Kirill Petrenko é o novo maestro titular da Filarmônica de Berlim

Kirill Petrenko é o novo maestro titular da Filarmônica de Berlim

Kirill Petrenko foi eleito ontem, por uma larga maioria de votos, o novo maestro titular e diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Berlim. Ele sucederá a Simon Rattle em 2018. Ele confirmou a sua aceitação na noite passada.

Petrenko, de 43 anos e nascido em Omsk na Rússia. terá que se demitir de seu cargo como diretor musical da Ópera da Baviera  — embora alguns meios de comunicação alemães sugiram que ele possa manter os dois postos por algum tempo.

Ele é o primeiro regente de origem russa e o primeiro judeu a dirigir, no posto de maestro titular, a orquestra de Berlim.

As especulações em torno do nome do sucessor de Rattle se tornaram o principal assunto do meio musical mundial há meses. Seis semanas atrás, uma reunião de 11 horas dos 124 membros da orquestra resultou sem a fumaça branca.

Nesta segunda, a Filarmônica de Berlim fez o anúncio em uma coletiva de imprensa convocada às pressas, logo após a escolha de Petrenko ter sido vazada para a estação de rádio estatal “Berlin RBB”.

Fundada em 1882, a Filarmônica atraiu alguns dos mais famosos regentes do mundo. Wilhelm Furtwaengler a liderou entre 1922 e 1934 e, posteriormente, de 1952 até sua morte, em 1954. Ele foi substituído por Herbert von Karajan, que seguiu no comando até 1989. Desde então, a orquestra alemã teve apenas mais dois titulares: Claudio Abbado e Simon Rattle.a

Rattle, que está no comando da Filarmônica de Berlim desde 2002, deve assumir a Orquestra Sinfônica de Londres a partir de 2017. Seu contrato em Berlim vai até 2018, logo, é possível que Rattle acumule as duas funções por alguns meses.

Kirill Petrenko
Kirill Petrenko

Que orquestra! Fico taquicárdico.

São fragmentos, mas que fragmentos! Abaixo, a Orquestra Filarmônica de Berlim, regida por Pierre Boulez, dá um show no Finale da Música para Cordas, Percussão e Celesta de Béla Bartók.

E aqui, com Hélène Grimaud ao piano e sob a regência de Tugan Sokhiev, no Concerto para Piano e Orquestra em Sol Maior de Maurice Ravel:

Aqui, com o regente titular Simon Rattle, parte do Finale da Sinfonia Nº 1 de Brahms (notem sua felicidade ao reger uma das melodias mas belas jamais compostas e que foi utilizada no Fausto de Mann):

Novamente com Rattle na Sinfonia Nº 10 de Shostakovich:

E com Gustavo Dudamel na Sinfonia Nº 5 de Prokofiev:

Beethoven – Sinfonia Nº 7, Op.92, 4º mvto, Allegro con brio

Durante esta semana, escrevi que faltava elã à OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), que a postura da orquestra era desidiosa e desmotivada, fato talvez causado por enormes e repetidos equívocos de repertório, os quais obrigam, por exemplo, a orquestra a comemorar repetidamente os 200 anos de Schumann e quase ignorar os 150 de Mahler, compositor, aliás, esquecido pela orquestra há anos… Coisa triste. Então, vamos ao outro extremo: o primeiro comentário a este vídeo do YouTube é They sure are having fun!! (…) Great Berlin Philharmoniker!!