A estupidez triunfante: o ódio de Sartori e de certa direita à cultura e à ciência

A estupidez triunfante: o ódio de Sartori e de certa direita à cultura e à ciência

O Tribunal de Justiça Militar permanece. Só Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo têm tais maravilhas de notável utilidade. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já sinalizou que poderiam ser extintos para dar lugar à criação de câmaras especializadas nos Tribunais de Justiça dos estados para julgamento de processos de competência militar. O órgão gasta R$ 36 milhões ao ano, 26% de tudo o que o governo da anta Sartori pensa economizar com a extinção de fundações estaduais. Mas são milicos, não fazem pesquisa nem divulgam cultura. São gente boa.

Já a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), a Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps), a Fundação de Zoobotânica (FZB) e a Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag) têm grande ligação com a produção científica e cultural do estado. Então devem ser extintas.

A burrice do governo olha apenas a despesa, sem buscar novas receitas. Não creio que nosso modelo federativo livre-se das isenções fiscais que somam R$ 9 bilhões por ano — pura e puta renúncia fiscal. Mas o governo recusa-se a ir atrás dos R$ 7 bilhões por ano de sonegação realizada basicamente por empresários. E quando vemos que a economia prevista com a extinção das empresas constantes no pacote de Sartori é de 137 milhões anuais — eu escrevi milhões, não bilhões –, só posso concluir que há um enorme ressentimento e ódio à ciência, à cultura e ao conhecimento.

Por outro lado, não temos uma imprensa plural. Os governos petistas nem tentaram alterar tal situação. Não houve a tão propalada democratização dos meios de comunicação, só o pagamento de alguns blogs. O monopólio da informação permanece e atrapalha qualquer reflexão crítica. A RBS, por exemplo, faz a assessoria de comunicação de todos os governos alinhados com o mercado, com a direita e com o senso comum evangélico. Servidor é vagabundo? Sim, é. Então vamos acabar com esses caras que só mamam na teta do estado.

Se as extinções ocorrerem como parece que vão, certamente haverá uma corrida de CCs vindos dos partidos aliados. Afinal, como ficar sem a FEE, por exemplo? Em substituição, vão contratar consultorias dos amigos, claro.

Eu não votei em Sartori, é claro. Não tenho grande visão política, mas o mundo me ensinou a avaliar pessoas e jamais votaria num cara flagrantemente mais ignorante, inepto e palerma do que eu. Ele está no posto para fazer um trabalho em benefício de grandes empresários. E só.

Fico deprimido de pensar que o local onde hoje está a TVE / FM Cultura talvez vire outra coisa. Fico fulo ao ver empresários e empresas sonegadoras protegidos. Fico desapontado com quem votou neste asno. Paralelamente, sorrio ironicamente com o ridículo discurso de fachada de que tais atos tirarão nosso Estado da situação de calamidade.

Sartori apontando sua falha.
Sartori apontando sua falha.

A democratização da mídia: um direito como qualquer outro

A democratização da mídia: um direito como qualquer outro

Trabalho como jornalista em um portal da internet e vou puxar a brasa para o meu assado. No dia-a-dia, sou obrigado a tratar de quaisquer temas, mas prefiro os da cultura. E, em qualquer campo, convivo diariamente com as dificuldades de sobrevivência de um jornal que procura falar maduramente sobre política e cultura — e que se mantém fora do discurso único das famílias Marinho, Civita, Frias, Saad, Sirotsky e de mais algumas poucas.

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Estamos no terceiro mandato presidencial consecutivo do PT. Dentre as mídias alternativas, era pensamento geral que um governo de esquerda lançaria mão de uma modesta arma que tinha na mão: a de reduzir as verbas de publicidade para os grandes grupos de comunicação, destinando parte destas para os pequenos veículos.

Ou que, talvez, pudesse investir na melhoria da rede pública nacional de rádio e tevê, dando-lhe melhores condições na disputa de audiência com as grandes redes privadas.

Diferentemente do governo argentino, que enfrenta o grupo “Clarín”, nada disso ocorreu por aqui. A situação não mudou muito. As verbas publicitárias seguem indo para os grandes grupos. Os oligopólios seguem concentrando audiência e verbas publicitárias.

Os outros caminhos são complicados. É difícil falar em alterar a legislação quando se sabe que sequer a existente é cumprida. Por exemplo: uma lei federal fixa que, em cada estado da Federação, uma empresa possa ter até três emissoras de tevê. A RBS tem doze emissoras no Rio Grande do Sul e nove em Santa Catarina, descumprindo a lei há muitos anos. Um edital de licitação para um novo sistema de concessões? Nem pensar.

Num ano de eleições federais e estaduais, é praticamente impossível assistir noticiário das grandes redes de tevê, especialmente os da Globo. A informação vem junto com as posições da emissora, o comentário vem maldoso e a parcialidade ultrapassa os limites do tolerável, na minha opinião.

Porém, o alto nível de desconhecimento público sobre a concentração midiática e sobre como funcionam as concessões públicas deixa as grandes redes tranquilas.

Já é um lugar-comum dizer isso, mas a verdade é que os verdadeiros partidos da direita são os órgãos da velha mídia. As siglas partidárias daquele campo ainda não conseguiram superar o programa neoliberal, privatista, nem seu amor aos EUA. Porém, apesar de sua insistência, não têm conseguido mais fazer maioria no país.

Desta forma, sem obter pavimentar sua volta ao poder, resta-lhes o esporte de tentar desgastar a esquerda.

O Brasil não cabe mais num quintal. A sociedade deve ouvir diferentes vozes. A questão não é restringir ou censurar — não se trata de interferir nos conteúdos –, mas de garantir a existência de mais veículos.

A Argentina tem uma bela história para contar. Antes da sua chamada Ley de Medios, 90% da produção audiovisual argentina vinha da região metropolitana de Buenos Aires, o que tolhia o direito à informação de outras regiões. Hoje, 53 rádios funcionam a partir de universidades, três canais são ligados a comunidades indígenas, e a televisão tem 4.200 novas horas de conteúdo. E, claro, foram gerados mais empregos.

No Brasil, as forças contrárias – em grande parte vinda das redes evangélicas – resistiram e conseguiram prevalecer dentro do ambiente de coligações formadas por um governo que tem receio de descontentá-las.

Acredito que devam ser permitidas e incentivadas a existência de novos meios — públicos, privados e comunitários –, com autonomia para definir suas próprias linhas editoriais, pois são os grupos sociais e de leitores, a partir das análises e de seus contrastes, que devem tiram suas próprias conclusões a partir das informações disponibilizadas pelos meios de comunicação.

Informar e estar informado é um direito como qualquer outro.

O que querem os protestos?

Por Ramiro Furquim/Sul21
Clique para ampliar | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Tudo. Os protestos querem tudo e… Como fazer para direcionar esse pessoal que se organiza nas redes e organiza protestos imensos como incrível rapidez? Quando eu era jovem, a gente marcava um comício ou um ato público. Estes eram temáticos e, para que pudesse ter gente, nós precisávamos criar panfletos, acertar o desenho e o texto da chamada, reescrever as palavras de ordem (ai, que saco), anunciar em salas de aula, distribuir nas ruas, etc. Não estou falando em tempos de ditadura, estou falando nos tempos das Diretas Já e depois. De tempos efêmeros em minha vida, pois hoje os protestos organizam-se abertamente nas redes sociais, e vai quem quer, não se sabendo o grau de comprometimento de cada um com a pauta inicial.

Pois não são só as passagens. É a frustração de não se ver representado na política, é a péssima qualidade de vida e do transporte em nossas periferias, é um Congresso cheio de personagens de opereta discutindo a cura gay e tantas outras bobagens, são leis novíssimas que são votadas e que já nascem anacrônicas, é a judicialização do estado, é a péssima imprensa — por que os protestos via de regra buscam a Rede Globo e a RBS? — que pensa que pode mudar o protesto para algo “contra a corrupção e a impunidade”, é a editora Abril e sua Veja fascista, são os bancos, são os índios assassinados, é a classe média e seus inarredáveis e incontornáveis probleminhas, é a classe C mais informada, é o mensalão na forma como foi vendido, são as polícias militares sem comando — pois os políticos ainda se cagam quando veem uma farda –, é inclusive a corrupção e a impunidade, mas é muito mais o Planalto desconectado, que vê os manifestantes como incompreensíveis mímicos e financia a mídia que sonha em matá-lo. Read More

Dois meses após o último escândalo, Prates "deixa" a RBS

Sim, nós não somos trouxas e sabemos que ele foi demitido em função da pressão de tantas piadas. que punham a grande ridículo seus empregadores. O radialista, comentarista,  colunista e fascista Luiz Carlos Prates está deixando a RBS para se dedicar a projetos pessoais. É o que dizem. Estava no grupo há 23 anos. Segundo a RBS de Santa Catarina, Prates deixa incontáveis admiradores. Certamente referem-se aos espectadores do YouTube, onde seus vídeos são bastante populares.

Num deles, acusava o governo Lula pelo aumento do número de acidentes nas estradas. Afinal, qualquer miserável compra um carro agora! Mas há mais. Noutro, fez a apologia do período da ditadura militar, afirmando que nele não houvera censura ou repressão e sim segurança. Para o articulista, desde o fim da ditadura, “o Brasil só andou para trás”. Mas há vários disparates mais. Não vou colocá-los aqui. Basta.

R.I.P.

Vamos indiciar a mula-alfa Luiz Carlos Prates?

É questão gravíssima mesmo. Acho que devemos pressionar para que este imbecil fascista do Prates ao menos sirva para alguma coisa. O diálogo é entre a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), Magno Malta (PR-ES) e Paulo Paim (PT-RS). Preconceito é crime, não?

Ou clique aqui.

Ou clique aqui.

Plano Nacional dos Direitos Humanos, versão 3

Sem construção de alicerces de conhecimento histórico, a ignorância erige-se em terreno fértil para que os apoiadores da ditadura, fossem eles truculentos ou silentes, voltem a sibilar barbaridades. Estas, por sua vez, tem, cada vez mais, tomado a forma da velha cantilena de que se travava uma guerra desde 1963, de que o Brasil teve que escolher entre uma ditadura de direita ou uma de esquerda, de que o golpe do Castelo Branco foi necessário, sendo que, depois, o regime degringolou por alguns anos, com os generais da linha dura. Barbaridades, que a pesquisa histórica tem desmentido.

Luís Augusto Farinatti (em comentário feito neste blog)

Ululante ou não, é óbvio que este blog defende o diabo, ou seja, o Plano Nacional dos Direitos Humanos, versão 3. Quando vi quem berrava contra ele, fiquei irremediavelmente apaixonado:

1. Os militares consideraram o plano insultuoso e revanchista, temendo uma caça aos torturadores. Ora, não vejo a hora da caçada. Há que se definir o que foi guerra e o que foi tortura e as punições devem ser para todos os que ultrapassaram os limites. Evidentemente, este blog não pensa em punir o militar que deu um tiro fatal num guerrilheiro no Araguaia; este blog gostaria apenas de saber quem trabalhou nos varais de pau-de-araras, quem foi manicure, essas coisas. Como os militares sabem que foram responsáveis por muito mais mortes, temem as investigações. Teria especial curiosidade sobre as mortes mais espetaculares. Como a de Juscelino Kubitschek (09/08/1976) — ocorrida em acidente automobilístico contrário às Leis da Física, na época suspensas pela ditadura — , como a de Carlos Lacerda (22/07/1977) — internado com uma forte gripe e que morreu logo após uma injeção — e como a do enfarto de João Goulart (06/12/1976) — encontrado com um travesseiro sobre o rosto, em posição bastante atípica para sua causa mortis. Vocês não acham essas mortes muito, assim, tipo muito próximas cronologicamente? Os argentinos gostam muito deste esporte, uma das atividades mais dignas que ocorrem em nosso conturbado vizinho. Bem, sou a favor das investigações e das punições antes que estes caras morram. Há uns bem vivos. Há um, inclusive, ex-membro do CCC, que comenta notícias num programa de TV em rede nacional.

2. A Igreja Católica não curtiu muito a aprovação do aborto, as restrições à ostentação de símbolos religiosos, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e o direito a adoção para gays. Lula, o catolicão, já começa a recuar nestes pontos que são tranquilos, compreensíveis e razoáveis a quaisquer vertebrados (explico, os vertebrados costumam ter um cérebro numa das pontas da vértebra; a outra ponta costuma estar nas proximidades de coisas menos dignas; mas até os católicos as têm). Alguém poderia informar a eles que o aborto é opcional, que nem todos se ligam em igrejas e que deixem de encher o saco?

3.  A Abert — Associação Brasileira de Rádio e Televisão tem a posição mais cômica de todas, pois vê ameaçada a liberdade de expressão de seus associados. O motivo é incrível: mesmo sendo donos de meras “concessões”, acham repugnante a criação de uma comissão governamental para monitorar suas programações. Querem continuar livres, exercendo a liberdade democrática de bombardear a esquerda e a cultura diariamente. Claro, são empresas privadas, seus donos têm convicções políticas firmes, só que — incrível — trabalham sob “concessões” renovadas periodicamente. Têm uma função social, como não? Tal monitoramento teria como objetivo ranquear as empresas de comunicação dentro de critérios de aderência aos Direitos Humanos. Ora, que absurdo, não? Um ranking! E, olha, estamos falando apenas de rádio e TV. Nada de publicações escritas como a Veja e alguns de nossos bem conhecidos jornais.

Para terminar:

Você sabia… Que em dezembro de 2002, último mês do governo Fernando Henrique, em apenas sete dias foram publicadas no Diário Oficial da União 96 novas concessões por todo o país?

Você sabia… Que em apenas um dia (13 de dezembro), o Diário Oficial publicou 46 novas outorgas? Entre os principais beneficiados pelas novas concessões, destacaram-se a RBS e a Fundação João Paulo II. O grupo gaúcho obteve 21 novas concessões, 21,87% das que foram designadas pelo Ministério das Comunicações.

Fonte dos dois “Você sabia…”.

RBS está morta de preocupação com o consumo de álcool por parte dos jovens…

… tanto que publicou matéria moralizante no último sábado. Era cheia de dados comprobatórios e o tom era da necessária proteção a nossos adolescentes. Porém, …

… seu principal evento para jovens, o medonho Planeta Atlântida, tem até cerveja oficial. Vai ver que sou eu o trouxa. Afinal, a RBS quer proteger nossos jovens servindo-lhes a pior cerveja do mercado. Só pode ser isso! Afinal, são tantos os jovens que se deslocam para lá em seus carros! Há que protegê-los! Tal anúncio dialoga de forma mui subliminar com as campanhas de Paz no Trânsito! Eu é que não tinha entendido!

Après Diário Gauche. Ici.

Um grande capítulo dos blogs políticos gaúchos

Ontem, numa ação de efeito meramente midiático, segundo Luiz Fernando Zachia, o Ministério Público Federal protocolou uma ação civil de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e mais oito membros de sua quadrilha: Carlos Crusius (ex-marido), o deputado federal José Otávio Germano (PP…, que se tornou conhecido ao usar o Grêmio como trampolim), os deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB, que se tornou conhecido ao usar o Inter como trampolim) e Frederico Antunes (PP…), o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, Walna Villarins Meneses (assessora do Yedão), Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual), Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda). As acusações são as mesmas que a RBS e seus congêneres tentam ignorar: enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho.

A ação pede o afastamento dos denunciados que ocupam cargos públicos enquanto perdurar o processo, o bloqueio de bens dos mesmos, e a quebra de sigilo envolvendo as provas pertinentes ao processo.

Os parágrafos acima forma copiados e levemente alterados deste post do RS Urgente. Lá também, Katarina Peixoto publicou um texto que vem sendo republicado e repassado por e-mails de forma absolutamente irresistível, Dez anos esta tarde. Eu, para variar, estava por fora ontem à tarde. Meu filho me ligou para dizer que não poderia vir aqui em casa pois tinha uma festa e se atrasara acompanhando a repercussão dos fatos nos blogs, twitter e nos órgãos da, digamos, PIG. Nós já estamos treinados em reinterpretar as rádios e os jornais da RBS, Band, Record, etc. É incrível a exatidão que conseguimos agindo assim. Sabemos exatamente em que podemos acreditar. Dá certo trabalho, é necessária experiência, mas a gente acaba entendendo tudinho. Depois, vamos ao RS Urgente e ao Diário Gauche pegar mais detalhes.

Há muitos, mas muitos blogs políticos no RS, porém acredito que os dois citados ocupem a linha de frente. O RS Urgente do Marco Weissheimer é mais informativo e dinâmico, também é mais cuidadoso em suas opiniões; já o Diário Gauche do Cristóvão Feil é opinativo, irônico e muitas vezes nos surpreende com pesquisas, poemas e até música, isso sem falar em suas fotos de abertura, sempre belas e significativas. Marco é mais jornalístico, Cristóvão é o intelectual de esquerda. Hoje, não vivo sem os dois. Não pensem que algum deles é imparcial, nada disso. São pessoas comprometidas como o outro lado é e não diz.

Por que considero que ontem foi um grande dia dos blogs? Ora, porque foram eles quem mantiveram a pressão sobre o governo mesmo quando a Assembléia negou-se a abrir a CPI — agora sabemos que vai sair, claro –, mesmo quando a desgovernadora e a RBS pareciam reagir. Prova disso é que ontem o OPS quase foi ao chão, tamanha era a visitação ao RS Urgente. Cheguei em casa à 17h30 e descobri que meu blog estava praticamente fora do ar; olhei meu e-mails e o pessoal do OPS queria saber o que tinha acontecido. Ricardo Cabral (RJ) reclamava:

É só comigo ou os demais blogs também estão lentos?
Não sei se é por conta dos tais spams em maior quantidade, mas hoje o as páginas principal e dashboard meu blog estão demorando mais para carregar. Acontece o mesmo com vcs?

O Serbão respondeu:

tá esquisito sim. a pagina do defensio, por exemplo, entra toda embolada.

E o Marco, já meio no desespero, ás 19h:

O mesmo aconteceu comigo no final da tarde. Agora, está voltando ao normal.

O Rafael, administrador do condomínio, estava pasmo:

A carga do servidor está um bocadinho alta… Não consegui ver na hora que vocês falaram, mas está baixando. Será que algum dos blogs da rede foi pra capa de algum grande portal?

Mais do que isso, Rafael, mais do que isso. É que estamos quase derrubando a desgovernadora. Simples assim.

Quando a coisa voltou ao normal, comentei no Marco:

Katarina, belíssimo texto.

Marco, num estado em que a imprensa está comprada, onde mesmo a Assembléia Legislativa nega-se a realizar seu trabalho, foram os blogs os meios de comunicação que mantiveram a pressão sobre Yeda. E creio que tu foste o mais informativo, insistente e correto deles. No pé na bunda que esta mulher está levando em suas largas cadeiras, há alguma coisa do RS Urgente.

Abraço e parabéns a todos nós.

E vai roubar na puta que te pariu, Yeda.

O César Kiraly também escrevu a respeito:

parabéns ao trabalho admirável do RS Urgente e envaidecido fico de pertencer ao mesmo grupo. não descanse jamais. e que um dia o RJ tenha a sorte de ter a mesma urgência.

um abraço,

Cesar Kiraly

Houve outras manifestações semelhantes do Serbão e do Ricardo, até que o certamente extenuado Marco voltou:

Muito obrigado, Milton e Cesar. O diabo é que esse governo dá uma trabalheira louca…
Yeda é imparável…mas está encontrando sua tampa.

Bem, mas tenho que ir ao centro comprar umas memórias. Calma, pessoal, são Micro SDs de 2GB dessas que se usam em telefones! Ou vou mais perto do meio-dia e almoço com a Bárbara naquele restaurante japonês bom e barato do 2º andar do Mercado Público?

Não sei ainda. O que sei é que uma empresa estatal que detém certo monopólio em sua área começou a fazer propaganda nas jornadas esportivas da Rádio Gaúcha, da RBS. Quer fazer obras e mais obras para a Copa do Mundo e busca simpatia. Já ganhou capa de Zero Hora dominical E o PP está lá. E eles pensam que são espertos. OK, $ão.

Exclusivo: Como evitar e curar a IMPOTÊNCIA – Saiba aqui

Você passa anos pensando que as palavras mais horríveis do mundo sejam “pedofilia”, “guerra”, “câncer”, “hitler”, “grêmio”, “racismo”, “médici” para descobrir que a pior de todas é “adrenalina”. São dez letras que agora me causam medo e espanto. Faz poucos dias, durante um churrasco regado a caipirinhas e cervejas, conversava com um urologista a respeito de um excruciante assunto que muito me interessa. Ele me disse frases absolutamente lapidares, afirmativas e decididas; procurarei resumir aqui:

O maior inimigo da ereção chama-se adrenalina. Por exemplo, se eu estou operando um pênis com o paciente anestesiado, é inevitável que manipule seu pênis. Alguns entram em ereção. Então, boto um pinguinho (ele disse um pinguinho) de adrenalina e o troço fica mortinho (oh, yeah, ele disse mortinho).

A conclusão a que chego é bastante óbvia. Esses caras que se atiram de pontes presos por um elástico não se interessam por sexo, se interessam por adrenalina, ou seja, por evitar o sexo; motoqueiros velozes, idem; obviamente, os pilotos de Fórmula 1 só tem aquelas mulheres para mostrá-las — mas quem é que tem quem?, não seriam as mulheres que possuem um mirrado pilotinho em casa? É claro que um jovem pode ser viril e gostar de aventuras, provavelmente os pilotos de Fórmula 1 dão conta, porém, minha amiga, fuja dos aventureiros maduros. Provavelmente, seus frutos estarão irremediavelmente caídos. Aqueles caras que, aos 40-50 anos, fingem-se de jovens, compram motos, disputam corridas de kart, correm perigo, esqueçam. Bom mesmo é quem joga golfe, até pela mira.

Mas voltemos ao Doutor L.:

Quanto mais ansiedade, mais adrenalina. Mas, veja bem, Milton, um cara com muita adrenalina tem um afluxo normal de sangue a seu pênis, mas… é que existe como que uma válvula para prender o sangue lá dentro. Só que com a adrenalina, a válvula não fecha e o órgão sexual masculino não se dá conta de todo aquele sangue que passa por ali; ele fica ocioso. Então, não é só a prática de esportes radicais na maturidade que pode gerar impotência, mas também o estresse, os problemas profissionais, o luto, as separações, o desemprego, as falências, etc. Esses troços acabam (ele disse acabam, lembro bem) com o cara mais cedo.

Mas então os sujeitos ricos são mais felizes também nisso? Porra, mas em que merda de mundo injusto vivemos? Isto quer dizer que os funcionários públicos transam mais? Agora, leiam as palavras LITERAIS (juro) que o Doutor L. me disse:

Então, preste atenção. Você liga a TV de manhã e aparece o Alexandre Garcia: você não sente mais deu um jatinho de adrenalina; você pega o jornal e vê estampada a cara da Yeda: jato médio; tua ex-mulher liga: tu chafurdas em adrenalina; lembra das contas: jato médio e assim vai. É foda, ou antes, é pouca foda.

Bem, aqui e agora, mostrarei a solução para todos os problemas: todos os dias pela manhã, você deve ligar a TV, SEM SOM — de modo a proteger-se das más notícias –, no noticiário matinal Bom Dia Brasil com Renata Vasconcellos. É uma atitude temerária. Quando aparecer Alexandre Garcia falando de Brasília, é melhor desviar rapidamente o olhar. A menor dose do horroroso sifilítico, antes de você estar embebido de Renata, porá tudo a perder. Não desafie a adrenalina ainda. Aquele olhar risonho e vitorioso é um tal acinte a seu cérebro que até a primeira urina que chegará à privada levará consigo altos níveis do hormônio do mal.

A visão matinal desta mulher adrenalina-free salva nossa vida do estresse por largo período da manhã. Se ela estiver ao lado de Renato Machado, não haverá problema, pois Renato é um sujeito do bem, gosta de um bom vinho, uma boa mesa e não costuma alimentar-se apenas das cagadas do PT. De qualquer forma, nem consigo vê-lo direito. Meu amigo, faça o teste:

1. Primeiro, observe bem Renata Vasconcellos, embriague-se dela. Note não apenas a beleza, mas a classe. Veja como ela costuma deixar um sutil decote, deixando-nos espreitar dois argumentos matadores que infelizmente você não poderá utilizar em sua próxima discussão. Note como ela se veste diferentemente das apresentadoras mezzo jecas do Rio Grande do Sul. Ali, há tesão e classe, classe e tesão. Ela, decididamente, não veio da RBS.

2. Depois, corra até o computador e leia o um post de Rein@ldo de Azevedo. Qualquer um deles, só para provocar a adrenalina com vara curta (ops!). Garanto: ainda embebido do Efeito Renata, nenhum hormoniozinho de merda o vencerá.

3. Faça o terceiro teste.

Dará certo. Aposto! E então você poderá urrar de prazer: “Sai pra lá, adrenalina nojenta!”, “Ainda sou aquele rapagão voraz dos bons tempos!”, “Ei, adrenalina, vai tomar no c…”, etc. Nenhum cachorro dotado de osso peniano será mais efetivo do que você! Anotem aí mais uma prova da inexistência de Deus: se Deus existisse, daria um osso peniano aos cães e um problema hidráulico para nós? Hein?

E agora, para que você possa ver sua solução se mexendo ao natural, mostramos um vídeo onde Renatinha brinca com seus colegas num intervalo do Jornal Nacional que “escapou” para o YouTube. Observem detidamente… Mas evitem olhar para a tela nos primeiros 5 segundos do filme. É que aparece o horroroso sifilítico do Alexandre Garcia… A Globo é uma porcaria, mas pode curar. Mais do que o Boston Medical Group.