá com 3 atacantes, sinto que eles sabem muito bem da generosidade de nossa defesa. O fato positivo é a ruindade dos equatorianos, o negativo é que eles parecem não saber disso e gostam de atacar.

Não vou ao jogo. Detesto sentar no molhado e a chuva vai voltar. E o problema está apresentado. Novo post lá pelas 22h30, porque o sofrimento começa às 19h30.

Manga está de volta

Eu sei, são coisas de um louco por futebol: foi sincera minha alegria ao saber que o Inter, hoje, contratou Manga como relações públicas, com a finalidade de buscar novos sócios. Talvez não tenha havido um ícone colorado que tenha criado uma aura de invencibilidade como Manga. Na década de 70, ele foi o mais perfeito, falho, fantástico e problemático dos homens, ganhava tudo o que podia em campo, depois perdia todo o seu salário em torno de uma mesa de jogo. E gostava de uma cerveja como poucos, apesar da forma atlética de guri, mesmo aos 40 anos. A diretoria reclamava dos cobradores. Sei que havia dívidas de jogo que eram pagas pelo presidente Eraldo Hermann em sua loja Hermann — Materiais de Construção, espécie de Tumelero da época. O que fazer? Pagar, ué.

(Vejam os dedos tortos de Manga na foto acima, resultado de fraturas ignoradas pelo grande goleiro). Quando penso nas defesas daquele Inter x Cruzeiro de 1975, feitas bem na minha frente, custo a me dar conta de que aquela partida decidia o primeiro Campeonato Brasileiro de um clube gaúcho. Eu estava na social, próximo à estripolia. Como não tinha levado rádio, ignorava que Manga tinha quebrado um dedo e encarei como uma brincadeira o que mostro abaixo:

Na hora, não achei nada engraçado. Na verdade, fiquei puto com a total irresponsabilidade de nosso goleiro. Lembrei que, em 1966, ele tinha acertado um tiro de meta na cabeça de um russo em pleno Maracanã e que a bola entrara em seu gol. Todos os fantasmas de quem nunca fora campeão passaram pela minha cabeça de 18 anos até que Manga voltou a ser a estrela do jogo. Nelinho ia bater uma falta. Certamente, tentaria dar aquele efeito miraculoso de sempre, só que…

… , caralho, era o dia de Manga. E todas as decisões que o vi jogar no Inter eram dias de Manga. E agora este goleiro monstruoso estará de volta a Porto Alegre. Estará de volta para jogar, vai entrar em campo? Claro que não! Mas a contatação de Manga eleva o clube a outro patamar. É coisa de clube muito grande. Explico.

Se o Inter trará um perdulário problemático para Porto Alegre tanto se nos dá. O que importa é que é uma honra para o atleta e uma atitude de clube grande e grato as contratações de Clemer e agora a de Manga. Um clube que não reconhece sua história começa cada temporada do zero, é um clube pequeno. Manga não fará Abbondanzieri jogar mais e talvez nem consiga tantos sócios, mas quando os jogadores e torcedores o virem, saberão que há gratidão e respeito no clube que amam. Aquele senhor de 72 anos — que parece nunca ter falado direito nossa língua após sua passagem pelo Nacional de Artime — estará lá para comprovar. Dá-lhe Manguita Fenômeno!

Obs.: O Ramiro Conceição me faz lembrar de um fato que não expliquei no post. Manga estava morando no Equador, onde o Inter joga hoje. Estava desempregado, passando por dificuldades financeiras. O Inter soube e criou um emprego útil para o clube e para um de seus maiores jogadores em todos os tempos, o qual estará agora numa melhor situação de vida.

O outono de nossa desesperança

Eu discordo do Douglas Ceconello quando ele inocenta o líder tabagista Jorge Fossati e põe a culpa pelos insucessos sobre os jogadores. É óbvio que eu não ignoro a precariedade de nossa velha zaga e muito menos a de um ataque com Edu e Kléber Pereira, mas quem os escala? Edu está aqui faz 9 meses e nada de bom nasceu dele. O homem dá boas entrevistas, apenas. É um bom menino, talvez um bom partido. Ah, e fala perfeitamente o espanhol. Kléber Pereira chegou aqui com um histórico recente de fiascos no Santos; ou seja, também não faz um jogo decente há uns 9 meses. E nossa velha zaga: quem a contratou, quem a escala?

Repito, quem os escala? Ora, Jorge Fossati. Enquanto isso, vemos o Walter no banco, louco para jogar e produzindo mais que Edu e Kléber somados cada vez que entra. Depois, o guri se fecha de novo em casa e vão chamá-lo de Ab, Ab Normal. O mesmo vale para Leandro Damião. O problema é que se estabeleceu no Inter um organograma no qual os velhos têm sempre precedência sobre os jovens. Então, pobres dos Walter, Damião, Marquinhos e outros. Melhor emprestá-los ao Náutico.

Ontem, diverti-me ao anotar mentalmente nos pés de quem os ataques do Inter desfaleciam, ou, sendo mais claro, quem eram os maiores responsáveis por devolver a bola adversário. São sempre os mesmos:

1. Guiñazú;
2. Edu;
3. Kléber (lateral esquerdo).

Claro que Bruno Silva esforçou-se para chegar ao pódium, mas os outros não. Os outros conseguiam passar a bola, dar alguma continuidade às jogadas, nem que fosse dando passes seguros, para trás ou para os lados. Volto a afirmar que os treinamentos do Inter — que não vejo — só podem estar equivocados. Não há uma operação padrão a fim de desestabilizar o treinador, pois o time é esforçadíssimo; o que há é aquilo que Andrade diagnosticou brilhantemente com sua vasta experiência de (grande, imenso, sensacional) volante:

— Quem erra passes, corre em dobro.

(Agradeço ao leitor Rogério de Brum por lembrar esta frase.)

O Inter corre o dobro ou triplo, com resultados mínimos e, quando chega na frente do gol, erra o passe para as redes rivais…

Então, eu sugiro ao Comando Revolucionário Vermelho 4 de Abril o imediato sequestro de Edu, de Sandro ou Guiñazú (no caso de Fossati decretar os três zagueiros), de Bruno Silva, de dois de nossos zagueiros de mais de 30 anos (à livre escolha) e a entrega daquele livro que analisa as estratégias de treinamentos para fundamentos de Marcelo Bielsa aberto no capítulo “O Passe” para o líder tabagista.

R.I.P., Armando Nogueira!

Fim da linha para Jorge Fossati

A contratação do técnico Jorge Fossati parece ter sido uma aposta. Esta revelou-se tão arriscada quanto apostar na Megasena em certa lotérica de Novo Hamburgo. Agora que o leite está derramado, é fácil dizer para não deixá-lo aberto sobre a geladeira. Alguém vem, abre a porta com força e deu. Fossati cometeu um dos erros mais comuns entre os treinadores: vir com uma planilha na mão e um esquema na cabeça. Ele queria três zagueiros, mas como fazer para acomodá-los junto a dois bons volantes e a laterais laterais? Não funciona. Além disto, vemos passes errados, dinâmica de jogo miserável, defesa desorganizada e ataque de riso.

O Inter de 2010 é um time que parece jogar razoavelmente bem, pois tem bons jogadores, porém sua consistência e contudência é nenhuma. Fico pensando no motivo que leva um time bem formado a errar tantos passes. Há como fazer um time acertar seu toque de bola? Há. Procurei sites sobre formas de treinamento e encontrei uma montanha de estratégias aplicadas por gente famosa — bá, passei a respeitar ainda mais os argentinos, o Marcelo Bielsa e o… Fabio Capello — para que boleiros aperfeiçoem seus passes, para que acertem a marcação por zona, para fazer o toco y me voy, para não tomar gols em escanteios, para fazê-los; enfim, para todos os fundamentos. Fabio Capello, que não é exatamente um mau treinador, diz que a maioria dos jogos são vencidos por quem domina melhor a galeria de fundamentos e garante que raramente vem um Messi, um Zidane ou a sorte para virar tudo de cabeça para baixo.

OK, ele é um chato de um italiano. Mas o que queria descobrir era se tudo — e principalmente o toque de bola — seria treinável se houvesse material humano. Sim, tudo é treinável. Além destes ensaios, há outros privilegiando as características de jogadores. Se um time conta com Nilmar, às vezes não é má ideia dar um bico para frente, porém, se você conta com uma capivara, nem tente porque a bola vai voltar. Então, chute para as lateriais do campo adversário e começa a marcar por pressão lá mesmo, para que a bola demore mais para voltar… E assim por diante.

O que quero com minha argumentação é acusar Fossati de trabalhar errado — refiro-me a esquema, fundamento E dinâmica — e de desrespeitar o estilo natural de jogo que aquele grupo de jogadores do Inter exige. Não sei se eles podem ir muito longe, mas é um fato bastante corriqueiro que um jogadores de defesa devem ter duas opções de passe para sair jogando e nem isso acontece no Inter, onde Guiñazú e Sandro parecem mais sonhadores e irresponsáveis do que os meiase Bruno Silva espera entrar na própria granbde área antes de dar o bote…

Nem vou entrar na batidíssima questão de discutir a insistência com Taison e Edu, a depressão de Kléber, a reserva de Andrezinho. Estas seriam questões pontuais que poderiam ser levadas de roldão por um coletivo aceitável. Acho que, na bagunça atual, só resta trocar de treinador. Lamento muito. Gosto de Fossati pessoalmente, suas entrevistas são boas, há sinceridade ali; ademais, não vejo um grupo desinteressado (à exceção de Kléber), mas não dá.

Colorados em chamas

Noto na cidade um clima copeiro que há muito não sentia. Estão todos na expectativa pelo jogo do Inter contra o Cerro uruguaio, líder do grupo 5 da Libertadores. O jogo será quase no Brasil, será em Rivera, no peculiar horário das 19h15. Acho inacreditável o otimismo de alguns colorados e acho mais lógico o detestável ceticismo dos gremistas.

O Inter vai mal, com um esquema de jogo muito defensivo e feio. Dizem que haverá um choripán na casa de um amigo e, bem… Eu e o Bernardo vamos conferir a função e a partida lá, claro. Sou simpático ao esquema 3-5-2, mas para utilizá-lo há que ter jogadores que o Inter não possui e, para piorar, o técnico Jorge Fossati irá com o crasso lateral Bruno Silva, em vez de utilizar o apoiador e aventureiro (para o bem e para o mal) Nei. Como se não bastasse, usará 3 zagueiros e dois volantes, o que torna o jogo difícil para o adversário e para nós, cujas ações ofensivas se assemelham à arrancada de um Gordini. Infelizmente, para funcionar o 3-5-2, temos que retirar ou Sandro ou Guiñazú — o que seria certamente uma profanação. 4-4-2 ou outra coisa já!

Enquanto isso, fico sabendo de um dado impressionante: a folha de pagamento do Inter é 38 vezes maior que a do Cerro. 105 mil contra 4 mlhões. Há jogadores nossos que ganham o dobro da folha completa do adversário. Hoje, do meu ponto de vista, tenho a chance única de sentir-me um milionário, apesar de incompetente. Nosso time Classe A é tão hispano hablante que serviria como ícone do Impedimento: Bruno Silva, Sorondo e Fossati são uruguaios, D`Alessandro, Abbondazieri e Guiñazú, argentinos. Eles já demonstraram bom entendimento com as árbitros, mas eu queria mesmo era vê-los num time organizado de forma mais arejada. Pois Fossati é um cagalhão que deve evitar até alongar-se — ah, os alongamentos, que saco… só são menos chatos dos que os abomináveis.

Espero que os fatos me desmintam, que o Inter vá acumulando seus pontinhos feios por aí hasta la victoria e até chegarmos ao Nirvana II, local apenas destinado ao Once Caldas, à seleção da Grécia, ao Parreirão 94 e a outros horrores vencedores.

Na minha presença, sob minha desconfiança e paradoxal e incondicional desejo de vitória…

… inicia hoje o ano futebolístico de 2010: Inter x Emelec no Beira-rio, às 21h50, pela Copa Libertadores da América. A foto abaixo é uma grande sacada do Blog Vermelho. Rafael Sóbis pareceu ser a pessoa mais feliz e infeliz de todas naquele 16 de agosto de 2006. Primeiro, correu sozinho com uma imensa e pesadíssima bandeira até cair exausto na frente da geral. Depois comemorou com os outros jogadores. No final, quando já estava saindo do estádio, vi a imagem abaixo pelo outro lado. Quase todos já estavam na festa, porém Sóbis escolheu ficar sentado na grama, quieto, observando a torcida. Sabia que aquele era seu último jogo pelo Inter: fora negociado com o Betis dias antes e não seria Campeão Mundial. Estava feliz e triste. Mais feliz do que triste, penso. Há o futebol e há o dinheiro, todos sabemos…

Drops do esporte bretão

Jorge Fossatti, técnico do Inter parece ser um sujeito esperto. Se há algo que não funciona no Inter é a bola aérea defensiva. Ora, a insistência em contar com Renan revelava uma obviedade. Renan, apesar de ser mais baixo do que Lauro, costuma sair do gol a fim de interceptar cruzamentos e o faz muito bem. Os colorados devem lembrar: bola alta entre o gol e a marca do pênalti era dele. Éramos sempre felizes quando ele não caía sobre o Rodrigo Mendes. Já Lauro não gosta de sair do gol e, quando o faz, dá uns tapinhas constrangedores a um pai de família heterossexual de 1,93m. Já a zaga colorada se liga em olhar as estrelas. Nenhum zagueiro é especialmente alto, a impulsão de Índio só é vista no YouTube e Sandro – incrível – não gosta de cabecear, preferindo figurar nas fotos dos gols que o Inter toma, sempre ao lado de quem saíra comemorando o gol de cabeça.

Então, já que Sorondo e Danny Morais, bons cabeceadores, estão mal, Fossatti tenta resolver a questão enchendo a grande área de zagueiros.

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— provocation mode on — Em Grêmio x Veranópolis, houve quatrocentas faltas e Souza chutou-as de forma, de forma, de forma… a deixar saudades de Tcheco. Talvez Douglas diminua o SUPLÍCIO DE UMA SAUDADE. Souza e Hugo elevarão Tcheco ao céu dos grandes craques do passado… — provocation mode off —

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Todos dizem que o Corinthians é um time geriátrico. Nem tanto. Ou se é, outros também são. Vejam só:

Felipe (25);
Alessandro (31), Chicão (28), William (33) e Roberto Carlos (36);
Edu (31); Elias (24); Tcheco (33); Danilo (30) e Defederico (21);
Dentinho (21), Jorge Henrique (27), Iarley (35) e Ronaldo (33).

Média dos 14: 29,14

OK, escalei 14 jogadores. Retirando Defederico, Dentinho e Jorge Henrique a média sobe para 30,82. E, retirando Defederico, Dentinho e Iarley, fica em 30,09. Números altos? Sim, mas não muito diferentes dos do Inter.

Lauro (29);
Índio (35), Bolívar (29) e Eller (32);
Nei (24), Sandro (21), Guiñazu (31), Giuliano (20), D`Alessandro (29) e Kléber (30);
Alecsandro (29)

Média: 28,09

Colocando o Kléber Pereira (34) no lugar da Capivara, a média sobe para 28,55. Quase a mesma coisa, não?

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Ah, o Campeonato Gaúcho. Eu detesto os formulismos e acho muito divertido o fato do Grupo A ter conquistado 30 pontos jogando contra os times do Grupo B, enquanto o B conseguiu 57 pontos sobre o A; ou, dizendo de outra maneira, Inter-POA, o favorito São Luís e o São José, que têm 10 pontos cada, fizeram o mesmo número de pontos de todos os oito times do Grupo A. Falta apenas um jogo para o finalizar a 4ª rodada: Pelotas x Ypiranga. Aliás, foi ontem à noite. Eu me divirto com o “equilíbrio”.

(*) Com a vitória de ontem do Pelotas sobre o Ypiranga, a pontuação das chaves ficou em 60 x 30.