Bram Stoker vive!

Publicado em 9 de dezembro de 2012 no Sul21

Por Nikelen Witter
Especial para o Sul21

Não, ele não morreu. Acima, Christopher Lee como Drácula.

O título dramático pode parecer exagerado. Afinal, Bram Stoker jamais foi conhecido como um autor genial. Nem em sua época, nem passados 100 anos de sua morte. Sua criação, porém, assentou seu pé na imortalidade. Drácula, a obra-prima de Stoker, ganhou vida própria (com o perdão da ironia) e superou em muito seu criador. Se levarmos em conta, especialmente, a primeira metade do século XX, perceberemos, inclusive, que o autor praticamente sumiu das referências feitas a seu personagem mais famoso. Resgatado no título de uma adaptação de sua obra num filme dos anos 90, assinado pelo oscarizado Francis Ford Coppola, Stoker assumiu notoriedade como um dos principais autores no estilo do romance gótico vitoriano. Read More

O prazer da leitura e o orgasmo: mulheres leem enquanto são estimuladas

Eu queria algo de primeiro de abril, mas, bem… O fotógrafo Clayton Cubitt montou uma interessante exploração da relação inter-prazeres. Mulheres foram filmadas lendo, enquanto um misterioso dispositivo estimulava-as ao orgasmo. Pensamos que o misterioso dispositivo atenda pelo nome de vibrador.

Tradicionalmente, o Ocidente, sob  a indiscutível e perniciosa influência católica, considera que a relação entre mente e corpo seja de conflito perpétuo, que um tentaria subjugar o outro. Nas pessoas religiosas e virtuosas, a mente dominaria o corpo e os desejos; os outros seriam perfeitamente felizes. O autocontrole — esta superestimada bobagem — seria a soberania da mente sobre os sentidos inferiores que aprisionariam nossas almas, se deixados livremente.

Com base nesta oposição, o fotógrafo estadunidense Clayton Cubitt realizou uma experiência única: colocou três mulheres lendo textos que são considerados sensuais ou francamente eróticos: Folhas da Relva, de Walt Whitman, Necrophilia Variations, de Supervert e Still Life with Woodpecker, de Tom Robbins. O tal misterioso mecanismo estimulava continuamente a área genital da leitora até que ela atingisse o orgasmo — o que marca o fim de cada experiência.

Entre outros fins, Cubitt procurou explorar as áreas limítrofes onde a mente não governa mais o corpo, apesar de todas as solicitações do superego pela compostura.

É muito interessante ouvir o que estavam lendo quando perdem a noção. Elas asseguraram que a experiência foi como um transe religioso e elas não lembraram da segunda metade do que leram.

Stoya — aqui, um depoimento — visita o estúdio e lê Necrophilia Variations de Supervert.

Alicia com Folhas da Relva, de Wait Whitman.

Danielle vai ao estúdio e lê Still Life With Woodpecker, de Tom Robbins.

E mais:

E ainda:

E, para terminar:

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