Um local de Porto Alegre: a Ladeira Livros de Mauro Messina

Um local de Porto Alegre: a Ladeira Livros de Mauro Messina

Publicado em 12 de julho de 2015 no Sul21 (*)

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Quem mora em Porto Alegre e ama os livros, provavelmente conhece Mauro Messina. Sócio do sebo Ladeira Livros (Rua Gen. Câmara — mais conhecida como Rua da Ladeira –, nº 385, no chamado Centro Histórico), Mauro fez dois cursos na Ufrgs e outro na Fapa, indo quase até o final de cada um deles. Porém, para extrema decepção de sua mãe, não se formou nem em Ciências Sociais, nem em Geografia e muito menos em Administração de Empresas, apesar de ter mais ou menos se sustentado nos corredores da Universidade Federal e da Fapa. Em compensação, conhece livros – objeto e conteúdo – como poucos, dando palpites certeiros sobre aquilo que os clientes devem (ou não) ler, além de irritar todos os colorados que vão à livraria com um gremismo daqueles bem barulhentos e nojentos – opinião deste que vos escreve.

Para quem olha da rua, a Ladeira Livros parece pequena. A sala da frente não é grande, mas há 40 mil livros lá para trás. Enquanto a chuva batia forte na General Câmara, fazendo os clientes entrarem fechando rapidamente seus guarda-chuvas, Mauro falou ao Sul21 como sempre faz — sorrindo muito e interrompendo seus discursos com risadas altissonantes.

Foto retirada do perfil do Facebook de Mauro Messina
Foto retirada do perfil do Facebook de Mauro Messina

A história da livraria começa lá nos anos 80. Mauro fazia bicos com Adeli Sell numa banquinha que ficava embaixo do viaduto da Borges, um sebo. O espaço era mínimo para os dois militantes da tendência petista ‘O trabalho’. Lá, o estudante secundarista Mauro vendia broches e adesivos do PT. Então, começou a botar uns livrinhos ao lado. Em 1988, conheceu Fernando Schüller, coordenador de literatura na Prefeitura. E começou a vender livros nos sábados pela manhã, durante os Encontros de Sábado na secretaria municipal de cultura. Quando entrou na Universidade, mudou para a Convergência Socialista. Cursava administração na Fapa. Em 1991, foi trabalhar como funcionário do livreiro e escritor Arnaldo Campos, o lendário dono da Porto do Livro, no Campus Centro da Ufrgs.

No mesmo ano, passou no vestibular da Ufrgs para Ciências Sociais. Ficou dois anos com Arnaldo, apesar de que o dono da livraria estava sem dinheiro e com problemas para pagar a pensão da ex-esposa. Era a época pré-plano real, a inflação corroía tudo e a ex-mulher do livreiro frequentemente ligava pedindo o pagamento da pensão. Arnaldo se deprimia e dizia dez vezes por dia para Mauro: ‘’Desiste do ramo. Eu sei que tu gosta, mas não faz como eu, faz algum concurso, pega uma estabilidade.’’ E Mauro respondia que não tinha como. Aí passava um tempo, o livreiro atrasava novamente a pensão e a mulher voltava a ligar. Ficavam meia hora no telefone. Aí ele se estressava e chamava o funcionário para o Bar do Antônio. ‘’Larga, Mauro! E não casa. Mas, se tu for burro e casar, não te separa”’. Contudo, quando Mauro inaugurou a Ladeira Livros em 2006, Arnaldo visitou o ex-pupilo. Estava todo feliz.

Mas não nos adiantemos. Em 1993, Mauro ficou desempregado. Sabia que algumas livrarias tinham armários de livros nos corredores da Ufrgs e ele pensou que poderia fazer o mesmo. Convidou um amigo e começaram a vender livros nos corredores do Campus do Centro. O nome da livraria era Sagarana. Ele já tinha contato com algumas editoras e alugou uma sala na Dr. Flores para o estoque. Também vendia livros na Fapa, dentro do mesmo esquema. Os livros eram novos, recebidos em consignação. O corredor ficava cheio de gente nos intervalos. Ali, Mauro discutia política, futebol e vendia seus livros.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Trabalhava também no curso Unificado. Amigo do professor Sergius Gonzaga, chegava ao cursinho na hora do intervalo. Sergius colaborava, avisando-lhe do livro que recomendaria em sala de aula. Na saída… Mesmo assim, o maior ponto de venda era dentro da Ufrgs. Um dia, tentaram acabar com a banca de livros de Mauro. Era ilegal. Um abaixo-assinado dos alunos garantiu a continuidade. Mas depois não houve jeito e ele teve que sair.

“Eu saí lá em 2001 e não sabia o que fazer, simplesmente não esperava que acontecesse. Aí eu fui ali no Flores, que vendia discos na Borges, embaixo do viaduto. Cheguei nele e disse que tinha uns livros pra vender no espaço dele. Trouxe meu armário. Ele vendia discos e eu livros. Naquela época eu estava negociando um espaço no Campus do Vale lá na Ufrgs. Fui para lá, mas nos dois lugares vendia pouco. Foi um período bem complicado”.

A Ladeira Livros começou em 2006. “Os proprietários da Nova Roma estavam fechando a livraria na Gen. Câmara (a popularmente chamada Rua da Ladeira) e me disseram que se eu quisesse poderia trabalhar lá. Levei meu pequeno acervo de 600 livros e me mudei. Peguei livros novos em consignação e comprava bibliotecas de forma parcelada, etc. Fui levando a vida”.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

A Estante Virtual já existia há um ano e Mauro quis aderir, só que não tinha computador. Fazia o cadastro de seus livros numa lan house. Lá, também descobria o que fora vendido. E concluiu que não poderia ficar fora das redes, apesar de achar um saco cadastrar tudo. “Estava complicado pagar o aluguel do novo espaço. Então, três estudantes amigos meus deram a ideia de dividir o aluguel e transformar parte do local em cafeteria. Mas tinha um problema, eles não tinham experiência nisso e, na verdade, detestavam café. Achavam também chato servir os clientes. “Então tive uns golpes de sorte comprando boas bibliotecas, comecei a crescer e tive que mudar de número aqui na rua. Eram muitos livros”.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Como se compra livros? “Tu tens que conversar com a pessoa pra saber o que o livro significa pra ela. Se eu pagar uma miséria, eles não voltam mais, vendem para outro. Afinal, quem se interessa por literatura conhece a Estante Virtual, onde todos ficam sabendo o valor de cada obra. Então, se a pessoa tem apego aos livros e eu quero comprá-los, vou ter que pagar. Existe toda uma negociação para a compra, mesmo quando cara vem aqui vender uns poucos. Tenho que olhar livro a livro para ter uma boa base de quanto vale. Não adianta olhar de longe. Nem todas as bibliotecas são como a do Tatata Pimentel, que acabei comprando. O bom é que o amor pelo livros facilita o papo”.

Mauro tem mil histórias acerca da compra de livros e bibliotecas. Há o pessoal que vem até a Ladeira para vender poucos exemplares, tem os caras que enganam os familiares e vendem a biblioteca de um morto recente pedindo um “por fora”. Ele também conta histórias de uma Kombi que quebrava sempre que vinha com milhares de livros, mas a preferida parece ser esta: “Uma vez, fui ver uma coleção de livros e quando cheguei, a dona tinha uma capelinha, cheia de velas. Era religiosa, uma carola de qualquer coisa e eu sou materialista diálético (risadas). Na saída, após fecharmos negócio, ela fixou os olhos em mim e disse misteriosamente que meus pais precisavam vender alguma coisa, mas que tinha uma pedra no meio do caminho. E me aconselhou: ‘Diz pra tua mãe pegar uma pedra e atirar ela longe’. Ela também me disse que eu era uma pessoa muito boa. E completou me avisando que estaria desencarnando dali a uns dias. Gelei, né? Então liguei pra minha mãe. Ela disse que sim, queria vender um sitiozinho no interior. E mandei ela atirar longe a porra da pedra. Ela não queria, mas eu insisti. Ela acabou atirando a tal da pedra e logo depois vendeu o sítio. Eu voltei à casa da mulher para agradecer e não encontrei mais nada. Talvez ela tivesse desencarnado”.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Hoje, Mauro cadastra todos os livros na Estante Virtual. Mas ainda vende mais na livraria. Quem o conhece sabe que ele adora uma conversa, recebendo bem até os que se não gostam de ver a figura de Lênin ao lado do caixa. “São 60% das vendas aqui na livraria, na base da conversa, e 40% na internet. O Correio gosta de sumir com os livros, é um problema, mas a Estante garante uma estabilidade, é venda certa”.

A Ladeira Livros também usa o Facebook. Mauro conta: “Eu escolho um livro para anunciar no Facebook. Às vezes pego um muito bom, outras vezes pego um da hora ou outro totalmente aleatório. Boto lá a capa e o valor. E escrevo ‘Na prateleira’. Quem pedir primeiro para reservar, leva. A regra é clara. No dia que os Estados Unidos legalizaram o casamento gay, eu anunciei o livro sobre a torcida organizada do Grêmio Coligay… Coloco uns dez livros por dia, nem todos saem, depende muito do que eu posto e do momento. Para mim, o Facebook é diversão. Também conto histórias lá. Com ele, conheci muita gente que nunca entrou na livraria e que compra ou só conversa. O preço? Eu dou o preço que mais ou menos é cobrado na Estante Virtual. Tu podes terminar a entrevista dizendo que eu sou apenas mais um leitor que lê menos do que gostaria. Sou um leitor mediano. Não sou formado em nenhum curso, apesar de ter feito ciências sociais e geografia. Ando lendo mais romances atualmente, principalmente os policiais. A livraria abre às 9h, mas eu trabalho das 10h30 as 19h. Tenho dois filhos, a Márcia e 40 mil livros cadastrados, além de seis mil que ainda tenho que botar no sistema. É isso.”

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

(*) Com Pedro Nunes

Um local da cidade: o Tuim, onde só se vende refrigerante com receita médica

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

A antiga Rua da Ladeira chama-se General Câmara desde 1870, mas a população insiste em utilizar o velho nome para designar a rua onde um deck de madeira se esgueira pela calçada no número 333, no início da subida. Ali, de segunda a sexta, entre 10 e 21h, são consumidos sete mil litros do melhor chope e seis mil maravilhosos bolinhos de bacalhau por mês.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Com 74 anos de história, o Tuim é um dos bares mais tradicionais de Porto Alegre. É um negócio de família, administrado pela terceira geração de descendentes portugueses – o que explica o carinho bolinho de bacalhau, uma constante no cardápio. André Azevedo é o administrador do bar que antes era gerido por seu pai e, antes disso, pelo filho de criação do avô.

André conta que desde os 14 anos vive entre as mesas e garrafas do estabelecimento do pai. Quando seu Manuel revelou que queria vender o Tuim – que na época tinha metade do tamanho atual — André discordou e propôs-se a tocar o negócio. O pai então cedeu 50% do Tuim para André, um ex-técnico de mecânica, hoje com 32 anos. Quem o vê tirando chope não o imagina fazendo outra coisa.

A primeira sede do bar na Rua Uruguai, à esquerda na foto cedida por André Azevedo | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Antes de vir parar na subida entre a Praça da Alfândega e o Theatro São Pedro, o Tuim teve outras moradas. Em 1941, foi inaugurado na Rua Uruguai (foto acima) e passou ainda pela Riachuelo antes de se estabelecer na General Câmara, em 1958. Quando assumiu, André fez reformas para ampliar o bar e aumentar a clientela. Na parede, um quadro avisa o horário de fechamento, às 21h – “por tradição” – e a recusa de abrir as portas em finais de semana e feriados, “por falta de movimento”. Além dos tradicionais chope e bolinho de bacalhau, o Tuim serve almôndegas, batatas fritas, salsichas bock e, nos últimos anos, passou a servir almoço. Os frequentadores sabiam que os funcionários almoçavam e pediram. “A gente não sabia se ia dar certo, mas hoje vendemos 70 almoços por dia”.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Se o Tuim sempre esteve ligado à família Azevedo, também é um bar famíliar. Não pelo recato dos frequentadores, mas pela intimidade existente entre eles. “Noventa por cento da clientela são pessoas que vêm todos os dias”, conta André. Ele explica que a maioria dos clientes, das mais variadas profissões possíveis – políticos, jornalistas, intelectuais, funcionários públicos, advogados –, se conhece bem. Há fregueses com mais de 40 anos de Tuim.

O momento mais importante, André tirando o chope | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

André diz que os 10% de frequentadores que não são fixos “entram facilmente no ritmo” dos outros. Quando alguém chega sozinho com o bar cheio, o dono logo ajeita as coisas para que se abra um espaço para o novo cliente em uma mesa com gente. “Em outros bares não tem isso, mas aqui tem uma interação maior. No Tuim, os clientes são parte do bar”, diz.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Depois de tantos anos, a linha entre funcionários, clientes e amigos se diluiu inteiramente. “O convívio diário com a freguesia torna meu trabalho muito prazeroso. Volto faceiro para casa todos os dias. E mais inteligente”, brinca ele, que ouve e participa das conversas dos intelectuais que, entre um chope e outro, discutem de política a questões existenciais.

Com tantos fregueses fiéis – e embriagados – não é de se admirar que algum, um dia, tenha burlado a sagrada hora de fechamento e ficado dentro do Tuim um pouco mais do que o esperado. André conta rindo sobre uma noite em que um cliente, depois de “tomar todos os uísques possíveis”, se despediu e foi embora do bar. O dono, então, guardou as garrafas na geladeira, limpou o balcão, apagou as luzes, trancou as portas e acionou o alarme.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Quando André voltava para casa, já na Osvaldo Aranha, recebeu o aviso no celular de que o alarme do Tuim tinha disparado. Voltou correndo para a General Câmara só para ouvir da rua os berros de “Tu me trancou aqui dentro!”.  A suposição de André é de que o tal freguês tinha voltado e dormido no banheiro, já que “estava bem embalado”. O tal cliente, cujo nome André não divulga nem sob tortura, reclamou que ficou absolutamente desesperado durante os poucos minutos em que ficou preso. Afinal, não sabia onde ligava o ar condicionado — era verão — e nem tinha conseguido tirar chope.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

O Tuim adota um rígido código de ética. Quem chega lá totalmente bêbado, não é servido, é mandado para casa. Por outro lado, ele não serve refrigerantes em hipótese alguma. Só que a saúde de alguns dos clientes mais antigos demonstra inadequação ao segundo preceito. Então André conta, rindo, que abre exceções e vende refrigerantes mediante a apresentação de receita médica. “Sim, a ética do bar teve de ser flexibilizada… Começaram a pedir para eu vender refrigerante porque os médicos não os deixavam mais beberem, mas eles queriam continuar frequentando o bar. Afinal, são pessoas que vêm aqui há décadas. Os caras têm todos os amigos aqui dentro. Então tive que vender refris, mas não os deixo em exposição”.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

OK, mas então qualquer um pode beber um refrigerante no deck do Tuim? “Não, também não é assim. Só com atestado médico!”. Ah, bom.

Onde está Wal… Onde estou? | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Quando estávamos nos retirando, um frequentador conhecido por Paraíba estava reclamando para André que o bar não tinha café expresso. Ele estava bebendo cachaça e sonhava com um café depois. Só que o Tuim não serve café. Quando soube que havia jornalistas presentes, Paraíba adotou um tom de político em campanha: “Temos um projeto de nossa autoria que inclui a instalação de uma máquina de café expresso no Tuim para daqui cem anos”. Como bons jornalistas, anotamos. Vamos conferir se será aprovado, ora.

O estuprador da General Câmara

Pois meus sete leitores, sou uma pessoa discreta, mas o que posso fazer se as circunstâncias costumam me atrapalhar?

Dia desses, semanas atrás, estava saindo do Sul21 no horário do almoço, acompanhado por colegas. Caminhávamos pelo corredor de nosso prédio em direção à rua, conversando animadamente. Quando dobramos à direita para descer nossa querida Ladeira, a Carmen viu uma amiga e desgarrou do grupo. Fui olhar com quem ela falava e tum!, bati em algo que estava na minha frente. Senti a pancadinha mais ou menos na altura do púbis. Tudo se passou em menos de um segundo: bati em alguma coisa, não vi direito o que era e, no reflexo, tratei de segurá-la para não cair. Quando olhei melhor o que tinha ocorrido, eu estava com as duas mãos na cintura de um sujeito que estava agachado, amarrando o sapato. Deve ter sido uma cena idílica.

Nossa repórter Rachel Duarte, de família materna italiana, é muito pouco silenciosa e deu uma risada que foi ouvida desde a Biblioteca Pública até a Rua da Praia. A vítima ergueu-se rapidamente, não olhou para trás e desceu a rua a toda a velocidade, trotando em marcha atlética. Pude comprovar que, realmente, quem tem, tem medo. Após a surpresa, comecei a rir da reação do moço que estivera em tão comprometedora posição segundos antes.

Mas, porra, como é que o sujeito está em tão boa forma física que amarra o sapato apenas dobrando o tronco? Ah, essas academias! E quem é que mandou ele fazer aquilo no meio da calçada, mostrando-se para todos em vez de encostar-se a uma parede, até porque ficaria mais protegido, não? Na tarde daquele dia, a Rachel me mandou, pelo Facebook, dezenas de fotos de gente amarrando os sapatos, a maioria de costas para a parede.

Que é como se faz essas coisas.

Antes de ir ao tênis, fique de costas para uma parede, por favor. Afinal, EU pode estar próximo.

General Câmera: sorria, você está sendo filmado

A pressa com que a prefeitura faz nascer placas nesta época pré-eleitoral está prejudicando não somente a paisagem porto-alegrense, como também a correção do nome de suas ruas. Se todo mundo já chama a rua do Sul21 de Rua da Ladeira, agora corremos o risco de acentuar a confusão, pois foi criada uma nova forma de referir-se ao logradouro. Este envolve um ato falho, pois, se utilizarmos uma câmera, veremos que não há nada por trás da placa, nem um buraquinho…

A placa apareceu bem depois do dia 18 de julho, segundo o vigilante porteiro do prédio do Sul21

Mudança

O estranho em tudo isso é que nunca dei muita importância à localização de meu trabalho, sempre pegava minhas coisas, ia e fim. Mas agora é impossível ignorar. O Sul21 mudou-se para a Rua da Ladeira, também conhecida por seu nome oficial, Rua Gen. Câmara. Ficamos entre a Rua da Praia, de nome oficial Rua dos Andradas, e a Riachuelo.

Neste trajeto em subida, encontramos muitas atrações:

1. À direita, o Bar e Choperia Tuim (desde 1941).

2. Depois, ainda à direita, o sebo Ladeira Livros.

3. Atravessando a rua, o sebo Nova Roma.

4. Voltando ao lado direito da rua, um pequeno restaurante chamado Gramado Gold. Serve almoço ao custo de R$ 8,90 e, ao menos ontem, um café espresso aguado. Vão melhorar, espero.

5. No mesmo lado, o sebo Beco dos Livros.

6. Bem na frente, do outro lado da rua, claro, o prédio do Sul21.

7. Adiante, ao lado, o Cine Bancários.

8. Ainda à esquerda, o sebo Dante, que ou está em reformas ou está fechando.

9. Voltando ao lado direito, O sebo Estação Cultura e,

10. do outro lado, a Biblioteca Pública do Estado.

Nada a reclamar.