Um bom dia curto e grosso, Odair (com os melhores lances do fiasco de ontem)

Um bom dia curto e grosso, Odair (com os melhores lances do fiasco de ontem)

Odair, o Inter entrou em campo com o regulamento debaixo do braço e saiu com ele enfiado no c… Sim, este é o blog da tradicional família gaúcha, mas às vezes ultrapassamos a linha do bom gosto. Tu também, Odair.

Foto de abertura do grupo do Facebook @ComiDoInter
Foto de abertura do grupo do Facebook @ComuDoInter

Vou ser curto e grosso, tenho que trabalhar. Nosso time tem péssimo toque de bola. Qualquer coisinha e a bola espirra ou passa tranquilamente sob os pés de nossos jogadores, ignorando nossa angústia. Somos nervosos e ruins, Odair. Então, sendo assim, como vamos controlar o adversário apenas tocando a bola e nos defendendo? Vamos é passar todo o tempo nos defendendo, correto? Isso é da mais pura lógica.

Quantos contra-ataques foram desperdiçados? Quantas bolas foram perdidas bobamente, devolvendo a bola para aquelas débeis tentativas do Vitória? Muitas. Até que eles criaram coragem e começaram a perder gols. Até que fizeram um.

Ou seja, nossa abordagem foi totalmente equivocada. Não nos conhecemos. A única forma de jogarmos é com esforço ou, como dizem, com a corda esticada. Retranca? Retenção de bola? Esqueça. Nosso estilo não pode ser o de apenas manter a bola conosco, pois sucumbimos a qualquer marcação. Mesmo a do Vitória.

Para piorar, tu estavas perdendo o jogo e com a quase certeza de ir para os pênaltis. Então, o que fizeste? Tiras D`Alessandro, um gol quase certo, para colocar Camilo. Camilo é bom chutador e fez o dele, mas porque ele não entrou no lugar de outro, de um menos dotado para a tarefa? É só pensar, coisa que se faz pouco no Beira-Rio.

Bem, agora só temos o Brasileiro até o fim do ano. Faltam 42 pontos para não voltarmos para a Segunda Divisão. Acho que é simples, só que nada é simples para quem não usa o cérebro.

https://youtu.be/-QVxQSnXJUY

Bom dia, Abel Braga (veja os gols da comédia de ontem)

Bom dia, Abel Braga (veja os gols da comédia de ontem)
Fabrício, o matador... de Dida | Foto: Alexandre Lops
Fabrício, o matador… de Dida | Foto: Alexandre Lops

Posso te fazer uma pergunta, Abel? Tu ficaste sem o Alex para este jogo em função do terceiro cartão. Mas por que tu o substituis tirando o melhor jogador do time, D`Alessandro, de sua posição no lado direito de ataque, para colocar ali o Eduardo Sasha? Como? Ah, para que o futebol do Sasha possa brilhar? OK, tá, obrigado pela resposta.

Ontem, usamos seis meias no jogo: Dale, Jorge Henrique, Sasha, Valdívia, Alan Patrick e Leandro. Acho que só Dale, Valdívia e Leandro (os dois últimos na qualidade de promessas) merecem vestir a camisa do Inter. É incrível, o Luigi contrata, contrata e faltam jogadores. De outro lado, a formação de novatos é obstaculizada por ti, Abel, um apaixonado pela experiência dos veteranos. Por exemplo, para que colocar o Ygor se há o jovem Bertotto que sempre entra bem?

É por essas e inúmeras outras que tu és o companheiro ideal de Giovanni Luigi, Abel. Ele é um bom administrador de rodoviária que contrata jogadores veteranos a peso de ouro. Tu chegas todo pimpão, escalas os velhinhos e logo fica louco para ir embora. Escrevo isso porque, na minha opinião, só a aposta em uma demissão faz um treinador escalar o time do modo como escalas. Mas sou contra tua saída, sabes? Quero que tu fiques aí mesmo, convivendo com o Luigi.

O jogo de ontem causou sono. Dida tomou um frango no primeiro gol — culpou os refletores, coitados. Depois, tivemos tudo para empatar, mas Wellington Paulista, Sasha e Gilberto não são suficientemente dotados de futebol para nos salvar. Perderam os gols sem nem obrigarem o goleiro do Vitória, Gatito Fernandez, a trabalhar. No início do segundo tempo, tomamos mais um gol de Fabrício. Ele é o jogador que mais fez gols em Dida em 2014. O de ontem veio em bela cabeçada para baixo, indefensável. A única curiosidade é que Fabrício é jogador do Inter e deveria fazer isso na outra goleira.

O Vitória era o lanterna do Brasileiro e apresentamos muito menos futebol do que eles. De minha parte, só quero 11 pontos na próximas 18 rodadas para não cairmos. É o que espero de 2014. A Libertadores vai para o Grêmio novamente. Agora, se tiveres sucesso em tua tentativa de ser demitido, gostaria que o Luigi fosse junto, deixando o vice em seu lugar, abrindo a discussão sobre as eleições para o biênio 2015-16. Mas, sei, é sonhar demais.

Tu disseste ao final do jogo: “É um momento difícil que vamos ter que reverter. Precisamos manter o psicológico forte para voltar a vencer”. Bá, para te aguentar é preciso de muito “psicológico” mesmo!!! Eu tenho.

Porque às vezes sinto orgulho de minha cidade

Publicado no Sul21, com outro título

A partir deste domingo (13), ônibus com mensagens ateias circularão em Porto Alegre e Salvador. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) e apresenta quatro mensagens que expõem um pouco o que pensam os ateus. Segundo a entidade, este é mais um passo dado na direção do reconhecimento dos não crentes como cidadãos plenos e dignos. Serão 10 ônibus em Porto Alegre, financiados por um único doador paulista que prefere permanecer anônimo, e 5 ônibus em Salvador, financiados com recursos da entidade e outros doadores.

O mote da campanha é “Diga não ao preconceito contra ateus”, que aparece em quatro formatos diferentes. Um deles afirma “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas” e outra diz “Religião não define caráter” mostrando uma foto de Hitler, citado como crente, e Charles Chaplin, um ateu. As propagandas permanecerão nos ônibus por um mês. Porém Daniel Sottomaior, presidente da ATEA, revela que “O prazo pode se estender, se tivermos doações. Somos cerca de 2% dos brasileiros ou 4 milhões de ateus. Muitos têm medo de se expor devido ao preconceito de amigos, chefes e familiares. Isso tem que acabar”.

A campanha traz ainda a foto de um avião atingindo o World Trade Center com os dizeres “Se Deus existe, tudo é permitido”, uma citação alterada da famosa frase de Dostoiévski em Os Irmãos Karamázovi, “Se Deus não existe e a alma é mortal, tudo é permitido”, dita paradoxalmente pelo ateu Ivan Karamázov no romance. Outra peça afirma “Somos todos ateus com os deuses dos outros”, mostrando imagens de um deusa hindu, um deus egípcio e um deus palestino — Jesus.

Segundo a entidade, o objetivo da campanha não é fazer desconversões em massa, mas conseguir um espaço na sociedade e diminuir o preconceito que existe contra ateus.

DOAÇÕES –> AQUI <–